Nuno Dias: "O mais importante é a vitória e igualar a eliminatória"
17 Jun, 2026
Rescaldo do treinador de futsal do Sporting CP ao dérbi, em conferência de imprensa
Após o dérbi de futsal entre Sporting CP e SL Benfica que terminou com vitória Leonina por 8-2, o treinador do Sporting CP, Nuno Dias, abordou as incidências do jogo dois realizado no Pavilhão João Rocha, em conferência de imprensa.
Importância da vitória
“A importância [desta vitória] é que se não tivéssemos ganho hoje, estava 2-0 e ficaríamos a um jogo de perder e ainda tínhamos de fazer mais três vitórias. Assim só temos de fazer duas. Só!. É importante a vitória, claro. Iguala a eliminatória, importante a exibição, não só pelos números, mas pela qualidade que colocámos na maior parte do jogo. Mesmo assim poderíamos ter feito um resultado ainda mais histórico do que este, se na primeira parte tivéssemos sido um bocadinho mais eficazes. Fizemos uma primeira parte na eficácia ao nível do que fizemos no jogo um e isso levou-nos para um resultado ao intervalo bastante magro. Felizmente na segunda parte melhorámos esse aspecto e se calhar o avolumar do resultado libertou-nos e deu-nos alguma segurança, tirou-nos, se calhar, alguma ansiedade na forma de finalizar e conseguimos ser mais eficazes na segunda parte. Algumas mais oportunidades ficaram, mas isso hão-de ficar sempre, tanto para nós, como para o SL Benfica, mas o mais importante, sim, a vitória e igualar a eliminatória”.
Valor da vitória
“Prefiro mesmo é ganhar a final, não quero ficar recordado por vitórias em jogos, quero ficar recordado por títulos e troféus. Isso é que nos alimenta, é para isso que nós trabalhamos. Vitórias e números em jogos só são importantes porque reflectem muitas conquistas e boas exibições, mas acima de tudo conquistas. Isso é o mais importante e hoje foi um dia bom, independentemente de ter sido o dérbi 100 [Nuno Dias orientou a equipa Leonina em 100 dérbis esta terça-feira]. O mais importante foi ter conseguido empatar a eliminatória, independentemente dos números. Isto não vai valer de nada se nós, no final da temporada, não ganharmos o último jogo. Nós temos de ganhar é o último jogo. Se ganharmos o último jogo, vamos ser campeões. Mas até lá ainda temos muito caminho para percorrer, ainda temos mais dois jogos para vencer, o SL Benfica também, continua tudo em aberto”.
A eficácia Leonina
“Hoje continuou a faltar eficácia. Na primeira parte foi ao nível do que fizemos no jogo um, as vezes que tivemos na cara do Leo Gugiel, a quantidade de vezes que tivemos situações claras com baliza para finalizar e que não conseguimos marcar, se tivéssemos marcado, o resultado teria ao intervalo sido bem mais dilatado do que o 2-1. O que aconteceu na segunda parte foi que melhorámos essa eficácia, conseguimos marcar e conseguimos dilatar para dois, três golos de diferença e acho que a ansiedade diminuiu, a segurança com que fizemos as coisas foi maior, procurámos melhor a finalização e mesmo assim continuámos a desperdiçar. Mas fizemos bastante, finalizámos melhor. Melhorámos esse aspecto, mas não houve aqui nenhuma magia, nem houve aqui nada de extraordinário que se tenha feito desde sexta-feira. Não houve aqui nenhuma fórmula mágica para marcarmos mais golos. É difícil reproduzir em treino situações de finalização iguais ao que acontece em jogo. Os adversários são outros, a ansiedade é outra, a pressão é outra, a emoção é outra, não é fácil fazer isso. Conseguimos melhorar e com o avolumar do resultado tornámo-nos menos ansiosos, mais frios e se calhar a encontrar a melhor solução”.
Querer marcar sempre mais
“A equipa já apresenta algum desgaste, foram muitos jogos esta época, estivemos em muitas frentes, mas felizmente a equipa tem-se apresentado bem. Fez um bom jogo, conseguiu dilatar e teve ‘fome’ à procura de mais, mas isso é ADN nosso, é a nossa maneira de ser, por isso é que fomos a equipa com mais golo na Liga, se calhar mais cerca de 30 golos mais que a segunda equipa com mais golos marcados. Porque vamos sempre à procura de mais, de fazer mais golos, mais finalizações, não nos limitamos a gerir posses e resultados. Achamos que quem vem ver o jogo e os nossos adeptos merecem isso, quem assiste ao futsal, merece que se jogue dessa forma, passar para fora alegria de jogo e uma procura constante pelo resultado, não nos limitando a gerir posse. Esse é o nosso ADN, há-se de ser sempre assim, pelos menos enquanto aqui estiver”.
Reacção à desvantagem no marcador
“É sempre bom quando as equipas estão em situações desvantajosas e conseguem ultrapassar essa dificuldade. É sinal que a equipa é forte confiante no trabalho, confia naquilo que é o jogo e jogo e que essa crença e querer nos leva a bons resultados. Aconteceu hoje, já aconteceu em várias vezes no passado estarmos em desvantagens e irmos à procura de mais e conseguimos marcar. Prefiro estar sempre em vantagem e não andar atrás, mas isso diz-nos que é uma equipa experiente, com capacidade de reacção e que acredita no que faz, à procura dos melhores resultados possíveis”.
Vitória mais desnivelada em dérbis
Ia perguntar isso. Não me perguntem se preferia ganhar por 3-2. Não, não preferia. Infelizmente um resultado destes só vale uma vitória, não vale mais. Se um resultado destes valesse mais do que uma vitória, era bem melhor, mas 8-2 ou 3-2, apenas dá uma vitória e apenas iguala a eliminatória. Se nos dá outras coisas? Dá-nos confiança enorme naquilo que fazemos, no trabalho que fazemos, leva-nos a pensar que o que fazemos acaba por ser bem feito e acreditando nesse trabalho bem feito, os resultados podem aparecer, não com este volume, que não é normal, mas dá-nos a confiança, ou permite-nos acreditar que o que fazemos é bem feito e que se melhorarmos alguns aspectos em que não estivemos tão bem no jogo um, podemos fazer bons resultados”.