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ROMA – 25 de Agosto a 11 de Setembro de 1960

Guy Valle Flor (Tiro) – 15.º lugar no Fosso Olímpico (180 pontos)

Medalha de ouro: Ion Dumitrescu (Roménia, 192 pontos)

Joaquim Ferreira (Atletismo) – 11.º da Série 1 da 1.ª Eliminatória dos 3.000m obstáculos (9.30.2)

Medalha de ouro: Zdzislaw Krzyszkowiak (Polónia, 8.34.30)

Manuel de Oliveira (Atletismo) – 6.º da Série 2 da 1.ª Eliminatória dos 5.000 metros (14.16.14)

Medalha de ouro: Murray Halberg (Nova Zelândia, 13.43.76)

Pedro Almeida (Atletismo) – 28.º lugar no salto em comprimento (7.10)

Medalha de ouro: Ralph Boston (EUA, 8.12)

Pereira da Silva (Tiro) – 64.º lugar em Carabina 50m Três posições (508 pontos)

Medalha de ouro: Viktor Shamburkin (União Soviética, 1.149 pontos)

Valente Borrego (Esgrima) – 3.º do grupo na 1.ª Ronda Espada Equipas

Medalha de ouro: Itália

Valente Borrego (Esgrima) – 4.º do grupo na 1.ª Ronda Florete Individual

Medalha de ouro: Viktor Zhdanovich (União Soviética)

Os Jogos de Roma conseguiram promover a mais perfeita simbiose entre a Era Antiga e Moderna, atraindo um total de 5.396 atletas de 84 nações. Portugal esteve representado por 65 elementos, seis deles do Sporting, a maior comitiva ‘leonina’ até ao momento, obtendo uma medalha de prata através dos irmãos Quina na vela.

Pedro de Almeida, grande promessa do atletismo ‘leonino’ que tinha merecido a honra de fazer o discurso da festa de inauguração do Estádio José Alvalade, terminou o concurso de salto em comprimento numa modesta 28.ª posição antes de conquistar a primeira medalha de ouro nacional nos Jogos Ibero-Americanos. Já Manuel de Oliveira, outro produto da formação ‘verde e branca’ orientado por Moniz Pereira, bateu o recorde nacional dos 5.000 metros mas não conseguiu atingir a final. Valente Borrego, multicampeão da esgrima, não obteve também a passagem às fases finais.

A figura dos Jogos de 1960: Boris Shaklin

A ginástica tem muitas disciplinas e o que torna Boris Shaklin um ginasta único é a forma como as domina a todas. O russo Boris, órfão aos 12 anos, superou as adversidades para tornar-se um atleta ímpar: nos Jogos de 1960 conquistou sete medalhas. Quatro de ouro (concurso individual, cavalo, paralelas e salto), duas de prata (argolas e por equipa) e uma de bronze (barra fixa). Shakhlin, “O Homem de Ferro”, era alto para um ginasta, o que dificultava as tarefas nos exercícios de solo mas que o beneficiava na barra fixa. Deixou a competição após sofrer um ataque de coração em 1976, já depois de ter ganho um total de dez medalhas em Mundiais. Morreu em 2008 pela mesma razão.

A história dos Jogos de 1960: Muhammad Ali

Ainda se chamava Cassius Clay mas a ginga e a malandrice que tornaram Muhammad Ali um ícone do desporto mundial já lá moravam naquele corpo então franzino. Com apenas 18 anos, Clay reinventou o boxe nas categorias pesadas nos Jogos de Roma: rápido como ninguém, com a guarda baixa como que a convidar o soco do adversário, o miúdo do Kentucky foi-se desviando dos ‘jabs’ até chegar à final para vencer o corpulento polaco Zigzy Pietrzykowski. Ganhou o ouro mas atirou a medalha ao rio quando lhe foi recusada uma refeição num restaurante só para brancos na terra que o vira nascer. O episódio marcou-o para a vida e ainda hoje é recordado nas suas biografias.

Os mais medalhados dos Jogos de 1960

URSS: 103 medalhas (43 ouros, 29 pratas e 31 bronzes)

EUA: 71 medalhas (34 ouros, 21 pratas e 16 bronzes)

Alemanha: 42 medalhas (12 ouros, 19 pratas e 11 bronzes)