Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Foto José Lorvão

"Acima de tudo, vamos ao derradeiro jogo para vencer um título"

Por Sporting CP
02 Abr, 2024

Reacção de Rúben Amorim à passagem rumo à final da Taça de Portugal

Terminado o dérbi no Estádio da Luz, com empate entre SL Benfica e Sporting CP (2-2), Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para fazer o rescaldo da partida que garantiu a passagem à final da Taça de Portugal.

“[Final da Taça] É realmente muito especial, nunca vivi esse dia como treinador, mas ainda me lembro de o viver como jogador… do SL Benfica (risos). É um dia sempre especial e estes jogadores ainda não o viveram, mas acima de tudo vamos ao derradeiro jogo para vencer um título. É importante como clube viver isso”, começou por realçar em declarações aos jornalistas presentes na sala de imprensa.

De seguida, analisando a partida, o técnico verde e branco não escondeu as dificuldades sentidas. “Nunca conseguimos ter o nosso fio de jogo, não tivemos jogo entrelinhas e quando temos de defender muito, sofremos”, considerou, embora tenha enaltecido a postura abnegada da equipa: “Não saindo bem as coisas, agarrámo-nos a outras coisas quando não estamos tão inspirados. Fizemos os nossos golos, tivemos algumas saídas e defendemos bem”.

“O SL Benfica entrou mais agressivo que nós e ao intervalo foi isso que falámos, tínhamos de aumentar a nossa agressividade, além de ter outra qualidade entrelinhas. Tivemos espaço para isso, mas pausamos muito o nosso jogo e teríamos de ter sido mais agressivo. Depois, o SL Benfica, com muita gente com qualidade, dificultou-nos muito a vida”, reconheceu, acrescentando que houve “mérito do SL Benfica e algum demérito” do Sporting CP.

“Eles [os jogadores] também têm direito a ter uma noite menos bem conseguida. Mesmo assim, passámos uma eliminatória contra uma grande equipa, num ambiente incrível e agora queremos fazer o mesmo: um ambiente incrível, muito barulho e fazer um jogo mais parecido com o nosso nível”, atirou Rúben Amorim, aproveitando para lançar o dérbi que se segue, a contar para a Liga.

“Teremos de ser muito melhores no sábado para vencer o SL Benfica”, apontou o treinador dos Leões, continuando: “São [jogos] próximos e podemos levar algumas sensações deste jogo. Passámos, vamos com esse sentimento, mas enquanto treinador quero sempre ver a minha equipa no máximo. Cumprimos um objectivo, mas com o alerta de que temos de jogar melhor”, atentou, antes de fazer uma análise global às duas mãos frente às águias.

“Jogámos contra uma grande equipa, a dois jogos e no primeiro devíamos ter conseguido uma vantagem maior para vir aqui. Mesmo assim [na Luz] estivemos duas vezes em vantagem, empatámos o jogo e não sofremos nenhum golo nos descontos”, destacou Amorim, realçando: “Estamos na final do Jamor, é o que fica”.

Já quando questionado sobre as três substituições ao intervalo, o técnico verde e branco, ressalvando que “toda a gente se esforçou muito”, considerou que houve algumas melhorias: “A equipa equilibrou um pouco mais, o SL Benfica deixou de ser tão perigoso, mas nós nunca controlámos o jogo”.

A fechar, Amorim projectou um jogo “com outra história” para este sábado, mas mostrou-se confiante na sua equipa. “Tenho a certeza que vou ajudá-los a serem melhores para vencer o jogo do campeonato”, sentenciou.

Foto José Lorvão

Sporting CP está de volta à final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
02 Abr, 2024

Vantagem de Alvalade prevaleceu após dérbi frenético na Luz (2-2)

Cinco anos depois (desde 2018/2019), os Leões vão voltar a marcar presença na final da prova-rainha, no Estádio Nacional do Jamor. A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal garantiu, esta terça-feira, um lugar na final da Taça de Portugal ao ter empatado 2-2 com o SL Benfica, no Estádio da Luz, na segunda mão das meias-finais.

Assim, os Leões de Rúben Amorim fizeram valer a vantagem de um golo trazida do primeiro jogo, em Alvalade, para serem os primeiros finalistas desta edição, ficando a aguardar adversário, que sairá da outra meia-final, entre FC Porto e Vitória SC.

