Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Português, Portugal
Foto José Lorvão

Rui Borges: "Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo"

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Treinador analisou empate em conferência de imprensa

Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.

Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”

Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”

Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”

As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”

Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”

Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”

Foto José Lorvão

Recta final precipitou empate em Barcelos

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Golo sofrido perto do fim após expulsão provocou deslize (1-1)

No primeiro jogo em 2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se a Barcelos e empatou 1-1 com o Gil Vicente FC, esta sexta-feira à noite, no jogo que inaugurou a 17.ª jornada da Liga, a última da primeira volta.

Depois de terem desbloqueado um jogo que estava difícil - mas fechado - na primeira parte com um golo de Luis Suárez mesmo em cima do intervalo, os Bicampeões Nacionais podiam ter dilatado a vantagem no arranque do segundo tempo, tal foi o caudal ofensivo gerado, mas faltou eficácia e isso acabou por custar caro. A réplica gilista, principal revelação do presente Campeonato, tornou-se ameaçadora de forma crescente e após a expulsão de Gonçalo Inácio (79’) resultou mesmo no empate (87’) que penalizou o Sporting CP abrir o novo ano.

Assim, os Leões de Rui Borges fecharam a primeira volta da prova no segundo lugar com 42 pontos e nesta jornada ainda podem ver o FC Porto (46) distanciar-se na frente e o SL Benfica encurtar distâncias (36).

Pela frente, no Estádio Cidade de Barcelos, esteve um Gil Vicente FC que ocupa um surpreendente quarto lugar (28 pontos) e que embora não vença desde o início de Novembro, vinha de quatro empates consecutivos - agora cinco. Os Leões de Rui Borges, por seu turno, apresentaram-se a jogo com o mesmo ‘onze’ inicial anterior (4-0 Rio Ave FC), mas com as duas laterais renovadas: à direita, Iván Fresneda regressou após suspensão e recuperou a titularidade a Georgios Vagiannidis e, à esquerda, Matheus Reis ficou com a vaga deixada por Ricardo Mangas, que engrossou - junto a Salvador Blopa – a já extensa lista de ausências Leoninas.

Logo no arranque da partida, os muitos Sportinguistas presentes nas bancadas fizeram por impor as suas vozes no apoio e, no relvado, a equipa verde e branca também não tardou em assumir o protagonismo, monopolizando a posse de bola. Só que o primeiro sinal de perigo no jogo até foi uma ‘bicada’ dos galos de César Peixoto: um repentino pontapé de bicicleta de Gustavo Varela obrigou Rui Silva a esticar-se e sacudir para canto.

O lance acordou de imediato os Leões, que no instante seguinte também ficaram perto do golo, mas Fotis Ioannidis, em elevação na área, cabeceou por cima. Apesar disso, o duelo reequilibrou-se por mérito da organização e intensidade gilistas, que foram dificultando a tarefa ao Sporting CP, até então sem acutilância, nem acerto, para ‘furar’ a quarta melhor defesa da Liga - apenas 11 golos sofridos, dos quais apenas cinco em casa.

Sob essa toada, oportunidades de golo já somente muito perto do fim da primeira parte, a qual não podia ter acabado melhor para os comandados de Rui Borges. Junto à linha de meio-campo, Eduardo Quaresma arriscou um passe vertical e, de forma magistral, abriu caminho para Luis Suárez aparecer isolado na cara de Andrew Ventura e o colombiano, com uma finalização pelo meio das pernas do guardião, inaugurou o marcador em Barcelos mesmo em cima dos 45 minutos e naquele foi o primeiro remate enquadrado do Sporting CP no jogo. A nível individual, atingidos os 15 golos no Campeonato, o avançado dos Leões isolou-se como máximo artilheiro – leva 19 para todas as competições.

Antes disso, do outro lado, Tidjany Touré até tinha aproveitado uma ‘sobra’ num livre para, na área, atirar forte para nova defesa de Rui Silva. O Sporting CP foi, assim, a vencer para o segundo tempo, mas levou também uma má notícia: o capitão Morten Hjulmand viu um cartão amarelo, o quinto na Liga e, por isso, será baixa garantida na próxima jornada - tal como Maxi Araújo, que viu o amarelo na segunda parte.

E a segunda parte, que foi bem mais agitada, abriu também com os Leões de mira na baliza adversária e desta vez de forma absolutamente frenética, mas sem resultar num justificado 0-2. Mérito, sobretudo do guarda-redes Andrew Ventura, que depois de agarrar dois pontapés bem direccionados de Maxi Araújo e Francisco Trincão ainda negou - com o pé - um golo ‘cantado’ a Luis Suárez, responsável por concluir um lance de superioridade numérica. Pouco antes, o colombiano ainda rematou rasteiro e cruzado com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste.

Ficou por dar uma ‘dentada’ de Leão na partida e, a esta ‘mão’ cheia de oportunidades em menos de dez minutos, o Gil Vicente FC - mais capaz a transitar - soube dar uma réplica afirmativa, especialmente quando avistou o empate com um cabeceamento de Touré. Rui Silva, muito seguro, respondeu outra vez a grande nível entre os postes.

O jogo no Estádio Cidade de Barcelos ficou incerto e, por isso, cada vez mais perigoso, especialmente a cada bola gilista colocada - uma constante - na área verde e branca.

