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Foto Museu Sporting - Centro de Documentação

Mais de 70 anos de história conjunta

Por Sporting CP
22 maio, 2026

15 jogos oficiais entre Sporting CP e SCU Torreense

A final da Taça de Portugal entre Sporting Clube de Portugal e SCU Torreense decide um título, mas adiciona, também, um capítulo a uma história conjunta de mais de 70 anos entre as equipas principais de futebol dos dois emblemas.

No que a duelos oficiais diz respeito, os Leões e o clube de Torres Vedras encontraram-se pela primeira vez em 1955 e pela última em 1992. Nesse período, registaram-se 15 jogos para duas competições: Liga Portugal e Taça de Portugal. Agora, 34 anos depois, Sporting CP e SCU Torreense voltam a entrar em campo ao mesmo tempo.

A década de 50 foi, de longe, aquela que contou com mais embates. O primeiro foi em Setembro de 1955, para o Campeonato Nacional, e teve lugar no Estádio da Tapadinha, casa do Atlético CP. O Sporting CP de José Travassos ou Manuel Vasques recebeu o SCU Torreense e... perdeu por 0-1. Na segunda volta, 0-0 no marcador. Na mesma temporada, mas mais perto do fim, novo jogo entre as duas equipas, mas para a Taça de Portugal. O resultado, esse, voltou a ser negativo para a turma verde e branca, que foi derrotada por 1-0.

Estava difícil ver um triunfo Leonino sobre o SCU Torreense e nem na primeira volta da época seguinte tal se registou (0-0). Foi preciso esperar até à 26.ª e última jornada do Campeonato de 1956/1957 para o Sporting CP conseguir, ao quinto embate, superar o SCU Torreense por 3-1 com golos de João Martins, Pérides e Manuel Vasques. Do outro lado estava João Morais, que alguns anos mais tarde seria uma figura incontornável da história Sportinguista. De acordo com o Jornal Sporting de 2 de Abril de 1957, tratou-se de um "justo triunfo".

A partir daí, foram desbloqueados vários resultados bem mais agradáveis para as cores do Leão. Dois triunfos confortáveis no Campeonato Nacional conquistado em 1957/1958 (0-3 fora e 6-1 em casa, com o Jornal Sporting de 29 de Janeiro de 1958 a classificar a exibição como "vistosa e produtiva") e passagem na eliminatória a duas mãos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal no mesmo ano (1-1 em casa e 0-1 fora) antes de uma temporada relevante.

Em 1958/1959, o Sporting CP voltou a triunfar nos dois jogos com o SCU Torreense, desta feita por 4-0 como visitado e 0-2 como visitante, mas a formação de Torres Vedras foi última classificada do Campeonato Nacional e desceu de divisão.

Foi preciso esperar até 1964/1965 para se voltar a ver o SCU Torreense no mais alto escalão do futebol português e o regresso, apesar de não ser brilhante (novo último lugar e despromoção), contou com um jogo marcante: uma das três únicas vitórias da campanha foi na recepção ao Sporting CP e logo por 3-0. Na segunda volta, em Alvalade, a desforra, tendo João Lourenço apontado um póquer na goleada por 4-0.

No Jornal Sporting de 26 de Março de 1965, esses 4-0 eram "a lição de Lourenço", mas os golos não chegaram para agradar. "Apesar dos 4-0 (números que reflectem certa supremacia), ainda não foi desta vez que os adeptos Sportinguistas saíram do Estádio José Alvalade totalmente satisfeitos ou rendidos perante o trabalho realizado pela turma do Sporting CP. Com efeito, se a vitória não oferece dúvidas (e em certa medida nos enche de consolação), já o mesmo não podemos dizer da exibição da equipa, que ficou além do que se poderia exigir em face da maneira como o jogo decorreu, sem problemas, sem casos, contra uma equipa correcta, de agradável fio de jogo, naturalmente com o objectivo de contribuir para um espectáculo edificante, com o prazer de praticar um futebol onde imperasse a disciplina de processos e a correcção. Pois nem mesmo assim", escrevia a publicação.

Mais uma vez, novo período sem SCU Torreense na Primeira Divisão e sem qualquer jogo contra o Sporting CP na Taça de Portugal, mas agora bem mais longo. Só em 1991/1992 o emblema voltaria à Liga Portugal e, na primeira volta, até marcou primeiro na recepção ao Sporting CP, mas Luís Figo e Jorge Cadete fizeram a reviravolta (1-2) para a formação orientada por Marinho Peres.

Para o Jornal Sporting de 11 de Dezembro de 1991, foi "reafirmada a postura de candidato ao título" - algo que não se viria a confirmar, com o Sporting CP a fechar a Liga Portugal na quarta posição. "Demonstrando uma grande saúde física e anímica, a equipa do Sporting CP foi a Torres Vedras conquistar mais uma preciosa e merecida vitória (a terceira consecutiva), no culminar de uma exibição que valeu, sobretudo, pela segunda parte, recheada de emotividade e bom futebol, extremamente competitiva e dinâmica", lia-se.

Alguns meses depois, em Abril de 1992, 4-0 para o Sporting CP em Alvalade no último jogo realizado contra o SCU Torreense. Jorge Cadete apontou um hat-trick e Ivaylo Iordanov também facturou naquela que seria a mais recente época do SCU Torreense - que está, neste momento, na luta pela subida - no escalão principal.

"A vitória por quatro golos sem resposta diante do SCU Torreense pode considerar-se reconfortante, abrindo fortes perspectivas para um final de Campeonato mais de acordo com a real valia da equipa do Sporting CP", contou o Jornal Sporting, que elogiou, naturalmente, Jorge Cadete: "Embora tenha perdido algumas oportunidades que pareciam 'golos feitos', acabou por marcar três, todos bonitos e cheios de espectacularidade, contribuindo de forma decisiva para o bom desempenho da equipa. Está (…) ao nível do melhor que já tinha mostrado na temporada anterior".

Para além dos desafios oficiais, Sporting CP e SCU Torreense já se encontraram várias vezes em jogos de preparação. O último aconteceu em Julho de 2025, na pré-temporada, com o emblema de Alvalade a vencer por 1-0 (autogolo) na Academia Cristiano Ronaldo. Francisco Silva, Jeremiah St. Juste, Pedro Gonçalves, Maxi Araújo, Geny Catamo, Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Biel, Morten Hjulmand, João Simões e Lucas Anjos formaram o onze inicial verde e branco em Alcochete.

Segue-se, este domingo e no Jamor, o mais importante e icónico jogo entre Sporting CP e SCU Torreense. Como aconteceu em toda a história entre os dois, os Leões são os favoritos, mas os de Torres Vedras terão, com toda a certeza, uma motivação mais alta do que em qualquer um dos outros embates.