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Português, Portugal

O próximo exame pode dar mestrado

Por Jornal Sporting
29 Ago, 2015

Antevisão do encontro em Coimbra no Jornal Sporting

Para Francisco Stromp, não havia mais nada a não ser o seu Sporting. Reza a história que nem tempos livres, nem namoradas, nem estudos, nem política, nem amigos (a não ser que fossem do Clube), apenas Sporting. Foi o primeiro grande símbolo ‘leonino’: fundador, jogador de futebol, campeão do lançamento do disco e dos 3x100 metros, desportista que também praticou râguebi e ténis. Um profundo amante dos ideais ‘verde e brancos’, que tantas vezes apregoava nas palestras que fazia aos companheiros enquanto capitão. Um exemplo do que é ser deste Clube e não apenas de um clube, idolatrado pelos seus, respeitado pelos outros. Esta semana, as equipas de andebol e de futsal fizeram a apresentação oficial aos Sócios disputando um Troféu com o seu nome. Coincidência das coincidências, foi também ele o autor do primeiro golo do Sporting em encontros oficiais frente à Académica, na final do Campeonato de Portugal de 1923 que os ‘leões’ ganharam por 3-0. O primeiro de 99 triunfos. E o centésimo pode ser já neste domingo.


Os comandados de Jorge Jesus chegam a Coimbra com a lição bem estudada para evitarem mais percalços no Campeonato, depois do empate caseiro frente ao P. Ferreira com todas as condicionantes que aí ocorreram: afinal, nos últimos sete jogos oficiais frente aos ‘estudantes’, a formação ‘verde e branca’ ganhou apenas dois. Assim se tem adiado a passagem do exame decisivo que vale ‘mestrado’ em termos históricos: a 100.ª vitória em todas as competições oficiais, entre I Liga, Taça de Portugal e Campeonato de Portugal, num acumulado de 146 encontros. E só duas equipas atingiram esse ‘patamar’, por sinal os rivais lisboetas: Belenenses, a quem o Sporting venceu 126 vezes em 241 jogos disputados; e o Benfica, que os ‘leões’ já bateram em termos oficiais por 106 ocasiões nas 295 partidas realizadas até hoje.


Para ajudar nesse objectivo está o extremo André Carrillo. ‘La Culebra’, que apontou o único tento ‘leonino’ no último encontro do Campeonato do Sporting, tem um especial apetite em espalhar veneno à Académica: em cinco encontros disputados, apontou três golos, vendo o conjunto de Coimbra como vítima preferida. Foi também o peruano que marcou o último tento dos ‘leões’ na cidade dos estudantes, a abrir a I Liga da última temporada, no empate a um. Em Alvalade, na segunda volta, João Mário tornou-se o 113.º jogador do Sporting a marcar numa partida oficial frente à Académica, numa lista de 380 golos (cinco dos quais na própria baliza) liderada inevitavelmente pelo melhor avançado português de todos os tempos, Peyroteo, que só nos confrontos com os conimbricenses apontou um total de 48 golos! E com outra curiosidade: o único tento apontado por Jorge Jesus pelo Sporting no Campeonato Nacional foi exactamente em Coimbra, fechando a goleada por 4-1 no penúltimo minuto após bis de Manuel Fernandes e outro de Nélson.


E que conjunto irá agora encontrar o ‘leão? Ferido no orgulho, após a derrota caseira por 4-0 na passada segunda-feira com o V. Setúbal, ainda sem golos (única equipa a zero a par do Moreirense) e a revelar problemas ofensivos. Ainda assim, apesar do mau arranque, a formação de José Viterbo também tem potencial colectivo e individual, sobretudo nas unidades mais ofensivas da equipa. 

Bilhetes no Núcleo do SCP do Mondego

Por Jornal Sporting
28 Ago, 2015

Ingressos para Académica-Sporting do próximo domingo

O Núcleo do Sporting Clube de Portugal do Mondego também irá vender bilhetes para o Académica-Sporting, encontro relativo à terceira jornada da Liga NOS que se realiza no próximo domingo, no Estádio Cidade de Coimbra, às 19h15.
 