E tudo ficou mais complicado à entrada para os derradeiros dez minutos, quando o Sporting CP ficou reduzido a dez jogadores por expulsão de Gonçalo Inácio – o árbitro entendeu que o central, como último homem, agarrou Varela à margem das leis e mostrou o vermelho directo. Rui Borges, que tinha lançado instantes antes Hidemasa Morita e Alisson Santos, teve de voltar a rearranjar a equipa e lançou Rômulo Jr, central recrutado à equipa B, em estreia absoluta na equipa principal.

Na cobrança do livre, com a bola a sofrer um desvio, ainda se cantou golo, embora esta tenha saído ligeiramente sobre a barra, mas a ameaça crescente acabou por confirmar-se aos 87 minutos. Depois de inúmeros cruzamentos tentados, o Gil Vicente FC foi feliz através dessa mesma fórmula, com Carlos Eduardo a fazer o empate de cabeça.

E os danos, logo a seguir, ainda podiam ter sido maiores, não fosse Rui Silva a agigantar-se para uma ‘mancha’ decisiva perante Joelson Fernandes, extremo ex-Sporting CP. Por sua vez, os Bicampeões Nacionais, apesar de tudo, ainda foram em busca de ripostar para vencer e tiveram a derradeira oportunidade num perigoso cabeceamento de Hjulmand na sequência de um canto, mas sem efeito e o deslize a fechar a primeira volta confirmou-se.

Agora, a próxima paragem dos Leões é Leiria para disputar a final-four da Taça da Liga. O Sporting CP enfrenta o Vitória SC na meia-final, agendada para a próxima terça-feira (20h00), dia 6 de Janeiro.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Alisson Santos, 78’), Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 78’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Fotis Ioannidis (Rômulo Jr, 84’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Temos de olhar para o que somos"

Por Sporting CP
01 Jan, 2026

Sporting CP abre o novo ano frente ao Gil Vicente FC (sexta-feira, 18h45)

2026 arranca com os Leões de novo em acção. A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se a Barcelos, esta sexta-feira (18h45), para enfrentar o Gil Vicente FC no jogo que inaugura a jornada 17 da Liga.

Na véspera deste primeiro encontro no novo ano e o último da primeira volta, Rui Borges, treinador dos Bicampeões Nacionais, lançou a partida em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Desejos para 2026
“Pedi saúde para mim e par aos meus, é a única coisa que peço sempre. O resto, a felicidade está nas pequenas coisas. Se tivermos os nossos do nosso lado e bem, está tudo bem. Quanto a Maio, isso é trabalho e, com saúde, vamos fazer tudo por isso.”

Adversário e sua abordagem em perspectiva
“É uma equipa que está a fazer um campeonato extraordinário, bateu o recorde pontual do clube e é muito organizada em todos os momentos do jogo. Tem dinâmicas relativamente identificáveis, mas que é muito intensa, principalmente em casa. Vai variando em termos de pressão, umas vezes mais alto e noutros com um bloco médio à espera do momento certo para pressionar, por isso acreditamos que vai variar um pouco o jogo por aí. Acredito que vá manter um bloco médio e com bola é objectiva e com jogadores fortes em 1v1. Tem avançados com características muito boas, médios dinâmicos e uma linha defensiva também forte fisicamente, por isso é uma equipa equilibrada e um jogo difícil. Temos de olhar para o que somos e o que conseguiremos fazer para ultrapassar um bom Gil Vicente FC.”

Possível saída de Pablo, o goleador do Gil Vicente FC, é uma boa notícia ou traz mais imprevisibilidade ao jogo?
“Para nós, equipa técnica, não muda nada. O Pablo voltou agora e tem jogado o Varela, portanto pode ser ele a jogar. São jogadores diferentes, mas com as suas qualidades. É uma equipa que sabe muito bem o que tem de fazer e nós estamos mais focados no seu colectivo. Teremos de estar super focados.”

Ponto de situação do boletim clínico
“O Salvador Blopa está de fora também, por lesão.”

Há a necessidade de ir ao mercado?
“Não, a minha necessidade é recuperar os que não podem dar o contributo e os da CAN. Se tiver toda a gente disponível, fico contente com o que tenho. Assim, temos mais soluções e recursos para o nosso jogo. (…) Se acrescentarmos alguém será sempre numa perspectiva de futuro e não pelas ausências de agora. Estou focado em que o plantel esteja todo motivado, que todos são importantes, todos vão ter oportunidades e têm de corresponder, e é o que tem acontecido.”

Três desejos a nível desportivo?
“Muito sinceramente, não sei responder a isso. Para já é continuar no Sporting CP, porque estou muito feliz aqui, o resto é trabalho. Queremos ficar na História do Sporting CP e lutar por tudo em que estamos inseridos. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas não é por isso que vamos deixar de ser uma grande equipa. O meu desejo é saúde para fazer o que mais gosto onde estou.”

Comparação entre Viktor Gyökeres e Luis Suárez
“São diferentes e dão coisas diferentes à equipa. O Viktor marcou a História do Sporting CP e do futebol português, e acredito que o Luis também vai marcar o seu trajecto no Clube e no nosso campeonato. Sou um sortudo por poder trabalhar com ambos e também com o Fotis. O Luis e o Fotis dão muitas coisas ao colectivo e às dinâmicas que queríamos e que têm mais que ver com a nossa equipa técnica.”

