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História

Há um antes e um depois de 2006 no karaté ‘leonino’. O antes é simples: não existia. O depois já é mais longo e com várias fases, mas sempre em constante progresso nos resultados. Aqui, volta a haver um antes e um depois. Com resultados positivos mas modestos numa fase inicial, o crescimento da modalidade em Alvalade dá-se a partir de 2010, com a vinda de atletas de alto nível que começaram a fazer a diferença ao nível de títulos para a secção. Hoje, a equipa principal de karaté ‘leonina’ é bicampeã nacional e participou no Campeonato da Europa de Clubes pela primeira vez.


Todo este processo evolutivo foi vivido de perto por Nuno Paiva, ou não fosse o actual timoneiro o grande dinamizador da modalidade no Sporting, em 2006. “Confesso que não tem sido uma surpresa. Ultimamente temos contado com atletas de grande qualidade e temos conquistado títulos com justiça e naturalidade. O nosso objectivo passa por continuar a fortalecer a nossa superioridade em Portugal e começar a marcar presença pontualmente na Europa”, explica o técnico.

O sucesso do karaté ‘leonino’ muito se deve a Nuno Paiva, mas o antes e o depois de 2010 tem nos irmãos Hélio e Mauro Hernández e em Filipe Reis as principais referências. À margem da modalidade todos têm o seu trabalho. Mauro, segurança de profissão, lembra que já chegou a fazer um dia e uma noite de trabalho para, sem dormir, ir a um estágio da Selecção Nacional no dia seguinte. “O karaté é o que me faz respirar. É difícil conciliar mas tudo se consegue”, lembra o atleta que milita há três épocas no Sporting. Mauro Hernández começou devido aos filmes de Van Damme, tendo sido um dos três irmãos que trouxe a modalidade para a família de origem espanhola. Mais tarde, o irmão Hélio juntou-se aos restantes. “Quando comecei a dar aulas tornei-me treinador dele. Quando era mais novo tinha de ser duro. Hoje é diferente, já vê o karaté de uma forma mais profissional”, revela Mauro.

O primeiro dos três a ingressar no Sporting foi Filipe Reis, logo no ano de 2010. O lutador que também começou na modalidade por influência do irmão segue a linha do seu treinador, não se demonstrando surpreendido com os resultados que os atletas ‘verde e brancos’ têm vindo a alcançar. “Não acho que tenhamos superado as expectativas. Trabalhamos precisamente para alcançar estas marcas. É verdade que tivemos adversários complicados nestes dois campeonatos que vencemos mas principalmente este ano penso que não foi surpresa. No ano passado sim, admito que poucos estivessem à espera do nosso feito”, considera o atleta que durante o dia se dedica às finanças, área para a qual estudou. “Nunca é fácil conciliar. Levanto-me todos os dias às seis da manhã e só me deito à meia-noite. Apesar disso, pretendo continuar a praticar karaté enquanto me for sentindo apto para tal e enquanto sentir que o karaté me traz algo de bom para a minha vida”, salienta Filipe.