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Foto José Lorvão

Persistência em Faro premiada muito perto do fim

Por Sporting CP
30 Set, 2023

Terceira vitória seguida na Liga vale salto para a liderança isolada (2-3)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e bateu, este sábado, o SC Farense por 2-3 no jogo da sétima jornada da Liga Portugal. No entanto, para isso, em Faro, tiveram de suar e aplicar-se a fundo até bem perto do fim.

Beneficiando de um pontapé de penálti e uma expulsão adversária, o Sporting CP até arrancou da melhor maneira com um golo de Viktor Gyökeres e, a seguir, outro de Pedro Gonçalves, mas o 0-2 duraria escassos minutos e o que até então parecia fácil complicou-se - e muito. A reacção de um SC Farense de muita superação saiu dos pés do ex-Leão Mattheus Oliveira, que com dois livres directos – um em cada parte - empatou a partida, a qual só seria decidida, depois de muita insistência (4-11 em remates à baliza), em cima do minuto 90 e novamente graças à conversão de Gyökeres num segundo penálti - reforço sueco leva seis golos esta época e já está, juntamente com Paulinho, entre os melhores marcadores da Liga.

Conseguida, assim, a terceira vitória seguida no campeonato – a quarta consecutiva em todas as competições -, os ainda invictos Leões de Rúben Amorim assumiram a liderança isolada, com 19 pontos, aproveitando a derrota do FC Porto no Clássico em casa do SL Benfica (1-0).

Para enfrentar o emblema algarvio que, duas temporadas depois, está de regresso ao principal escalão nacional, Rúben Amorim optou por fazer uma única alteração relativamente ao ‘onze’ que venceu, em Alvalade, o Rio Ave FC (2-0) na jornada anterior: Gyökeres, depois de ter ficado no banco de suplentes, regressou à titularidade em Faro, onde foi fundamental com um ‘bis’, ocupando o lugar que tinha sido de Paulinho.

Por sua vez, o SC Farense chegava a esta jornada assente no 12.º lugar e fazendo-se valer, sobretudo, do seu ‘inferno’ do São Luís, onde acumulava três triunfos seguidos em casa, contando com a Taça da Liga. No mítico Estádio de São Luís - um tesouro do futebol português, prestes a cumprir 100 anos desde a sua inauguração oficial a 1 de Dezembro de 1923 – o conjunto de Faro tinha vencido dois dos três jogos realizados em casa nesta Liga, batendo de forma meritória o SC Braga (3-1) e o GD Chaves (5-0). Além disso, neste arranque de campeonato, mas como visitante, já deu também muito trabalho ao FC Porto, que só levou os algarvios de vencida, no Estádio do Dragão, com um golo aos 90+10’ (2-1).

E com estes avisos em mente, a turma de Alvalade entrou de forma muito objectiva à procura da baliza adversária e foi somando aproximações perigosas desde cedo. Entre as principais contaram-se cruzamentos venenosos aos que ficou a faltar apenas um último desvio e dois remates desenquadrados, um de Pedro Gonçalves, de fora da área, e outro de Ricardo Esgaio, num acrobático pontapé de bicicleta.

Nestes primeiros 15 minutos, contudo, já se tinha dado também uma importante contrariedade para o lado verde e branco: o capitão Sebastián Coates saiu com problemas físicos, entrando Matheus Reis – Gonçalo Inácio assumiu a posição central no trio defensivo, Ousmane Diomande passou para a direita e o brasileiro recém-entrado para a esquerda.

Ainda assim, o Sporting CP reagiu ao golpe rapidamente e da melhor maneira logo à passagem dos vinte minutos, quando Gyökeres converteu com sucesso o pontapé de penálti que lançou a equipa de Amorim para a liderança do marcador e soltou a festa na bancada lateral descoberta, a maior do recinto e repleta de Sportinguistas. Além disso, o corte com o braço de Gonçalo Silva, quando o remate de Pedro Gonçalves seguia em direcção à baliza algarvia, valeu-lhe o cartão vermelho directo, complicando mais a tarefa do SC Farense, que numa questão de segundos ficou em desvantagem no marcador e com menos um jogador para o resto do encontro.

