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6 de Agosto de 2003

Por Juvenal Carvalho
06 Ago, 2020

Quando abriram as portas, eu, como todos os leões presentes, contemplaram de sorriso aberto o novo estádio

Quando este jornal chegar às bancas, estão passados no tempo 17 anos desde que o actual Estádio José Alvalade foi inaugurado.

O tempo voa. Ainda me lembro de como eu – apesar de triste de ver partir o que havia sido inaugurado em 1956, e que tantos e tão bons momentos da minha juventude por lá passei –, vivi esse dia. Lembro-me de cada passo que dei nesse dia quente de Agosto de 2003. Com quem estive, com quem entrei para o novo Estádio. De estar ansioso por lá estar a vivenciar a nossa nova ‘casa’.

Quando abriram as portas, eu, como todos os leões presentes, contemplaram de sorriso aberto o novo estádio. Uma lágrima de emoção veio-me aos olhos quando Dulce Pontes cantou como só ela o seu ‘Amor a Portugal’. Outra quando o ‘violino’ e meu amigo Jesus Correia, que partiria do mundo dos vivos meses depois, deu o pontapé de saída do novo estádio. Foram momentos inolvidáveis. Mais uns a somar ao que o Sporting  Clube de Portugal nos tem proporcionado.

O convidado de luxo foi o Manchester United FC orientado por Sir Alex Ferguson, com um conjunto de grandes jogadores. Quis o destino que o ‘nosso’ Cristiano Ronaldo fosse a estrela daquela noite. Brilhou muito alto o talento daquele menino de então. Pôs em êxtase todos os presentes e os olhos de Alex Ferguson estavam incrédulos. De imediato levou o nosso Cristiano Ronaldo e estava dado o mote para ser o melhor do mundo que tanto nos orgulha.

Esse jogo, em que Fernando Santos era o nosso treinador e o nosso Clube era presidido por António Dias da Cunha, terminou 3-1 a nosso favor. Luís Filipe acabaria por entrar eternamente para a história do novo estádio por ter sido dele o primeiro golo. O primeiro de muitos das mais diversas formas e efeitos.

O novo Estádio José Alvalade já assistiu, desde a sua inauguração, a quatro conquistas da Taça de Portugal, três da Supertaça e duas da Taças da Liga por parte do nosso Sporting Clube de Portugal. Já assistiu, até, em 2006 a uma final da então Taça UEFA. Um momento que tinha tudo para ser inolvidável e que acabou com uma derrota ante os russos do CSKA Moscovo e com os Leões – eu também me confesso – banhados em lágrimas de tristeza.

Já lá vivemos momentos marcantes e exibições de gala. Infelizmente ainda não fomos coroados com um título nacional neste já tão longo jejum. Aquele que é mesmo o maior da nossa história. Todos ansiamos por ele. Queremos que aconteça mais cedo que tarde. A nossa História merece. Os Sportinguistas querem-no.

Acima de tudo o novo estádio é o nosso local de culto. Porque apesar dos momentos menos bons, ser do Sporting Clube de Portugal não se explica… sente-se!

E é na nossa ‘casa’ que devemos extravasar o nosso sentimento pelo símbolo. Para o ano o nosso estádio atinge a maioridade. Que nos traga o título de campeão. Tanto o merecemos!