Qual a melhor equipa a jogar em Portugal?
“Para mim, a melhor é sempre a minha, os meus são sempre os melhores, nem que estivesse em 15.º ou 16.º. Em termos pontuais, a melhor equipa actualmente é o FC Porto, porque vai em primeiro [lugar]. Nunca tiro mérito a quem vai na frente e há que respeitar isso, mas eu olho sempre para a minha equipa como a melhor.”

Cuidados pedidos aos jogadores para a Passagem de Ano devido à intensa sequência de jogos que se aproxima
“Não pedi qualquer cuidado. Eles sabem da responsabilidade que têm, são jogadores profissionais e sabem o que podem ou não fazer. Sabem que amanhã temos um jogo importante para o nosso caminho e que vem aí um mês exigente a jogar de três em três dias. Será um mês e meio exigente em termos de jogos, com algumas baixas.”

Fazer uma inédita ‘dobradinha’ consecutiva é objectivo?
“O Sporting CP quer ganhar todos os troféus e disputar as finais. Depois, no fim, tudo será consequência do nosso trabalho e capacidade. Não estou focado em fazer duas ‘dobradinhas’, quero ganhar e ganhar o próximo jogo. Vai ser um jogo difícil e acredito que os nossos adeptos serão muito importantes.”

SL Benfica ainda na corrida ao título?
“Acho que é candidato. Na época passada, não tivemos dez, mas oito pontos para o segundo classificado e recuperaram. Falta muito jogo, há diferentes momentos da equipa e ainda falta muito ponto por disputar. No futebol já vi acontecer muita coisa. A margem de erro é menor, o FC Porto está a fazer uma grande primeira volta e nós temos de fazer a nossa parte e esperar pelo desenrolar da época.”

Foto José Lorvão

Venda de bilhetes exclusivamente online para a visita ao Gil Vicente FC

Por Sporting CP
28 Dez, 2025

Ingressos a 35€ para o jogo da Liga Portugal

O Sporting Clube de Portugal informa que se iniciará às 16h00 de segunda-feira, 29 de Dezembro, a venda de bilhetes para a deslocação da equipa principal de futebol ao Estádio Cidade de Barcelos.

17.ª JORNADA DA LIGA PORTUGAL
GIL VICENTE FC vs. SPORTING CP
2 DE JANEIRO (SEXTA-FEIRA) ÀS 18H45

Uma vez mais, os Sócios espalhados por Portugal e pelo Mundo podem garantir os seus bilhetes de uma forma rápida, cómoda e eficaz, sem terem de se deslocar às bilheteiras do Estádio José Alvalade, num processo de clara melhoria do serviço prestado aos Associados, especialmente àqueles que não residem em Lisboa.

A venda (aqui) será exclusiva a Sócios do Sporting CP com o seguinte critério de venda:

Lion Seat com Gamebox 22 anos + residentes Distrito Braga, Porto e Viana do Castelo
29 de Dezembro – segunda-feira das 16h00 às 16h59

Lion Seat com Gamebox 16 – 21 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 17h00 às 17h59

Lion Seat com Gamebox 8 – 15 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 18h00 às 18h59

Lion Seat com Gamebox 1 – 7 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 19h00 às 19h59

Lion Seat sem Gamebox
29 de Dezembro – segunda-feira das 20h00 às 09h59

Sócios com Gamebox 22 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 10h00 às 11h59

Sócios com Gamebox 16 – 21 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 12h00 às 13h59

Sócios com Gamebox 13 – 15 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 14h00 às 17h29

Sócios com Gamebox 9 – 12 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 17h30 às 19h29

Sócios com Gamebox 4 – 8 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 19h30 às 9h59

Sócios com Gamebox 1 – 3 anos
31 de Dezembro – quarta das 10h00 às 11h59

Sócios sem Gamebox
31 de Novembro – quarta a partir das 12h00

Cada cartão de Sócio válido com a quota mínima de Novembro de 2025 permite a compra de um bilhete ao preço unitário de 35€ para a zona indicada a verde (ver imagem abaixo), sendo que a plataforma aceita no mesmo processo de compra até quatro números de Sócio.

Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Acabámos por ser felizes com todo o mérito"

Por Sporting CP
05 maio, 2025

Técnico fez a leitura do encontro em conferência de imprensa

Após uma vitória muito importante e conseguida à ‘última hora’ sobre o Gil Vicente FC (2-1), Rui Borges, treinador da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal, analisou o jogo em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.

Análise ao jogo
“Um jogo onde nos faltou alguma inspiração, de forma geral. Sofremos o golo no único lance de aproximação do Gil Vicente FC e deixou-nos algo intranquilos. Ao longo da primeira parte, tivemos tomadas de decisão erradas, a bola muito lenta… Estávamos tensos e ao intervalo tentámos ajustar um ou outro comportamento. Na segunda parte conseguimos que o Gil jogasse no último terço quase sempre. Foi um jogo difícil contra uma equipa a defender com 11 jogadores atrás da linha da bola. As substituições ajudaram a tranquilizar o jogo, com o Morten [Hjulmand] e o Zeno [Debast]. Fomos tentando, era um jogo para insistir. Melhoramos na reacção à perda, tivemos imensas recuperações e acabámos por ser felizes com todo o mérito e com toda a crença deste grupo que tem sido incrível”.

