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Português, Portugal
Foto Isabel Silva

Rui Borges: "O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar"

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Treinador analisou último jogo da Liga em conferência de imprensa

Terminada a edição 2025/2026 do Campeonato, Rui Borges, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para analisar vitória final sobre o Gil Vicente FC (3-0), nem como para fazer um balanço do desempenho global da equipa, que ficou no segundo lugar e, por isso, estará na próxima fase de qualificação para a UEFA Champions League.

Análise ao jogo
“Foi uma grande primeira parte nossa, dominadora, sem deixar o Gil Vicente FC ter sucesso com bola. Estivemos muito bem, com bons timings de pressão e reacções e chegámos aos golos com naturalidade, e até podíamos ter feito mais um. Na segunda, o adversário tentou ser mais pressionante, teve uma ou duas aproximações, mas depois conseguimos controlar o jogo com bola e fizemos o 3-0 na parte final. Merecido, até pelas oportunidades que criámos na primeira parte.”

Despedidas de Quenda e Morita
“Triste porque são dois grandes jogadores. O Quenda está no início da sua carreira, que será sem dúvida muito boa. Em pouco tempo deu e marcou muito, e desejo-lhe a maior sorte do mundo. O Morita é um jogador diferente e, pessoalmente, sou um grande admirador - já o era e sou ainda mais. Aprendi muito e estou triste por vê-lo partir porque é um jogador maravilhoso, mas feliz por tudo o que deu ao Sporting CP. Ter sido meu jogador é algo que jamais vou esquecer, pela sua qualidade futebolística e humana. Vai ser sempre alguém especial para mim e, como ficou explícito, para os Sportinguistas. Fica alguma tristeza, mas o mundo do futebol é isto. Uns vão e outros virão para continuar a marcar a História do Sporting CP.”

Segundo lugar conseguido
“Dentro dos objectivos possíveis, dá algum valor àquilo que foi a nossa época. Era o mínimo que merecíamos pela capacidade e qualidade demonstrada ao longo de todo o tempo. Não são 15 dias menos bons que apagam a época extraordinária feita. A equipa deu mais uma resposta clara quanto à força deste grupo, mesmo com jogadores condicionados. O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar e temos, ainda, uma final da Taça de Portugal para disputar.”

A chegada confirmada de Rodrigo Zalazar
“Fez uma grande época a nível interno, internacional e possivelmente vai estar no Mundial. Vai dar-nos muitas soluções nas nossas dinâmicas, porque é acima da média em termos futebolísticos e é muito competitivo, com uma ambição enorme, à imagem do grupo e do Sporting CP. Espero que tenha um futuro muito feliz, dentro daquilo que tem sido. Foi uma oportunidade que tivemos, em relação a um jogador que queríamos muito.”

Balanço da Liga
“Uma pessoa aprende sempre. O FC Porto foi mais competente do que nós, ponto final. Nós fizemos os mesmos pontos da época passada, onde fomos Campeões e isso não chegou. Tinha dito que não chegava fazer o mesmo e foi a demonstração. O grupo fez um grande campeonato, mas alguém fez um campeonato extraordinário. Podíamos ter feito melhor nalguns momentos, mas não o fomos. Faz parte do meu crescimento como treinador, mas muito orgulhoso pelo meu trajecto no Sporting CP. Felizmente, só não consegui disputar uma final, a da Taça da Liga, mas temos estado em todas as decisões.”

Balanço da época na globalidade
“Fizemos de tudo para ser campeões, em alguns momentos não conseguimos e, por isso, temos de tentar melhorar. Estamos na final da Taça, só não conseguimos ir à final da Taça da Liga, fomos aos ‘quartos’ da Champions e estivemos na luta até ao fim pelo Campeonato. Isso mostra bem o espírito, a ambição e a grandeza deste grupo.”

Importância do encaixe da Champions
“Sou muito frio em relação ao mercado. Vou ter um plantel com vários jogadores capazes para tornar o Sporting CP forte e competitivo novamente. É isso que desejamos e é para isso que vamos trabalhar.”

Regresso de Hjulmand e Vagiannidis após lesão
“Recuperou, eu ontem já tinha dito que estava a treinar no campo. É um grande capitão e quis dar a cara, mesmo com dor, tal como o Vagiannidis, que fez um grande jogo. É este Vagiannidis que queremos. Acredito que depois deste ano de alguma adaptação fará uma grande época no próximo ano. O Zeno [Debast] tem um problema, mas se a selecção e o atleta entendem que ainda pode dar o seu contributo é uma decisão deles.”

