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22.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão
23-04-2016 16:00
Sporting
7 - 2
Juv. Viana
Resumo do Jogo

Pavilhão do SC Livramento, em Mafra

Árbitros: António Santos e Paulo Almeida (Aveiro)

Ao intervalo: 1-1

SPORTING: Ângelo Girão, Poka, André Centeno, João Pinto e Luís Viana (3). Jogaram ainda: Ricardo Figueira (1), Cacau (1), Tuco (1) e Tiago Losna (1)

Treinador: Nuno Lopes

Exclusões: -

Juv. Viana: Jorge Correia, Francisco Silva, Gonçalo Suíssas, Diogo Fernandes (2) e André Azevedo. Jogaram ainda: Nélson Pereira, Tó Silva, Nuno Félix e Gustavo Lima

Treinador: Pedro Sampaio

Exclusões: Nélson Pereira, Francisco Silva e Nuno Félix

Crónica de Jogo

Custou mas foi: num encontro de elevado grau de dificuldade, depois de um período complicado de calendário com jogos frente a Valongo, FC Porto e Oliveirense, o Sporting conseguiu arrancar uma segunda parte de luxo, após o empate a uma bola que se registava ao intervalo, carimbando não só uma vitória clara por 7-2 como a subida ao tão desejado quarto lugar que dá acesso à Liga Europeia da próxima temporada. Na antecâmara da Final Four da Taça CERS, era complicado pedir mais e até ‘terceiros’ ajudaram: a derrota do Valongo e o empate do OC Barcelos colocaram o conjunto ‘verde e branco’ a depender apenas de si no que resta de uma época que tem tudo para confirmar o passo importante que a modalidade deu desde que voltou ao Clube, no ano passado.

Os primeiros dez minutos do encontro tiveram muita táctica, pouco técnica e relativo perigo. Expliquemos: com a Juv. Viana bem organizada em termos defensivos e o guarda-redes Jorge Correia em excelente plano, os ‘leões’ iam encontrando dificuldades no acerco à baliza contrária com o seu jogo de bloqueios aproveitando o posicionamento de Luís Viana atrás da baliza e a meia-distância de Poka. De quando em vez, sobretudo com acções de Diogo Fernandes e Francisco Silva, os visitantes iam causando algum perigo no lado contrário, sempre controlado de forma superior por Ângelo Girão.

A entrada de Cacau em pista teve o condão de partir um pouco mais o encontro, o que, numa primeira fase, até beneficiou mais a Juv. Viana: em dois minutos, André Azevedo (11’) e Francisco Silva (12’) atiraram ao poste e à barra, respectivamente, deixando um aviso aos comandados de Nuno Lopes a propósito dos seus intentos (em caso de triunfo no Livramento, o conjunto de Viana do Castelo entraria na luta pela Liga Europeia). No entanto, a experiente dupla Cacau-Viana começou a aparecer e Zorro teve duas boas oportunidades para inaugurar o marcador, incluindo uma grande penalidade (15’).

Aos 16 minutos, na sequência de uma jogada ofensiva bem desenhada pelos jogadores ‘verde e brancos’ mas mal definida no último passe para dentro, Diogo Fernandes aproveitou uma transição rápida para finalizar bem em frente a Ângelo Girão e fazer o 1-0. O golo dava à Juv. Viana a sua zona de conforto, podendo beneficiar das características de grande parte dos seus elementos para gerir a vantagem e procurar até jogar no erro dos ‘leões’ com as linhas mais baixas, e os minutos seguintes foram pautados por essa filosofia até a um remate de Tuco ao poste, a seis minutos do intervalo, que agitou a partida e deu o mote para o ‘pressing’ final do Sporting: depois de um remate de João Pinto que andou pela linha da baliza de Jorge Correia (23’), surgiu o empate no último minuto do primeiro tempo com um tiro cruzado de Ricardo Figueira numa transição lançada por Losna.

O segundo tempo teve características diametralmente opostas e que foram marcadas pelo 2-1 madrugador de Tuco, logo aos dois minutos, num remate cruzado ao ângulo após uma boa cortina feita por João Pinto descaído sobre a direita. Com a reviravolta no marcador, os ‘leões’ tiveram outra disponibilidade e atitude frente a um adversário que se começava a resignar à incapacidade de aguentar o jogo como tinha feito no primeiro tempo, perdendo também o controlo em algumas acções como nos protestos que valeram o cartão azul a Nélson Pereira na sequência de um livre directo por falta clara (e perigosa) sobre João Pinto aos oito minutos. Na conversão, Tiago Losna aumentou o avanço para 3-1.

O Sporting crescia na pista à mesma proporção do ‘desaparecimento’ da formação de Viana do Castelo no encontro e, logo no minuto seguinte, João Pinto acertou na trave após assistência de Ricardo Figueira num 2x1, antes de Losna falhar mais um livre directo por cartão azul a Francisco Silva, depois de entrada perigosa sobre o Mustang. Só faltava mesmo surgir o melhor marcador ‘verde e branco’, Luís Viana, que abriu o livro nos últimos dez minutos: fez o 4-1 aos 15’ num lance de grande recorte técnico a fintar Jorge Correia; aumentou para 5-1 no minuto seguinte na conversão de uma grande penalidade; assistiu Cacau para o toque final à boca da baliza aos 21’ (6-1); e fechou as contas a cinco segundos do final com mais um lance de fino recorte técnico. Pelo meio, Diogo Fernandes aproveitou um lance com grande fortuna (a bola embateu ainda em André Centeno) para reduzir para o momentâneo 6-2 aos 22 minutos, já depois de ter permitido a defesa a Ângelo Girão num livre directo (21’). A experiência veio ao de cima e ‘matou’ a Juventude.