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Meia-final da Taça CERS
30-04-2016 21:45
Sporting
2 - 3
Vilafranca
Resumo do Jogo

Pavilhão Municipal de Barcelos

Árbitros: Franco Ferrari e Mateo Galoppi (Itália)

Ao intervalo: 1-0

No final do tempo regulamentar: 1-1

No final do prolongamento: 1-1

Desempate nas grandes penalidades: 1-2

SPORTING: Ângelo Girão, Poka, André Centeno, João Pinto e Luís Viana (1). Jogaram ainda: Ricardo Figueira, Cacau, Tuco e Tiago Losna

Treinador: Nuno Lopes

Exclusões: Tuco

Vilafranca: Gerard Camps, Marc Navarro, Jordi Galan, Joan Vázquez e Roger Rocasalbas (1). Jogaram ainda: Eduard Fernández, Ruben Fernández, Llorenç Miquel e Enric Martí  

Treinador: Jordi Garcia

Exclusões: Roger Rocasalbas

Grandes penalidades: Luís Viana, 0-0 (falhou); Eduard Fernández, 0-0 (falhou); Poka, 0-0 (falhou); Joan Vázquez, 0-0 (falhou); Tiago Losna, 1-0 (marcou); Marc Navarro, 1-1 (marcou); Ricardo Figueira, 1-1 (falhou); Jordi Galan, 1-1 (falhou); Tuco, 1-1 (falhou); Roger Rocasalbas, 1-2 (marcou)

 

 

Crónica de Jogo

Quem com ferro mata, com ferro morre. Se, na temporada passada, o Sporting conquistou a segunda Taça CERS do seu palmarés ao bater o Reus por 4-3 após grandes penalidades, desta feita a equipa ‘leonina’ viu a ferramenta para a felicidade virar motivo de tristeza e falhou o acesso à final da competição, sendo derrotado pela formação espanhola do Vilafranca por 3-2, numa meia-final decidida... nas grandes penalidades. Luís Viana ainda colocou o conjunto ‘verde e branco’ em vantagem, na primeira parte, mas Roger Rocasalbas empatou o encontro, logo no início do segundo tempo, com o prolongamento a terminar com o marcador inalterado e o Vilafranca a levar a melhor nos ‘penalties’, onde, apesar dos três remates defendidos por Girão, conseguiu vencer (2-1), perante o tento solitário de Losna.

O encontro começou equilibrado, com o Vilafranca a tentar esgotar o tempo de cada posse de bola, rematando sempre pela certa e apostando em transições ofensivas com pouco ou nenhum risco. E foi ao aproveitar uma escorregadela de Poka que a formação espanhola se acercou da baliza ‘leonina’ com perigo pela primeira vez, à passagem do minuto sete, mas Girão mostrou-se à altura dos acontecimentos e manteve o nulo no marcador. Os ‘leões’ tentavam empurrar o adversário para o seu meio-campo, onde este se fechava bem e impedia o conjunto de Alvalade de arranjar espaço para a sua meia-distância. Mas foi quando o Vilafranca se esticou no terreno e tentou subir linhas para pressionar a fase de construção do Sporting que os ‘verde e brancos’ criaram a sua primeira grande oportunidade de golo, com Luís Viana a atirar ao lado do alvo.

Nuno Lopes procurava mais da sua equipa e trocou Poka e Luís Viana por Tuco e Cacau, vendo o brasileiro ficar perto da vantagem para os ‘leões’, por duas vezes, mas, isolado, não conseguiu abrir o activo, permitindo a Gerard Camps brilhar. Por esta altura, o Sporting já controlava a partida e havia conseguido impor o seu jogo, ultrapassando a cerrada defesa do Vilafranca, que acabaria por ceder aos 23 minutos: Losna é derrubado no interior da área por Eduard Fernandéz e Luís Viana, na conversão do castigo máximo, abriu o activo, fazendo o 1-0 com que se chegaria ao intervalo.

O Sporting saiu bem do primeiro tempo, mas não podia ter tido pior entrada para o segundo, com o Vilafranca a chegar ao empate logo no recomeço da partida, por intermédio de Roger Rocasalbas, também de bola parada. O encontro partiu-se, o espaço para se jogar na quadra aumentou e o ritmo das operações também. As oportunidades para desfazer a igualdade sucediam-se, com Cacau, na cara do guardião, e Poka, com um tiro de longe, a meterem à prova os reflexos de Gerard Camps; do outro lado, Girão brilhava e mantinha seguras as redes ‘leoninas’, perante as investidas espanholas, rápidas e ameaçadoras. A meio do segundo tempo, a superioridade era ‘leonina’ e o encontro disputava-se mais na metade espanhola do rinque, com o Vilafranca a retomar a aposta nas transições ofensivas rápidas e nos erros ‘verde e brancos’. Tuco tentou a sua sorte e Cacau percebeu que não era o seu dia ao voltar a permitir duas boas intervenções de Gerard Camps, que lhe negaram o golo e levaram o encontro para prolongamento, após o 1-1 verificado no tempo regulamentar.

O tempo extra começou com Marc Navarro a obrigar Girão a aplicar-se e João Pinto, na resposta, a fazer a bola passar a poucos centímetros da barra defendida por Gerard Camps, antes de Cacau, em nova transição rápida ‘verde e branca’, atirar ao lado. Girão ainda voltou a ser chamado a intervir, mas, na segunda parte do prolongamento, só deu Sporting, pese embora as contínuas e preponderantes defesas assinadas pelo guardião espanhol, que se mostrou uma barreira intransponível até final, perante a insistência de Cacau e dos restantes ‘leões’. 

Com tudo empatado e o último finalista por apurar (o OC Barcelos, que acabaria por vencer a prova, já tinha derrotado os italianos do Matera, também nos ‘penalties’), o encontro seguiu para a série de cinco grandes penalidades que acabaria por ditar a sorte espanhola e o azar do até então detentor do troféu. Losna marcou o único golo ‘leonino’ da decisão, ao passo que Marc Navarro e Roger Rocasalbas apontaram os tentos que colocaram o Vilafranca na final e deixaram o Sporting pelo caminho.