Palavras trocadas com Morita na saída de campo
“Só obrigado por tudo em que nos ajudou. É uma delícia vê-lo jogar. É uma grande referência para o grupo, os colegas têm um respeito enormíssimo por ele.”

Jogadores que mais evoluíram tacticamente durante a época
“Acho que todos eles, mas talvez o Maxi tenha crescido muito na sua posição, o Trincão, que talvez foi o que mais cresceu tacticamente, porque nalguns momentos tem tarefas diferentes. O Iván Fresneda fez uma grande época e o Geny também, mais maduro.”

Ponto de situação clínico de Fotis Ioannidis
“Pode ser solução para a final.”

Final da Taça de Portugal em perspectiva
“É o meu único foco: ligar a equipa e prepará-la para a exigência do jogo. Lembrar que começamos esta Taça em Paços de Ferreira, onde só ganhámos no prolongamento contra uma equipa que está a lutar para não descer na II Liga. Agora, vamos jogar contra uma equipa que está a lutar para subir. Máximo respeito, concentração e exigência para a final da Taça.”

Foto Isabel Silva, João Pedro Morais, José Lorvão

Leão voraz e controlador agarrou segundo lugar da Liga

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Triunfo sólido sobre o Gil Vicente FC (3-0) na despedida de Alvalade

No fecho da Liga 2025/2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 3-0, este sábado à noite, em partida referente à 34.ª e última jornada.

Chegados ao último jogo da época no Estádio José Alvalade (48204 espectadores), os Leões de Rui Borges só dependiam de si para assegurar o segundo lugar - e respectivo acesso à fase de qualificação da próxima UEFA Champions League - e cumpriram a missão com total segurança. Ficou tudo praticamente resolvido numa primeira parte de domínio absoluto, graças a dois golpes de eficácia de Eduardo Quaresma e Luis Suárez, que selou o estatuto de melhor marcador da Liga (28 golos). Já o marcador só ficou fechado no último lance do jogo, quando Morten Hjulmand assinou o 3-0 final.

Do outro lado esteve uma das grandes revelações desta Liga, um Gil Vicente FC ainda em busca de igualar a sua melhor classificação de sempre (quinto lugar) e tentar o apuramento europeu – lugar e vaga conquistadas pelo FC Famalicão. Em Alvalade, para fazer face aos galos de César Peixoto, uma das equipas que tirou pontos ao Sporting CP na primeira volta (1-1) mas que chegou ao derradeiro embate com apenas duas vitórias nas 11 jornadas anteriores (4E 5D), Rui Borges fez três alterações ao último ‘onze’ verde e branco: Georgios Vagiannidis, Morten Hjulmand - ambos após lesão - e Geny Catamo regressaram à titularidade, ocupando os lugares que em Vila do Conde tinham sido de Ousmane Diomande (suspenso), Daniel Bragança e Luís Guilherme.

Antecedendo o último ‘O Mundo Sabe Que’ em casa e o apito inicial, Hidemasa Morita - termina contrato - e Geovany Quenda - ruma ao Chelsea FC após época de empréstimo - foram ovacionados na sua despedida de Alvalade. Já com a bola a rolar, o Sporting CP entrou intenso, dominador e o capitão Hjulmand teve nos pés a primeira chance logo nos instantes iniciais mas, em zona frontal, atirou ao lado.

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O ritmo baixou a seguir, mesmo com os Leões sempre no controlo, mas tiveram na bola parada o melhor tónico. À passagem do quarto de hora, Pedro Gonçalves bateu o canto para o segundo poste, onde Eduardo Quaresma se elevou e cabeou – imperial – para o fundo das redes, desbloqueando o marcador com o 1-0. Foi o segundo golo do defesa na Liga e na temporada.

Já o 2-0 esteve à vista pouco depois e, também, na sequência de bola parada: com persistência, Suárez ganhou a linha e serviu Hjulmand na pequena área, cujo desvio esbarrou nos reflexos de Dani Figueira. Impediu o golo, mas o Sporting CP não parou de crescer na partida. A mobilidade e as combinações dos atacantes Leoninos causaram estragos crescentes e, entre cruzamentos sucessivos e aproximações cada vez mais perigosas, continuou a ‘cheirar’ a golo em Alvalade.

