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MONTREAL – 17 de Julho a 1 de Agosto de 1976

ARMANDO MARQUES – MEDALHA DE PRATA NO FOSSO OLÍMPICO (189 PONTOS)

Medalha de ouro: Donald Haldeman (EUA, 190 pontos)

CARLOS LOPES – MEDALHA DE PRATA NOS 10.000 METROS (27.45.17)

Medalha de ouro: Lasse Viren (Finlândia, 27.40.38)

Fernando Mamede – 8.º lugar na Série 1 da meia-final dos 1.500 metros (3.42.59)

Medalha de ouro: John Walker (Nova Zelândia, 3.39.17)

Fernando Mamede – 5.º lugar na Série 2 da 1.ª Eliminatória dos 800 metros (1.49.58)

Medalha de ouro: Alberto Juantorena (Cuba, 1.43.50)

Luís Grilo – 3.ª Ronda de luta greco-romana, -57kg

Medalha de ouro: Pertii Ukkola (Finlândia)

Leonel Duarte – 2.ª Ronda de luta greco-romana, -52kg

Medalha de ouro: Vitali Konstantinov (URSS)

Joaquim Vieira – 2.ª Ronda de luta greco-romana, -60kg

Medalha de ouro: Kazimierz Lipien (Polónia)

A grave crise económica que o Mundo enfrentava com a subida louca do petróleo (e que motivou duros cortes na organização) contrabalançou com a prestação empolgante e a todo o vapor da comitiva de Portugal... e dos atletas Sportinguistas: Carlos Lopes conquistou a medalha de prata nos 10.000 metros, sendo apenas superado por Lasse Viren, ao passo que Armando Marques ficou também a um tiro apenas de garantir o ouro no Fosso Olímpico. Grande performance, a melhor até então

A saga começou no tiro: apesar das grandes diferenças a nível de preparação para a prova, Armando Marques foi um David que se transformou em Golias, ganhando uma medalha com que ninguém contava. Uns dias depois, foi a vez de Carlos Lopes seguir a táctica de Moniz Pereira à risca – “forçar o andamento até ao limite e das duas uma: rebentar-se ou rebentar os outros” – e ganhar a prata contra um atleta a quem sempre foram levantadas muitas suspeitas. “Estou muito feliz, não tanto por mim mas pelo Professor”, referiu no final o atleta ‘verde e branco’.

A figura dos Jogos de 1976: Nadia Comaneci

Todos foram apanhados desprevenidos quando os juízes atribuíram nota 10 ao seu desempenho nas paralelas – nem placas com três dígitos (10.0) havia e, portanto, o público ficou em alvoroço quando viram 1.0. Em 1976, a romena Nadia Comaneci somou sete notas 10 – um recorde – com apenas 14 anos e sagrou-se a campeã mais nova da história dos Jogos. E uma vez que agora os atletas precisam de ter pelo menos 16 anos para competir, o registo de Comaneci nunca será batido. Ao todo, a ginasta venceu oito medalhas olímpicas, quatro mundiais e 12 europeias.

A história dos Jogos de 1976: Shun Fujimoto

No futebol existem substituições. E não são uma, são logo três. Mas na ginástica isso não é permitido e foi por causa dessa regra que nasceu mais um mito dos Jogos Olímpicos: Shun Fujimoto competia na equipa japonesa de ginástica quando, numa queda que arrepiou só de ver, deslocou o joelho e magoou com gravidade a perna. Teve de continuar assim até ao fim, debilitado, inferiorizado, mas empurrou os nipónicos para a vitória. “A dor atravessou-me como uma faca mas com a medalha... desapareceu”, disse.

Os mais medalhados dos Jogos de 1976

URSS: 125 medalhas (49 ouros, 41 pratas e 35 bronzes)

EUA: 94 medalhas (34 ouros, 35 pratas e 25 bronzes)

RDA: 90 medalhas (40 ouros, 25 pratas e 25 bronzes)