Assim, poderá adquirir o seu ingresso na Rua Comendador Eduardo Filipe, n.º 50, em Ribeira de Frades, das 10h às 22 horas de amanhã, sábado, e das 10h às 16 horas de domingo.
 
O Núcleo servirá de extensão da bilheteiras para Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal, com bilhetes à venda por 17 euros.
 
De referir que pode também comprar o seu ingresso nas bilheteiras do Estádio José Alvalade amanhã, sábado, das 10h às 20 horas.

Árbitro para o Académica-Sporting

Por Jornal Sporting
27 Ago, 2015

Bruno Esteves nomeado para jogo da 3.ª jornada da Liga NOS

Bruno Esteves, árbitro de 37 anos da Associação de Futebol de Lisboa, foi o juiz nomeado para dirigir o Académica-Sporting, encontro a contar para a terceira jornada da Liga NOS.
 
Rui Teixeira e Valter Pereira serão os árbitros assistentes da nossa partida.
 
Na presente temporada, Bruno Esteves já orientou dois jogos, ambos da II Liga (Olhanense-Benfica B e Sp. Covilhã-Desp. Chaves).
 
O Académica-Sporting realiza-se no próximo domingo, dia 30, às 19h15 no Estádio Cidade de Coimbra.

“Jogámos o suficiente para ganhar”

Por Jornal Sporting
22 Ago, 2015

Conferência de Jorge Jesus após empate com o P. Ferreira

Jorge Jesus, treinador do Sporting, lamentou o empate cedido frente ao P. Ferreira em Alvalade, numa partida relativa à segunda jornada da Liga NOS, mas salientou que o conjunto ‘leonino’ fez mais do que o suficiente para assegurar os três pontos.
 
“Perdemos dois pontos mas, com o jogo que fizemos, não merecíamos ser penalizados com este resultado, muito menos com um lance de grande penalidade com expulsão quando a bola já estava na posse do Rui Patrício. Na primeira parte não fomos uma equipa tão solta e rápida, mas jogámos o suficiente para estar a ganhar 1-0 ao intervalo. A equipa esteve bem, embora com o CSKA o encontro fosse melhor, com outra intensidade. Jogámos com qualidade suficiente para sair com a vitória. Foi pena a forma como sofremos o golo e, com menos um jogador, as coisas tornaram-se mais difíceis. Ainda assim, tivemos duas chances para alterar o resultado. Defrontámos uma equipa do Paços a defender o possível e a tentar surpreender no contra golpe, o que raramente aconteceu a não ser no lance da grande penalidade”, comentou o técnico na conferência de imprensa após o final da partida, no auditório Artur Agostinho.
 
“Nos lances de dúvida, foi sempre a favor do Paços. Na primeira parte também há uma jogada que olhou de forma diferente. No lance do Slimani, é certo que pode não ser ‘penalty’ mas sempre que se cai não pode dar cartão amarelo, também não percebi bem a decisão. É um árbitro que está à procura de experiência e de melhorar nos aspectos técnicos mas deve apitar jogos que não das equipas ‘grandes’. Ainda assim, não podemos estar só a penalizar o árbitro por causa do resultado”, acrescentou.
 
Explicando que Teo Gutiérrez e Adrien não foram titulares por questões físicas (o mesmo motivo que levou à substituição já no decorrer da segunda parte), Jorge Jesus analisou também a saída de Montero ao intervalo. “Alguns jogadores estavam carregados em termos musculares e no caso do Adrien não quisemos arriscar. O Montero estava a jogar dentro do que é a qualidade dele mas achava que era preciso maior velocidade após o intervalo para criarmos outras situações e o jogo ser outro. Só tivemos essa possibilidade durante 30 minutos porque depois ficamos com um a menos.
 