‘Pote’, com um remate em jeito, ficou realmente perto, porém teria de ser à ‘bomba’ e pela pontaria do melhor marcador do Campeonato para materializar o 2-0. Morita, em incursão ofensiva, conseguiu amortecer para a chegada de Luis Suárez e o colombiano, à entrada da área, encheu o pé e atirou a contar pela 28.ª vez nesta sua época de estreia na Liga – 37 em todas as competições.

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Estas duas ‘dentadas’ de Leão que fizeram toda a diferença até ao intervalo, embora, até lá, os dois guarda-redes ainda tenham sido chamados à acção. Primeiro, Dani Figueira saiu da sua área com tudo para impedir que Vagiannidis ficasse isolado e, a seguir, na resposta dos galos – inofensivos até então – Rui Silva aplicou-se para sacudir um pontapé de fora da área de Luís Esteves.

Durante o intervalo, celebrou-se o sucesso das modalidades no relvado, onde estiveram as equipas Leoninas de basquetebol (Taça Hugo dos Santos) e de voleibol (Campeonato Nacional) para recolher muitos aplausos e brindar os Sportinguistas com as mais recentes conquistas.

No reatamento do jogo, o emblema de Barcelos entrou mais afoito e até foi o primeiro a ameaçar, outra vez um tiro exterior de Luís Esteves e de novo com resposta à altura de Rui Silva entre os postes. Ainda assim, do outro lado, um bom trabalho de Suárez deixou Francisco Trincão com tudo para marcar, não tivesse aparecido um corte in extremis de Jonathan Buatu na área.

Serviu de amostra inicial para a toada mais repartida em que entrou o jogo, mas os Leões mantiveram-se portadores do perigo real. Pouco depois da hora de jogo, com mais espaço para explorar devido à subida de linhas do Gil Vicente FC, Trincão chegou a ‘carreira de tiro’ e atirou em força para uma defesa muito apertada de Dani Figueira.

Com o avançar dos minutos, emergiu a versão mais controladora do Leão para evitar quaisquer surpresas nesta derradeira jornada de decisões e Rui Borges começou por fazer três substituições de uma assentada. Entraram Daniel Bragança, Luís Guilherme e Geovany Quenda e saíram Pedro Gonçalves, Geny Catamo e Morita, o qual recebeu uma enorme ovação em noite de despedida daquela que foi a sua casa desde 2022/2023.

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O Sporting CP, que ainda contou com as entradas de Ricardo Mangas e Salvador Blopa, tomou conta da bola até final e poucas mais ocasiões surgiram. No entanto, ainda houve tempo, para festejar mais um golo em Alvalade. Já em período de descontos, o capitão Hjulmand foi à área contrária e com um remate em arco deu o melhor fim a esta última partida em casa e da Liga.

Fechada a prova com a terceira vitória consecutiva, os Leões totalizaram os mesmos 82 pontos da época passada, desta vez menos seis que o FC Porto e mais dois que o SL Benfica. Descida a cortina na Liga 2025/2026, é no Jamor que o Sporting CP - pela terceira vez consecutiva - coloca o fim na temporada e com a derradeira hipótese de sair com um troféu: a Taça de Portugal. Numa final agendada para o dia 24, domingo (17h15), no Estádio Nacional, os Leões vão enfrentar o SCU Torreense, emblema da II Liga.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Salvador Blopa, 90’), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 73’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 73’), Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73’), Francisco Trincão (Ricardo Mangas, 90’), Luis Suárez

Foto Isabel Silva

Filipe Neto: "A equipa vai sempre competir e dar o seu máximo"

Por Sporting CP
05 maio, 2026

Caminhada na Taça Revelação começa em Barcelos

É a hora da recta final da temporada no escalão de sub-23 e, com ela, chega a primeira fase da Taça Revelação. Nos oitavos-de-final, a equipa sub-23 de futebol do Sporting CP terá pela frente o Gil Vicente FC, uma eliminatória a ser disputada esta quarta-feira (17h00), em Barcelos.

"É uma nova fase", perspectivou Filipe Neto, treinador dos jovens Leões, embora tenha realçado, primeiramente, as "muitas coisas positivas" retiradas da terceira participação consecutiva na fase de apuramento de campeão. "O Sporting CP está a estabilizar-se na competição ainda que com equipas bastante jovens comparativamente às que enfrenta. Tem sido uma época bastante positiva para nós, porque vários jogadores que passaram por aqui chegaram a patamares profissionais e fizemos 27 estreias [no escalão]", enalteceu.

