O que nos une é o Sporting Clube de Portugal
12 Mar, 2026

O Jornal Sporting, que leio desde tenra idade, como já aqui o escrevi, desde que o Sr. Brito, um enorme Leão e meu vizinho do andar de baixo, me oferecia depois de o ler religiosamente de trás para a frente e da frente para trás, com que gula ele folheava as páginas deste jornal onde, quis o destino, eu agora tenho o privilégio de nele escrever, é um jornal que não entra em campanhas eleitorais e, como é óbvio, este texto não tem essa intenção, longe disso. Mantém até uma muito saudável equidistância sempre que o Clube está em processo eleitoral.
Já assisti a diversas campanhas eleitorais. Já votei em candidatos vencedores e noutros que saíram derrotados.
Sou, intransigentemente, a favor do debate de ideias. Nas primeiras eleições que me recordo do nosso Clube, que datam de 1984, a disputa eleitoral foi entre o eterno presidente João Rocha e Marcelino de Brito. Fui ver a campanha de ambos, para melhor saber o que estava em equação quanto às propostas que tinham para oferecer.
Sempre, desde que sou Associado, faz no tempo cinco décadas decorridas, me interessei, como tantos de vós, pela vida activa do nosso Clube. Existiram eleições mais intensamente disputadas, sinónimo da democracia e pluralidade de opiniões da nossa centenária instituição, outras em que houve candidatos únicos e até presidentes cooptados.
A nossa História de quase 120 anos de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, começou com Alfredo Augusto das Neves Holtreman (Visconde de Alvalade) na presidência, decorria o já longínquo ano de 1906.
Desde então tivemos presidentes cujo denominador comum foi o de tentar dar o seu melhor pelo Sporting Clube de Portugal. Uns conseguiram-no melhor do que outros. De uns, guardo inevitavelmente melhores recordações do que de outros. Afinal, quem como eu vive tão proximamente o Clube, era impossível que assim não fosse.
Fui crítico de presidentes e presença regular em assembleias gerais onde exprimi a minha opinião sempre respeitosamente. Mas uma coisa sempre me preocupou acima de tudo. O Sporting Clube de Portugal. Porque esse viverá ad eternum, enquanto todos nós, pela indelével marca do tempo, passamos. Desde presidentes até ao mais anónimo dos Associados, mas não menos Sportinguista.
Agora, no próximo sábado, o Pavilhão João Rocha será o palco das eleições entre o actual presidente Frederico Varandas, um homem que tem obra feita e que nos devolveu a alegria das conquistas, das poucas vezes que com ele convivi, sempre foi cordato para comigo, como aliás é seu timbre, e Bruno Sorreluz, que conheço desde criança, quando jogou basquetebol no Sporting CP, era eu dirigente da modalidade, e que também sempre foi cordato para comigo.
Os Sportinguistas decidirão, daqui a 48 horas, o rumo que querem dar ao Clube.
Eu irei depositar os meus 11 votos, com uma inequívoca certeza. Quem ganhar será o "meu" presidente. O presidente do Sporting Clube de Portugal!
P.S 1 - Apesar do empate fora de horas em Braga, o sonho do "Tri" continua em aberto. Desistir é para os fracos. Nós ainda acreditamos que é possível.
P.S 2 - A cidade italiana de Pesaro espera pelo Sporting Clube de Portugal na final four da UEFA Futsal Champions League. Mais uma vez presentes com o objectivo de ganhar. Somos uma enorme referência também nesta modalidade.