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Na década de sessenta o ponto mais alto do futebol foi a conquista europeia da Taça dos Vencedores das Taças, em 1963-64. Uma epopeia que passou por três jogos suplementares, incluindo a final, uma vitória de 5-0 sobre o Manchester United e uma goleada de 16-1 sobre o Apoel de Chipre (que ainda hoje é recorde das competições europeias de clubes). A vitória nessa gesta, na qual poucos acreditavam à partida tanto mais que a carreira interna não era famosa, foi obra de uma equipa unida e psicologicamente fortíssima, liderada primeiro por Gentil Cardoso, depois pelo arquitecto Anselmo Fernandez, e na qual pontificavam, entre alguns outros, grandes nomes do futebol leonino e nacional como Carvalho, Pedro Gomes, Mário Lino, Alexandre Baptista, José Carlos, Hilário, Fernando Mendes (o grande capitão), Geo, Pérides, Osvaldo Silva, Figueiredo, Mascarenhas e João Morais, autor do canto directo na finalíssima em Antuérpia com o qual se decidiu o vencedor da prova.
Com a extinção da Taça dos Vencedores das Taças na temporada de 1998-99 e respectiva fusão com a Taça UEFA, o Sporting tornou-se assim o único clube português a poder ostentar este título histórico.
Entre 1960 e 1999, a equipa de futebol venceu mais seis Campeonatos Nacionais, o último dos quais em 1981-82, e mais sete Taças de Portugal, entre elas a de 1994-95, que assinalou um regresso da equipa principal aos títulos de âmbito nacional depois de um prolongado interregno. Em 1974, com 46 golos, Hector Yazalde, ponta-de-lança do Sporting, conquistou a Bota de Ouro dos goleadores europeus. O seu recorde ainda hoje se mantém. Em 2002, Mário Jardel tornou-se o segundo jogador do Sporting a conquistar essa distinção europeia.
No hóquei em patins o Sporting registou uma gloriosa vaga europeia entre 1975 e 1990, com uma Taça dos Campeões Europeus – era a melhor equipa do Mundo na altura –, três Taças das Taças e uma Taça CERS.
O atletismo foi e continua a ser uma constante fonte de orgulho para o Sporting: Carlos Lopes conquistou três Campeonatos Mundiais de Corta-Mato, uma medalha de ouro e uma medalha de prata em Jogos Olímpicos. O corredor do Sporting empolgou Portugal com a vitória na maratona olímpica de Los Angeles, em 1984. Os seus troféus foram precursores de vários outros de âmbito olímpico, mundial e europeu de que hoje o Sporting se orgulha.
Fernando Mamede foi recordista mundial dos 10.000 metros durante cinco anos e recordista europeu da mesma prova durante 15 anos. O Sporting somou entretanto, até aos dias de hoje, 14 Taças dos Campeões Europeus em Corta-Mato.
No ano 2000, a equipa de atletismo venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus em pista, feito único no desporto português que foi conseguido sobre uma equipa russa que era praticamente a selecção nacional de uma das potências mundiais e olímpicas da modalidade. Depois de Carlos Lopes, Fernando Mamede e os irmãos Castro, todos eles com medalhas e recordes internacionais, Rui Silva, Naide Gomes, Francis Obikwelu, o homem mais veloz da Europa, Yuri Bilonog e Ionela Tirlea são atletas da geração do centenário com expressão mundial que interpretam a vocação ganhadora do Sporting além-fronteiras.
O andebol, outra das modalidades com uma mística especial no Clube, conquistou um pentacampeonato entre 1969 e 1973, feito ainda por igualar em Portugal.
João Roque, Leonel Miranda, Joaquim Agostinho e Marco Chagas, entre outros, brilharam no ciclismo, em estradas portuguesas e estrangeiras. Agostinho (terceiro lugar numa Volta à França, segundo numa Volta a Espanha e vencedor de três Voltas a Portugal) morreu a 10 de Maio de 1984, na sequência de uma queda provocada por um cão quando seguia com a camisola amarela na Volta ao Algarve, em representação do Sporting. O seu nome está perpetuado numa curva da terrível escalada do Alpe D'Huez, na Volta à França, como homenagem à épica vitória do ciclista português nessa mítica etapa.
O ténis de mesa do Sporting amealhou títulos nacionais numa quantidade recorde insuperável a curto prazo. Entre 1984-85 e 1994-95 ganhou todos os Campeonatos Nacionais. 11 no seu total. |  |