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Sporting Paralympics - Rio 2016 - Tóquio 2020

Luís Costa

  • 46 Anos Paraciclismo
  • Data de nascimento 10 junho 1973 |
  • País Portugal

Está aqui

Biografia
Luís Miguel Pinto Costa

Às vezes a vida dá voltas que ninguém consegue adivinhar. Ou decifrar. Ou contornar. Por isso, comecemos este texto com mais uma dessas voltas e avancemos até ao final da história. “Quando me perguntou sobre os meus atletas de referência, falámos do Carlos Lopes, o que é totalmente correcto. Mas esqueci-me por lapso de mencionar aquele que me inspira em termos de ciclismo: Joaquim Agostinho! Foi imperdoável da minha parte não ter dito o nome do maior de todos os tempos!”, explica Luís Costa, atleta que reforçou a secção de paraciclismo do Sporting e que, entre muitos marcos, já tem assegurada a presença nos próximos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Ele, como Carlos Lopes ou Joaquim Agostinho, é um campeão. Por agora, não tão conhecido quanto os outros. No final do texto, espera-se, tão inspirador como os restantes.

Ao contrário de todos nós, Luís Costa, natural de Castro Verde mas a residir e trabalhar em Portimão como inspector da Polícia Judiciária, não esquecerá o dia em que fez 30 anos mas pelos piores motivos: vítima de um acidente de viação enquanto conduzia o seu motociclo, foi obrigado a fazer uma amputação da perna. É nesta parte da conversa que se começa a abrir a caixa de surpresas de um atleta exemplar a nível de coragem, de força, de perseverança e de vontade. “A minha profissão é muito anterior ao acidente. Sempre tive aquela curiosidade que já vinha dos livros e filmes policiais, das investigações de crimes. Fiz toda a formação nesse sentido e consegui levar o barco a bom porto. Tem sido assim em toda a minha vida, sempre que me entrego a algo, levo muito a sério e vou sempre lutar para chegar lá. Quando fiz a amputação da perna, já era atleta federado e fazia musculação no ginásio. Olhei para atletas como eu e pensei que também poderia ser como eles”, salienta. “Mas não pense que andarmos ali todos inchados do ginásio ajuda, demasiado volume até prejudica. É aquela máxima de qualquer ciclista: cada quilo a mais é velocidade a menos. Por isso, perdi 15 quilos trabalhando muito a parte de cardio. Tinha sido militar quatro anos e meio enquanto oficial paraquedista e isso deu-me estaleca para o paraciclismo porque somos levados a puxar o nosso corpo aos extremos. Foi muito importante para a forma de treinar que hoje tenho”, acrescenta.

Campeão nacional de contra-relógio, perseguição e estrada, vencedor da Taça de Portugal e actual segundo classificado do ranking europeu da EHF (e quinto do ranking mundial da UCI), os últimos anos da vida de Luís Costa têm sido uma autêntica bola de neve que, de forma muito rápida, permitiram obter um currículo invejável: só em 2015, o internacional português conquistou dois ouros em Abu Dhabi além de lugares meritórios nas duas Taças do Mundo que realizou no ano passado, em Itália e na Suíça, entre a quinta e a oitava posições. Ainda assim, seja pela falta de competitividade interna ou pela escassez de apoios em comparação com outros atletas, o caminho é trilhado entre sacrifícios. “A qualificação para os Jogos é feita por quotas e Portugal conseguiu uma vaga, tendo sido eu escolhido para representar o País. É certo que fui eu que consegui alcançar quase todos os pontos a nível de ranking mas quem me dera que não fosse assim. Não tenho mais atletas da minha classe e muitas vezes tenho de ir às provas só porque sim. Vou sem problemas, é bom para o desenvolvimento da modalidade, mas não há competitividade; essa consigo nas Taças do Mundo e outras provas no estrangeiro. Há classes onde temos 30 ou 40 atletas mas só uns é que lutam a sério para ganhar; na minha, existem 14 ou 15 atletas muito competitivos e já nos conhecemos todos bem”, salienta antes de abordar a primeira referência que teve... e que deixou de ser: “O Alessandro Zanardi foi o meu primeiro ídolo, foi quem me despertou interesse pela modalidade e era também uma figura mediática, muito falada por altura dos Jogos de Londres. Fiquei com curiosidade e pensei que se calhar também poderia ser assim. Três meses depois, o meu ídolo era já o meu adversário. Hoje, a minha referência... sou eu. E tenho de ultrapassar--me! Tenho um respeito enorme pelo Zanardi e por tudo o que conseguiu, mas a verdade é que conheci dezenas de atletas com histórias de vida idênticas só que com menos apoios”. A pergunta é inevitável: também seria capaz de fazer uma prova de ‘Ironman’ como o antigo piloto de Fórmula 1 italiano (3,8km de natação, 180km de ‘handbike’ e 42km na cadeira de rodas)? “Claro. Ele é o campeão mundial mas tem condições de treino que os outros não têm. Levanta um dedo e cai um patrocínio, a vida dele é apenas dedicada ao treino e à competição. Com esses meios, treinava para fazer uma prova dessas”, atira.