Para o terceiro dérbi da temporada, o treinador Rúben Amorim - ainda sem poder contar com os lesionados Antonio Adán e Pedro Gonçalves - promoveu quatro alterações no onze titular Leonino, comparativamente ao apresentado no triunfo em casa do CF Estrela da Amadora (1-2). De regresso às opções, o capitão Sebastián Coates entrou directamente para a titularidade, tal como Gonçalo Inácio, Ricardo Esgaio e Morten Hjulmand, ocupando os lugares que tinham sido de Jeremiah St. Juste, Matheus Reis, Geny Catamo e Hidemasa Morita.

Dado o apito inicial, o Sporting CP - com mais bola - começou a forçar os seus ataques pela esquerda e no primeiro pontapé de canto deixou logo uma ameaça, mas o cabeceamento de Hjulmand, à boca da baliza, saiu por cima. No entanto, uma série de erros na construção Leonina acabou por galvanizar o rival encarnado e mudou o dérbi de figura rapidamente.

Na resposta que se seguiu, Rafa Silva, primeiro, dentro da área, atirou muito desenquadrado e, a seguir, até introduziu a bola na baliza de Franco Israel, porém havia fora-de-jogo na origem da jogada. Ainda assim, o ímpeto das águias continuou e, minutos depois de Tengstedt ter acertado na barra, foi a vez de Israel dizer presente e travar, com uma ‘mancha’, um flagrante cara-a-cara com Di Maria.

Já para lá dos 20 minutos, a turma de Alvalade procurou assentar o seu jogo com posses mais seguras e sacudiu a pressão inicial ensaiando dois remates de longe, um de Hjulmand, bloqueado, e outro, de Francisco Trincão, para as mãos de Trubin. Apesar disso, do lado verde e branco, embora mais sólidos atrás, continuaram as dificuldades para encontrar caminhos para o ataque.

O dérbi entraria, depois, numa fase mais partida, marcada acima de tudo por duelos sucessivos - e mais paragens - que acabaram por afastar paulatinamente o jogo das duas balizas até ao fim da primeira parte e manteve-se o nulo no marcador – favorável ao Sporting CP. Aproveitando esta fase de descanso, Amorim não esperou mais e fez de imediato três substituições: entraram St. Juste, Matheus Reis e Geny Catamo por Diomande, Nuno Santos e Esgaio – e o impacto não podia ter sido melhor, nem mais imediato.

Depois de o ala internacional moçambicano ter inaugurado a segunda parte com um remate para as mãos de Trubin, a turma de Alvalade chegou ao 0-1 de forma simples, bonita e eficaz. St. Juste lançou Gyökeres na profundidade e este, descaído para a direita, serviu Hjulmand à entrada da área, que de primeira e em jeito fez um grande golo para aumentar a vantagem verde e branca na eliminatória por momentos, dando início a uma fase frenética - e de muitos golos - no dérbi.

Na sequência de uma bola parada, um cruzamento de David Neres encontrou a entrada de Nicolás Otamendi ao segundo poste e o argentino do SL Benfica, cerca de cinco minutos depois do 0-1, ainda repôs a igualdade, porém o 1-1 durou pouco menos de dois minutos.

Numa nova investida de Geny pela esquerda, o seu cruzamento foi defendido para a frente por Trubin e, na sobra, Paulinho estava no sítio certo, à hora certa, para devolver o Sporting CP à liderança do marcador nesta segunda mão, silenciar a Luz e, ao mesmo tempo, levar à loucura os mais de três mil Sportinguistas presentes nas bancadas – preenchidas com 59.113 espectadores.

Já depois da hora de jogo, numa imparável jogada individual da esquerda para dentro, Gyökeres levou tudo à frente e, de fora da área, ainda levou a bola a raspar no ferro. Contudo, na resposta imediata, as águias voltaram a empatar o jogo, aos 64 minutos, graças a um cruzamento rasteiro de Bah ao qual Rafa só teve de fazer o desvio em cima da baliza.

Com tudo de volta à vantagem Leonina - de um golo - trazida de Alvalade e a temperatura e o ritmo no máximo na Luz, Rúben Amorim voltou a mexer, introduzindo Morita para o lugar de Bragança.

O SL Benfica, ainda em busca de empatar a meia-final, foi subindo no terreno, enquanto o Sporting CP se defendia e saía para o ataque com velocidade sempre que possível. Nas melhores situações, Di Maria, em arco, viu negado o golo por uma enorme ‘estirada’ de Israel e, do outro lado, Paulinho, que já tinha ameaçado de cabeça, só não voltou a ‘facturar’ porque Trubin também respondeu à altura ao seu remate rasteiro, após excelente combinação com o companheiro sueco – o camisola 20 daria o seu lugar, a seguir, já aos 85 minutos, a Marcus Edwards.

