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Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Um Sporting CP exigente consigo mesmo"

Por Sporting CP
10 maio, 2026

Leões visitam o Rio Ave FC esta segunda-feira (20h15)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal viaja esta segunda-feira até Vila do Conde, onde defronta o Rio Ave FC em jogo da 33.ª e penúltima jornada da Liga Portugal. 

Rui Borges falou aos jornalistas na sala de conferências de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo e sublinhou a necessidade de, nesta recta final, criar “exigência individual e colectiva” para alcançar os objectivos ainda em disputa.

Análise ao Rio Ave FC
“Acima de tudo, temos de ser um Sporting CP exigente consigo mesmo. Perceber que ainda estamos na luta pelo segundo lugar, temos três jogos para acabar a época e uma final da Taça de Portugal para disputar. É muito importante criar essa exigência individual para levar de vencida um Rio Ave FC que, apesar de nos últimos jogos não ter conseguido os melhores resultados, tem feito uma segunda volta muito boa. 
É uma equipa com a manutenção garantida, que não tem nada a perder, e que acrescentou bons jogadores no mercado de Janeiro, jogadores que lhe têm dado esse crescimento tanto no processo defensivo quanto no processo ofensivo. É uma equipa muito forte em contra-ataque, muito física e competitiva. 
Vamos ter dificuldades com toda a certeza. Pessoalmente, gostei muito de ver o Rio Ave FC em muitos jogos, porque cresceu claramente em relação à primeira volta. Espera-nos um jogo difícil, mas volto a dizer: temos de criar exigência individual e colectiva neste final de época, até porque ainda temos objectivos a cumprir.”

Mercado
“Nos últimos dias, fala-se mais do mercado do que de outra coisa. Não vou falar dos jogadores de outros clubes. Tenho três jogos pela frente, estou na disputa por objectivos claros. Parece que estamos em Junho ou Julho, não tem lógica dar a minha opinião sobre quaisquer jogadores, porque estou muito focado no nosso objectivo.
É natural que perguntem, mas são jogadores que estão noutros clubes e não sabemos o futuro em relação a saídas, quanto mais a entradas. Pessoalmente, estou muito focado nos últimos três jogos, que ainda nos dão muita coisa, e nós não nos podemos descuidar. Já nos descuidámos o suficiente. Estou focado naquilo que temos para conquistar.”

Desafios de liderança num balneário
“Em clubes grandes, a dificuldade está muito ligada à gestão diária de tantos seres humanos. Não apenas jogadores, mas staff e tudo o que envolve uma equipa de futebol. Saber gerir egos de jogadores com carreiras que falam por si às vezes é bastante difícil. (…)
Por isso digo tantas vezes, quando falo do meu, que o maior ganho que um treinador pode ter é olhar para o grupo e sentir que todos se respeitam e revêem qualidade uns nos outros. Cada um, à sua forma, acrescenta algo, e todos acreditam no potencial de todos. Ninguém se sobrepõe ou tenta fazê-lo. Enquanto Sporting CP, tenho a felicidade de ter um grupo que se respeita muito, isso é muito importante e parte também do trabalho da equipa técnica. 
(…) Em termos técnicos, há muitos treinadores bons, mas ganhar o respeito dos jogadores, para conseguir fazê-los acreditar e trazê-los para ti é a grande dificuldade de um treinador, hoje em dia. Se eles não confiarem em ti, por melhor treinador que sejas, não adianta: a mensagem vai entrar e passar. O maior desafio é conseguir, porque todos eles são diferentes, cativá-los de alguma forma. Às vezes, e faz parte, não é possível fazê-lo.”

Análise à temporada de Diogo Travassos
“Tem feito uma grande época e tudo indica que terá de se apresentar no Sporting CP no início da próxima temporada. A minha promessa é essa. Uma época com golos, assistências… tem feito muitos jogos a ala, uma posição que não é a sua de raiz, e teve duas épocas muito boas na Primeira Liga, importantes para ganhar consistência. Tem esse mérito e teve a capacidade de ganhar o direito de estar connosco.”

Renovação de Daniel Bragança
“O Dani é um capitão, um líder, importante no grupo e tem contrato com o Sporting CP. A sua renovação não passa pelo treinador apenas. Há direcção e jogador também, muitos factores têm de se conjugar. 
Agora, é um jogador de quem todos gostamos e que queremos ter no plantel. Contamos com ele para a próxima época, tão simples quanto isso. A renovação, a seu tempo, veremos se acontece ou não.”

Gerir rumores de mercado com objectivos até final da temporada
“Pedir exigência, foco, rigor, profissionalismo. Nestes últimos 15 dias, a maior dificuldade é manter ligada uma equipa que esteve a lutar por tudo e que sabe que já não pode ser campeã. Numa fase de grande desgaste mental, ainda mais do que físico, mantê-los no mesmo ritmo e com o mesmo rigor é um grande desafio.
É natural que a motivação tenha caído um pouco depois daqueles resultados menos positivos. Também eu estou desgastado de tantas conferências, de tantas viagens. Por mais que gostemos do nosso trabalho, são muitos meses num nível de exigência máxima e é natural que, não conseguindo alterar o nosso maior objectivo, eles sintam isso.  
O segundo lugar é importantíssimo para nós e eles sabem disso. Até para eles, individualmente, acredito que seja difícil sentirem a energia a 100%. Não sei se é possível, mas tem de andar lá perto, pelo menos, para conseguirmos atingir ainda os nossos objectivos.”

Atenção ao aspecto físico em futuras contratações
“Nós temos sempre em atenção o aspecto físico, em relação a qualquer contratação. São todos estudados a fundo e se calhar esse é até o primeiro parâmetro. Mas há coisas que não controlamos, é impossível. Acredito que no futuro, os clubes possam ter 50 jogadores, àquilo que é a quantidade de jogos. 
Dadas as lesões traumáticas, ficámos ‘apeados’ em momentos decisivos, mas o Sporting CP não tem capacidade financeira para ter 50 jogadores de nível idêntico. Agora, naquilo que conseguimos controlar, todos os dados físicos de qualquer jogador que entra no Clube são passados a pente fino logo num primeiro momento.”

Futuro plantel
“É natural que a classificação para a UEFA Champions League possa mudar algo, porque a parte financeira conta e não se pode fugir isso. Mas revolução ou não, isso é o mercado que vai ditar. Temos todos os jogadores, com excepção do [Hidemasa] Morita, com contrato. Há jogadores que talvez pretendam dar um rumo diferente à sua carreira, mas não vão sair só porque sim. Todos têm cláusula, por isso o mercado ditará. 
Nós temos um plantel definido à minha imagem, que se vai ajustando conforme saídas, numa posição ou noutra. Estamos sempre atentos e precavidos, graças ao trabalho que é feito pelo scouting.”