Tiago Pereira: "Foi uma época muito boa"
06 Jul, 2026
Capitão Leonino diz que Clube está no caminho certo e fala na competência que se respira no emblema Leonino
A equipa de voleibol do Sporting CP ganhou todas as competições em que entrou a nível interno: Supertaça, Taça de Portugal e Liga. Que balanço faz da temporada?
Foi uma época muito boa, não digo perfeita, com este grupo poderíamos ter feito mais qualquer ‘coisinha’ a nível europeu, mas a nível nacional foi praticamente perfeita. Tivemos uma derrota, mas que não influenciou o primeiro lugar na fase regular, conquistámos os três títulos possíveis nacionais, portanto acho que foi uma época muito boa.
Dividindo as coisas, como recorda cada uma das conquistas, começando pela Supertaça?
Na Supertaça, estive lesionado num ombro. Foi em Loulé, e é sempre um troféu em que nunca se sabe o que vai sair dali, porque é um troféu muito no início da época. Na altura conseguimos ganhar 3-1 ao SL Benfica e foi um bom tónico para o que viria a ser a época. Significou também que a preparação feita na pré-época teve os seus frutos.
Seguiu-se a Taça de Portugal…
Foi um jogo [triunfo por 3-2 frente ao SL Benfica] que não foi tão bem conseguido da nossa parte e que podia ter caído para qualquer lado no final, com 23-21 no quinto set. Foi uma sensação muito boa, mais uma vez frente ao rival, mais uma vez no Algarve, região que nos deu boas recordações e, portanto, uma conquista também muito saborosa.
E a Liga?
A mais saborosa de todas é, sem dúvida, o Campeonato Nacional, o troféu mais importante a nível nacional e para o que trabalhamos todo o ano. Ter ganho da forma que ganhámos ao nosso rival, 3-0 nos três jogos e acabar aqui com o Pavilhão cheio, foi um sentimento de enorme felicidade, que me marcou a mim e a todos os que contribuíram para esse sucesso.
Foi a forma mais convincente e categórica de fechar a época?
Acho que foi, acho que foi provado que fomos claramente a melhor equipa ao longo da época e acho que o resultado dos três jogos deixou isso inequívoco.
Do ponto de vista pessoal, qual a sensação de capitanear uma equipa que ganhou tudo a nível nacional?
É um sentimento de grande responsabilidade e costumo também dizer o que está escrito no Pavilhão, citando Francisco Stromp, de que "não é o Sporting CP que se orgulha do nosso valor, nós é que temos de nos sentir honrados por vestir a camisola verde e branca". Acho que além de me honrar vestir a camisola listada, também me honra muito ser o capitão desta equipa que fez um feito praticamente inédito – só tinha acontecido em 1991/1992. Foi muito positivo para mim, para a equipa, para os adeptos e para o Clube.
Quais as melhores recordações que ficam da temporada 2025/2026?
Uma temporada assim deixa muitas recordações positivas. Dos treinos, dos jogos, dos jantares, dos convívios que acontecem cá fora, mas vou dizer algumas. A primeira vitória na CEV Champions League, principalmente da forma como foi, porque estivemos a perder um set por 24-19, se o perdêssemos íamos à ‘negra’ e nós fomos buscar esse set de uma forma inacreditável, com os nossos adeptos a apoiarem-nos e essa vitória marcou-me muito. Diria, também, a vitória aqui no último jogo da final da Liga, por o Pavilhão estar esgotado, por ter sido o melhor ambiente que vivi aqui no que diz respeito ao voleibol, por termos podido oferecer este título na presença de tantos adeptos e tantas caras conhecidas. Depois, um [momento] extra-voleibol: a viagem de regresso de Albufeira, depois da conquista da Taça de Portugal. Foi, sem dúvida, um momento único, especial, de convívio, de amizade, de bom espírito. Foi um momento que contribuiu de forma muito positiva para o que faltava da época. Essa viagem, a que chamámos de ‘party bus’ foi inesquecível.
Esse momento gerou ainda mais coesão, companheirismo e entreajuda entre vocês?
Todos os momentos são importantes: treinos, vídeos, jantares em casa de atletas. Esses momentos após conquista de troféus acrescem valor e esse foi único e especial.
Como capitão da equipa de voleibol, qual o sentimento de fazer parte da época mais titulada da história do Sporting CP nas modalidades?
Em primeiro lugar, é um sentimento de grande orgulho poder fazer parte deste momento da história do Sporting CP. Acho que no Sporting CP se respira competência, qualidade, bom trabalho, respira-se dedicação e, quando assim é, os resultados tendem a aparecer. Fazer parte deste momento em que todas as modalidades estão a ter sucesso é muito marcante. O Sporting CP só tem de continuar neste caminho, porque está no caminho certo.
Sente que faz parte da História?
Sinto e queremos, as modalidades, continuar a escrever essa história. Tem sido nos últimos anos uma bonita história e tem tudo para ter mais capítulos.
Que mensagem gostaria de deixar aos adeptos?
Digo sempre que eles são muito importantes, eu sou mais um deles e aquela energia do último jogo da Liga e ao longo da temporada, que foi crescendo, era importante que continuasse, porque nós vamos precisar. Nem tudo corre sempre bem e nos momentos maus vamos precisar da força deles. Vamos querer, também, quando conquistarmos, festejar junto deles e partilhar a nossa alegria.
Quer deixar-lhes uma mensagem de agradecimento?
Claro, agradecer-lhes, porque foram excepcionais, não podia pedir muito mais do que aquilo que eles nos trouxeram principalmente no play-off da final. Em nome de toda a equipa e staff e agradeço muito por tudo o que têm feito por este grupo.