Já com os olhos postos no Gil Vicente FC, uma formação que venceu os seus últimos quatro jogos, Filipe Neto não tem dúvidas do grau de dificuldade do desafio que se segue. "É uma equipa que só tem uma derrota em casa esta época [em Outubro] contra o FC Famalicão e está muito bem trabalhada. Embora o treinador tenha saído, vai ter continuidade nos seus processos. É uma equipa difícil de defender, tem uma capacidade ofensiva muito boa e dinâmica, mas acreditamos que vamos fazer um jogo competente e retirar um bom resultado", valorizou o técnico, lembrando que a Taça Revelação "é uma competição que começa do zero" e em formato de "'mata-mata'".

"A equipa está sempre motivada e vai sempre competir e dar o seu máximo", sentenciou a fechar a antevisão.

William Lodmell, guarda-redes do Sporting CP, também foi porta-voz do grupo e corroborou a perspectiva de Filipe Neto. O guardião de apenas 18 anos também espera "um jogo muito difícil", embora garante uma "equipa preparada" para disputar a eliminatória fora de casa.

"A nossa equipa está muito motivada para ganhar todos os jogos. A Taça Revelação é uma nova parte [da temporada] e vamos com tudo", acrescentou William Lodmell, que no plano pessoal cumpriu no jogo anterior o seu primeiro no escalão de sub-23. "É muito bom estar com a equipa de sub-23. Estreei-me com o CD Santa Clara e a equipa toda ajudou-me muito", elogiou o guarda-redes, antes de deixar um apelo aos Sportinguistas para esta quarta-feira.

"Para todos os adeptos em Barcelos, venham apoiar-nos", atirou, por fim.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo"

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Treinador analisou empate em conferência de imprensa

Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.

Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”

Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”

Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”

As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”

Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”

Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”

Foto José Lorvão

Recta final precipitou empate em Barcelos

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Golo sofrido perto do fim após expulsão provocou deslize (1-1)

No primeiro jogo em 2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se a Barcelos e empatou 1-1 com o Gil Vicente FC, esta sexta-feira à noite, no jogo que inaugurou a 17.ª jornada da Liga, a última da primeira volta.

Depois de terem desbloqueado um jogo que estava difícil - mas fechado - na primeira parte com um golo de Luis Suárez mesmo em cima do intervalo, os Bicampeões Nacionais podiam ter dilatado a vantagem no arranque do segundo tempo, tal foi o caudal ofensivo gerado, mas faltou eficácia e isso acabou por custar caro. A réplica gilista, principal revelação do presente Campeonato, tornou-se ameaçadora de forma crescente e após a expulsão de Gonçalo Inácio (79’) resultou mesmo no empate (87’) que penalizou o Sporting CP abrir o novo ano.

Assim, os Leões de Rui Borges fecharam a primeira volta da prova no segundo lugar com 42 pontos e nesta jornada ainda podem ver o FC Porto (46) distanciar-se na frente e o SL Benfica encurtar distâncias (36).

Pela frente, no Estádio Cidade de Barcelos, esteve um Gil Vicente FC que ocupa um surpreendente quarto lugar (28 pontos) e que embora não vença desde o início de Novembro, vinha de quatro empates consecutivos - agora cinco. Os Leões de Rui Borges, por seu turno, apresentaram-se a jogo com o mesmo ‘onze’ inicial anterior (4-0 Rio Ave FC), mas com as duas laterais renovadas: à direita, Iván Fresneda regressou após suspensão e recuperou a titularidade a Georgios Vagiannidis e, à esquerda, Matheus Reis ficou com a vaga deixada por Ricardo Mangas, que engrossou - junto a Salvador Blopa – a já extensa lista de ausências Leoninas.

Logo no arranque da partida, os muitos Sportinguistas presentes nas bancadas fizeram por impor as suas vozes no apoio e, no relvado, a equipa verde e branca também não tardou em assumir o protagonismo, monopolizando a posse de bola. Só que o primeiro sinal de perigo no jogo até foi uma ‘bicada’ dos galos de César Peixoto: um repentino pontapé de bicicleta de Gustavo Varela obrigou Rui Silva a esticar-se e sacudir para canto.

