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CIDADE DO MÉXICO – 12 a 27 de Outubro de 1968

Manuel de Oliveira – 8.º lugar da Série 1 da 1.ª Eliminatória dos 3.000 metros obstáculos (9.19.22)

Medalha de ouro: Amos Biwott (Quénia, 8.51.02)

Leonel Duarte – 2.ª Ronda de luta greco-romana, -52kg

Medalha de ouro: Petar Kirov (Bulgária)

Luís Grilo – 2.ª Ronda de luta greco-romana, -57kg

Medalha de ouro: János Varga (Hungria)

A altitude da Cidade do México acabou por influenciar de forma negativa a comitiva nacional de 20 elementos que esteve presente nos Jogos de 1968, incluindo Manuel de Oliveira, que desta vez não passaria das eliminatórias dos 3.000 metros obstáculos.

Numa edição com grandes conotações políticas mas onde a estreia de uma pista de tartan no Estádio Olímpico permitiu bateu inúmeros recordes, o Sporting teve também dois elementos na luta greco-romana: Leonel Duarte, eliminado na segunda ronda pelo sírio Ahmed Chahrour, e Luís Grilo, afastado também depois de uma vitória por Fritz Stange (RFA).

A figura dos Jogos de 1968: Bob Beamon e Dick Fosbury

Bob Beamon chegava aos Jogos como favorito, tendo ganho 22 dos 23 ‘meetings’ anteriores e estabelecido a marca de 8,39m no comprimento que só não foi homologada como recorde por causa do vento. Ainda assim, a concorrência era apertada. Ou foi, até ao primeiro salto – o americano fez 8,90m, batendo a melhor marca de sempre por 55 (!) centímetros. A admiração foi tanta que a organização teve de ir buscar outra fita para medir tamanho feito. A marca perdurou como recorde mundial durante 23 anos e Beamon nunca mais passou dos... 8,22m. Também Dick Fosbury deu nas vistas... por outras razões: como não gostava particularmente da técnica do “salto de tesoura” que todos os atletas utilizavam no salto em altura, desde os 16 anos que começou a praticar aquele que viria a ser conhecido por ‘salto de Fosbury’, que consistia, basicamente, no salto de costas após corrida lateral como hoje todos estamos habituados. Nem sempre foi assim e, em 1968, o americano de 21 anos foi olhado com desconfiança devido à técnica ‘moderna’. Até depois de ganhar a medalha de ouro com recorde olímpico... 

A história dos Jogos de 1968: O protesto do ‘Black Power’

Viviam-se meses quentes nos EUA, ainda no rescaldo da morte de Martin Luther King e das perturbações raciais que chegaram a colocar em causa a participação de alguns atletas nos Jogos de 1968. Na altura da atribuição das medalhas dos 200 metros, os protestos rebentaram – Tommie Smith e John Carlos levantaram o braço com uma luva negra, baixaram a cabeça, surgiram descalços com meias pretas e um lenço negro ao pescoço, pormenores que representavam a pobreza dos negros e os linchamentos dos sulistas. Ambos foram expulsos da Aldeia Olímpica mas o ‘Black Power’ não mais foi esquecido.

Os mais medalhados dos Jogos de 1968

EUA: 107 medalhas (45 ouros, 28 pratas e 34 bronzes)

URSS: 91 medalhas (29 ouros, 32 pratas e 30 bronzes)

Hungria: 32 medalhas (10 ouros, 10 pratas e 12 bronzes)