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De Laplace a La Palice… e da “Teoria das Filas” a modelos de “Caixa Negra”

Por André Bernardo
21 Jan, 2021

(...) E terça-feira, de verde e branco, ganhou acima de tudo a Justiça e a Transparência que é aquilo que transforma uma vitória em Glória, à la Sporting

De Laplace a La Palice

Laplace. Se atirar uma moeda ao ar a probabilidade de sair cara ou coroa é de 50%. E se o fizer infinitas vezes a probabilidade é sempre a mesma porque cada lançamento é independente do outro. Isto obviamente se a moeda ou quem a atira não estiver viciada. É uma das leis da teoria das probabilidades, introduzida no século XVIII por Pierre de Laplace no seu “Essai philosophique sur les probabilité”.

Hoje também é conhecida a probabilidade de um teste PCR à COVID-19 ser falso positivo e ela é menor do que 1%, ou seja, a probabilidade de erro num teste é de menos de um teste errado em cada 100. Erro porque a pessoa testada não tem vírus, mas o teste indica que sim. 

Os erros acontecem, e quis o acaso que ao Sporting CP acontecessem em dois jogadores numa amostra de 30, desafiando o estatisticamente provável. E quis o acaso que ocorresse no jogo com o Rio Ave FC quando nessa jornada se disputava o clássico FC Porto vs. SL Benfica. 

La Palice. A expressão verdade de La Palice ficou conhecida pela estrofe em homenagem ao militar do mesmo nome na qual é referido que ele antes de ser morto estava vivo. A interpretação à letra do cântico fez perdurar a expressão popular em referência a um truísmo, daí em adiante também conhecido como Lapalissada. 

Ora o que deixa de ser Laplaciano para ser uma verdadeira Lapalissada é que se existe um falso positivo, o que é verdade é que Nuno Mendes e Šporar não têm COVID-19, tal como comprovado pelos três testes negativos adicionais que foram efectuados. 
E o que também é verdadeiro é que o director clínico da Unilabs enviou ao Sporting CP um e-mail em que reconhecia esse facto. Assim como são verdadeiras as suas declarações em que “tudo o que se passou depois daí (o ter validado os testes iniciais) não faço ideia. Não fomos contactados”. Ora, como o e-mail supra-referido atesta, o conteúdo desta declaração é falso, mas neste caso não tem nada de positivo. Ele não só foi contactado como aliás respondeu… até que deixou de responder. 

Também verdadeiro é o e-mail enviado pela Direcção-Geral da Saúde a este director, às 13h30 de terça-feira – dia do jogo do Sporting CP vs. FC Porto –, a solicitar a confirmação do conteúdo do anterior e-mail que mencionei, assim como é verdadeira a ausência de resposta por parte do mesmo. 

A resposta nunca chegou e o Sporting CP viu-se uma vez mais privado de poder utilizar ambos os jogadores. 

Ainda no domínio da estatística existem também os chamados modelos preditivos que detectam padrões de comportamento, dos quais destaco dois: a Teoria das Filas e os modelos de Caixa Negra

Da “Teoria das Filas” aos modelos de “Caixa Negra”

Teoria das Filas. A teoria das filas é um ramo da probabilidade útil na construção de modelos preditivos de formação de filas de forma a poder responder da melhor maneira a esta realidade. Recordo este tema apenas porque há uns anos atrás, quando estava no Brasil, um colega de trabalho carioca expert da área de modelos preditivos de Churn* me disse de forma jocosa, num contexto que agora não importa aprofundar, o seguinte: “André, o negócio é o seguinte, aqui neste caso a Teoria das Filas funciona de maneira diferente: a fila não anda igual para todos. Aqui o modelo é mais Caixa-Negra.
Caixa Negra. Os modelos de Caixa Negra são modelos abertos complexos que têm como principal curiosidade o facto de se conhecerem os seus inputs e outputs (resultado) mas não o seu funcionamento interno. Daí o nome de “Caixa Negra”.  

Infelizmente, no futebol português continuam a persistir muitas caixas negras, muito embora os inputs e outputs sejam conhecidos e repetidamente os mesmos. 

Cabe a cada um decidir que camisola quer vestir. Nós, como já disse em anterior editorial, por feitio e não defeito, não sabemos vestir outra que não seja a da Verdade Desportiva.
E terça-feira, de verde e branco, ganhou acima de tudo a Justiça e a Transparência que é aquilo que transforma uma vitória em Glória, à la Sporting.  

Fortnite. Já no Fortnite não cabe a qualquer um vestir a “skin” que quiser.  O Sporting CP é o único clube português que tem disponível a sua camisola (skin no jogo) verde e branca no Fortnite. O jogo lançou a sua entrada no ecossistema do futebol dia 19 numa parceria com 23 clubes a nível mundial, sendo o Sporting CP o único em Portugal. 

Nesta edição damos a conhecer mais detalhes daquele que é mais um marco importante no posicionamento da marca Sporting, naquela que hoje é a maior indústria de entretenimento do mundo – Gaming – e no seu mais forte jogo com 350 milhões de utilizadores a nível mundial. Dia 23 estará disponível e só há uma skin/pele a vestir, a mesma de sempre, a imaculada verde e branca.

* Churn é uma métrica de taxa de abandono de clientes de um determinado serviço.

 

Editorial da edição n.º 3803 do Jornal Sporting