Por fim, o treinador do Sporting falou também das diferenças em relação ao encontro de terça-feira com o CSKA Moscovo e projectou a segunda mão do ‘playoff’ da Champions na Rússia. “Se compararmos com o que tínhamos vindo a jogar, hoje não estivemos tão bem mas isso é normal e natural, não vai acontecer só uma vez. Hoje não tivemos aquela dinâmica, nem o mesmo raciocínio, agilidade e poder de decisão porque tudo tem influência quando não se tem a frescura física ao mais alto nível. Ainda assim, jogámos o suficiente para ganhar e, em termos de qualidade, para me agradar”, frisou, acrescentando: “Não é a mesma coisa ir jogar à Rússia depois de um empate, isso não é, mas a partir de amanhã o nosso chip tem de mudar para conseguirmos o apuramento para a fase de grupos da Champions. Estamos melhores do que quando começou, porque ganhámos, e vamos tentar discutir a eliminatória. Encontra-se tudo em aberto, como já tinha dito, mas estamos confiantes”.

“Não traduzimos caudal com mais golos”

Por Jornal Sporting
22 Ago, 2015

Análise de Paulo Oliveira ao empate dos ‘leões’ com o P. Ferreira

Paulo Oliveira mostrou-se desalentado com o empate a uma bola concedido pelo Sporting em Alvalade frente ao P. Ferreira, relativo à segunda jornada da Liga NOS, lamentando as oportunidades falhadas durante a partida.
 
“Sabíamos que seria um jogo complicado. Entrámos a tentar impor o nosso futebol, conseguimos fazer isso durante a maior tempo, mas não traduzimos o caudal ofensivo que tivemos com mais golos e depois acabámos por sofrer o golo de ‘penalty’. Temos feito bem o nosso trabalho e isso vai reflectir-se nos jogos”, comentou o central ‘leonino’ na zona de entrevistas rápidas após o final do encontro.
 
Preferindo não fazer grandes comentários sobre o duvidoso (no mínimo) lance da alegada falta de João Pereira sobre Cícero – “não vi porque estava de costas e prefiro não ser injusto com ninguém”, explicou –, o vice-campeão europeu de Sub-21 destacou que a igualdade não se justifica nem vai condicionar o encontro de quarta-feira em Moscovo, frente ao CSKA, a contar para a segunda mão do ‘playoff’ da Champions.
 
“Pensar na Champions? Nem entra nas hipóteses, estávamos focados neste jogo assim como, a partir de agora, vamos pensar na partida com o CSKA. Ninguém deixou de estar com a cabeça neste jogo com o P. Ferreira”, referiu, completando: “O empate não abala a equipa porque temos confiança nas nossas capacidades. Estamos a evoluir de dia para dia e queremos ir ganhando jogos. Agora, o objectivo passa por conseguir um resultado que nos permita entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões”.

Sporting é empatado em Alvalade

Por Jornal Sporting
22 Ago, 2015

Equipa ‘leonina’ perde dois pontos com Paços de Ferreira (1-1)

O Sporting foi empatado em Alvalade, frente ao Paços de Ferreira, numa partida que acabou 1-1 e em que a equipa ‘leonina’ tem muitas razões de queixa da arbitragem. 

A primeira parte foi algo lenta, com os jogadores do Sporting a acusarem o desgaste físico da partida frente ao CSKA, na passada quarta-feira. Foi essa razão que levou o Sporting a criar menos ocasiões de perigo que o normal, mas nem assim deixou de se colocar em vantagem: Carrillo respondeu da melhor forma a um cruzamento de Bryan Ruiz, inaugurando o marcador aos 40’ minutos.

A segunda parte manteve o ritmo, mas o Paços de Ferreira poucas vezes conseguia chegar à área ‘leonina’ com perigo. Até que à passagem do minuto 80’, o árbitro descortinou uma falta de João Pereira sobre Cícero. Resultado: golo do Paços de Ferreira, expulsão para João Pereira e empate em Alvalade.

Até final nota de destaque para diversas oportunidades para o Sporting, nomeadamente por Gelson Martins, mas que não trouxeram alterações ao resultado.