O lance acordou de imediato os Leões, que no instante seguinte também ficaram perto do golo, mas Fotis Ioannidis, em elevação na área, cabeceou por cima. Apesar disso, o duelo reequilibrou-se por mérito da organização e intensidade gilistas, que foram dificultando a tarefa ao Sporting CP, até então sem acutilância, nem acerto, para ‘furar’ a quarta melhor defesa da Liga - apenas 11 golos sofridos, dos quais apenas cinco em casa.

Sob essa toada, oportunidades de golo já somente muito perto do fim da primeira parte, a qual não podia ter acabado melhor para os comandados de Rui Borges. Junto à linha de meio-campo, Eduardo Quaresma arriscou um passe vertical e, de forma magistral, abriu caminho para Luis Suárez aparecer isolado na cara de Andrew Ventura e o colombiano, com uma finalização pelo meio das pernas do guardião, inaugurou o marcador em Barcelos mesmo em cima dos 45 minutos e naquele foi o primeiro remate enquadrado do Sporting CP no jogo. A nível individual, atingidos os 15 golos no Campeonato, o avançado dos Leões isolou-se como máximo artilheiro – leva 19 para todas as competições.

Antes disso, do outro lado, Tidjany Touré até tinha aproveitado uma ‘sobra’ num livre para, na área, atirar forte para nova defesa de Rui Silva. O Sporting CP foi, assim, a vencer para o segundo tempo, mas levou também uma má notícia: o capitão Morten Hjulmand viu um cartão amarelo, o quinto na Liga e, por isso, será baixa garantida na próxima jornada - tal como Maxi Araújo, que viu o amarelo na segunda parte.

E a segunda parte, que foi bem mais agitada, abriu também com os Leões de mira na baliza adversária e desta vez de forma absolutamente frenética, mas sem resultar num justificado 0-2. Mérito, sobretudo do guarda-redes Andrew Ventura, que depois de agarrar dois pontapés bem direccionados de Maxi Araújo e Francisco Trincão ainda negou - com o pé - um golo ‘cantado’ a Luis Suárez, responsável por concluir um lance de superioridade numérica. Pouco antes, o colombiano ainda rematou rasteiro e cruzado com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste.

Ficou por dar uma ‘dentada’ de Leão na partida e, a esta ‘mão’ cheia de oportunidades em menos de dez minutos, o Gil Vicente FC - mais capaz a transitar - soube dar uma réplica afirmativa, especialmente quando avistou o empate com um cabeceamento de Touré. Rui Silva, muito seguro, respondeu outra vez a grande nível entre os postes.

O jogo no Estádio Cidade de Barcelos ficou incerto e, por isso, cada vez mais perigoso, especialmente a cada bola gilista colocada - uma constante - na área verde e branca.

E tudo ficou mais complicado à entrada para os derradeiros dez minutos, quando o Sporting CP ficou reduzido a dez jogadores por expulsão de Gonçalo Inácio – o árbitro entendeu que o central, como último homem, agarrou Varela à margem das leis e mostrou o vermelho directo. Rui Borges, que tinha lançado instantes antes Hidemasa Morita e Alisson Santos, teve de voltar a rearranjar a equipa e lançou Rômulo Jr, central recrutado à equipa B, em estreia absoluta na equipa principal.

Na cobrança do livre, com a bola a sofrer um desvio, ainda se cantou golo, embora esta tenha saído ligeiramente sobre a barra, mas a ameaça crescente acabou por confirmar-se aos 87 minutos. Depois de inúmeros cruzamentos tentados, o Gil Vicente FC foi feliz através dessa mesma fórmula, com Carlos Eduardo a fazer o empate de cabeça.

E os danos, logo a seguir, ainda podiam ter sido maiores, não fosse Rui Silva a agigantar-se para uma ‘mancha’ decisiva perante Joelson Fernandes, extremo ex-Sporting CP. Por sua vez, os Bicampeões Nacionais, apesar de tudo, ainda foram em busca de ripostar para vencer e tiveram a derradeira oportunidade num perigoso cabeceamento de Hjulmand na sequência de um canto, mas sem efeito e o deslize a fechar a primeira volta confirmou-se.

Agora, a próxima paragem dos Leões é Leiria para disputar a final-four da Taça da Liga. O Sporting CP enfrenta o Vitória SC na meia-final, agendada para a próxima terça-feira (20h00), dia 6 de Janeiro.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Alisson Santos, 78’), Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 78’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Fotis Ioannidis (Rômulo Jr, 84’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Temos de olhar para o que somos"

Por Sporting CP
01 Jan, 2026

Sporting CP abre o novo ano frente ao Gil Vicente FC (sexta-feira, 18h45)

2026 arranca com os Leões de novo em acção. A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se a Barcelos, esta sexta-feira (18h45), para enfrentar o Gil Vicente FC no jogo que inaugura a jornada 17 da Liga.