Até ao fim, a formação da casa foi apostando, sobretudo, em cruzamentos para procurar o golo que mantivesse viva a eliminatória, mas os jogadores do Sporting CP defenderam a sua área como leões e saíram da Luz com o valioso empate e a missão cumprida. Selada a passagem à grande final, os Leões estão de regresso ao Jamor e vão em busca da 18.ª Taça de Portugal do palmarés.

Fechado com sucesso o capítulo duplo de dérbis na prova-rainha, Sporting CP e SL Benfica voltam a enfrentar-se já daqui a quatro dias, mas desta vez no Estádio José Alvalade e para disputar o topo da Liga. Embora com uma jornada ainda em atraso, o Sporting CP é líder do campeonato com 68 pontos, mais um que o SL Benfica.

Sporting CP: Franco Israel [GR], Ricardo Esgaio (Geny Catamo, 46’), Ousmane Diomande (Jeremiah St. Juste, 46’), Sebastián Coates [C], Gonçalo Inácio, Nuno Santos (Matheus Reis, 46’), Morten Hjulmand, Daniel Bragança (Hidemasa Morita, 66’), Francisco Trincão, Paulinho (Marcus Edwards, 85’), Viktor Gyökeres

Foto Sporting CP

Rúben Amorim: "Queremos muito estar na final da Taça de Portugal"

Por Sporting CP
01 Abr, 2024

Segunda mão do dérbi decide lugar no Jamor (terça-feira, 20h45)

De volta às emoções da Taça de Portugal, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal desloca-se, esta terça-feira, a casa do SL Benfica para disputar a segunda mão das meias-finais. De Alvalade, os Leões levam a vantagem de um golo (2-1) para o Estádio da Luz, onde se vai decidir quem fica com um dos lugares na final da prova-rainha.

Na véspera do encontro, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa, esta segunda-feira, para lançar o terceiro dérbi da temporada – uma vitória para cada lado, ambas por 2-1 – e frisou desde início que “o resultado da primeira mão não terá influência antes do jogo”.

“O jogo tem de ser preparado para vencer. Em relação à equipa que vamos apresentar, não vou abrir o jogo, sabendo que a nossa forma de jogar e as nossas ideias são muito claras”, começou por dizer aos jornalistas presentes na sala de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, acrescentando: “Fizemos um onze a pensar principalmente na forma como nós jogamos, no encaixe do adversário e para tirar algumas referências daquilo que o treinador do SL Benfica pensa. Entrámos nesse jogo, mas o foco está na nossa equipa, nas nossas características e nos jogadores que temos”.

Entre as opções para o embate na Luz, o técnico verde e branco confirmou o regresso do capitão Sebastián Coates, que está “convocado”, enquanto em sentido contrário Antonio Adán e Pedro Gonçalves “continuam de fora” e serão ausências.

Embora o empate seja suficiente para garantiu ao Sporting CP um lugar na final da prova-rainha, uma presença que escapa desde 2018/2019, Amorim sublinhou que o objectivo para terça-feira passa por “vencer o jogo e passar a eliminatória”, jogando “na máxima força” sem pensar em gestão para o dérbi que se segue no sábado, para a Liga, no Estádio José Alvalade.

Olhando, depois, para o SL Benfica, Rúben Amorim considerou que “o que dificulta mais a preparação é saber as características dos jogadores adversários”, lembrando as várias opções e alternativas que Roger Schmidt tem utilizado, sobretudo, no ataque encarnado. “Até o Rafa já jogou na frente. Saber se joga o João Mário, o [David] Neres, o Florentino ou mais um médio de criação, esses pormenores não sabemos, mas estamos preparados para o jogo”, assegurou, reafirmando de imediato a ambição Leonina: “Sabemos da importância do jogo e queremos muito estar na final. Já era um objectivo há algum tempo”.

Questionado sobre o histórico recente entre as duas equipas, em particular sobre os últimos quatro dérbis, onde o Sporting CP começou sempre em vantagem e acabou vitorioso por uma vez – precisamente no último, na primeira mão desta eliminatória – o treinador verde e branco foi pragmático a olhar para os números. “Só ganhámos um, mas também só perdemos um, o que revela muita igualdade”, atirou, embora tenha realçado que é com vontade de “ser melhores nos pequenos pormenores” que os Leões seguem para o duelo desta terça-feira.

