“A qualidade é importante, mas a forma como temos de abordar a partida tem de ser muito mais competitiva e agressiva. Só assim podemos vencer em Olhão.” Quem o disse foi Domingos Paciência, ao abordar o encontro com Olhanense.O treinador «leonino» admitiu que o que está para trás, em termos de resultados, não tem sido positivo, mas garantiu que a equipa vai “pensar para a frente. Os resultados não estão de acordo com a qualidade da equipa. Há momentos menos bons e para voltar a ter bons resultados tem de haver um espírito de sacrifício e entrega muito maiores.”
Na segunda-feira, 23 de Janeiro, Domingos Paciência vai ter como adversário Sérgio Conceição, antigo colega de selecção e de clube. “É mais um treinador que tem a oportunidade de estar na primeira Liga. É um colega que jogou comigo, mas, com todo o respeito, quero vencer.”
O treinador «leonino» não acredita que o Olhanense vá optar por uma postura defensiva no encontro com o Sporting. “Vai jogar para ganhar, expondo-se mais,” salientou.
Questionado sobre se está satisfeito com as opções que tem para ataque, o técnico respondeu: “Nunca estou satisfeito. Na altura em que a equipa estava a ganhar e a adquirir processos aconteceu sempre alguma coisa e não temos sido beneficiados com isso, mas tem de haver soluções. Isso faz com que se abram outras possibilidades. Esta equipa já passou por situações de grande exigência e conseguiu ultrapassá-las. O momento não é bom, queremos invertê-lo e os jogadores estão dispostos a isso. Acredito que haja uma vontade muito grande em querer inverter esta situação.”
Sobre o tema Bojinov, Domingos Paciência explicou que neste momento é um processo que está a ser analisado e reconheceu: “A liderança e a autonomia de um treinador vai até um limite e a partir daí são os dirigentes que tomam a melhor decisão. Não podemos tomar uma decisão precipitada.”
O treinador admitiu ainda que não sentiu nenhuma diferença no grupo após a situação de Bojinov. “Não senti qualquer tipo de diferença. Senti um grupo mais solidário e que mostrou uma vontade enorme de inverter esta situação. Queremos voltar a ganhar, mas para isso acontecer terá de ser uma equipa muito competitiva. Os jogadores estão com uma vontade enorme de voltar a competir e de ganhar.”
Andreia Alexandre