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Correr mais depressa do que o tempo

Por Mafalda Barbosa
29 Jan, 2026

Editorial da edição n.º 4061 do Jornal Sporting

Há nomes que não pertencem apenas às estatísticas, pertencem à memória colectiva de um clube e de um país.

Fernando Mamede é um desses nomes. Falar de Mamede é falar de coragem, de genialidade e de um Sporting Clube de Portugal que sempre se orgulhou de formar atletas.

Foi de verde e branco que Fernando Mamede correu contra os limites do possível. No dia 2 de Julho de 1984, em Estocolmo, o Mundo viu cair o recorde mundial dos 10.000 metros. O cronómetro parou nos 27’13’’81. Um número aparentemente sem significado, mas que escondia uma História de anos de sacrifício e de uma entrega absoluta à modalidade. Mamede não bateu apenas um recorde, colocou o atletismo português no centro do Mundo.

Fernando Mamede representa o ADN ecléctico do Sporting CP. Um clube que não vive apenas do futebol, mas que construiu a sua grandeza na diversidade das modalidades e na excelência olímpica.

Por isso, recordar Mamede é lembrar às novas gerações que a glória não se alcança sem entrega, que o talento exige esforço e dedicação e que o sucesso verdadeiro não se mede apenas em medalhas. Mede-se no legado que se constrói.

Hoje, ao escrever sobre Fernando Mamede, o Jornal Sporting presta homenagem a um atleta extraordinário. A um homem singular e corajoso. E a um Leão que correu mais depressa do que o seu tempo para que o Sporting CP e o desporto português pudessem correr mais longe no futuro.

Até sempre, Campeão!