Leões na final pela 16.ª vez consecutiva
07 Jun, 2026
Futsal venceu o SC Braga por 7-2 e vai disputar o título
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal está na final do Campeonato Nacional pela 16.ª vez consecutiva! Os Leões de Nuno Dias venceram este domingo o SC Braga por 7-2, no terceiro jogo das meias-finais, e garantiram a presença na série de decisão do título, onde terão pela frente o eterno rival SL Benfica.
O técnico verde e branco apostou de início no regressado Bernardo Paçó, que subiu à quadra com Tomás Paçó, Wesley, Alex Merlim e João Matos, mas foi dos pés de Diogo Santos que surgiu a primeira grande oportunidade da partida: à boca da baliza, o ala respondeu a um lance estudado, mas rematou a rasar o poste arsenalista.
Pouco depois, Tomás Paçó testou os reflexos de Dudu Felton, mas, na resposta, seriam os bracarenses a inaugurar o marcador: após uma transição rápida e um primeiro remate de Bebé, Mamadú Turé apareceu oportuno à segunda bola e, com dois minutos jogados, empurrou para o fundo das redes.
Apesar do arranque em falso, os Leões continuaram por cima da partida e tanto Felipe Valério, por duas ocasiões, quanto Bernardo Paçó, que obrigou Dudu a mais uma portentosa intervenção, somaram oportunidades para empatar o encontro.
O golo da igualdade chegou, por fim, aos sete minutos, com o mérito repartido entre Zicky Té, que concluiu a jogada, e Ivan Chishkala, que em zona frontal trabalhou, abriu espaço e rematou rasteiro para o desvio do pivô.
Embalado pelo incansável e ruidoso apoio das bancadas do Pavilhão João Rocha, o Sporting CP controlava as incidências e, aos dez minutos, consumou a – justa - reviravolta. Na sequência de uma reposição à esquerda, Wesley apareceu no lado contrário e encheu o pé, antes do desvio final de Diogo Santos, que já no coração da área ‘enganou’ Dudu Felten e firmou o 2-1.
A vencer, os Leões não tiraram o pé do acelerador e chegaram ao terceiro golo no minuto seguinte: Tomás Paçó assumiu a marcação de um livre directo e rematou forte e rasteiro, sem hipótese para o guardião visitante. Muito combativos, os minhotos reduziram, porém, aos 12’, numa jogada individual de Luís Fernandes. O jovem pivô, que fez larga parte da sua formação de Leão ao peito, soltou-se bem da marcação e, isolado perante Bernardo Paçó, atirou para o 3-2.
Com os dois conjuntos a imprimir um ritmo de jogada e resposta cada vez mais intenso, o marcador foi avançando sem alterações, muito graças ao guarda-redes verde e branco, que aos 13 minutos assumiu por duas vezes o protagonismo e negou o empate ao SC Braga. Aos 15’, Bruno Pinto respondeu com um remate por cima, e, poucos instantes depois, Wesley seguiu-lhe o exemplo.
À ‘terceira’ seria de vez e coube a Bruno Pinto a boa fava do laboratório de Nuno Dias: aos 17’, Alex Merlim simulou o remate na bola parada, serviu Bruno Pinto à direita e o melhor marcador da Liga disparou de primeira para fazer o seu 30.º golo na prova.
Naturalmente mais desconfortável nesta fase, o SC Braga alcançou as cinco faltas com dois minutos ainda por disputar, vantagem de que o Sporting CP beneficiou para, até ao intervalo, gerir o resultado sem dificuldades de maior.
Os Leões ressurgiram fortes dos balneários e tanto Pauleta quanto Bernardo Paçó cedo ficaram a centímetros de aumentar a contagem. Aos 24’, e após uma recuperação de bola, Wesley marcou mesmo, mas a equipa de arbitragem consultou as imagens após vídeo-challenge dos bracarenses e acabou por anular o tento verde e branco.
Nada que tenha desanimado os comandados de Nuno Dias: aos 26’, Bruno Pinto recebeu um passe de Tomás Paçó e acertou em cheio no poste da baliza defendida por Dudu Felten. Dois minutos depois, Ivan Chishkala, balanceado para o ataque, foi travado em falta por Bebé, que viu o vermelho directo. Com tudo a seu favor, o Sporting CP só precisou de dez segundos para chegar à mão cheia de golos: excelente jogada de entendimento entre Rocha e Bruno Pinto, que o português finalizou para um bis muitíssimo celebrado.
O camisola 25 falhou o hattrick aos 31 minutos - após sofrer a sexta falta, permitiu a defesa de Dudu no respectivo livre de dez metros – mas, letal como sempre, assinou mesmo o seu terceiro golo aos 34’. Justos fossem os regulamentos e meio golo seria, porém, atribuído a Pauleta, que ultrapassou vários adversários e serviu Bruno Pinto para o remate cruzado, que fixou um já expressivo 6-2.
Logo depois, e com o SC Braga a apostar no 5 para 4 para tentar o ‘milagre’, os Leões chegariam ao sétimo e último tento da partida: olhar sempre atento de Alex Merlim, que aproveitou a baliza deserta para fazer um golo de lés a lés.
Nos minutos finais, e com o Pavilhão João Rocha ao rubro também pela conquista da Taça de Portugal de andebol, os Leões geriram a vantagem com carácter e maturidade e garantiram mais uma presença na fase de todas as decisões.
Sporting CP: Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Pedro Silva [GR], Bruno Pinto, Alex Merlim e Rocha. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Diogo Santos (25’), Wesley (27’) e Zicky Té (32’).