“Podíamos ter decidido mais cedo”

Por Jornal Sporting
14 Ago, 2015

Declarações de Jorge Jesus após vitória por 2-1 sobre o Tondela

O Sporting estreou-se no Campeonato Nacional com uma vitória por 2-1 sobre o Tondela, com Adrien a marcar o golo do triunfo ‘leonino’ no último lance da partida. No final do encontro, Jorge Jesus era um treinador satisfeito com a prestação da sua equipa, pese embora a escassez no resultado e o excesso de sofrimento necessário para conquistar os primeiros três pontos da época.

“Foi um jogo muito competitivo e com muita qualidade, na minha opinião. Tacticamente, as duas equipas estiveram muito bem, mas pelo que o Sporting fez durante os 90 minutos, devia ter um melhor resultado. Face à qualidade de jogo que apresentámos, poderíamos ter decidido este jogo mais cedo. Ainda assim, a equipa do Tondela esteve muito bem em termos defensivos, bem organizada e, na única situação que teve na nossa área, acabou por fazer um golo de bola parada”, começou por afirmar Jorge Jesus. “A equipa do Sporting acreditou sempre que poderia fazer um golo. Podia ter oportunidades e não concretizar, mas felizmente concretizou. É um justo vencedor, começou o Campeonato a ganhar, que era o objectivo, e fez um excelente jogo. É um Clube muito grande porque só uma grande equipa traz todos estes adeptos. Quando se ganha no final, pode dizer-se que é de sofrimento, mas vale sempre três pontos. Parabéns aos jogadores do Sporting, aos adeptos e à equipa arbitragem que teve muito bem”, completou o técnico ‘leonino’.

“No começo do Campeonato, ter a intensidade de jogo que o Sporting já mostrou não é fácil e acho que estamos no caminho certo. As vitórias são importantes e começar um Campeonato com uma é ainda melhor. Face ao que o Sporting tem vindo a fazer, melhor não podia correr. Está tudo no limite máximo da excelência. Agora, a equipa do Sporting tem muito para melhorar e os jogadores do Sporting vão melhorar muito connosco, não tenho duvidas”, atirou ainda Jorge Jesus.

Terça-feira, os ‘leões’ jogam a primeira mão do ‘playoff’ de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões frente ao CSKA Moscovo. Os russos somam cinco vitórias em cinco jogos e chegam em Alvalade em boa forma. “Quem está na Champions está sujeito a jogar com as melhores equipas. Esta equipa do CSKA é forte e normalmente disputa o título do seu Campeonato. Vão ser dois jogos com 50% de hipóteses para cada lado, não há favoritismo para nenhuma equipa. Qualquer uma pode passar, queremos ser melhores e vamos ver se temos capacidade para o fazer”, anteviu o técnico.

Fora do âmbito desportivo e tentando terminar um assunto que deveria ter sido encerrado com a conquista da Supertaça por parte dos ‘leões’, Jorge Jesus voltou a responder a uma questão relacionada com… supostas mensagens. “Essas mensagens não existem; se existem, mostrem onde elas estão. Essa é uma forma de mascarar a brilhante vitória que o Sporting teve na Supertaça e tentar branquear um começo de época não muito bom por parte do adversário, mas os adeptos do Benfica não são parvos. Ponto final em relação a essa questão das mensagens. Se as há, mostrem-nas”, concluiu Jorge Jesus. 

“Contente pela vitória”

Por Jornal Sporting
14 Ago, 2015

João Mário comenta vitória por 2-1 frente ao Tondela

João Mário, o primeiro jogador a marcar nesta nova edição do campeonato, mostrou-se satisfeito pela vitória, apesar do sofrimento. “Sabíamos que o primeiro jogo tem uma carga emocional muito grande. Tivemos várias oportunidades mas sofremos até final”, admitiu.

Sobre o Tondela, o jovem atleta ‘leonino’ não se mostrou surpreendido pela qualidade do adversário. “Fomos avisados que tinham uma boa equipa e lutaram até ao fim, mas felizmente conseguimos os três pontos. Estou muito contente pela vitória”, finalizou.