“Temos de fazer uma avaliação jogo a jogo. No primeiro desses quatro [jornada 16 da Liga 2022/2023], empatámos 2-2 quando estávamos no quarto lugar e tínhamos perdido na Madeira [1-0], enquanto o SL Benfica estava melhor do que nós. Acho que não se sentiu nervosismo. Depois, tivemos o tal jogo que se perdêssemos em casa o SL Benfica era campeão, tivemos uma primeira parte muito boa, depois baixámos e o adversário tomou conta do jogo e marcou o empate no último lance [2-2 na jornada 33 de 2022/2023]. No jogo da Luz [desta época, para a Liga] foi completamente diferente, acho que não trememos nada, simplesmente, levámos dois golos nos descontos quando estivemos quase uma parte inteira com menos um”, analisou, em retrospectiva, recordando ainda a primeira mão desta meia-final da Taça de Portugal ainda em discussão, onde reconheceu que a turma de Alvalade devia “ter feito mais golos”.

“Tivemos oportunidades e acabámos por sofrer um. O SL Benfica não tomou conta do jogo e marcou, marcou e na jogada a seguir marcou quase o segundo. A equipa ficou intranquila, mas não sentimos a pressão, digamos assim, porque não tivemos tempo para isso”, completou Amorim, antes de abordar a importância de levar um golo de vantagem para a Luz.

“Permite-nos estar sempre dentro do jogo. Não quero que os jogadores pensem nisso, na preparação não pensámos nisso, no início do jogo também não, mas no desenrolar da eliminatória é um ponto de vantagem a aproveitar”, referiu, embora tenha negado desde logo uma possível abordagem dos Leões mais especulativa ou retraída em campo.

“Não somos equipa para isso. Somos um clube grande, temos de perceber o momento do jogo, sim, mas não sabemos jogar de outra forma. Acho que este ano temos mais dificuldades a defender em bloco baixo do que em pressão alta. Se deixarmos o Di Maria, o Rafa, o João Mário, o Neres, perto da baliza, com tempo para pensar, é mais perigoso. Vamos tentar ter bola e pressionar para deixar o SL Benfica longe da nossa baliza, preocupando-nos também com a profundidade do Rafa, que é um jogador determinante na equipa do SL Benfica”, garantiu, antes de projectar a abordagem do rival encarnado.

“Espero um SL Benfica da mesma maneira, porque nestes jogos os clubes, quer o Sporting CP, quer o SL Benfica, têm sempre de ganhar e ir para sempre do adversário. Nós estamos preparados para isso”, realçou Rúben Amorim.

No que toca às opções para o onze inicial, quando questionado sobre possíveis mudanças no meio-campo, o treinador do Sporting CP voltou a não abrir o jogo, mas deixou muitos elogios ao “crescimento muito grande” de Daniel Bragança. “Elevou o seu jogo para mais perto do rendimento que o [Hidemasa] Morita e o Morten [Hjulmand] tiveram durante toda a época. Sendo um canhoto dá-nos mais opções para imaginar o jogo de outra forma, mérito do Dani e é uma mais opção. Posso dizer que dois desses três vão ser titulares”, atirou, sorridente.

Além do dérbi de terça-feira, haverá novo reencontro com o SL Benfica já no sábado, desta vez a contar para a Liga e com Alvalade como palco. Apesar disso, Rúben Amorim quer o grupo a pensar “num jogo de cada vez”, mas sem esconder que “o primeiro tem sempre influência no segundo, sobretudo na parte mental e na preparação”, explicou.

“Em jogos tão seguidos, o dia a seguir é muito importante na recuperação física e mental, mas o principal é não fazer nada de diferente: o vídeo tem a mesma duração e não há mais nem menos treino”, referiu, acrescentado: “Quando toda a gente sabe o que tem de fazer ajuda-nos a estar mais descontraídos no jogo”.

Por fim, instado a comentar a nomeação de João Pinheiro (árbitro principal) e Hugo Miguel (VAR) para a arbitragem da partida que, esta terça-feira, vai decidir um lugar no Jamor, Amorim desvalorizou o assunto. “Não será por isso que o resultado será diferente”, sentenciou.

Páginas

Subscreva RSS - Taça de Portugal