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Sporting Olympics - Rio 2016 - Tóquio 2020

Patrícia Mamona

  • 31 Anos Atletismo
  • Data de nascimento 21 setembro 1988 1,66m | 61kg
  • País Portugal

Está aqui

Biografia
Patrícia Mamona

A atleta experimentou o salto em comprimento, entre outras modalidades, mas é o triplo salto que lhe tem permitido escrever o seu nome no livro de conquistas do atletismo português, admitindo que isso tem uma explicação: “Vai ao encontro da minha personalidade. O salto em comprimento é muito rápido, não me fascina porque não há muita coisa a aprender; é só um salto. O triplo salto é mais técnico, tem mais 'souplesse' e, apesar de custar mais, é mais bonito – e eu tenho um dedinho para as coisas complicadas”.

Desde cedo que convive com a sua capacidade de superar recordes nacionais, tendo batido vários em todos os escalões de formação por onde passou. Pertencia aos quadros do Juventude Operária de Monte Abraão (JOMA), mas as ambições sem limites fizeram-na agarrar a oportunidade de se transferir para o Clube ‘leonino’. “O Juventude Operária de Monte Abraão é um clube de formação. Quando me tornei mais velha, tinha de melhorar e isso exigia mais apoios e condições, algo que aquele clube não me conseguia dar. O Sporting CP tinha essas condições, o que, aliado ao facto de já conhecer muita gente no Sporting CP e de o meu treinador estar ligado ao Clube, facilitou a minha mudança”. 

Uma vontade que também transporta para fora das pistas. Em 2007 e com apenas 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos – mais concretamente para o estado da Carolina do Sul – para tirar o curso de medicina, na Universidade Clemson. Uma escolha que lhe permitiu conciliar os treinos com os estudos, algo que não estava a conseguir fazer em Portugal. “Entrei cá em medicina, mas estava a ser muito difícil conciliar o semestre com os treinos. Havia muita pressão a nível escolar, a ajuda na vertente desportiva era pouca e os professores quase que me obrigavam a escolher entre escola e treinos. Foi complicado porque tive de me focar mais na escola, os meus treinos começaram a ficar para segundo plano e percebi que assim não ia conseguir ter uma boa prestação – tinha de mudar”. Quatro anos depois (2011) tinha a licenciatura terminada e ainda conseguiu ser a primeira atleta portuguesa a superar a marca dos 14 metros no triplo salto numa conceituada prova norte-americana.

O Campeonato da Europa de Helsínquia, em 2012, foi o mais paradisíaco de todos os areais já pisados por Patrícia, devido às marcas atingidas. Nele, a atleta saltou 14,52 metros, atingindo o seu recorde pessoal, reclamando para si o recorde nacional e trazendo para Portugal a medalha de prata do triplo salto: “Os Europeus de Helsínquia são, para mim, uma referência. Consegui um recorde pessoal e nacional, o que é sempre marcante. Fui com uma média baixa mas, no momento crucial, superei-me e correu bem”.

Embora a atleta assuma que prefere bater os recordes que já lhe pertencem, porque significa que está a melhorar, não esquece duas provas significativas na sua carreira desportiva: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e a Taça dos Clubes Campeões Europeus de 2014. “Nos Jogos Olímpicos foi estranho porque fiquei nervosa. Normalmente, consigo lidar bem com a pressão e gosto de ter muita gente a torcer por mim, mas assim que entrei no estádio senti o coração a bater muito rápido e o sangue a correr-me nos braços. Nunca me tinha sentido assim, deu-me arrepios”, explicou Patrícia, que ficou a um centímetro de se qualificar para a final do triplo salto em Londres. Chegou aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, com o título de favorita, mas acabou por ficar aquém das expectativas, depois de não ir além do 13.º lugar. Patrícia Mamona, que já faz parte do projecto olímpico Rio 2016, quererá com certeza melhorar a sua prestação, já em Agosto, vingando a sua filosofia de vida: “Ter metas, ultrapassá-las e traçar os próximos objectivos”.

Em 2016, o salto foi mais longo... literalmente: os 14,58 metros conseguidos no Campeonato da Europa de Amesterdão valeram não só o recorde nacional mas também a medalha de ouro que tanto ambicionava numa grande competição. Em paralelo, e além dos títulos individuais no plano nacional, contribuiu para a melhor época de sempre da equipa feminina com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, o Campeonato Nacional de Clubes de Pista e o Campeonato Nacional de Clubes em Pista Coberta.

Clubes anteriores

2002-2010: JOMA

2010: SPORTING CP

Prémios

 

- Recordista nacional do triplo salto (14,58, Julho de 2016)

- Medalha de ouro no triplo salto no Campeonato da Europa (Amesterdão, 2016)

- Medalha de prata no triplo salto no Campeonato da Europa (Helsínquia, 2012)

- 4.º lugar no triplo salto no Campeonato do Mundo de Juniores (Pequim, 2006)

- 8.º lugar no triplo salto no Campeonato da Europa (Barcelona, 2010)

- 13.º lugar no triplo salto nos Jogos Olímpicos (Londres, 2012)

- 9 vezes campeã de Portugal de Pista no triplo salto (2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016)

- 5 vezes campeão de Portugal em Pista Coberta no triplo salto (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016)

- 1 vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista (2016)

- 2.º lugar na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista (2014)

- 3.º lugar na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista (2014)

- 6 vitórias no Campeonato Nacional de Clubes de Pista (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016)

- 6 vitórias no Campeonato Nacional de Clube de Pista Coberta (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016)