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TÓQUIO – 10 a 24 de Outubro de 1964

Manuel de Oliveira – 4.º lugar nos 3.000 metros obstáculos (8.36.2)

Medalha de ouro: Gaston Roelants (Bélgica, 8.30.8)

Armando Marques – 18.º lugar no Fosso Olímpico (188 pontos)

Medalha de ouro: Ennio Mattarelli (Itália, 198 pontos)

Guy Valle Flor – 28.º lugar no Fosso Olímpico (186 pontos)

Medalha de ouro: Ennio Mattarelli (Itália, 198 pontos)

Armando Aldegalega – 44.º lugar na maratona (2.38.02)

Medalha de ouro: Abebe Bikila (Etiópia, 2.12.11)

José Rocha – 4.º lugar na Série 7 da 1.ª Eliminatória dos 100 metros (11.0)

Medalha de ouro: Bob Hayes (EUA, 10.0)

José Rocha – 5.º lugar na Série 8 da 1.ª Eliminatória dos 200 metros (21.7)

Medalha de ouro: Henry Carr (eua, 20.3)

José Cayola Carpinteiro – 45.º lugar em Pistola Rápida a 25m (552 pontos)

Medalha de ouro: Pentii Linnosvuo (Finlândia, 592 pontos)

Manuel Correia da Costa – 58.º lugar em Carabina 50m/Deitado (580 pontos)

Medalha de ouro: László Hammerl (Hungria, 597 pontos)

Com o Mundo a perceber que havia mais para além da Terra e guiado ao som dos fenómenos musicais da altura como os Beatles, Tóquio tornou-se a primeira capital asiática a receber os Jogos depois do sonho adiado em 1940. Os nipónicos não olharam a meios (três biliões de dólares investidos) para atingir o fim de mostrar toda a sua capacidade organizativa numa edição onde se começaram a acentuar as questões políticas, com a exclusão da África do Sul devido ao ‘Apartheid’.

Portugal fez-se representar por 20 atletas, sete dos quais do Sporting, naquela que foi a primeira competição onde o peso olímpico dos ‘leões’ mais se começou a notar. Manuel de Oliveira teve uma prestação memorável nos 3.000 metros obstáculos, quebrando o recorde nacional (primeira marca abaixo dos nove minutos, 8.36.2) e ficando a cerca de dois segundos da primeira medalha olímpica de um atleta ‘verde e branco’.

Armando Marques, que estaria presente em três Jogos, estreou-se em Tóquio com um 18.º lugar no Fosso Olímpico e Armando Aldegalega, que batera em 1964 três recordes nacionais numa só corrida (15km, 20km e hora) já depois de conquistar o ouro nos Jogos Ibero-Americanos, terminou a maratona no 44.º lugar. José Rocha, um dos melhores velocistas da altura apesar dos 32 anos, ficou muito perto de passar as eliminatórias dos 100 e 200 metros, na altura dominados pelo furacão norte-americano Bob Hayes.

A figura dos Jogos de 1964: Abebe Bikila

Foi um sueco nascido na Finlândia, Onni Niskanen, que lhe viu valor no exército e só aos 24 anos começou a correr. Quatro anos depois, aproveitou uma fractura de outro maratonista etíope para ganhar lugar nas Olimpíadas de 1960 quando o avião até já estava em andamento. A corrida foi à noite (gostava de correr de manhã) e fê-la descalço porque todos os Adidas que tinham eram desconfortáveis. Ganhou. Aí e em 1964, em Tóquio, já calçado mas um bocado a contragosto. Perdeu a primeira de 13 corridas em 1968, teve um grave acidente de viação – com o carro que lhe tinha sido dado pelo Estado – em 1969 que o deixou paraplégico e morreu em 1973 vítima ainda do desastre.  

A história dos Jogos de 1964: Yoshinori Sakai

Foi o grande momento da cerimónia de abertura dos Jogos de 1964, em Tóquio, como forma de mostrar o Japão pós-guerra, reconstruído e em clima de paz. Yoshinori Sakai, um jovem de 19 anos que por acaso até praticava atletismo, nasceu a 6 de Agosto de 1945 – o dia da bomba atómica em Hiroshima – e foi a figura que levou a tocha olímpica para delírio das milhares de espetadores que assistiam ao espetáculo. O treino para esse momento foi feito com Teruji Kogake, ex-recordista do triplo salto.

Os mais medalhados dos Jogos de 1964

URSS: 96 medalhas (30 ouros, 31 pratas e 35 bronzes)

EUA: 90 medalhas (36 ouros, 26 pratas e 28 bronzes)

Alemanha: 50 medalhas (10 ouros, 22 pratas e 18 bronzes)