O sétimo baptismo, desta vez em Aveiro

Por Jornal Sporting
14 Ago, 2015

Sporting vai apadrinhar hoje mais uma estreia na I Liga

Só faltou Jesus Correia marcar, mas nem por isso o jogo deixou de entrar na história: a 24 de Novembro de 1946, o Sporting estreava-se no Campeonato Nacional da I Liga no Campo do Famalicão e, ao intervalo, o resultado já ia em 4-3 para os ‘leões’. A réplica do conjunto local foi notável, mas a música dos Cinco Violinos era como uma flauta de Hamelin que empurrava de forma constante a bola para a baliza. No final, a formação ‘verde e branca’ ganhou por 9-5 (e estamos a falar de futebol, é verdade) com cinco golos de Peyroteo, dois de Vasques, um de Travassos e outro de Albano. 

Depois de Barreirense e V. Guimarães, o Sporting funcionava como padrinho na estreia de uma equipa na principal divisão portuguesa e o epílogo era sempre o mesmo – vitória ‘leonina’. Hoje, o conjunto comandado por Jorge Jesus estará de novo presente no debutar de um conjunto na I Liga, desta feita o Tondela, em Aveiro (20h30). E com a ambição de vencer para dar continuidade ao triunfo na Supertaça e poder retomar o trilho dos tempos em que o Clube era conhecido como o ‘Crónico’, tamanha era a superioridade que conseguia exercer.

Sem contar com a temporada de 1934/35, que marcou a primeira experiência de uma competição nacional (anos mais tarde, por influência de quem ganhou, passaria de oficioso a oficial, mas isso é outra história...) e onde os ‘leões’ cilindraram a Académica por 6-0 em Coimbra, no Campo de Santa Cruz, com um ‘hat-trick’ de Soeiro e mais um golo de Mourão, Faustino e Ferdinando, esta será a sétima vez que o Sporting surge como adversário de um estreante. E, curiosamente, a primeira vez também teve o letal avançado Soeiro como protagonista – apontou um ‘hat-trick’ no triunfo frente ao Barreirense por 7-2 no Estádio do Lumiar, em 1937/38. Cinco anos mais tarde, foi a vez de marcar presença no ‘baile de debutante’ do V. Guimarães, com díficil triunfo por 4-2 no Campo Bem-lhe-vai com ‘bis’ de Canário e mais um golo de Mourão e outro de Peyroteo. A seguir, ainda durante a década de 40, foi a vez do Famalicão.

Teria de esperar-se mais de cinco décadas até o Sporting voltar a apadrinhar o primeiro jogo de uma equipa na I Liga, desta feita nos Açores, diante do Santa Clara: numa partida jogada com grande intensidade e que fez parar a ilha de São Miguel, dois golos de Gamboa colocaram os visitados a ganhar ao intervalo até ao empate, conseguido por Edmilson (que falhara um ‘penalty’) e Acosta. Os ‘leões’ começaram o Campeonato de 1999/00 com uma igualdade mas, curiosamente, terminariam a... festejar o título.

Nos últimos dez anos, a situação repetiu-se mais duas vezes, ambas em Alvalade: em 2008/09, a ‘vítima’ foi o Trofense, que saiu derrotado por 3-1 com golos de Tonel, Izmailov e Yannick ainda antes da meia hora; em 2013/14, foi a vez de o Arouca começar a ganhar mas sair vergado a uma goleada por 5-1 com um ‘hat-trick’ do estreante Fredy Montero mais um golo de Maurício e outro de Wilson Eduardo. E hoje, como será a história? 

“Tudo a postos para um excelente Campeonato”

Por Jornal Sporting
14 Ago, 2015

Bruno de Carvalho lançou início da Liga NOS à SportTV

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, aproveitou a antecâmara do encontro inaugural dos ‘leões’ na Liga NOS, em Aveiro frente ao Tondela, para fazer um lançamento do Campeonato e toda a temporada que teve início com uma vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, no Estádio Algarve, frente ao Benfica.

Em entrevista à SportTV, o líder ‘verde e branco’ aproveitou também para falar de outros temas da actualidade do Clube. Aqui ficam os principais focos da conversa.

 

Parte ainda mais confiante para a nova época?

