O melhor de sempre
05 Mar, 2026

No passado sábado, dia 28 de Fevereiro, bateu-me a saudade. Nos novos tempos, que são os da tecnologia, tudo está à distância de um click. Tudo nos chega de todo o Mundo. Parece tudo tão fácil. E, de facto, é. Incontornavelmente fácil.
Ao fazer a minha pesquisa matinal pelas redes sociais, vejo no site oficial do nosso Clube a efeméride de que nesse dia, no ano de 1943, passaram no tempo 83 anos, nasceu em São Manços, Évora, aquele que foi o melhor jogador do mundo de todos os tempos de hóquei em patins. Sim, falo de António Livramento.
Falo da saudade daquele que me fez as delícias de criança, e que tratava por "tu" a bola, que parecia sorrir sempre que chegava aquele stick de onde saiam verdadeiras obras de arte. Era pura magia cada movimento, cada drible, cada momento que invariavelmente dava em golo ou em assistência para um dos seus colegas de equipa.
Era eu ainda muito jovem quando aquele "cinco", que era uma verdadeira dream team, formada por António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, Chana e António Livramento destruía literalmente quem lhe aparecia pela frente, mas já crescido o suficiente para acompanhar aquele trajecto de 1977 que nos deu a primeira das quatro Champions League, então ainda designada de Taça dos Campeões Europeus.
António Livramento, apesar de ter representado os rivais, será alguém que marcou um tempo dourado do hóquei em patins do nosso Sporting Clube de Portugal, numa História que jamais se apagará.
Partiu muito cedo, em 1999, ainda com 56 anos de idade, aquele que depois de jogador fantástico, quis o destino que o fosse igual enquanto treinador. Um fazedor de campeões, num percurso também ele iniciado de Leão ao peito. Que na década de 80 conseguiu, com um grupo de "meninos" como, entre outros, Gelásio, Paulo Almeida, Paulo Alves, Vítor Fortunato e Pedro Alves, ser campeão nacional e transformar aqueles jovens de então, numa equipa arrebatadora.
Uma lenda que perdurará na minha (nossa) memória de Leão e que, quis o destino, o viesse a conhecer pessoalmente mais tarde, quando com ele me cruzava na Nave de Alvalade – as secções de basquetebol e de hóquei em patins eram próximas, e da boca desse "monstro" ouvi estórias deliciosas desses momentos que então vivi efusivamente nas bancadas. Quanto privilégio o meu.
António Livramento ficou indelevelmente na nossa grandiosa História. Num Clube com tantas referências, ele é uma das que são indelevelmente eternas e que tanto orgulho o símbolo do Leão tem no seu incomparável trajecto.
As Lendas nunca morrem. A saudade que me bateu foi apenas física. Porque, no coração, António Livramento estará para sempre presente.
Obrigado por tudo, grande Campeão. A magia era o seu nome do meio.
P.S – Depois das vitórias ante o GD Estoril Praia para o Campeonato, e na primeira-mão da meia-final da Taça de Portugal frente ao FC Porto, que nos leva em vantagem tangencial para o Dragão, segue-se o SC Braga de novo para o Campeonato já no sábado, e o Bodo Glimt, na quarta-feira, para a Champions League. Estamos em todas as competições para ganhar. Somos o Sporting Clube de Portugal. Lutar por todas as conquistas é o nosso desígnio.