Na véspera deste primeiro encontro no novo ano e o último da primeira volta, Rui Borges, treinador dos Bicampeões Nacionais, lançou a partida em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Desejos para 2026
“Pedi saúde para mim e par aos meus, é a única coisa que peço sempre. O resto, a felicidade está nas pequenas coisas. Se tivermos os nossos do nosso lado e bem, está tudo bem. Quanto a Maio, isso é trabalho e, com saúde, vamos fazer tudo por isso.”

Adversário e sua abordagem em perspectiva
“É uma equipa que está a fazer um campeonato extraordinário, bateu o recorde pontual do clube e é muito organizada em todos os momentos do jogo. Tem dinâmicas relativamente identificáveis, mas que é muito intensa, principalmente em casa. Vai variando em termos de pressão, umas vezes mais alto e noutros com um bloco médio à espera do momento certo para pressionar, por isso acreditamos que vai variar um pouco o jogo por aí. Acredito que vá manter um bloco médio e com bola é objectiva e com jogadores fortes em 1v1. Tem avançados com características muito boas, médios dinâmicos e uma linha defensiva também forte fisicamente, por isso é uma equipa equilibrada e um jogo difícil. Temos de olhar para o que somos e o que conseguiremos fazer para ultrapassar um bom Gil Vicente FC.”

Possível saída de Pablo, o goleador do Gil Vicente FC, é uma boa notícia ou traz mais imprevisibilidade ao jogo?
“Para nós, equipa técnica, não muda nada. O Pablo voltou agora e tem jogado o Varela, portanto pode ser ele a jogar. São jogadores diferentes, mas com as suas qualidades. É uma equipa que sabe muito bem o que tem de fazer e nós estamos mais focados no seu colectivo. Teremos de estar super focados.”

Ponto de situação do boletim clínico
“O Salvador Blopa está de fora também, por lesão.”

Há a necessidade de ir ao mercado?
“Não, a minha necessidade é recuperar os que não podem dar o contributo e os da CAN. Se tiver toda a gente disponível, fico contente com o que tenho. Assim, temos mais soluções e recursos para o nosso jogo. (…) Se acrescentarmos alguém será sempre numa perspectiva de futuro e não pelas ausências de agora. Estou focado em que o plantel esteja todo motivado, que todos são importantes, todos vão ter oportunidades e têm de corresponder, e é o que tem acontecido.”

Três desejos a nível desportivo?
“Muito sinceramente, não sei responder a isso. Para já é continuar no Sporting CP, porque estou muito feliz aqui, o resto é trabalho. Queremos ficar na História do Sporting CP e lutar por tudo em que estamos inseridos. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas não é por isso que vamos deixar de ser uma grande equipa. O meu desejo é saúde para fazer o que mais gosto onde estou.”

Comparação entre Viktor Gyökeres e Luis Suárez
“São diferentes e dão coisas diferentes à equipa. O Viktor marcou a História do Sporting CP e do futebol português, e acredito que o Luis também vai marcar o seu trajecto no Clube e no nosso campeonato. Sou um sortudo por poder trabalhar com ambos e também com o Fotis. O Luis e o Fotis dão muitas coisas ao colectivo e às dinâmicas que queríamos e que têm mais que ver com a nossa equipa técnica.”

Qual a melhor equipa a jogar em Portugal?
“Para mim, a melhor é sempre a minha, os meus são sempre os melhores, nem que estivesse em 15.º ou 16.º. Em termos pontuais, a melhor equipa actualmente é o FC Porto, porque vai em primeiro [lugar]. Nunca tiro mérito a quem vai na frente e há que respeitar isso, mas eu olho sempre para a minha equipa como a melhor.”

Cuidados pedidos aos jogadores para a Passagem de Ano devido à intensa sequência de jogos que se aproxima
“Não pedi qualquer cuidado. Eles sabem da responsabilidade que têm, são jogadores profissionais e sabem o que podem ou não fazer. Sabem que amanhã temos um jogo importante para o nosso caminho e que vem aí um mês exigente a jogar de três em três dias. Será um mês e meio exigente em termos de jogos, com algumas baixas.”