Depois, Nuno Santos, de livre, e Edwards, de fora da área, ainda ameaçaram sem sucesso, mas o Sporting CP – controlador e a chegar com facilidade ao último terço – não tardou a fazer o 0-2 aos 35 minutos. ‘Pote’ aproveitou da melhor maneira uma bola que sobrou para a meia-lua após um canto e, em arco e rasteiro, atirou a contar. No entanto, a diferença de dois golos e a aparente tranquilidade no jogo não duraram mais do que dois minutos.

A irrascível formação da casa respondeu logo com um golo, apontado por Mattheus Oliveira de livre directo, e um encontro que parecia controlado pela turma de Alvalade rapidamente se partiu durante a recta final do primeiro tempo, mas sem impacto no resultado. Ainda assim, as melhores oportunidades continuaram a pertencer ao Sporting CP: depois de Edwards ter atirado à figura, Gyökeres rematou cruzado e obrigou Ricardo Velho a uma defesa apertada.

De seguida, Amorim não esperou mais e quis mudar as coisas logo ao intervalo, lançando o avançado Paulinho pelo amarelado Hjulmand, sendo Pedro Gonçalves a recuar para o meio-campo. Ora, o Sporting CP até entrou com mais bola e ameaçou prontamente a baliza adversária através de um forte pontapé de Nuno Santos, mas repetir-se-ia o filme da primeira parte e um livre directo - colocadíssimo - bastou ao SC Farense e, novamente a Mattheus Oliveira, para voltar a marcar e reestabelecer o empate em Faro.

Na resposta verde e branca, Paulinho cabeceou para as mãos de Ricardo Velho e, de imediato, Geny Catamo substituiu Esgaio na ala direita, ainda antes da hora de jogo, para ir em busca da vitória.

O cerco Leonino à área algarvia foi aumentando e multiplicaram-se, sobretudo, os cruzamentos, embora sem destinatário certo até perto dos 70 minutos, quando só uma enorme defesa de Ricardo Velho impediu o golo a Paulinho. Por sua vez, além de bem organizado, o SC Farense - galvanizado pelos seus adeptos - aproveitava qualquer oportunidade para tentar um contra-ataque e, mesmo com dez unidades, ofereceu sempre uma boa réplica.

Já com o passar dos minutos, sob um apoio ininterrupto dos muitos Sportinguistas presentes, o jogo tornou-se de sentido único apontado à baliza dos aguerridos Leões de Faro, mas persistia a dificuldade para furar o numeroso bloco defensivo do SC Farense. Depois de Inácio ter tentado a sua sorte de longe, ‘Pote’ recebeu dentro da área e rematou cruzado, ficando muito perto do golo. Logo a seguir, porém, Mattheus Oliveira voltou a surgir em zona frontal da área e obrigou Antonio Adán a aplicar-se na baliza – faltavam cerca de dez minutos para os 90.

Nesta fase, cada vez mais tensa, a derradeira cartada de Amorim foi a entrada de Daniel Bragança por Nuno Santos e foi no esforço final verde e branco que a insistência Leonina acabou premiada. Edwards entrou em slalom na área local, foi derrubado e os três pontos seriam garantidos desde a marca dos onze metros. Novamente, Viktor Gyökeres assumiu a responsabilidade e em força e com grande frieza fez balançar as redes, assinando o 2-3 que ateou uma festa a verde e branco nas bancadas audível até depois do apito final.

O SC Farense ainda tentou, com o coração, um novo golpe de teatro na partida, mas apesar do final de nervos, com vários amarelos para ambas as equipas (5-6), os Leões de Alvalade sairiam de Faro a sorrir e com a valiosa vitória – a quarta consecutiva pela margem mínima na Liga frente à equipa algarvia.

Agora, para os Leões de Rúben Amorim segue-se o regresso das noites europeias a Alvalade - a primeira em 2023/2024. Pela frente estarão os italianos da Atalanta BC na segunda jornada da fase de grupos da UEFA Europa League, um embate marcado para esta quinta-feira (17h45) e que enfrenta os dois emblemas que venceram na jornada inaugural do grupo D.

Sporting CP: Antonio Adán [GR], Ricardo Esgaio (Geny Catamo, 58’), Ousmane Diomande, Sebastián Coates [C] (Matheus Reis, 12’), Gonçalo Inácio, Nuno Santos (Daniel Bragança, 83’), Morten Hjulmand (Paulinho, 46’), Hidemasa Morita, Pedro Gonçalves, Marcus Edwards e Viktor Gyökeres.