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Um ‘leão’ multifacetado

Por Jornal Sporting
21 maio, 2015

Francisco Stromp, que fez de tudo um pouco, nasceu há 123 anos

Se olhar para a sepultura de Ayrton Senna – antigo piloto de Formula 1 brasileiro, falecido em 1994 – poderá ler: ‘’Nada pode me separar do amor de Deus’’ (versão brasileira, sem tradução). Se retirar as palavras ‘de Deus’ e colocar ‘pelo Sporting’, resumirá na perfeição a vida de Francisco Stromp. Decorriam os preparativos para a inauguração do Elevador da Bica quando nasce o Sporting, ou melhor, Francisco Stromp.

Estávamos em Maio de 1892. Deslocado do Largo do Intendente para o Lumiar devido a problemas de saúde, teve arte e engenho para, juntamente com outros colegas, fundar um clube que acabaria por ser um ‘bebé nos seus braços’, dado o carinho e dedicação dispensados. Política, namoradas, estudos, nada o desviava do Clube, contando-se inclusivamente que o curso de engenharia ficou para trás por ‘culpa’ do Sporting. Um ‘filho’ de Stromp, criado e educado pelo mesmo, nomeadamente através das prelecções dadas antes do jogo ou ao intervalo. Lavado em lágrimas, pedia a todos que dignificassem a camisola, criando uma mentalidade que até hoje perdura no Clube, como assinala o lema ‘leonino’: esforço, dedicação, devoção e glória.

Francisco Stromp não se ficou só pelas palavras, arcando com as responsabilidades sem hesitar em nome do Sporting. Tinha 16 anos quando jogou com a camisola do Clube pela primeira vez. Foi jogador e treinador de futebol, pertenceu ao atletismo e assumiu também algumas posições importantes no dirigismo ‘verde e branco’. Tal dedicação foi premiada de uma forma simbólica: o ‘seu’ número três de sócio não mais foi entregue.

Os ideais de Stromp e os ideais sportinguistas confundem-se, não sendo por acaso que existe há já 74 anos o Grupo Stromp, responsável pela manutenção dos imaginários defendidos pelo Clube e pelo eterno ‘leão’. Um ‘leão’ que vestia a camisola ‘verde e branca’ por baixo da roupa do dia-a-dia.