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Foto José Lorvão

Leões na final da Taça de Portugal

Por Sporting CP
22 Abr, 2026

Sporting CP empatou a 'zeros' na visita ao Dragão e garantiu a presença no Jamor

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal está na final da Taça de Portugal. Após o triunfo por 1-0 na primeira mão das meias-finais, os Leões de Rui Borges empataram, esta quarta-feira, com o FC Porto por 0-0, e carimbaram o passaporte directo para o Jamor. Na partida decisiva, marcada para o próximo dia 24 de Maio, os verdes e brancos vão defender o troféu frente ao vencedor do duelo entre a AD Fafe e o SCU Torreense, que se disputa amanhã.  

O clássico no Estádio do Dragão, intenso desde o pontapé de saída, marcou o regresso de Geovany Quenda às opções iniciais de Rui Borges, que promoveu apenas uma alteração relativamente ao último onze que apresentou. À procura de virar a eliminatória, foi, contudo, a equipa da casa quem assumiu a iniciativa de jogo nos primeiros minutos do encontro, embora sem aproximações perigosas à área de Rui Silva.

Aos 5’, e com o Sporting CP em dificuldades para chegar ao meio-campo adversário, o técnico verde e branco foi obrigado a ‘mexer’, mas na zona mais recuada do terreno. Gonçalo Inácio, veloz e atento na abordagem ao lance, limpou uma investida dos dragões pela direita; porém, lesionou-se no choque com William Gomes e acabou, nos minutos seguintes, por dar o lugar a Zeno Debast.

Apesar do contratempo, os Leões conseguiram, de forma progressiva, equilibrar a posse e, com o jogo a decorrer longe das balizas e as equipas muito encaixadas, o cronómetro foi avançando favorável à turma de Alvalade. Aos 23 minutos, sozinho em zona frontal, Deniz Gül ainda tentou assustar o guardião verde e branco, mas o esférico ganhou altura e saiu muito por cima do travessão.

A jogar desde trás, mas à procura de romper linhas na transição rápida, o Sporting CP também ‘ameaçou’ pouco depois, aos 26’, mas Geovany Quenda chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento e não conseguiu concluir o ataque conduzido por Geny Catamo no corredor contrário.

Com o tempo útil de jogo a baixar drasticamente, o FC Porto dispôs de uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador aos 43 minutos. Valeu o corte tão providencial quanto espectacular de Zeno Debast, já no chão, a desviar um remate de Gabri Veiga que levava selo de golo.

A segundos do intervalo, e na sequência de uma jogada de insistência que começou com um passe na profundidade, a equipa da casa esteve novamente perto de empatar as contas da eliminatória. A surgir bem na segunda bola, Pablo Rosário encheu o pé à entrada da área e disparou forte, mas novamente por cima da baliza de Rui Silva. Logo depois, a equipa de arbitragem apitou para o fim de 45 minutos onde, apesar do natural domínio azul e branco, o Sporting CP geriu de forma confortável o resultado.

No regresso para o segundo tempo, cedo Rui Borges se viu a braços com nova contrariedade. Aos 50 minutos, e após queixas físicas do capitão Morten Hjulmand, o técnico Leonino fez a segunda substituição forçada na partida e lançou Daniel Bragança para o miolo.

Já o FC Porto, que continuava a assumir as despesas da partida, tentava sem sucesso ultrapassar a defensiva verde e branca: aos 55’, William Gomes conduziu da direita para dentro e rematou desenquadrado; aos 59’, também o recém-entrado Alan Varela tentou a sorte de longe, mas sem direcção. Já aos 65’, e com os anfitriões a crescer, foi Ousmane Diomande a dar ‘o corpo às balas’ e a evitar, com mais um grande corte, o golo azul e branco.

O Sporting CP respondeu aos 67 minutos, numa boa jogada de Francisco Trincão desviada pela linha de fundo, e três minutos depois foram os dragões a causar frisson: Oskar Pietuszewski embalou e serviu Victor Froholdt ao segundo poste, mas o jogador do FC Porto, no coração da grande área, não chegou à bola.

Muito desgastados fisicamente, os bravos Leões iam segurando o nulo no marcador quando, aos 79 minutos, Rui Borges promoveu uma tripla substituição para refrescar a equipa e ‘fazer frente’ às alterações promovidas, instantes antes, pelo banco portista: Pedro Gonçalves, Ricardo Mangas e o regressado Luís Guilherme renderam assim os esgotados Geovany Quenda, Francisco Trincão e o também tocado Maxi Araújo.



O Sporting CP - com os adeptos Leoninos a fazer-se ouvir alto e a bom som -, entrou para os últimos minutos do jogo consciente da necessidade de bem-defender e foi isso que foi fazendo, com excepção para um lance aos 82’, quando Terem Moffi apareceu nas alturas e cabeceou ao lado da baliza de Rui Silva.

A um minuto do final do tempo regulamentar, e após a análise do vídeo-árbitro, Alan Varela foi expulso por rasteirar Luis Suárez “com força excessiva”, e, no segundo de nove minutos de compensação, foi outro Luís, o Guilherme, quem teve nos pés a oportunidade de sentenciar a partida. Isolado perante Diogo Costa, o ala verde e branco permitiu a defesa ao internacional português e a indefinição prolongou-se até ao apito final, mas o Sporting CP conseguiu mesmo segurar a vantagem que trazia de Alvalade e garantir a qualificação para a final da prova rainha.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio (Zeno Debast, 10’), Maxi Araújo (Ricardo Mangas, 79’), Morten Hjulmand [C] (Daniel Bragança, 50’), Hidemasa Morita, Francisco Trincão (Luís Guilherme, 79’), Geny Catamo, Luis Suárez e Geovany Quenda (Pedro Gonçalves, 79’). Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Morten Hjulmand (34’), Rui Silva (83’), Ricardo Mangas (90+6’).