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AMESTERDÃO – 28 de Julho a 12 de Agosto de 1928

José Palhares Costa (Atletismo) – 5.º lugar na Série 9 dos 110m barreiras

Medalha de ouro: Sydney Atkinson (África do Sul, 14.8)

Jorge Vieira e José Manuel Martins (Futebol) – 5.º lugar

Medalha de ouro: Uruguai

Saíram da estação do Rossio no ‘Sud Express’ e fizeram 30 horas de viagem de comboio até Paris com a actriz Laura Costa, ‘convocada’ para dar algum ‘glamour’ à comitiva nacional; depois, mais nove horas de comboio – e a equipa de futebol de Portugal chegava finalmente a Amesterdão, pronta para contrariar as muitas dúvidas em relação à sua verdadeira capacidade de medir forças com os conjuntos adversários. Jogo a jogo, veio a euforia e aterrou a desilusão: após vitórias frente ao Chile (4-2) e à Jugoslávia (2-1), a Selecção Nacional acabou por ser eliminada nos quartos-de-final por 2-1 pelo surpreendente Egipto, que perderia por 11-3 (!) com a Itália na atribuição da medalha de bronze. Nessa equipa estavam dois ‘leões’: Jorge Vieira e José Manuel Martins.

Jorge Vieira era aquilo que hoje se denomina de patrão: o líder da defesa, de personalidade vincada, o operário que trabalhava o colectivo para os mais virtuosos lá da frente brilharem. Estreou-se com apenas 16 anos na categoria de Honra da equipa ‘verde e branca’ e por lá ficou até 1932 (com uma ameaça de abandono pelo meio), conquistando cinco Campeonatos de Lisboa e um de Portugal. Viria a falecer em 1986, com 88 anos, quando era o Sócio número 1 do Sporting. Já o avançado José Manuel Martins acabou por ter uma carreira mais curta, interrompida de forma precoce pouco depois dos Jogos Olímpicos por não ter tempo para jogar futebol e tratar dos negócios. Ainda assim, os dois ‘leões’ fizeram parte do maior feito da Selecção Nacional até à mítica campanha no Campeonato do Mundo de 1966, com oito atletas do Clube.

José Palhares Costa, considerado um dos melhores atletas da sua época mas que na altura estava ainda a iniciar uma carreira brilhante com diversos recordes nacionais e títulos de campeão nacional nas barreiras e em estafetas, também marcou presença nos Jogos. Portugal ganhou uma medalha de bronze, através da equipa de espada masculina.

A figura dos Jogos de 1928: Johnny Weissmuller

Percy Williams, vencedor dos 100 e 200 metros, acabou por ser o grande destaque dos Jogos de Amesterdão, que funcionaram também como confirmação para a versatilidade brutal de um atleta de topo: Johnny Weissmuller. Norte-americano de origem alemã, é considerado o primeiro ‘Super-Homem’ da natação, tendo ganho três medalhas de ouro em 1924 e mais duas em 1928 (além de um bronze pela equipa de... pólo aquático). Em paralelo, este foi o exemplo paradigmático de como a fama no desporto pode abrir outras portas: ainda se lembra dos primeiros filmes do Tarzan? Era ele mesmo, Weissmuller

A história dos Jogos de 1928: As mulheres nos Jogos

Apesar do parecer negativo do Papa Pio IX, esta edição dos Jogos Olímpicos ficou marcada pela permissão para as mulheres competirem, neste caso no atletismo e na ginástica. Elizabeth Robinson, com apenas 16 anos, foi a principal figura ao vencer de forma clara os 100 metros, conquistando ainda o bronze na estafeta de 4x100 metros. Em 1931, na sequência de um acidente de aviação, Betty ficou gravemente ferida e esteve sete meses em coma. Até voltar a andar de forma normal, passaram-se dois anos. E não é que ainda ganhou o ouro nos 4x100 metros em 1936?

Os mais medalhados dos Jogos de 1928

EUA: 56 medalhas (22 ouros, 18 pratas e 16 bronzes)

Alemanha: 31 medalhas (10 ouros, 7 pratas e 14 bronzes)

Finlândia: 25 medalhas (8 ouros, 8 pratas e 9 bronzes)

Suécia: 25 medalhas (7 vitórias, 6 vitórias e 12 bronzes)