«O meu Sporting na Europa». É este o mote que nos vai levar até ao dia do jogo com o Inter de Milão, para a NextGen. Ricardo Sá Pinto é o comandante de um grupo que quer chegar longe nesta competição.O que significa jogar pelo Sporting na Europa?
RICARDO SÁ PINTO – Significa uma grande responsabilidade, um enorme orgulho, uma enorme honra. Afinal de contas, trata-se do meu Clube. É onde quero estar e onde me sinto feliz. Ser treinador do Sporting dá-me a oportunidade de trabalhar com jovens jogadores com um grande talento, disciplinados, rigorosos, sérios, humildes e quando assim é, dá gosto. Aliás, isso tem-se notado pela Europa fora.
A NextGen é uma competição importante porque...
... prestigia o nosso Clube. O Sporting forma jogadores de elite, forma grandes jogadores não só para servir o nosso Clube, como para servir a nossa selecção nacional, como foi o caso do Figo, do Cristiano Ronaldo e outros.
Existe uma grande competitividade que lhes vai permitir crescer, perceber outras exigências, nomeadamente o que lhes pode calhar pela frente no futebol de alta competição, como, por exemplo, uma Liga dos Campeões ou Liga Europa. Enfim, a NextGen permite-lhes amadurecer e defrontar outras grandes equipas, onde também se encontram futuros grandes jogadores. Além disso, a valorização dos nossos jogadores não passa despercebida.
Complete: pelo meu Sporting, já...
... pelo meu Sporting, dei sempre tudo o que podia dar. Não só enquanto atleta de alta competição, mas também como treinador. Dedico-me a cem por cento, vivo o Clube a cem por cento e tenho uma alegria e uma vontade enorme de vir trabalhar e servir o Clube todos os dias.
Qual o momento que mais o marcou com a camisola do Sporting?
Vários enquanto futebolista. Mas, vou falar do momento enquanto treinador, que é a minha actual função. O que mais me tem marcado é a qualidade de jogo que temos apresentado, a envolvência, o carácter, a humildade, a disciplina, a garra que os jovens da nossa equipa têm demonstrado em cada jogo. É também os resultados que temos tido e que, felizmente, têm sido extraordinários e históricos. Não chega só formar ou competir. Eu gosto, como eles também gostam, de competir para ganhar. Isso tem acontecido e é a cereja em cima do bolo. Espero, realmente, que eles continuem a ter este sucesso.
Os adeptos são mesmo o 12.º jogador?
São sempre. Eu já o fui quando terminei a minha carreira de jogador. Sou sócio, tenho o meu camarote no Estádio José Alvalade, sou accionista e, principalmente, sou o 12.º jogador. Sempre que posso, estou na bancada a ajudar a primeira equipa, a puxar por ela, mas também me envolvo com outras equipas da formação. Eu, aliás, já fui apoiar outras modalidades, como foi o caso do futsal. Apelo a todos os sportinguistas para que apoiem sempre as nossas equipas e ajudem estes jovens jogadores, no nosso caso, os sub-19, que bem o merecem. Conquistaram um espaço muito válido e é importante sentir o apoio dos sócios. Isso é uma motivação extra para que eles evoluam ainda mais.
A Academia Sporting/Puma é importante, porque...
... tem grandes condições. A Academia permite que um jovem jogador possa estar neste espaço permanentemente. Aqui, ele dorme, alimenta-se, tem escola e aprende, cada vez mais e melhor, a ser um profissional de futebol. Isto é o sonho de qualquer criança, de qualquer jovem. Eles têm de perceber a sorte que têm. Muitos deles, infelizmente, só o percebem no dia em que se vão embora.
João Mário
Agostinho Cá
Betinho
Michael Pinto
Rafael Veloso
Iuri Medeiros
Ricardo Esgaio
Texto: Nélida Gomes