Dificuldades para rematar à baliza e mexidas tardias na equipa
“Houve uma equipa do outro lado a defender em cima da área com 11 jogadores, essa é a justificação. Não vamos fazer sempre cinco golos e rematar muitas vezes. A equipa adversária, se fosse tão competitiva como foi hoje, certamente teria mais pontos no campeonato. Vencemos, era o objectivo. Acho que as substituições deram alguma energia. Mexer tarde ou cedo é a sua opinião. Acho que mexi na hora certa porque ganhei o jogo. O acreditar de toda a família Sportinguista tem sido incrível. Em termos emocionais, a equipa está muito forte”.

Ilações para o dérbi
“Temos de trabalhar e focar-nos no jogo e naquilo que controlamos. É um jogo como outros, decisivo como era o de hoje, como será o último, talvez, consoante o resultado na Luz. Todos nós sentimos que estivemos desinspirados, mas é natual, a equipa nem sempre vai estar a ‘mil à hora’. Importa-me frisar a alma e a atitude competitiva que a equipa teve até ao fim do jogo, e só por isso é que ganhámos”.

A ‘estrelinha’ no jogo e a pressão do dérbi
“A minha ‘estrelinha’ é o meu avô, que está no céu. É uma ‘estrelinha’ grande e que está do meu lado. De resto, dá trabalho ganhar. A pressão existe desde que vim para aqui. Cheguei dias antes de um dérbi. Por isso, estou super tranquilo nesse sentido. Pode estar o título em causa, mas desde que sou treinador, os jogos grandes são aqueles em que sinto menos pressão, porque os jogadores estão motivados por eles próprios.”

O momento de emoção no 2-1
“Acabei por ir festejar com o grupo, porque acho que o merecia. Foi um extravasar de emoções. Às vezes tentamos manter-nos serenos, mas nem sempre estamos. A forma como os adeptos têm estado do nosso lado são emoções, também, que mexem connosco e o 2-1 foi a explosão de tudo isso, com o Edu e o estádio. A energia que se sente na família Sporting CP é indescritível. Feliz pelo Edu, que é um menino especial nesta casa, mas ficaria feliz se fosse outro a marcar também”.

Sobre a hipótese de ser Campeão Nacional
“Não tenho peso nenhum. A felicidade é treinar o Sporting CP. Dou muito valor a de onde eu vim, porque trabalhei imenso para estar aqui. Não é peso, é felicidade estar no Sporting CP. Estou a lutar por títulos, essa felicidade é muito maior que a pressão”.

Dificuldades para jogar por dentro e para ‘activar’ Gyökeres no jogo
“Defenderam à frente da área, o que é difícil para o Viktor e para qualquer avançado. Teve sempre dois centrais competitivos e rápidos, com coberturas de 2x1 e que lhe criaram essa dificuldade. Foram competentes, criaram-nos essas dificuldades. Tivemos demasiado interior e de ‘tabelas’, só que o espaço era tão curto que errámos mais. A inspiração nem sempre está no máximo”.

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Leões de garra não desarmam na corrida pelo título

Por Sporting CP
04 maio, 2025

Reviravolta épica ao cair do pano sobre o Gil Vicente FC (2-1)

Foi e vai ser até ao fim. Para continuar no topo da classificação da Liga, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 2-1, este domingo à noite, no embate da 32.ª e antepenúltima jornada.

Depois de um penálti ter adiantado os gilistas na primeira parte, o jogo tornou-se de querer e não poder para os Leões, a quem nada parecia sair até que chegaram uns últimos minutos de loucos em Alvalade. A obrigatória reacção chegou tarde, mas com estrondo: Maxi Araújo, aos 81’, fez o empate e já em período de descontos, Eduardo Quaresma foi o herói ao confirmar a reviravolta com um golaço que soltou a loucura em campo e nas bancadas.

Uma vitória tão suada como valiosa, porque há um dérbi de emoções fortes na próxima jornada que pode acabar em festa e com o título nas mãos quer de Sporting CP, quer de SL Benfica, que vão entrar no Estádio da Luz com os mesmos 78 pontos.

Neste regresso ao Estádio José Alvalade, de bancadas esgotadas e ao rubro desde antes do apito inicial, os Leões foram embalados – mais uma vez – por uma recepção ao autocarro multitudinária que deu voz à sua crença. E seria mesmo uma noite, acima de tudo, de crença.

Em campo, para enfrentar um Gil Vicente FC (14.º classificado) motivado pelo seu momento actual – vinha de duas vitórias sem sofrer golos – e a precisar, apenas, de um ponto para assegurar matematicamente a manutenção, Rui Borges fez apenas duas alterações no ‘onze’ Leonino – uma delas forçada. Jeremiah St. Juste entrou para o eixo do trio de centrais, suprindo o suspenso Ousmane Diomande (a cumprir ciclo de amarelos) e Hidemasa Morita foi titular, o que não acontecia desde 15 de Março, no lugar de Morten Hjulmand – estava a um amarelo de falhar o dérbi da próxima jornada, tal como Matheus Reis.