Fazer uma inédita ‘dobradinha’ consecutiva é objectivo?
“O Sporting CP quer ganhar todos os troféus e disputar as finais. Depois, no fim, tudo será consequência do nosso trabalho e capacidade. Não estou focado em fazer duas ‘dobradinhas’, quero ganhar e ganhar o próximo jogo. Vai ser um jogo difícil e acredito que os nossos adeptos serão muito importantes.”

SL Benfica ainda na corrida ao título?
“Acho que é candidato. Na época passada, não tivemos dez, mas oito pontos para o segundo classificado e recuperaram. Falta muito jogo, há diferentes momentos da equipa e ainda falta muito ponto por disputar. No futebol já vi acontecer muita coisa. A margem de erro é menor, o FC Porto está a fazer uma grande primeira volta e nós temos de fazer a nossa parte e esperar pelo desenrolar da época.”

Foto José Lorvão

Venda de bilhetes exclusivamente online para a visita ao Gil Vicente FC

Por Sporting CP
28 Dez, 2025

Ingressos a 35€ para o jogo da Liga Portugal

O Sporting Clube de Portugal informa que se iniciará às 16h00 de segunda-feira, 29 de Dezembro, a venda de bilhetes para a deslocação da equipa principal de futebol ao Estádio Cidade de Barcelos.

17.ª JORNADA DA LIGA PORTUGAL
GIL VICENTE FC vs. SPORTING CP
2 DE JANEIRO (SEXTA-FEIRA) ÀS 18H45

Uma vez mais, os Sócios espalhados por Portugal e pelo Mundo podem garantir os seus bilhetes de uma forma rápida, cómoda e eficaz, sem terem de se deslocar às bilheteiras do Estádio José Alvalade, num processo de clara melhoria do serviço prestado aos Associados, especialmente àqueles que não residem em Lisboa.

A venda (aqui) será exclusiva a Sócios do Sporting CP com o seguinte critério de venda:

Lion Seat com Gamebox 22 anos + residentes Distrito Braga, Porto e Viana do Castelo
29 de Dezembro – segunda-feira das 16h00 às 16h59

Lion Seat com Gamebox 16 – 21 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 17h00 às 17h59

Lion Seat com Gamebox 8 – 15 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 18h00 às 18h59

Lion Seat com Gamebox 1 – 7 anos
29 de Dezembro – segunda-feira das 19h00 às 19h59

Lion Seat sem Gamebox
29 de Dezembro – segunda-feira das 20h00 às 09h59

Sócios com Gamebox 22 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 10h00 às 11h59

Sócios com Gamebox 16 – 21 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 12h00 às 13h59

Sócios com Gamebox 13 – 15 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 14h00 às 17h29

Sócios com Gamebox 9 – 12 anos
30 de Dezembro – terça-feira das 17h30 às 19h29

Sócios com Gamebox 4 – 8 anos
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Foto José Lorvão

Rui Borges: "Acabámos por ser felizes com todo o mérito"

Por Sporting CP
05 maio, 2025

Técnico fez a leitura do encontro em conferência de imprensa

Após uma vitória muito importante e conseguida à ‘última hora’ sobre o Gil Vicente FC (2-1), Rui Borges, treinador da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal, analisou o jogo em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.

Análise ao jogo
“Um jogo onde nos faltou alguma inspiração, de forma geral. Sofremos o golo no único lance de aproximação do Gil Vicente FC e deixou-nos algo intranquilos. Ao longo da primeira parte, tivemos tomadas de decisão erradas, a bola muito lenta… Estávamos tensos e ao intervalo tentámos ajustar um ou outro comportamento. Na segunda parte conseguimos que o Gil jogasse no último terço quase sempre. Foi um jogo difícil contra uma equipa a defender com 11 jogadores atrás da linha da bola. As substituições ajudaram a tranquilizar o jogo, com o Morten [Hjulmand] e o Zeno [Debast]. Fomos tentando, era um jogo para insistir. Melhoramos na reacção à perda, tivemos imensas recuperações e acabámos por ser felizes com todo o mérito e com toda a crença deste grupo que tem sido incrível”.