“Partimos com a consciência clara de que temos uma responsabilidade acrescida e isso advém de um trabalho que temos estado a desenvolver nestes últimos dois anos e meio. Queremo-nos afirmar claramente como candidatos para, em Portugal, podermos lutar até ao fim pela conquista dos títulos. Eram quatro, o primeiro já está e temos mais três para lutar de forma séria e aguerrida durante toda a época.”

 

Tem mais condições do que à partida iniciou os dois últimos Campeonatos?

“Isso é normal porque às vezes as pessoas esquecem-se a situação em que apanhámos o Clube. Tínhamos que tentar fazer um equilíbrio que quase ninguém achava possível, que era o equilíbrio financeiro e desportivo. Alguns vaticinavam o colapso financeiro e outros que, se conseguíssemos recuperar a parte financeira, haveria um colapso desportivo. Isso não se verificou. Como Sportinguista e Presidente, não posso dizer que a minha ambição não fosse ser campeão mas acabámos, num momento difícil, um segundo lugar com acesso à Liga dos Campeões e um terceiro lugar com ‘playoff’ da Champions e uma Taça de Portugal. Fruto desse trabalho, pudemos reforçar de forma diferente e este ano tivemos a possibilidade de trazer mais experiência e maturidade à equipa. Cremos que está tudo a postos para começar um excelente Campeonato. Vai ser muito mais disputado do que os últimos e será bom para todos, sobretudo para os amantes do desporto.”

 

A vitória na Supertaça aumenta as expectativas e dá mais confiança?

“Não posso ser hipócrita e dizer que a vitória na Supertaça não foi uma alegria colectiva e que isso motiva sempre, tal como a grande procura de bilhetes para o jogo em Aveiro que é reflexo disso. Mas é importante perceber que enquanto estrutura continuamos com os pés bem assentes na terra. Tivemos tempo para celebrar e aquilo que queremos é começar bem esta maratona. Temos de ser regulares, humildes, trabalhadores e ter espírito de sacrifício. Enquanto os Sportinguistas estão satisfeitos e bem merecem, tendo fortes expectativas para esta época, nós devemos manter os pés bem assentes na terra.”

 

Vai continuar a ver os jogos no banco?

“Fala-se muito dessa decisão de ir ou não para o banco mas é um decisão muito pessoal. Creio que irei manter. É o local do jogo onde me sinto melhor, onde posso estar mais à vontade... Ainda estou a pensar como será nos jogos em casa, fora estarei no banco. Tudo na vida tem o seu tempo e o seu ‘timing’. Um projecto tem o seu ‘timing’. Quando cheguei, o facto de o Sporting não estar bem, não estar equilibrado, ter várias divisões e vir de um período sem estabilidade directiva obrigou-me a ter uma certa postura de defesa mais activa e mais interveniente para passar as propostas que as pessoas não ouviam. Quisemos trazer o Sporting para a discussão, mostrar as nossas ideias, que somos diferentes etc. O que disse no último jogo é que sinto, felizmente posso estar mais salvaguardado de estar sempre a intervir porque montámos uma excelente equipa.”

 

Tem a ver também com o perfil do treinador?

“Tem a ver com tudo, não apenas com o perfil do treinador que é muito importante. Temos consciência de que temos uma equipa com muito valor e o facto de nos termos reforçado bem no futebol e também nas modalidades deixa-nos descansados. Podemos estar mais tranquilos em relação à defesa do Sporting porque as pessoas já entenderam as nossas propostas, já discutimos de forma mais serena, a comunicação social também já percebeu que o Sporting mudou e que conta no Campeonato e no mundo do futebol. Foi necessário travar algumas guerras, fazer ouvir a nossa voz mais alto, mas a conjuntura muda um bocado quando conhecem melhor o projecto do Sporting e que o mesmo está para durar. Este ano podemos falar menos e comemorar mais, que é o nosso desejo claro.”

 

Como está a questão do patrocínio para as camisolas?