A apresentação em pleno relvado de Alvalade na recepção ao Lokomotiv de Moscovo também não passou ao lado de Luís Costa, um Sportinguista que não evitou as lágrimas. “Foi arrepiante, uma enorme satisfação e um grande orgulho. Foi a concretização de um sonho porque sou do Sporting desde pequeno. Estava quase em transe! Com o passar do tempo comecei a habituar-me às entrevistas, por isso não estava nervoso. Mas quando voltei ao meu lugar vieram-me as lágrimas aos olhos porque tinha conseguido mais um objectivo. Depois só pensei que era preciso ter azar para tudo acontecer num jogo em que perdemos. Achei que dávamos a volta mas tirou-me logo a alegria...”, admite. “Gosto de quase todos os desportos. Como Sportinguista claro que há figuras que me marcam mais como o Carlos Lopes. Nesse dia encontrei-o, estava no seu gabinete, mas nem tive coragem de entrar... Nunca esquecerei a madrugada em que ganhou a medalha de ouro em Los Angeles”, completa antes de recordar também Joaquim Agostinho. “Os meus amigos que são fanáticos por ele iam crucificar-me por esse lapso!”.

Após a apresentação, Luís Costa regressou ao Algarve e à vida preenchida entre trabalho, desporto e família (“sobra pouco tempo além disso”, frisa) mas com a promessa de esta ser apenas a primeira de muitas conversas com o exemplo do que é ser um verdadeiro ‘leão’. Para ele, não há limites. E é com esta história que a nossa inspiração perde limites.

Clubes anteriores
2015 W52-Quinta da Lixa
2015- Sporting CP
Prémios

Ano 2013:
- 2ºlugar da classificação geral na Taça de Portugal de Paraciclismo (classe H3, atual H4);
- Campeão Nacional de contrarrelógio (classe H3, atual H4);
- Campeão Nacional de estrada (classe H4, atual H5);
- 6º lugar na prova de fundo da Taça do Mundo em Segóvia, Espanha (Classe H4, atual H5);
- 7º lugar no contrarrelógio da Taça do Mundo em Segóvia, Espanha (Classe H4, atual H5);
- 2º lugar no contrarrelógio da etapa de Barcelona (Espanha) do Circuito Europeu de Handcycling (classe h4, atual H5);
- 3º lugar na prova de fundo da etapa de Barcelona (Espanha) do Circuito Europeu de Handcycling (classe h4, atual H5);
Rankings finais 2013 na geral da classe H4 (atual H5):
• 7º lugar na geral da Taça do Mundo de Paraciclismo;
• 12º lugar no ranking mundial da UCI (Union Cycliste International);
• 4º lugar no ranking da EHF (European Handcycling Federation);

