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Quando o viram conduzir pela primeira vez, os pais de Diogo Costa Pinto encontraram no filho a centelha do talento. Não, não era um carro a sério, nem sequer ainda um kart. O piloto de 12 anos – que acabou de conquistar a Taça de Portugal e que leva um avanço de 25 pontos no Campeonato Nacional, a apenas duas provas do fim – tinha pouco mais de dois anos e estava a bordo de um carro de brincar eléctrico. “Conduzia como um adulto, tinha um à-vontade impressionante. Até fazia marcha atrás para estacionar”, conta Bruno Pinto, pai de Diogo. “Percebemos logo que havia ali qualquer coisa”.

E havia mesmo. A destreza de Diogo sempre que tinha o volante nas mãos chamou a atenção de um tio, que lhe ofereceu o primeiro kart usado. Tinha cinco anos. Desde bebé que o jovem piloto gostava de brincar com carros, girando-os com os ainda pequenos dedos, mas agora o ‘brinquedo’ era a sério – e levava-o a conduzir numa rua sem saída perto de casa, em Arruda dos Vinhos. “Na primeira vez que experimentei um carro senti-me logo muito confortável. Divirto-me muito, dá-me adrenalina”, explica o piloto.

A estrada perto de casa passou a ser curta para o potencial de Diogo. Era preciso passar para a pista – o que aconteceu pouco depois, primeiro no Bombarral, onde começou a correr regularmente, depois em todas as outras, com a entrada no karting de competição, aos sete anos. Logo na primeira época, em 2009, Diogo foi vice-campeão do Troféu Euroindy – que viria a ganhar no ano seguinte, o seu primeiro como cadete. “Nessa altura ainda andava no meio do pelotão, porque era a minha estreia neste escalão, mas no ano seguinte é que foi mesmo a sério”, confidencia o piloto. O “ano seguinte” foi 2011 e Diogo fez uma grande temporada: foi campeão nacional e campeão Rotax Micro-Max, com 31 pontos de vantagem, desempenho que viria a render-lhe uma homenagem em pleno relvado do Estádio José Alvalade, em Dezembro desse ano.

Hoje, já na categoria de juvenil, Diogo continua a acumular taças: conquistou o Troféu Regional de Karting do Oeste (TREKO) nos últimos dois anos (em 2014 é líder da prova, que ainda está a decorrer), foi vencedor da Taça de Portugal nos últimos dois anos e vice-campeão nacional em 2013 – este ano está a apenas duas provas de alcançar o Campeonato Nacional de juvenis, depois de ter vencido todas as mangas (corridas) nas provas de Vila Real e Bombarral e duas em três possíveis na de Leiria. “Estou muito confiante que vou ser campeão. Só faltam as provas de Fátima e Braga. Em Fátima só estive uma vez e era muito pequenino, mas conheço bem a pista de Braga, onde acabei sempre no pódio e, na maior parte das vezes, ganhei”, explica Diogo.

Não admira, pois, que tentemos responder à pergunta formulada no título: “o que é que o Diogo tem?” O jovem é curto nas palavras. “O segredo é estar sempre concentrado e treinar muito”. Mas o pai desfaz a modéstia. “Ele nunca se cansa. Há miúdos que se deixam ir abaixo e ele aguenta muitas voltas. Depois, é forte psicologicamente. Como começou muito pequeno, consegue gerir bem a ansiedade. Fico eu mais nervoso do que ele! Há pilotos que têm talento e são rápidos, mas quando chegam as mangas decisivas quebram. O Diogo não; está sempre lá.”

Em 2014, o piloto foi convidado a integrar a equipa RedLine Motorsports – uma parceria que dá a Diogo honras de introduzir e desenvolver em Portugal o chassis Haase e lhe garante peças e assistência gratuitas. “É um indicador do talento do Diogo, porque não existe mais nenhum piloto da idade dele com este tipo de parcerias. Por exemplo, na primeira prova, em Vila Real, veio um mecânico de Itália só para lhe dar assistência”, explica o pai, Bruno.

A parceira com o Sporting – em que o Clube empresta a sua imagem ao piloto – chegou em 2011 e era um desejo de toda a família, Sportinguista, e do próprio Diogo, Sócio há três anos. O piloto, que esteve na I Gala Honoris Sporting acompanhado do pai, é fã de William Carvalho e costuma assistir no Estádio, com os primos, aos jogos da equipa de futebol, com os primos. Sempre que o karting permite, claro. Num mês, dois fins-de-semana são destinados à modalidade, entre treinos em pista e competições; os outros dividem-se entre os estudos e os ‘hobbies’ – como a prática de surf em Peniche, de BTT e de Moto4 numa pista que Diogo fez com o pai, num terreno descampado em Arranhó. Para os próximos anos, o piloto ‘leonino’ pretende continuar no karting, mas já faz mira à Fórmula 1, um dos seus desportos de eleição – não perde uma corrida. Por entre títulos e treinos, um aspecto prevalece: “Acima de tudo divirto-me. É por isso que pratico este desporto”.