Pavilhão do AD Sanjoanense, em São João da Madeira
Árbitros: António Teixeira e Rui Torres (Minho)
Ao intervalo: 0-2
Sanjoanense: Marco Lopes, Tiago Ferraz, Pedro Cerqueira, João Oliveira e Chico Barreira. Jogaram ainda: F. Sousa, Alex Mount, Gil Vicente e A. Santos
Treinador: Vítor Pereira
Exclusões: -
SPORTING: Ângelo Girão, Tuco, André Centeno (2), João Pinto e Luís Viana (1). Jogaram ainda: Cacau (2), Tiago Losna (1), Poka e Ricardo Figueira
Treinador: Nuno Lopes
Exclusões: André Centeno
No início do jogo, a descrição do Pavilhão da AD Sanjoanense como o Caldeirão era um epíteto que já fazia antever dificuldades que a própria localização do recinto reforçava: acima de Alcobaça (Turquel), os ‘leões’ não tinham conseguido ainda inverter a tendência negativa de sofrer derrotas, como tinha acontecido com HC Braga, FC Porto e Juventude de Viana. O encontro começou e tudo mudou: em mais uma exibição com grande personalidade, muita concentração defensiva e eficácia atacante (não só na hora de rematar à baliza mas também na forma de criar oportunidades), o Sporting goleou por 6-0 no arranque da segunda volta – naquele que foi também o primeiro jogo da temporada sem consentir qualquer golo – e está só a um ponto da Oliveirense.
A história da partida começou a ser escrita por André Centeno aos cinco minutos, numa boa jogada com cruzamento entre Tuco e João Pinto a permitir a meia distância do internacional angolano. Mais tarde, aos 11 minutos, o mesmo jogador viu cartão azul mas Ângelo Girão impediu Gil Vicente de escrever outra narrativa no livre directo e, de forma mais ou menos tranquila, os comandados de Nuno Lopes não só conseguiram controlar os dois minutos com menos uma unidade como, aos 14’, dilataram a vantagem por intermédio do inevitável Luís Viana (11.º golo nas últimas cinco partidas do Campeonato), a surgir em situação 1x0 após intercepção de Poka ainda na meia pista contrária. Com uma atitude muito madura, os ‘leões’ foram controlando e chegaram ao intervalo a ganhar 2-0.
No segundo tempo, entre os cinco e os oito minutos, um ‘bis’ de Cacau ‘matou’ o jogo: o avançado começou por aproveitar o espaço concedido por Pedro Cerqueira para, na área, apontar o 3-0, e, pouco depois, concluiu da melhor forma uma jogada bem gizada de 3x2 com início de João Pinto e assistência de Centeno.
Apesar do insistente apoio à formação de São João da Madeira, que rivalizava com os muitos adeptos ‘verde e brancos’ presentes no Pavilhão da AD Sanjoanense, o conjunto orientado por Vítor Pereira quebrou em termos anímicos após a entrada de rompante do Sporting na etapa complementar e o jogo começou a desenvolver-se numa toada de menor rigor defensivo e mais saídas rápidas em transição, um pouco à semelhança do que já tinha acontecido em Paço de Arcos. Tiago Losna, aos 18’, e André Centeno, aos 20’, fecharam as contas de um marcador que só não foi mais dilatado porque ambas as formações desperdiçaram livres directos – Poka acertou no poste.
Em vésperas de uma importante deslocação a Itália para defrontar o Sarzana, numa partida a contar para a primeira mão dos quartos-de-final da Taça CERS, o Sporting venceu onde no ano passado tinha escorregado e deu uma grande prova de maturidade antes de entrar num ciclo complicado de partidas, mostrando sobretudo grande coesão defensiva e capacidade para controlar os momentos do jogo.