Cumprido um minuto de silêncio – regra em todos os jogos Leoninos do fim-de-semana - pelo falecimento de José Carlos, antigo futebolista e capitão dos Leões que foi, também, um dos ‘Heróis de 1964’, a equipa verde e branca entrou no jogo ‘ligada à corrente’ e quase se gritou golo logo a abrir, mas o remate de Trincão saiu ligeiramente desviado. E o Sporting CP, dominador, continuou a entrar na área gilista sucessivamente, mas sem o acerto necessário no último momento para causar ‘mossa’, e o ritmo, a seguir, baixou.

Do outro lado, o conjunto visitante aventurou-se numa transição, pela primeira vez, à passagem do quarto de hora e Zeno Debast teve de ir ao chão, de carrinho, para evitar males maiores na área. No entanto, à segunda tiveram aproveitamento máximo e chegaram ao 0-1. Com recurso as imagens, o árbitro Tiago Martins assinalou penálti de St. Juste e, aos 25 minutos, Félix Correia – fez a sua formação no Sporting CP – rematou para fora do alcance de Rui Silva.

Balde de água fria em Alvalade, mas prontamente as bancadas fizeram por ‘empurrar’ os Leões, que voltaram a crescer, mas ainda sem aliar às ideias as melhores execuções. Entre combinações algo imprecisas por dentro, com Viktor Gyökeres sempre muito marcado, foi um movimento de fora para dentro de Geny Catamo, ao atirar às malhas laterais, que voltou a criar a sensação de perigo.

Apesar do esforço constante, o Sporting CP continuou a pecar no último passe, não conseguiu ‘ferir’ a organização do Gil Vicente FC – há três jogos sem perder como visitante - e foi a perder para o intervalo.

Durante o descanso, a equipa de hóquei em patins do Sporting CP subiu ao relvado para os merecidos aplausos pela recente conquista da Taça de Portugal da modalidade.

Depois de algumas paragens que tornaram o reatamento do encontro mais atribulado, Pedro Gonçalves ainda ganhou espaço para, de fora da área, rematar em jeito pouco ao lado do poste, mas o emblema de Barcelos – sempre pronto para jogar com o relógio - também ameaçou com um cruzamento ‘venenoso’.

Com o jogo cada vez mais tenso e sem mudanças no marcador, passada a hora de jogo, Rui Borges arriscou e fez três substituições de uma assentada, lançando Hjulmand, Geovany Quenda e Conrad Harder por St. Juste (amarelado), Morita e ‘Pote’.

Mas nada saía bem aos desinspirados Leões, sempre com mais bola, mas também com os mesmos problemas da primeira parte para criar situações de finalização. Cada vez mais, só se jogou no meio-campo adversário, e muitas vezes nas imediações e dentro da própria área gilista, mas nem os inúmeros cruzamentos, nem as combinações tentadas chegavam ao destinatário pretendido.

No entanto, tanta insistência teria os seus frutos, primeiro, aos 81 minutos, quando chegou o 1-1. Um remate de Harder bloqueado sobrou para Maxi Araújo na área e o uruguaio, de primeira, encheu o pé para a desejada erupção do ‘vulcão’ de Alvalade. Estava, finalmente, encontrado o caminho para o golo e o empate, e renovada a crença o melhor ainda estava guardado para o fim.

Já com Biel em campo – por Geny – o Sporting CP foi em busca do tudo por tudo e ficou logo muito perto de dar a volta ao marcador, não tivesse o poste negado um grande golo a Francisco Trincão. Ainda assim, os Leões não esmoreceram e chegaram à reviravolta e à vitória em mais um momento de insistência – e que momento!

Já dentro dos muito apupados cinco minutos de compensação, na sequência de um canto, a bola sobrou para a entrada da área, onde estava Eduardo Quaresma e este, em arco, encheu-se de inspiração para um remate perfeito que só parou no fundo das redes, deixou o guardião Andrew Ventura pregado ao relvado, soltou a euforia em Alvalade, dentro e fora de campo, e o próprio defesa acabou lavado em lágrimas.

Embora a muito custo, a festa foi grande e verde e branca após o apito final, que confirmou o 15.º jogo consecutivo Leonino sem perder. E isto antes do dérbi mais aguardado e decisivo de que há memória.

Na Luz, este sábado (18h00), o duelo entre águias e Leões pode valer o título a qualquer um dos emblemas, mesmo com a última jornada ainda em falta. Neste jogo de cenários, o Sporting CP sagra-se logo Bicampeão Nacional em caso de vitória no dérbi, enquanto o empate serve para continuar no primeiro lugar, apesar da igualdade pontual – fruto do triunfo por 1-0 na primeira volta que garantiria a vantagem no confronto directo; o SL Benfica, para ser imediatamente campeão, tem de ganhar por uma margem de dois golos ou mais, de forma a inverter a derrota em Alvalade.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Jeremiah St. Juste (Morten Hjulmand, 63’), Gonçalo Inácio [C], Geny Catamo (Biel Teixeira, 83’), Zeno Debast, Hidemasa Morita (Geovany Quenda, 63’), Maxi Araújo, Francisco Trincão (Matheus Reis, 90+5’), Pedro Gonçalves (Conrad Harder, 63’), Viktor Gyökeres

Foto Sporting CP

Rui Borges: "Todos os jogos são decisivos"

Por Sporting CP
03 maio, 2025

Sporting CP recebe o Gil Vicente FC no domingo (20h30)

É o momento da recta final de todas as decisões. De volta ao Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar, este domingo (20h30), o Gil Vicente FC na 32.ª e antepenúltima jornada da Liga.