“Ainda não temos. Porquê? Tem a ver com tudo. O Sporting está com toda a calma a fazer as suas negociações. O que é que me parece? Que esta conjuntura que todos vivemos não é fácil e estão disponíveis a dar menos do que era habitual, ao Sporting e a todos os outros. E o Sporting não quer isso.”

 

Pode-se pensar num modelo de negócio de patrocínio jogo a jogo?

“Em termos filosóficos é possível mas não é isso que pretendemos. O que queremos é fazer valer a marca Sporting. Sabemos o valor, sabemos o investimento que fizemos, sabemos o que queremos e estamos calmamente a negociar com as pessoas até que se atinja um valor que achemos justo para a dimensão da marca Sporting. Há dois anos e meio teríamos de nos sujeitar a qualquer coisa, nesta altura estamos calmos. Temos a certeza absoluta que as coisas vão acontecer. As empresas portuguesas estão a sair do futebol, como todos sabem, e estamos à procura neste mundo global. Até lá, as camisolas estão lindíssimas como estão.”

 

Estava em Alvalade em 2005 quando CSKA ganhou a Taça UEFA?

“Estava e tenho de dizer que fiquei contente com o sorteio porque as histórias são assim, são ciclos, e se me dessem para escolher era o CSKA. Não tem a ver se é uma boa ou uma má equipa, acho que é no mínimo agradável reencontrarmo-nos com uma equipa cuja recordação de 2005 é péssima e vamos tentar que este ano consigamos começar a pensar de outra forma. Terá de ser com muito trabalho e com muito esforço mas sinceramente, a nível pessoal, queria que fosse o CSKA.”

 

A equipa tem noção do peso da entrada na Champions?

“Esta equipa está muito focada nos encontros imediatos. Agora está 100% focada no jogo com o Tondela. Nós blindamos o balneário mas são pessoas, têm acesso à informação através da internet, da televisão, dos jornais... Os jogadores sabem os valores e o prestígio em causa mas também há uma motivação extra de jogar num palco como a Liga dos Campeões. É importante para o Clube e para eles.”

 

O projecto financeiro da época está dependente da entrada na Champions?

“Não podemos ser hipócritas, a entrada na fase de grupos é importantíssima. Não acontecendo, teremos que nos sentar e pensar um bocadinho. Mas estamos confiantes, 100% confiantes. Não nos passa pela cabeça esse cenário de não passar. Ninguém prepara uma equipa como preparámos para não entrarmos na Liga dos Campeões.”

 

As renovações também são uma forma de tranquilizar a equipa?

“É uma forma de reconhecimento destes dois atletas para já, uma forma de conseguirmos estar mais estáveis, calmos e confiantes, que é o objectivo, para que os jogadores possam cumprir apenas a partir daí os desejos do treinador. É bom para o que são os nossos objectivos e para o esforço de manutenção dos melhores jogadores. O Sporting está atento ao trabalho que se faz e sabe reconhecer esse trabalho. Esforço financeiro? Não, está dentro da normalidade que atingimos neste momento. O Sporting não entra em loucuras mas sabemos reconhecer a valia dos jogadores.”

 

Para quando a renovação de Carrillo?

“Parece que é tudo muito rápido e simples mas não é. João Mário e Slimani também eram prioritários. Estamos a trabalhar nesse dossier. O Carrillo já deixou claro que a sua vontade é ficar no Sporting e as coisas têm de ser resolvidas. Não são os jogadores que negoceiam, são os agentes, alguns estão em Portugal, outros não, uns demoram mais tempo a chegar, outros menos. As exigências fazem parte do processo negocial. Creio que rapidamente o agente de Carrillo estará cá para negociar e veremos. Admito tudo, não somos milagreiros. Umas coisas conseguem-se fazer, outras não. Faz parte do futebol. A nossa vontade é renovar e, pelo que disse, o Carrillo também quer ficar. Vamos com calma. Há vontade das duas partes. Só podemos trabalhar, milagres não fazemos. Mas não creio que estejamos numa fase de grandes preocupações.”

 

Porquê a aposta em jogadores mais experientes?

