Rui Borges: "Conseguimos o que queríamos, ganhar"
01 Fev, 2026
Técnico fez o rescaldo da partida frente ao CD Nacional (2-1)
Após o suado triunfo na recepção ao CD Nacional, Rui Borges esteve presente em conferência de imprensa no Auditório Artur Agostinho para analisar as incidências da partida frente aos insulares.
Análise à partida
"Um jogo dificil, contra uma boa equipa, bem organizada. O CD Nacional usou uma boa estratégia e tivemos algumas dificuldades de perceber os espaços e aproveitá-los, tal como aconteceu na Madeira. Tentaram condicionar-nos na primeira etapa e tivemos de procurar os corredores, o um para um. Faltou-nos também mais disponibilidade e inspiração nesse aspecto, e os jogadores que tínhamos em campo não nos davam isso também.
Apesar disso, um jogo onde eles podem fazer o 1-0, num lance onde o Edu [Quaresma] escorrega, mas não têm mais nada na primeira parte, e na segunda parte fazem apenas o golo e outro remate. Nós fomos criando, mas não tivemos o caudal ofensivo do costume, e com o jogo a decorrer, isso acaba a criar alguma ansiedade.
Os jogos após a UEFA Champions League são sempre difíceis, mas a ambição, a atitude e a crença da equipa está lá, o acreditar até ao fim, e os adeptos nisso foram muito importantes. Uma vitória difícil, com mérito para o CD Nacional, mas conseguimos o que queríamos, que era ganhar."
Regresso de Nuno Santos
"Fico muito feliz por vê-lo, ficamos todos. É um jogador importante no grupo, faz parte do leque dos capitães, a sua competividade e qualidade toda a gente reconhece. Poucos conseguiriam voltar como ele voltou, muito poucos, com toda a certeza. A resiliência dele é infinita, algo difícil de explicar. Está no seu trajecto, voltou a sentir o campo, e vai demorar algum tempo a termos o melhor Nuno, mas feliz por vê-lo voltar a fazer aquilo de que mais gosta."
Ausência de Morten Hjulmand
"Foi uma decisão nossa, pelos seus problemas pessoais, deixá-lo de fora da convocatória. Amanhã treinará de certeza, quinta-feira será titular de certeza, por isso não é assunto."
Luis Suárez
"Tivemos a capacidade de o descobrir, apesar de já ser um jogador maduro, como queríamos. Por todas as características que tem, sabíamos que seria um jogador impactante para a nossa ideia de jogo. Valoriza-se ele, quem está à volta dele, está motivado, com confiança e trabalha sempre da mesma forma. A sua capacidade de finalizar... falhou um golo fácil, depois faz dois golaços. A acção técnica do golo anulado é fantástica. Veio para uma grande equipa, uma equipa campeã que o ajuda a crescer, e está sempre à procura de ser melhor. Está feliz por estar num grande Clube."
Vitórias tardias devem-se a cansaço?
"Nas temporadas anteriores, não houve também jogos onde se marcasse golos aos 90 minutos? O jogo acaba quando o árbitro apita. É mérito da equipa, a capacidade tem sido estupenda, as equipas cada vez mais defendem e organizam-se melhor. O nosso caudal ofensivo tem sido bastante grande, pelo que é mérito do adversário também conseguir anular-nos e às nossas armas em alguns momentos. Temos de lutar contra isso, apesar de alguns condicionalismos: jogam sempre 11. Com todos os condicionalismos - o Francisco Trincão e o Pote tinham tempo de jogo definido, por exemplo -, às vezes é a crença que ganha jogos. Depois, claro, a parte individual de cada um, em alguns momentos, porque temos muita capacidade.
Em termos estratégicos, não termos jogadores dificulta muito. Por isso dou o exemplo do Gonçalo Inácio e do Zeno Debast, por exemplo. O Edu [Quaresma] fez um jogaço, mesmo com a máscara, o Ousmane [Diomande] também fez um jogo competente, mas com equipas que jogam com blocos mais baixos, precisávamos de jogadores com capacidade para desbloquear, fazer passes mais longos e mais assertivos. Não tínhamos tantas opções disponíveis para a parte estratégica, mas a equipa foi competente e a malta entrega-se ao jogo de uma forma... o espírito do grupo é fantástico."
Presença interior dos laterais
"É a variabilidade da nossa ideia de jogo. Às vezes andam dentro, às vezes andam fora. Vai bater àquilo que disse: dentro das nossas características individuais, tentamos ajustar-nos e ir buscar o melhor que temos. O Geny [Catamo], o Maxi [Araújo], o Luís Guilherme são fortes no um para um, o Maxi e o Iván [Fresneda] picam muito a profundidade, o Iván tem um 'cheiro' para atacar a área muito bom... tentamos sempre ser dinâmicos, dar variabilidade aos posicionamentos com jogadores diferentes, e expor os adversários sempre a coisas diferentes."
Despedida de Alisson Santos?
"Fui felicitá-lo pela capacidade de crescimento que tem demonstrado, pelas melhores decisões que tem tomado para ser um 'jogador Sporting'. Está a crescer, é jogador do Sporting CP, fez mais uma assistência e fui felicitá-lo por isso."