Na véspera do encontro, o treinador Rui Borges fez a habitual antevisão em conferência de imprensa e, no auditório da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, apontou o foco de forma exclusiva a esta partida, elogiou o actual momento de forma da equipa de Barcelos e abordou – sem ‘abrir o jogo’ – a aposta ou não em Morten Hjulmand, que está a um cartão amarelo de falhar o dérbi da próxima jornada, mas acima de tudo destacou a confiança no seu grupo e lembrou que o Sporting CP só depende de si para chegar ao título.

Foco exclusivo no Gil Vicente FC
“Olhamos sempre para o próximo [jogo]. Não vale a pena olhar para o futuro ou para o passado. Focamo-nos no Gil Vicente FC, uma equipa que vem de duas vitórias sem sofrer golos, está motivada e quase garantiu a presença na Liga da próxima época. Vem tranquila, faz mais golos fora e como visitante não perdeu nos últimos três jogos. Temos de estar em alerta, ser sérios e focados, tudo o que temos sido nos últimos jogos. Temos crescido a todos os níveis e agora queremos manter isso e exigir sempre um pouco mais”.

Aposta ou não em Morten Hjulmand, a um amarelo de cumprir suspensão
“O Morten e o Matheus [Reis], que foram muito falados durante a semana por estarem ‘à bica’ [para o dérbi], estão convocados para o jogo, é o que posso dizer. Estão na convocatória e disponíveis. Não vou dizer a equipa que joga, porque nunca o disse. É uma decisão que fica para nós, enquanto equipa técnica. Vamos procurar disputar e vencer o jogo, independentemente de quem jogue. Estamos a falar de jogadores do Sporting CP, que estão conscientes daquilo que podem ou não fazer e do que são”.

O facto de um empate garantir a manutenção ao Gil Vicente FC pode ter efeitos na abordagem ao jogo dos visitantes?
“Acima de tudo, acredito que virá um Gil Vicente FC tranquilo para disputar o jogo. O seu treinador [César Peixoto] diz várias vezes que gosta de valorizar o jogo, por isso é uma equipa que gosta de jogar e ter a bola. Certamente ficará na Liga. Precisa de um ponto para o conseguir matematicamente, mas está praticamente conseguido. Acho que é uma equipa que vem sem essa pressão e nós temos de ver aquilo que o Gil Vicente FC tem sido ao longo do tempo. Defensivamente tem estado mais coesa e nós temos de encontrar maneira de ultrapassar essa barreira, independentemente de ser bloco médio, baixo ou alto. Temos de estar preparados para todos os momentos do jogo”.

Dérbi na Luz ainda não está em mente
“Na cabeça do treinador só está o Gil Vicente FC, e na cabeça dos jogadores também acredito que sim. É essa a resposta que têm dado. Dependemos apenas e só de nós, e o jogo mais importante é com o Gil Vicente FC. Se estivermos com a cabeça no futuro vai sair-nos caro. Agora, todos os jogos são decisivos”.

Possíveis opções para o jogo e a confiança no grupo
“Vou pensar no jogo de amanhã e, acima de tudo, pela confiança que tenho no grupo. Há jogadores que estão a voltar, como o Morita e o ‘Pote’, que são importantes e só estamos a conseguir tê-los melhor neste momento. São jogadores em quem confio e que precisamos também. É lógico que olhamos para tudo e é importante olhar para todos os factores que existem num jogo. Há uma comunicação interna e vamos tomar a melhor decisão para o jogo de amanhã. Estou completamente tranquilo, porque vamos jogar com 11 jogadores. Lá atrás [no tempo], jogámos em Barcelos com o Zeno [Debast] e [Alexandre] Brito no meio-campo e ganhámos. Vou-me queixar por não ter o Morten nesta fase? Faz parte, é o que é o futebol.”

Importância da diferença de golos num eventual desempate
“Pode ser decisivo, mas na minha cabeça está ganhar, porque assim não precisamos dos golos. Só dependemos de nós.”

A “energia boa” no Clube
“A equipa está focada, a pensar no Gil Vicente FC, motivada e com uma energia muito boa. Isso sente-se em jogo, juntamente com a energia que os nossos adeptos nos têm passado. Não me canso de dizer que têm sido fantásticos. Para amanhã, Alvalade está esgotado e espero que [o apoio] seja igual ao que tem sido.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A atitude competitiva tem de lá estar"

Por Sporting CP
28 Fev, 2025

Técnico realçou a forma como a equipa “mudou o ‘chip’ mental”

Alcançadas as meias-finais da Taça de Portugal, após a vitória em casa do Gil Vicente FC por 0-1, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez a leitura da partida em conferência de imprensa, considerando que teve duas partes muito diferentes.

“Estava chateado com a primeira parte. Nem era pela nossa falta de capacidade com bola, porque até estávamos a falhar muitos passes sem grande pressão. Podemos agradecer ao Rui [Silva] que fez boas defesas para chegar ao intervalo com 0-0. Mais do que a qualidade, a táctica ou a técnica, a nossa atitude competitiva esteve muito abaixo do que é exigido pelo clube”, apontou, realçando mesmo que “foi a pior primeira parte desde que aqui estamos”.

