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Foto João Pedro Morais

Rumo à Dinamarca dispostos a sonhar

Por Sporting CP
29 Abr, 2026

Livre de sete metros no fim negou vitória na primeira mão dos ‘quartos’ (31-31)

Num Pavilhão João Rocha cheio e ao rubro, a equipa de andebol do Sporting CP empatou 31-31 com os dinamarqueses do Aalborg Håndbold, esta quarta-feira, na primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League. Assim, para qualquer uma das equipas, a passagem para a final-four está à distância de uma vitória na Dinamarca.

Para os Leões de Ricardo Costa, o empate acaba por ser mais amargo, não só porque foi em casa, mas também pela forma como os nórdicos – finalistas vencidos da prova em 2020/2021 e 2023/2024 – o alcançaram. Graças a uma entrada de rompante na segunda parte, o Sporting CP chegou a estar a vencer por cinco golos, porém viu essa vantagem reduzir-se nos derradeiros instantes e o empate deu-se já no último lance do jogo, um livre de sete metros. A nível individual, André Kristensen (13 defesas em 35) e Kiko Costa (12 golos) rubricaram exibições de grande nível.

Neste duelo entre bicampeões de Portugal e Dinamarca, o Sporting CP abriu as hostilidades por Edy Silva, mas seria o conjunto escandinavo a assumir mais vantagens (curtas) no arranque. Uma diferença que se alargou antes dos dez minutos para 4-7, fruto de duas faltas assinaladas consecutivamente ao ataque dos Leões e que o Aalborg Håndbold - com eficácia total - soube capitalizar.

Foi então que os irmãos Costa entraram e acção e, à passagem do quarto de hora, Martim e Kiko reduziram o marcador para a margem mínima (9-10), a qual se foi arrastando teimosamente durante os minutos seguintes. Até apareceram as primeiras falhas técnicas dos dinamarqueses, mas o empate não se concretizou apenas e só porque o guardião Niklas Landin fechou a sua baliza a tudo: defendeu um livre de sete metros de Kiko e levou a melhor no cara-a-cara com Orri Þorkelsson e Victor Romero.

Do outro lado, emergiu também André Kristensen entre os postes, assumindo o lugar que começou por ser de Mohamed Ali, mas na frente, perante o poderio físico adversário, faltou critério a ligar e, também, a finalizar, o que fez com que o golo de diferença continuasse a imperar (11-12).

Mais uma vez, não se chegou ao empate e, na resposta a uma bola no poste de Martim Costa, o Aalborg Håndbold aproveitou para voltar a respirar, usando e abusando do seu remate exterior implacável – com Juri Knorr à cabeça. 12-15 a cinco minutos do intervalo, mas o melhor ficou reservado para o fim da primeira parte.

A uma (rara) tentativa nórdica desenquadrada seguiram-se os golos de Salvador Salvador e Natán Suárez que devolveram a vida aos Leões. Já com as bancadas em ebulição, Kristensen travou com o pé uma nova investida adversária e Kiko Costa foi até ao fim para repor finalmente a igualdade (16-16) a escassos segundos da buzina. Uma recompensa merecida e tudo de volta à ‘estaca zero’ para os seguintes 30 minutos, onde a reentrada foi à Leão - e o Pavilhão João Rocha rugiu como nunca até então.

Para dar início a cinco minutos verdadeiramente alucinantes, Martim Costa deu a liderança ao Sporting CP logo a abrir, Kristensen agigantou-se para acumular defesas seguidas – ainda contou uma vez com a ajuda do poste - e, de repente, Kiko, Natán e Salvador multiplicaram a vantagem para 22-17 perante um Aalborg Håndbold atónito.

Só a exclusão momentânea de Mamadou Gassama travou este ímpeto verde e branco e, assim, o campeão da Dinamarca conseguiu reduzir a diferença (23-20) e, depois, reencontrar-se no jogo (24-22). Agora a ter de mandar no resultado, não tremeu o pulso aos comandados de Ricardo Costa, especialmente porque o guardião norueguês – defendeu mais dois livres de sete metros – e Kiko Costa continuaram a brilhar com intensidade. Ao assinar o 28-23 que repôs a margem de cinco golos, o camisola 6 atingiu os dez golos na partida.

Só que um novo período de inferioridade numérica do Sporting CP – exclusão de Pedro Martínez – permitiu uma reacção do Aalborg Håndbold (28-25) e tudo voltou a reequilibrar-se à entrada para os últimos dez minutos, com apenas dois golos a separar as duas equipas (29-27). A situação de inferioridade numérica até se inverteu, porém os Leões não só não a aproveitaram a seu favor – Salvador, de longe, acertou na barra da baliza deserta - como viram o adversário crescer um pouco mais. Kristensen ainda adiou por uma vez o empate dinamarquês, mas concretizar-se-ia a cinco minutos do fim com 29-29.

Chegados à fase crítica, o jogo ficou mais atribulado – mais exclusões de parte a parte – e tudo se resumiu a margens mínimas. Þorkelsson, a partir da linha dos sete metros, deu uma vantagem ao Sporting CP (30-29), algo que a barra não permitiu na hipótese seguinte, mas uma ‘bomba’ de muito longe de Kiko Costa forçou mesmo o 31-30 a 35 segundos do final. Depois, tentou-se de tudo para defender a vitória e respectiva vantagem mínima, mas desta vez o Aalborg Håndbold não tombou no João Rocha, como em Fevereiro. O empate foi resgatado in extremis, graças a um livre de sete metros no último suspiro.

Na edição anterior, tanto o Sporting CP como o Aalborg Håndbold caíram nos ‘quartos’ da Champions e, agora, um dos dois terá a oportunidade de ficar com uma vaga na final-four de Colónia, a um triunfo de distância. Antes de tudo se decidir na Dinamarca, daqui a uma semana, o sonho europeu verde e branco fica em pausa, porque o Tricampeonato Nacional já está na mira. Na recepção ao FC Porto deste sábado (21h00), um empate chega para festejar o título no Pavilhão João Rocha.

Sporting CP: Edy Silva (2), Carlos Álvarez (1), Kiko Costa (12), Natán Suárez (3), Jan Gurri (1), Pedro Martínez, Salvador Salvador [C] (3), Orri Þorkelsson (2), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho, Filipe Monteiro, Christian Moga, Martim Costa (5), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1)