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Sporting Olympics - Rio 2016 - Tóquio 2020

Francisca Laia

  • 24 Anos Canoagem
  • Data de nascimento 31 maio 1994 163 cm | 57 kg
  • País Portugal

Está aqui

Biografia
Francisca Dias Laia

Divide a vida entre duas paixões – e é exímia nas duas. Francisca Laia chegou ao Sporting em Fevereiro de 2016 como uma das maiores promessas nacionais da canoagem – foi vice-campeã mundial Sub-23 em K1 200m – e com três anos e meio do curso de medicina feitos sem ter deixado para trás nenhuma cadeira.

“Estou em Montemor-o-Velho para conciliar com a Universidade em Coimbra. Muitas pessoas perguntam-me qual é o segredo para conseguir conciliar tudo mas continuo a achar que não existe uma fórmula que diga ‘tem de ser assim, assim e assim’. Costuma dizer-se que quantas mais coisas temos para fazer mais fazemos e é bem verdade – é tudo uma questão de organização de tempo, de gerir tudo da melhor forma, de pensar ‘agora é para estar mais focado nisto, depois é naquilo’. Acredito que toda a gente que tenha força de vontade consegue atingir os seus objectivos desde que lute por eles”, explica Francisca. “A especialidade talvez faça em pediatria, obstetrícia, mas ainda é tudo uma ideia muito vaga, há outras prioridades antes disso”, completa.

O ano de 2015 ficou a 18 milésimas de segundo de ser perfeito. A atleta ‘leonina’ ganhou uma medalha de ouro em K4 200 metros na I Taça do Mundo, uma de prata em K1 200 metros no Campeonato do Mundo Sub-23 e duas de bronze, no Mundial Sub-23 (K1 200 metros) e na I Taça do Mundo (K4 500 metros). Ainda assim, não conseguiu alcançar o apuramento para os Jogos Olímpicos, algo que está ainda no seu horizonte. “Um dos meus sonhos era fazer soar o hino português, algo que consegui em K4 e que está ao nível das emoções que senti por ser vice-campeã mundial de Sub-23. Agora vou atrás do outro, que é chegar aos Jogos Olímpicos. Não conseguimos a vaga de K4 mas vai haver uma nova prova de apuramento e vou lutar por esse objectivo em K1 200 metros e K2 500 metros”, destaca, completando: “Gosto muito do K1, que é uma prova mais solitária, e temos de ser bons aí para depois podermos fazer a diferença em K2 ou K4. Adoro fazer tripulações por todo o trabalho e cumplicidade que tem de haver entre nós. É muito mais difícil mas também temos mais apoio e pessoas para falar e melhorar”.

Francisca Laia fala com particular orgulho do crescimento exponencial da modalidade no País – com os respectivos resultados internacionais a comprovarem esse ‘upgrade’ – e dá como exemplo as escolhas... dos melhores. “A canoagem foi a única modalidade a trazer uma medalha dos últimos Jogos Olímpicos e em 2016 existem também boas hipóteses nesse sentido. Temos os melhores planos para remar e os campeões do Mundo e da Europa vêm todos para cá treinar devido a essas condições de eleição. E por vezes nós, em Portugal, não damos o valor devido a isso mesmo”, salienta a atleta que, muito antes de enveredar pela medicina, já tinha escolhido... a canoagem. “Sempre fiz canoagem, desde os dez anos. Aliás, nem me lembro da primeira vez que me sentei no barco. Não recordo a minha vida sem canoagem e foi à volta dela que conciliei tudo o resto”, explica a ribatejana de Abrantes que seguiu as pisadas do pai, também ele canoísta, e que tem na neozelandesa Lisa Carrington, campeã olímpica e mundial, uma das referências a par de outro Sportinguista: Emanuel Silva. “Continua a ser o último português a participar nos Jogos em K1 e já esteve três vezes nas Olimpíadas. Só por isso tem de ser um exemplo, não só para mim como para todos os jovens”, destaca.

Em comum entre ambos existe, entre outros pontos, o trabalho e a perseverança de estar muito tempo afastada de casa em busca de um sonho. Ao todo, e sem um valor concreto que consiga precisar, Francisca estima que passará cerca de 250 dias por ano no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho (entre as aulas na Faculdade, entenda-se) concentrada com a Selecção Nacional. “Se é difícil? É o que tem de ser!”, atira. Mas será essa uma tarefa ‘fácil’ para uma jovem de 21 anos? “Como tenho de passar grande parte do tempo concentrada com a Selecção, é aproveitar para ir a casa ao fim-de-semana quando se pode... Acabo por arranjar sempre tempo para tudo, não numa escala igual a muitas outras pessoas da minha idade, mas o suficiente para conseguir estar com os meus amigos, beber um café, colocar a conversa em dia. E depois também há sempre as redes sociais, acaba por ser quase como se estivesse com eles. Sinceramente, apesar de ser muito tempo fora, não sinto que perca muita coisa por aí”, realça a canoísta.

Aos 17 anos, Francisca Laia conseguiu a primeira medalha internacional (bronze) nos Europeus de Juniores, tendo aí iniciado um percurso onde conta já também com cinco Campeonatos Nacionais entre outras distinções. Em paralelo, a canoísta vai seguindo no seu curso de medicina com tantas vitórias como aquelas que consegue na água. Falta, ainda assim, cumprir o sonho dos Jogos Olímpicos. E se for em 2016, Francisca assina já por baixo. Se for em 2020... que seja.

Clubes anteriores
2009/10 - 2015/16 CD "Os Patos"
2016 Sporting CP
Prémios

- Vice-campeã do Mundo Sub-23 em 2015 – Canoe Sprint World Championships U23 200m (K1) ICF

- Medalha de ouro em 2015 – Canoe Sprint World Cup I 200m (K4)

- Medalha de bronze em 2015 – Canoe Sprint European Championships U23 200m (K1)

- Medalha de bronze em 2015 – Canoe Sprint World Cup I 500m (K4)

- Medalha de bronze em 2014 – Canoe Sprint European Championships U23 500m (K2)

- Medalha de bronze em 2011 e 2012 – Canoe Sprint European Championships Junior 200m

Campeã Nacional

- 2014 – 500m e 200m (Seniores femininos)

- 2013 – 500m e 200m (K2, Seniores femininos)

- 2012 – 1.000m, 500m e 200m (K1, Juniores femininos)

- 2011 – 1.000m, 500m e 200m (K1, Juniores femininos)

- 2010 – Maratona (10.000m) e Esperanças (6.000m)