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História

A secção de Xadrez do Sporting Clube de Portugal nasceu em 1958 por iniciativa do Dr. Victor Buescu, professor catedrático de Filologia Clássica da Universidade de Lestras de Lisboa, de origem romena, conforme reza a acta fundadora da secção. Homens como Albano Ilharco, Enes Batista, Castanheira da Silveira, Mestre nacional António Rocha, e Renato Figueiredo rapidamente fizeram parte da equipa, e ao qual se associaram alguns dos melhores jogadores nacionais da época (o Mestre Nacional João Mário Ribeiro, o Mestre FIDE João Cordovil e o Mestre Internacional Joaquim Durão) tendo os primeiros sucessos vindo com naturalidade.

A primeira década de vida da secção é marcada pelo primeiro título de Campeão nacional por equipas que iniciou o primeiro tricampeonato da história do xadrez em Portugal (1962, 1963 e 1964). Destaque igualmente na década de sessenta para os títulos nacionais individuais do MN João Mário Ribeiro (63), do MF João Cordovil (67 e 69) e do MI Joaquim Durão( 62 e 64).

A década de setenta marca o início de uma época de ouro no xadrez leonino, na qual vão aparecer vários jovens valores que vão fazer história no clube: o Mestre Internacional Fernando Silva, o Mestre Internacional Luís Santos, e o Mestre Nacional Rui Silva Pereira. Com eles o Sporting Clube de Portugal vai ganhar os Nacionais de 1975, 1976, 1977 e 1979, ao qual se vão somar os títulos de semi-rápidas por equipas de 1979 e de rápidas em 1978. No ano 1979 assiste-se também à conquista da primeira Taça de Portugal.

Individualmente o Sporting torna-se claramente um clube dominador no panorama luso e vai vencer nove dos dez títulos nacionais da década, obra do MN João Mário Ribeiro (1972), do MI Joaquim Durão (1970 e 1971), do MI Luís Santos (1975 e 1979) e do MI Fernando Silva (que faz um tri em 1975, 1976 e 1977). Destaque igualmente durante esta época para as diversas presenças olímpicas de jogadores do Sporting, uma constante desde os idos anos 60 até à atualidade, designadamente nas olimpíadas de 2014 em que o Mestre Internacional Paulo Dias, o Mestre Nacional Pedro Rego e a candidata a Mestre feminina Rita Jorge marcaram presença, e que fazem do nosso clube seguramente um dos clubes com mais atletas olímpicos da história do xadrez português.

A década de oitenta teve para nós um sabor agridoce, marcada por uma primeira metade de grande sucesso, mas marcada igualmente pela grave crise pela qual a secção passou no ano de 1986, ano no qual a equipa ficou sem sala para jogar, e como tal viu a sua atividade interrompida por um ano.

A equipa conseguiu novo tri venceu os Nacionais de 1981, 1982 e 1983, tendo vencido nos mesmos anos os Nacionais de Semi-Rápidas, ao qual juntou o Campeonato Nacional de rápidas de 1981 - tendo neste ano mágico acumulado os títulos nacionais das três variantes de xadrez. As duas Taças de Portugal de 1984 e 1985 somaram-se a este impressionante palmarés.

Destaque-se igualmente a prestigiante participação internacional da equipa do Sporting na Taça dos Campeões Europeus de Clubes em 1981, com uma vitória sobre os belgas do Ghent nos oitavos de final, derrota com a Universidade de Telavive nos quartos-de-final, à qual se somaria nova participação na Taça dos Campeões Europeus de Clubes em 1983, na qual fomos eliminados nos 16 avos de final pelo Rockaden Stockholm.

Após a nossa descida de divisão de 1986 veio uma época que no xadrez português marcou o emergir de uma nova geração de xadrezistas, e após a perda da sala as dificuldades em manter foram aparecendo, tendo as saídas causado mossa na nossa equipa.

Seguiram-se duas décadas marcadas por algumas descidas e subidas, em que a secção se foi mantendo graças ao esforço, dedicação e devoção de jogadores que lutaram contra dificuldades internas e externas tremendas. A equipa caiu para divisões inferiores do xadrez. Nomes importantes mantiveram o clube e a secção de pé e mantiveram o estandarte da modalidade durante estas duas décadas mais duras: o chefe de secção António Moura, MN Rui Silva Pereira, MN Horácio Neto, João Salvador Marques, Carlos Pereira, MN Joaquim Aníbal, MN José Pinheiro, Paulo Batista, Pedro Pita Soares e José Gomes.

A modalidade de xadrez por correspondência por equipas nasceu no clube no início do século XXI, tendo-se a equipa do Sporting Clube de Portugal apurado para a mais forte prova de clubes da modalidade, a Champions League, prova que está a decorrer. Nesta modalidade de xadrez temos como expoente o GM por correspondência Horácio Neto, que se encontra a disputar a final do campeonato do mundo pela segunda vez. Somos não apenas o clube mais forte nesta modalidade em termos nacionais, como um dos mais fortes do mundo.

A Taça de Portugal de 1999 foi um título solitário e brilhante no meio de uma travessia do deserto, ganho contra adversários muito fortes, e contra várias adversidades.

A segunda década do século XXI assistiu ao renovar do projecto desportivo do Sporting Clube de Portugal, e quase três décadas volvidas, os títulos voltaram à Alvalade com a conquista do Nacional de Rápidas de 2014, à qual se somou o título nacional da 3.ª divisão deste ano.

Individualmente a equipa reforçou-se com os regressos do MI Fernando Silva e do MF António Pereira dos Santos ao clube, e o ingresso de um forte núcleo de jogadores com o MI Paulo Dias, o MN Pedro Rego, o MN António Vasques, Miguel Silva e José Ribeiro.

Individualmente os títulos também voltaram a Alvalade, com os três campeonatos de Veteranos de Fernando Silva de 2014 (Rápidas, Semi-Rápidas e Clássicas) e com os títulos de jovens de Amanda Marques, Gonçalo Silva, Beatriz Ferreira e Rita Jorge.

Fazendo as contas ao nosso palmarés podemos afirmar que com os nossos 11 títulos nacionais de clássicas e as nossas 4 Taças de Portugal o Sporting Clube de Portugal é, a par do Boavista, um dos clubes mais fortes da história da modalidade em Portugal.