Ano 2014 (classe H5):
- Campeão Nacional de Contrarrelógio em pista (Sangalhos, 08-03-2014);
- Campeão Nacional de Perseguição em pista (Sangalhos, 08-03-2014 ;
- 1º lugar na 1ª prova da Taça de Portugal (Gondomar, 25-04-2014);
- 1º lugar na 2ª prova da Taça de Portugal (Viana do Castelo, 24-05-2014);
- 1º lugar na 3º prova da Taça de Portugal (Águeda, 10-06-2014);
- 1º lugar na 4ª prova da Taça de Portugal (Albergaria-a-Velha, 22-06-2014);
(Vencedor da geral da classe H5 da Taça de Portugal de Paraciclismo 2014)
- Campeão Nacional de Contrarrelógio (Setúbal, 29-06-2015);
- Campeão Nacional de Estrada (Torres Vedras, 12-07-2014);
- 1º lugar no contrarrelógio da 1ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Abu Dhabi, 16-03-2014) ;
- 1º lugar na prova de fundo da 1ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Abu Dhabi, 16-03-2014);
- 1º lugar no contrarrelógio da 2ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Barcelona, 12-04-2014) ;
- 1º lugar na prova de fundo da 2ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling ((Barcelona, 13-04-2014);
- 6º lugar na prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo em Itália (Castiglione della Pescaia, 09-05-2014,);
- 5º lugar no contrarrelógio da Taça do Mundo de Paraciclismo em Itália (Castiglione della Pescaia, 10-05-2014) ;
- 1º lugar na prova de fundo do XVIII Paracycling Bizkaiko Bira (Bilbao, Espanha, 05-07- 2014;
- 1º lugar no contrarrelógio do XVIII Paracycling Bizkaiko Bira, (Bilbao, Espanha, 06-07- 2014;
- 6º lugar no contrarrelógio da Taça do Mundo de Paraciclismo em Espanha (Segóvia, 26-07-2014);
- 5º lugar na prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo em Espanha (Segóvia, 26-07-2014);
- 7º lugar no contrarrelógio do Campeonato do Mundo de Paraciclismo (Greenville SC, EUA, 29-08-2014);
- 9º lugar na prova de fundo do Campeonato do Mundo de Paraciclismo, (Greenville SC, EUA, 01-09-2014);
- 1º lugar no contrarrelógio da 7ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Fossano, Itália, 19-09-2014);
- 1º lugar na prova de fundo da 7ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Fossano, Itália, 19-09-2014);
Rankings finais 2014 na geral da classe H5:
• 5º lugar final no ranking mundial da UCI (Union Cycliste International);
• 5º lugar final na geral da Taça do Mundo de Paraciclismo da UCI;
• 2º lugar final na geral do Campeonato Europeu de Handcycling da EHF (European Handcycling Federation);
 

Ano 2015
- 1º lugar na 1ª prova da Taça de Portugal (Gondomar, 25-04-2015);
- 1º lugar na 2ª prova da Taça de Portugal (Albergaria-a-Velha, 17-05-2014);
- 1º lugar na 3ª prova da Taça de Portugal (Viana do Castelo, 31-05-2014);
- Campeão Nacional de Contrarrelógio (Palmela, 28-06-2015);
- 1º lugar na 4ª prova da Taça de Portugal (Torres Vedras, 10-07-2014);
- (* vencedor da classificação geral da Taça de Portugal);
- Campeão Nacional de Estrada (Almeirim, 26-07-2015);
- 1º lugar no contrarrelógio da 1ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Abu Dhabi, 22-03-2015) ;
- 1º lugar na prova de fundo da 1ª etapa do Campeonato Europeu de Handcycling (Abu Dhabi, 22-03-2015);
- 3º lugar na prova de fundo da “Brixia Paracyclig Cup” (Bréscia, Itália, 1 a 03-05-2015) ;
- 3º lugar na prova de contrarrelógio da “Brixia Paracyclig Cup” (Bréscia, Itália, 1 a 03-05-2015);
- 8º lugar na prova de contrarrelógio da Taça do Mundo de Paraciclismo em Itália (Maniago, 05-06-2015);
- 7º lugar na prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo em Itália (Maniago, 06-06-2015);
- 6º lugar na prova de contrarrelógio da Taça do Mundo de Paraciclismo na Suiça (Yverdon-les-bains, 14-06-2015);
- 5º lugar na prova de fundo da Taça do Mundo de Paraciclismo na Suiça (Yverdon-les-bains, 15-06-2015);
- 1º lugar no contrarrelógio do XIX Paracycling Bizkaiko Bira, (Bilbao, Espanha, 18-07- 2015) * também vencedor da classificação geral;
- 1º lugar na prova de fundo do XIX Paracycling Bizkaiko Bira (Bilbao, Espanha, 19-07- 2014) * também vencedor da classificação geral do evento;
- 7º lugar no contrarrelógio do Campeonato do Mundo de Paraciclismo (Nottwil, Suíça, 31-07-2015);
- 8º lugar na prova de fundo do Campeonato do Mundo de Paraciclismo, (Nottwil, Suíça, 02-08-2015);
- 1º lugar no GP Handbike Skoda (Jerez de la Frontera, Espanha, 05-09-2015);
- 1º lugar na prova de fundo do Para-cycling European Cup Prague (Praga, Rep. Checa, 26-09-2015);
- 1º lugar na prova de contrarrelógio do Para-cycling European Cup Prague (Praga, Rep. Checa, 27-09-2015);
- 1º lugar no XI Criterium Internacional Ciutat de la Vall D’Uixó – (Vall D’Uixó Valência, Espanha, 15-11-2015;
Rankings