Rui Borges no comando até 2028
01 maio, 2026
Renovação de contrato oficializada no Hall VIP do Estádio José Alvalade
O Sporting Clube de Portugal prolongou o vínculo contratual com Rui Borges, que vai continuar a liderar a equipa principal de futebol até 2028. A renovação de contrato do técnico de 44 anos oficializou-se, esta sexta-feira, no Hall VIP do Estádio José Alvalade, numa cerimónia que contou com a presença da família de Rui Borges, da sua equipa técnica e, também, da restante estrutura e os Órgãos Sociais do Sporting CP.
Rui Borges chegou ao comando técnico do Sporting CP a meio da temporada 2024/2025 – assinou a 26 de Dezembro de 2024 - e conseguiu reconduzir a equipa a uma ‘dobradinha’ memorável, juntando o desejado Bicampeonato Nacional à conquista da Taça de Portugal. Já na presente temporada, embora sem hipóteses de chegar ao terceiro título seguido na Liga, o treinador levou os Leões à sua melhor campanha de sempre na UEFA Champions League - terminada nos quartos-de-final - e, de novo, ao Jamor, onde defenderão o troféu no final deste mês.
“Rui Borges e a sua equipa técnica fazem cerca de 16 meses de Sporting CP. Há quem valorize muitos os resultados dos últimos 15 dias e há quem valorize muito o trabalho dos primeiros 15 meses e meio, o Bicampeonato, a ‘dobradinha’, a melhor campanha europeia de sempre ou o recorde de vitórias seguidas em Alvalade. Há quem valorize, também, não termos conquistado mais títulos [na presente época], tendo duas finais perdidas na Supertaça e na Taça da Liga. Nós, Administração, valorizamos sobretudo o processo de trabalho, muito mais que os resultados, os troféus ou as finais perdidas”, justificou o presidente Frederico Varandas, responsável por inaugurar a sessão, considerando este “um acto para o futuro do Clube”.
“Independentemente dos títulos conquistados e perdidos, o processo é o critério mais decisivo para continuarmos a achar que o Sporting CP tem futuro no futebol, estando onde deve estar: na decisão dos títulos”, referiu o líder dos Leões, realçando também o “lado comportamental e humano” de Rui Borges. “É um homem sério, intelectualmente honesto, livre, que protege os seus e, algo que valorizo muito, comunica pela sua cabeça. Valorizamos tudo isto e, por isso, é e continuará a ser treinador do Sporting CP”, completou.

Passando a responder às questões dos jornalistas presentes, Frederico Varandas abordou o timing da renovação e afirmou que no Sporting CP as decisões não são tomadas “por marés”. “O Sporting CP navega com base em convicções e a acreditar em processos de trabalho”, reforçou, sem dúvidas de que o técnico “é o homem certo”.
Quanto às expectativas para o futuro partilhadas com a equipa técnica, o presidente verde e branco traçou um objectivo claro: “continuar na luta e nas decisões dos títulos”. “Umas vezes ganharemos, outras perderemos. Temos ganho mais do que perdido e o que queremos é estar nas decisões, como estivemos este ano. Estes senhores e o grande grupos de jogadores que temos tido aumentaram a fasquia do Sporting CP. Não me esqueço que este é o grupo mais vencedor dos últimos 70 anos do Clube”, destacou.
Por fim, questionado sobre o que falhou na corrida pelo Tricampeonato, considerou que “o insucesso foi o resultado do sucesso desta época”, isto fruto da luta dada - e respectivo desgaste - em todas as frentes, nomeadamente com a histórica passagem aos quartos-de-final da UEFA Champions League, uma “factura” que se pagou “muito” depois. “Em sete dias tivemos três jogos [Arsenal FC, SL Benfica e FC Porto] de uma exigência única. Vou condenar o meu treinador e os meus jogadores por terem acreditado que era possível passar às ‘meias’ da Champions? Mais, por terem disputado dois jogos com o líder da Premier League, uma equipa com seis vezes o nosso orçamento? Estivemos até ao último segundo a discutir essa passagem. Acho que seria muito injusto”, apontou, acrescentando: “A exposição competitiva deste plantel foi brutal e não tem nada que ver com a do líder, justo, do Campeonato. Hoje em dia, com o novo modelo de competições, a Champions não tem nada que ver com a UEFA Europa League. Mérito ao nosso rival, porque inteligentemente percebeu as suas competências e limitações e jogou só para um troféu”.

A seguir à fotografia conjunta de presidente e treinador junto à mítica Porta 10 A, Rui Borges também prestou declarações, frisando inicialmente o “grande orgulho e satisfação” que esta renovação de contrato representa após 81 jogos na liderança da equipa.
“Como o presidente disse, tudo aquilo que define esta equipa técnica é a palavra trabalho, por isso é sinal de que é reconhecido e isso deixa-nos muito felizes. É o continuar do compromisso, rigor e de uma ambição enorme para, acima de tudo, marcar a História do Sporting CP e que no futuro nos sintamos honrados por termos estado e passado aqui”, enalteceu, acrescentando: “Sou muito feliz no Sporting CP e vou continuar a sê-lo, porque aqui o dia-a-dia é muito honesto e feliz”.

De olhos postos na etapa que se renova, o treinador transmontano propõe-se a “trabalhar cada vez mais e melhor” e com uma ambição “igual à trazida no primeiro dia”. “A cada dia que passa, aprendemos com as coisas boas e menos boas e compete-nos trabalhar imenso. Estamos onde queremos, mérito do nosso caminho. Somos uns felizardos”, reconheceu, embora mantenha o foco nesta recta final da temporada, com objectivos ainda por atingir.
“O Sporting CP, independentemente de qualquer treinador, terá sempre profissionais muito bons para honrar a camisola e disputar tudo em que estarão inseridos. Ainda podemos ser segundos [na Liga] e é nisso que estamos focados. Na minha cabeça está o próximo jogo com o Vitória SC para continuar a lutar pelo segundo lugar e conseguir esse acesso à UEFA Champions League e, depois, vamos focar-nos na conquista de mais um título [a Taça de Portugal]”, delineou.
“O Sporting CP tem o seu rumo, com um propósito e um crescimento sustentado e assim vai continuar a ser”, garantiu, por fim, Rui Borges, treinador dos Leões, agora, até 2028.