Nuno Dias: "Fora ou em casa, vamos ter de fazer o nosso trabalho em campo"
11 Jun, 2026
Final do Campeonato Nacional arranca esta sexta-feira na Luz
A equipa principal de futsal do Sporting Clube de Portugal arranca, nesta sexta-feira, a final do Campeonato Nacional diante do SL Benfica. A primeira partida, da eliminatória decidida à melhor de cinco, está marcada para as 21h00 no Pavilhão da Luz.
Nuno Dias fez a antevisão ao encontro, dizendo que não há muito a mudar após a eliminatória vencida frente ao SC Braga (2-1) e falou no factor emocional.
“Não é preciso mudar as coisas que fazemos em termos técnico-tácticos, só ajustar uma ou outra situação porque todas as equipas têm características diferentes e têm comportamentos diferentes perante a mesma situação e o SL Benfica tem comportamentos diferentes do SC Braga perante a mesma situação. Por isso, não temos de mudar nada, mas sim ajustar um ou outro posicionamento e ajustar um ou outro movimento. Em termos emocionais, temos de alertar para os perigos de sairmos do jogo, de nos desfocarmos e temos de perceber que neste tipo de jogos, e tudo aquilo que os envolve, por vezes, a emoção nos leva a comportamentos que se calhar não são os mais adequados e os que nós precisamos mais para o jogo. Isso é sempre mais difícil de treinar do que os aspectos técnicos, tácticos e físicos”, disse o técnico Leonino.
Ainda assim, os Leões estão mais do que habituados a este tipo de jogos e Nuno Dias considera, por isso, que também o facto de o Sporting CP ter feito mais um jogo na última eliminatória do que o SL Benfica não será um factor decisivo: “O SL Benfica, além de ter feito menos jogos, ainda jogou um dia antes, portanto já não joga desde quarta-feira. Teve, por isso, mais dias para preparar este jogo do que nós, mas nesta fase da época, isso é um dado a que nós não damos grande importância. Toda a gente quer jogar as finais e estar nos limites e, por isso, às vezes, esse desgaste físico é ultrapassado pela disponibilidade com que os jogadores querem jogar e querem aparecer neste tipo de jogos também. Quero acreditar que esse factor não vai ser decisivo, que os jogadores estão mais do que habituados a fazer jogos em pouco tempo, que toda a planificação e a forma como nos preparámos e ajustámos os nossos comportamentos vão ter um impacto muito mais positivo do que propriamente esse desgaste físico”.
O treinador verde e branco, que, naturalmente, pretende recuperar o título de Campeão Nacional, falou ainda sobre o factor casa e de a final começar no reduto do adversário: “Nós no ano passado começámos em casa e perdemos, depois fomos ganhar um jogo à Luz, voltámos a ganhar em casa, depois perdemos na Luz e perdemos a negra em nossa casa. Já nos aconteceu ser campeões lá e em nossa casa, já nos aconteceu perder na Luz e perder no João Rocha. Portanto, óbvio que nós preferimos jogar em casa porque os nossos adeptos têm feito um trabalho extraordinário e agora, tanto no jogo dois como no jogo três, foram absolutamente fantásticos, mas o trabalho tem de ser feito por nós apesar de os adeptos nos ajudarem sempre. Nós é que temos de defender, correr, marcar e não cometer erros com bola. Independentemente de jogarmos fora ou em casa, vamos ter de fazer o nosso trabalho dentro de campo. Fora vamos ter menos apoio, mas vamos ter muito apoio de certeza”.