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LOS ANGELES – 30 de Julho a 14 de Agosto de 1932

Rafael Afonso de Sousa (Pentatlo Moderno) – 22.º lugar com 106 pontos

Medalha de ouro: Johan Oxenstierna (Suécia, 32 pontos)

Rafael Afonso de Sousa (Tiro) – 7.º lugar em Pistola Rápida 25m com 28 pontos

Medalha de ouro: Renzo Morigi (Itália, 42 pontos)

As viagens transatlânticas eram uma espécie de capricho que não estava ao alcance de todos os bolsos, pelo que a representação nacional nos Jogos de 1932, em Los Angeles – que gastou um milhão de dólares na construção de um estádio, no sentido de fazer da Califórnia o coração para uma nova era de hegemonia norte-americana –, ficou limitada a seis atletas, entre os quais Rafael Afonso de Sousa, que obteve o melhor resultado.

Natural de Quiaios, o atleta ‘leonino’, sargento da Marinha que praticava também atletismo, sagrou-se várias vezes campeão nacional de tiro em disciplinas distintas, tendo nos Jogos uma participação menos conseguida no pentatlo moderno.

A figura dos Jogos de 1932: Eddie Tolan e Mildred Didriksen

O grande foco dos Jogos de 1932 esteve na natação, onde o quadro masculino, ao invés do que era esperado, foi dominado por completo por... japoneses. Rapidamente os norte-americanos contestaram a alegada utilização de oxigénio antes das provas, mas a verdade é que este foi um momento pós-Weissmuller onde os EUA perceberam que outros países começavam a atingir um nível de qualidade e resultados sem precedentes até aí. Ainda assim, Eddie Tolan, no atletismo, foi quem mais se destacou pela dupla vitória nos 100 e 200 metros, sendo que, na primeira prova, a decisão caiu em favor do atleta de 1,60 metros através da primeira utilização de ‘photo finish’. Conhecido como o ‘Expresso da Meia-noite’, o americano que dava nas vistas pelos óculos que utilizava com fita adesiva nas provas para não caírem da cara bateu recordes mundiais e tornou-se o primeiro negro a vencer a disciplina, ainda antes da entrada em cena de Jesse Owens. Mildred Didriksen, que venceu os 80 metros barreiras, o lançamento do dardo e o salto em altura – triunfo que foi depois retirado por ter utilizado uma técnica na altura ilegal –, teve outra particularidade inédita: ganhou em disciplinas de corrida, lançamento e salto.

A história dos Jogos de 1932: Shunzo Kido

Shunzo Kido é um atleta desconhecido na história dos Jogos Olímpicos mas teve uma medalha bem maior do que todas as outras – nos Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles, o japonês liderava a corrida de obstáculos quando começou a notar que o seu cavalo estava a começar a ceder ao cansaço. Aguentou mais um bocado mas desistiu, para não magoar a sério o animal. Dois anos depois, recebeu uma placa da sociedade humanística californiana: “Kido ouviu a voz baixa da misericórdia e não a alta aclamação da glória”

Os mais medalhados dos Jogos de 1932

EUA: 103 medalhas (41 ouros, 32 pratas e 30 bronzes)

Itália: 36 medalhas (12 ouros, 12 pratas e 12 bronzes)

Finlândia: 25 medalhas (5 ouros, 8 pratas e 12 bronzes)