No entanto, “na segunda mudou o ‘chip’ mental”, realçou Rui Borges e isso fez toda a diferença, atentou. “Podemos jogar mal, mas a atitude competitiva tem de lá estar e a segunda parte foi clara nisso. Muito competitivos, intensos, pressionantes e não deixamos o Gil Vicente FC chegar ao nosso meio-campo. Fizemos o 0-1, podíamos ter feito o segundo e o único momento que o Gil Vicente FC tem na nossa baliza foi no empate que foi anulado”, resumiu, sublinhando que os segundos 45 minutos foram “claramente uma demonstração de atitude competitiva”.

Além do passo em frente que significou na prova-rainha, o treinador frisou que a vitória foi “importante” e “dá confiança” ao grupo. “Sobretudo aos miúdos que têm jogado e aos que não têm tido tantos minutos e têm jogado, porque vamos precisar de todos os jogadores”, acrescentou.

“Tínhamos de ser capazes, os jogadores tinham de o perceber e fomos capazes”, elogiou Rui Borges, sem esconder também que a abordagem adversária surpreendeu e “condicionou um pouco”, mas acima de tudo “mais do que uma questão táctica era de atitude”, reforçou.

Depois, o treinador verde e branco explicou a estreia de Kauã Oliveira e a aposta de Zeno Debast novamente no meio-campo, onde foi determinante, sublinhando que a ideia passou por “tentar adaptar o mínimo possível e procurar o conforto dentro da disponibilidade que tínhamos”.

“O Kauã treina connosco todos os dias, não tem tido muitos minutos com a equipa B e vem de uma lesão grave, mas tem-me agradado”, destacou, completando: “O miúdo estava feliz, mas acima de tudo é mérito pelo que faz no dia-a-dia”.

Já sobre o reforço belga, realçou o “conforto” que dá a equipa. “Para o colocarmos atrás, teríamos de pôr outro miúdo no meio e a equipa poderia perder algum equilíbrio”, referiu, antes de enaltecer, por sua vez, “mais um grande jogo” do jovem Alexandre Brito, “com simplicidade, ‘ligado’ ao jogo e tranquilo”, detalhou.

Desta forma, Rui Borges vai voltar a estar nas ‘meias’ da Taça de Portugal, onde já esteve à frente do Académico de Viseu FC em 2019/2020. E, por isso, “as sensações são boas”, afirmou. “O sonho de disputar a final da Taça de Portugal está incutido em toda a gente e eu não fujo à regra. Está mais perto, mas ainda faltam dois jogos difíceis”, lembrou, antes de olhar para o que se segue, prometendo apenas “trabalho”.

“Vamos ter mais tempo para trabalhar melhor e como gostamos, mas não vai ser em 15 dias que vai mudar tudo. A paragem será importante para ter mais gente para trabalhar, para o grupo ficar mais competitivo para, numa fase final, estarmos mais capazes de dar resposta à exigência e dificuldade deste final de época no campeonato e na Taça de Portugal”, concluiu Rui Borges.

Foto José Lorvão

Leão de duas caras ficou com o último bilhete para as ‘meias’ da Taça

Por Sporting CP
27 Fev, 2025

Golo decisivo de Debast culminou reacção na segunda parte (0-1)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal garantiu, esta quinta-feira à noite, um lugar nas meias-finais da Taça de Portugal após ter vencido o Gil Vicente FC por 0-1, em Barcelos, na eliminatória dos ‘quartos’.

Cinco jogos depois (4E 1D), foi no Minho que os Leões de Rui Borges reencontraram o ‘Norte’ para regressar às vitórias. Foi uma exibição de duas caras, mas depois de uma primeira parte apática em que o Gil Vicente FC foi mais ameaçador, o Sporting CP reentrou mais agressivo e inspirado e um pontapé de longe de Zeno Debast acabou por decidir tudo – embora com um susto muito perto do fim.

Pela terceira vez nas últimas quatro edições, o Sporting CP chega pelo menos às ‘meias’ da prova-rainha e agora o Rio Ave FC, a duas mãos, é o último ‘degrau’ a ultrapassar para repetir a ida ao Jamor da época passada.

Numa noite fresca mas sem chuva no Estádio Cidade de Barcelos, o treinador Rui Borges lançou um ‘onze’ com três alterações relativamente ao apresentado em Vila das Aves (2-2 com o AVS Futebol SAD): Ricardo Esgaio e Matheus Reis supriram as ausências de Eduardo Quaresma, que se juntou à larga lista de lesionados, e do castigado Ousmane Diomande, enquanto Conrad Harder foi o ponta-de-lança escolhido em detrimento de Viktor Gyökeres, que começou no banco de suplentes, tal como Geny Catamo – de volta às opções desde o dia 2 de Fevereiro.

Novamente com muita juventude nas opções, Alexandre Brito voltou a ser titular no meio-campo, Kauã Oliveira fez a sua estreia, Afonso Moreira voltou a ter minutos e os jovens José Silva, Eduardo Felicíssimo e Manuel Mendonça fizeram parte da ficha de jogo.

