Fundação Sporting proporciona dia inesquecível a Guilherme Oliveira
18 Jul, 2026
Jovem com fibrose quística conviveu com os Leões do futebol
O relógio ainda marcava as primeiras horas da manhã quando Guilherme Oliveira chegou ao estágio da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal. A seu lado, o pai, Mário. À sua espera, um dia que dificilmente lhe sairá da memória.
Aos 12 anos, este jovem adepto verde e branco conhece uma realidade diferente da da maioria das crianças da sua idade. A fibrose quística e a epilepsia abriram-lhe cedo as portas dos hospitais, que se tornaram uma segunda casa durante grande parte da infância. A estabilidade clínica alcançada nos últimos anos permitiu-lhe agora, contudo, realizar um sonho e conhecer, por dentro, o ambiente vivido diariamente pelos seus ídolos.
Uma iniciativa da Fundação Sporting que deixou marca não apenas em Guilherme e na sua família, mas também em todos quantos partilharam o dia com o pequeno Leão.
"A situação do Guilherme, hoje em dia, está controlada. Ele faz uma vida normal, tirando alguns alimentos que não pode ingerir. Desde que nasceu, e até há quatro anos, vivemos muitos internamentos e algumas operações, mas temos de olhar para como ele está agora", começou por contextualizar Mário Oliveira, que recordou ainda que, na família, gostam de dizer que o nascimento da filha Noa teve mesmo o poder de "curar" o irmão, numa referência à melhoria significativa que a saúde de Guilherme conheceu a partir dessa altura.

Recebido com carinho por jogadores, equipa técnica e restantes elementos da comitiva verde e branca, Guilherme teve acesso aos bastidores do estágio, conheceu espaços habitualmente reservados ao dia-a-dia do plantel - como a sala de equipamentos, onde o incansável Paulinho prepara ao detalhe o vestuário da equipa -, assistiu ao treino, partilhou as refeições com toda a comitiva, trocou bolas com os craques e juntou-se ainda à celebração do aniversário de Diego Callai, de quem recebeu a primeira fatia de bolo. Momentos inesquecíveis que o ajudaram a vencer, de goleada, a timidez inicial.
"Foi um dia fantástico. (...) Esta iniciativa foi muito especial. Ele estava um pouco reticente, porque é tímido e ainda leva um bocadinho a abrir-se. Mas, depois, até foi sozinho para os eventos e correu tudo bem. Fiquei super orgulhoso por se ter desenrascado sozinho", revelou o pai, naturalmente agradecido pelo dia de sonho proporcionado ao jovem Guilherme.

Sem cerimónias, houve tempo para conversar, brincar e aprender. Guilherme ocupou mesmo a baliza Leonina e trocou remates com os guardiões, que com ele partilharam alguns segredos para a manter fechada a sete chaves.
"A equipa é excelente. Sente-se uma grande energia calorosa entre todos, é fantástico. E quando esteve a brincar com eles, foi muito bom. O Guilherme dava alguns ‘bicos’ a jogar à bola, mas ensinaram-lhe a rematar de lado e a levantar a bola. Pode ser que agora, quando saia daqui, o inscreva no Sporting CP", partilhou ainda Mário, entre risos.
No final do dia, o pequeno Guilherme regressou a casa com uma camisola autografada por todo o plantel, novas histórias para contar e um sorriso difícil de esconder. "Foi bom, eu gostei", resumiu o pequeno Leão, envergonhado, mas feliz. Poucas palavras, que traduzem porém a dimensão do impacto que o Sporting CP procura ter.
É precisamente através de momentos como este que a Fundação Sporting dá expressão a um dos pilares do Clube: colocar a força mobilizadora do desporto ao serviço da comunidade, promovendo a inclusão, criando proximidade e elevando memórias que perduram muito para lá do apito final.