“É o reconhecimento que queremos fazer mais e melhor, que o Sporting se quer colocar num patamar onde a Liga dos Campeões é uma realidade constante e a Champions tem uma exigência muito grande. Queremos um Sporting candidato a todos os títulos nacionais e se houver possibilidades de conciliar a juventude que temos com um talento tremendo e reconhecido no Mundo com experiência, por forma a que todos possam evoluir, é uma fórmula muito mais calma e adequada da realidade que percepcionam. Não vou renegar tudo o que disse no passado: o Sporting tem uma formação excelente, que continua a ser a alma da equipa e conseguimos trazer experiência e maturidade que vai ajuda-los.”

 

Adrien e William são jogadores que quer manter?

“O Sporting não tem sido um clube vendedor, temos feito um esforço para manter os nossos melhores jogadores e fomos buscar jogadores que permitam ao treinador fazer a gestão do plantel sem que existam altos e baixos. Não temos o raciocínio de vendedor.”

 

O Sporting queria Mitroglou?

“Queríamos um ponta-de-lança, no topo da tabela estava o Teo, a partir do momento em que fechámos o Teo e que a nossa opção era manter Slimani, Montero e ter o Tanaka, acabou a ideia do ponta-de-lança. Muito antes do Benfica, fizemos um contacto pelo Mitroglou mas porque um Clube como o Sporting precisa ter várias opções. Não funciona pelo ‘é este ou não é nenhum’. Com o Teo, ficámos servidos.”

 

Gelson Martins é o grande diamante para delapidar?

“É um jogador tremendo, que agrada em termos de características do modelo de jogo ao Jorge Jesus. Temos outros que agradaram bastante mas quando se verifica o plantel temos de tomar decisões. Não são 50, são 24 ou 25. São jogadores e activos e optámos por fazer empréstimos apesar de terem agradado bastante. Quando colocamos jogadores é porque acreditamos neles.”

 

Que balanço faz de Jorge Jesus até ao momento?

“Vou dizer aquilo que ele também tem dito: estamos a percorrer um caminho, são cinco semanas de trabalho, felizmente conseguimos entrar a ganhar a Supertaça, conscientes de que há muito trabalho pela frente. Tenho estado contente, satisfeito. Há um grau de exigência, um compromisso e uma ambição muito elevados. É isso que ambiciono como Presidente Se já fui acordado por ele? Já fui acordado e também já o acordei. Falamos muito. E assim estamos sempre em sintonia: gostamos os dois de trabalhar, de ter ambições, temos uma noção clara da grandeza do Sporting. É o treinador que gostava de ver no Clube e é importante que esteja aqui nesta fase do projecto porque traz conhecimento, ‘know how’. Para mim, apanhei uma alma gémea na ambição, na garra, na entrega, no trabalho – fico satisfeito que isso aconteça.”

 

Quais são as expectativas com Pedro Proença na Liga e sobre a arbitragem?

“Conheço o Pedro Proença há 20 anos, fomos colegas de faculdade, temos a mesma formação de gestão, tem conhecimento profundo do futebol e espero uma gestão mais profissional, virada para o negócio e para os tempos modernos. São precisas novas ideias, novos paradigmas. Tem tudo para dar certo, tem todos os ingredientes para isso mas sozinho não chegará a lado nenhum. Árbitros? A questão do ser a favor do sorteio não quer dizer que se esteja contra os árbitros. O futebol português padece de falta de credibilidade, basta ouvir as conversas nos cafés por exemplo, é a realidade. Temos que lutar para que essa ideia mude e isso faz-se com acção. O Sporting tem apresentado propostas claras para ajudar os árbitros: é necessária uma profissionalização a sério e a introdução de novas tecnologias para ajudar juízes que também são homens. Deve haver regras para as nomeações e há mais do que um nome para cumprir esses critérios. Porque não sortear esses três ou quatro que cumprem isso? Para dar mais calma. Às vezes deve-se dar um passo atrás para dar cinco à frente. Não é um sorteio puro, é cumprir critérios. Quem subsidia tudo são os adeptos e ambiciono um futebol onde se fale das equipas e não das arbitragens.”

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