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Em 1996 o Sporting iniciou um novo ciclo de vida: aprovou Estatutos adequados à realidade dos tempos modernos, lançou as bases de um grupo empresarial e criou uma Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, admitida na Bolsa, em 1998. Além disso, o Clube assumiu e dinamizou medidas no sentido de estabelecer a transparência no desporto e nas relações deste sector de actividade com as instâncias fiscais e de segurança social.
No âmbito do processo transformador o Sporting avançou de maneira determinada, e ainda antes de Portugal se abalançar na candidatura à organização do Euro 2004, para a modernização das suas infraestruturas.
As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como ‘Projecto Roquette’, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, com racionalização e valorização de meios através de formas actualizadas de funcionamento; a patrimonial, capaz de proporcionar a transformação de bens inertes em estruturas desportivas e multifuncionais rentáveis; e a organizacional, caracterizada pelo funcionamento de todo o Clube de forma inovadora, conjugando a dedicação com a profissionalização de acordo com as condições reais, valorizando o presente sem hipotecar o futuro.
Ainda em 1998 o Sporting iniciou todo o processo de idealização e construção de um estádio de nova geração, ao nível dos melhores do mundo, que veio a ser inaugurado em 6 de Agosto de 2003 numa noite emocionante e inesquecível para todos os Sportinguistas (vitória 3-1 sobre o Manchester United).
Em 2002 entrou em funcionamento a Academia Sporting, no concelho de Alcochete, um empreendimento a que corresponde um grande esforço para aprofundar a capacidade e a qualidade desde sempre revelada pela famosa escola de talentos do Sporting e que proporciona excelentes condições de trabalho ao futebol profissional.
Pouco tempos antes, o Sporting viria a tornar-se o primeiro Campeão Nacional do novo milénio. Em 2000, através de uma campanha seguida apaixonadamente por todos os Sportinguistas, os leões voltaram a festejar depois de 17 anos de ‘jejum’. No jogo decisivo, vitória por 4-0 no terreno do Salgueiros, seguindo-se uma festa de âmbito nacional, estendida a todos os sítios do mundo onde há portugueses, que não teve paralelo até hoje.
Dois anos mais tarde, nova celebração através da conquista da ‘tripleta’: Campeonato Nacional, Taça de Portugal e uma Supertaça Nacional reforçaram a nova dinâmica do futebol do Sporting dentro do ciclo transformador e que teve expressão de relevo mundial em 2005 com a chegada à final da Taça UEFA através de um percurso empolgante. O novo Estádio José Alvalade viveu uma jornada de alto nível em 18 de Maio de 2005: o Sporting perdeu por 1-3 com o CSKA de Moscovo ao cabo de 14 jogos nos quais espalhou a qualidade do seu futebol através da Europa, mas o inêxito derradeiro não apaga a importância da campanha.
Ao longo da sua História, o futebol do Sporting atingiu por duas vezes finais europeias – uma das quais ganhou – e chegou por duas vezes às meias-finais, uma na Taça dos Vencedores das Taças, em 1974, outra na Taça UEFA, em 1991. Em ambos os casos perdeu com o vencedor da prova, Magdeburgo e Inter de Milão, assim respectivamente.
Podemos concluir, então, que a ambição de ganhar e de fazer do Sporting um dos maiores clubes da Europa que orientou os fundadores, desde os remotos tempos de um jogo do efémero Sport Club de Belas contra um grupo de Sintra, teve o desejado sucesso. A obra de todos os Sportinguistas aí está, erguida dia-a-dia de mais de 100 anos, numa interminável estafeta caracterizada por dedicação, paixão e ambição, independentemente de quem transporta o testemunho: um Sporting que é desportivamente o maior clube português e um dos maiores da Europa e do Mundo. |  |