Pela frente esteve um Gil Vicente FC - orientado pelo interino José Pedro Pinto – vindo de uma dura série de cinco derrotas consecutivas - e três jogos sem marcar - na Liga, onde é actualmente 14.º classificado, mas mostrou-se atrevido literalmente desde o primeiro minuto. Então, o avançado Jorge Aguirre, em posição frontal, testou logo os reflexos de um atento e eficaz Rui Silva, mas rapidamente responderam também os Leões, com remates cruzados e perigosos de Debast e, a seguir, Harder – por pedir canto, e com razão, o dinamarquês viu logo cartão amarelo.

E com o decorrer dos minutos os galos confirmaram a sua capacidade quer para dividir o jogo, quer para dificultar a criação de oportunidades ao Sporting CP, que foi tendo sempre mais bola, mas pouca progressão e raras aproximações à baliza de Brian Araújo.

Além disso, foram os gilistas – muito rápidos e objectivos no ataque - a dispor das melhores oportunidades assim que se ultrapassou a meia hora de jogo. Na primeira, fruto de um ressalto na área, Aguirre isolou-se, mas Rui Silva salvou com uma ‘mancha’ e, pouco depois, Zé Carlos apareceu de rompante para atirar por cima da trave. Mais clara ainda, já a fechar a primeira parte, foi a oportunidade desperdiçada por Félix Correia, que sozinho ao segundo poste acertou muito mal na bola – embora a jogada tenha nascido numa aparente falta sobre Francisco Trincão.

O 0-0 ao intervalo acabou por revelar-se benévolo para os Leões e Rui Borges, que não esperou mais, apostou de imediato em Gyökeres – por Harder - para o segundo tempo, onde tudo mudou. E até podia ter começado logo da melhor maneira, porque o árbitro Cláudio Pereira assinalou prontamente penálti a favor do Sporting CP, porém após indicação do VAR e revisão das imagens reverteu a decisão por considerar que o braço de Jesús Castillo estava em posição natural.

Ainda assim, a equipa verde e branca aproveitou um canto para ameaçar, de cabeça, pelo capitão Gonçalo Inácio e mostrou-se pressionante e acutilante na frente como não conseguira até então.

Com o jogo a decorrer, nesta fase, quase em exclusivo no meio-campo dos barcelenses, o Sporting CP chegou ao golo. Faltava ‘rasgo’ ao futebol verde e branco para desmontar a defesa adversária, então acabou por ser à base da força que se desbloqueou o marcador aos 68 minutos. Descaído sobre a esquerda, Gyökeres serviu Debast no meio e o defesa reconvertido em médio rematou de longe e a bola fulminante, que ainda sofreu um desvio num defesa, só parou no fundo das redes.

Feito o 0-1, os Leões atiraram-se aos galos de forma avassaladora e podiam ter dilatado logo a vantagem, porque oportunidades não faltaram num intervalo de poucos minutos, onde houve também uma expulsão do lado do Gil Vicente FC – Zé Carlos viu o segundo amarelo e o respectivo vermelho por rasteirar um desmarcado Maxi Araújo quando se preparava para entrar na área.

Um cruzamento de Trincão encontrou o ‘matador’ sueco sozinho ao segundo poste, mas Brian Araújo negou o golo, algo que repetiu a seguir tanto ao avançado como ao extremo numa dupla oportunidade. Pelo meio, no livre directo que originou a expulsão, Gyökeres rematou em arco e a bola passou muito perto do ângulo.

Só ficou a faltar o 0-2, que também não chegou quando Trincão tentou a sua sorte com um remate colocadíssimo a partir da direita e que saiu perto do poste. Então, já Rui Borges tinha feito duas substituições: Geny Catamo regressou aos relvados (por Fresneda) e o jovem Kauã Oliveira fez a sua estreia absoluta pela equipa principal (saiu o amarelado Alexandre Brito).

Mais eficaz foi, no entanto, a equipa da casa, mesmo em inferioridade numérica, que foi aproveitando as bolas paradas para tentar reentrar na eliminatória e já aos 88 minutos quase o conseguiu. O capitão Rúben Fernandes até marcou, mas após uma demorada revisão do VAR foi descortinado o fora-de-jogo e o empate não subiu ao marcador. Superado o susto, já nada mudou nos derradeiros minutos, onde o jovem Afonso Moreira ainda entrou para o lugar de Geovany Quenda.

Ficou, assim, garantido no Minho o último bilhete para as meias da Taça de Portugal, depois de Rio Ave FC, FC Tirsense e SL Benfica terem reservado as outras vagas, e os Leões continuam na corrida pelo troféu da prova-rainha que não ruma a Alvalade desde 2018/2019.

O foco, agora, vira-se de imediato para o campeonato, prova a que o Sporting CP regressa já na segunda-feira (20h15) para receber o GD Estoril Praia no Estádio José Alvalade.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Geny Catamo, 82’), Ricardo Esgaio, Gonçalo Inácio [C], Matheus Reis, Maxi Araújo, Zeno Debast, Alexandre Brito (Kauã Oliveira, 82’), Francisco Trincão, Geovany Quenda (Afonso Moreira, 90+3’), Conrad Harder (Viktor Gyökeres, 46’)

Sporting CP
3 - 1
Gil Vicente FC
Época 23/24 - 09/04/2024

Páginas

Subscreva RSS - Gil Vicente FC