Dificuldades para rematar à baliza e mexidas tardias na equipa
“Houve uma equipa do outro lado a defender em cima da área com 11 jogadores, essa é a justificação. Não vamos fazer sempre cinco golos e rematar muitas vezes. A equipa adversária, se fosse tão competitiva como foi hoje, certamente teria mais pontos no campeonato. Vencemos, era o objectivo. Acho que as substituições deram alguma energia. Mexer tarde ou cedo é a sua opinião. Acho que mexi na hora certa porque ganhei o jogo. O acreditar de toda a família Sportinguista tem sido incrível. Em termos emocionais, a equipa está muito forte”.

Ilações para o dérbi
“Temos de trabalhar e focar-nos no jogo e naquilo que controlamos. É um jogo como outros, decisivo como era o de hoje, como será o último, talvez, consoante o resultado na Luz. Todos nós sentimos que estivemos desinspirados, mas é natual, a equipa nem sempre vai estar a ‘mil à hora’. Importa-me frisar a alma e a atitude competitiva que a equipa teve até ao fim do jogo, e só por isso é que ganhámos”.

A ‘estrelinha’ no jogo e a pressão do dérbi
“A minha ‘estrelinha’ é o meu avô, que está no céu. É uma ‘estrelinha’ grande e que está do meu lado. De resto, dá trabalho ganhar. A pressão existe desde que vim para aqui. Cheguei dias antes de um dérbi. Por isso, estou super tranquilo nesse sentido. Pode estar o título em causa, mas desde que sou treinador, os jogos grandes são aqueles em que sinto menos pressão, porque os jogadores estão motivados por eles próprios.”

O momento de emoção no 2-1
“Acabei por ir festejar com o grupo, porque acho que o merecia. Foi um extravasar de emoções. Às vezes tentamos manter-nos serenos, mas nem sempre estamos. A forma como os adeptos têm estado do nosso lado são emoções, também, que mexem connosco e o 2-1 foi a explosão de tudo isso, com o Edu e o estádio. A energia que se sente na família Sporting CP é indescritível. Feliz pelo Edu, que é um menino especial nesta casa, mas ficaria feliz se fosse outro a marcar também”.

Sobre a hipótese de ser Campeão Nacional
“Não tenho peso nenhum. A felicidade é treinar o Sporting CP. Dou muito valor a de onde eu vim, porque trabalhei imenso para estar aqui. Não é peso, é felicidade estar no Sporting CP. Estou a lutar por títulos, essa felicidade é muito maior que a pressão”.

Dificuldades para jogar por dentro e para ‘activar’ Gyökeres no jogo
“Defenderam à frente da área, o que é difícil para o Viktor e para qualquer avançado. Teve sempre dois centrais competitivos e rápidos, com coberturas de 2x1 e que lhe criaram essa dificuldade. Foram competentes, criaram-nos essas dificuldades. Tivemos demasiado interior e de ‘tabelas’, só que o espaço era tão curto que errámos mais. A inspiração nem sempre está no máximo”.

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Leões de garra não desarmam na corrida pelo título

Por Sporting CP
04 maio, 2025

Reviravolta épica ao cair do pano sobre o Gil Vicente FC (2-1)

Foi e vai ser até ao fim. Para continuar no topo da classificação da Liga, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 2-1, este domingo à noite, no embate da 32.ª e antepenúltima jornada.

Depois de um penálti ter adiantado os gilistas na primeira parte, o jogo tornou-se de querer e não poder para os Leões, a quem nada parecia sair até que chegaram uns últimos minutos de loucos em Alvalade. A obrigatória reacção chegou tarde, mas com estrondo: Maxi Araújo, aos 81’, fez o empate e já em período de descontos, Eduardo Quaresma foi o herói ao confirmar a reviravolta com um golaço que soltou a loucura em campo e nas bancadas.

Uma vitória tão suada como valiosa, porque há um dérbi de emoções fortes na próxima jornada que pode acabar em festa e com o título nas mãos quer de Sporting CP, quer de SL Benfica, que vão entrar no Estádio da Luz com os mesmos 78 pontos.

Neste regresso ao Estádio José Alvalade, de bancadas esgotadas e ao rubro desde antes do apito inicial, os Leões foram embalados – mais uma vez – por uma recepção ao autocarro multitudinária que deu voz à sua crença. E seria mesmo uma noite, acima de tudo, de crença.

Em campo, para enfrentar um Gil Vicente FC (14.º classificado) motivado pelo seu momento actual – vinha de duas vitórias sem sofrer golos – e a precisar, apenas, de um ponto para assegurar matematicamente a manutenção, Rui Borges fez apenas duas alterações no ‘onze’ Leonino – uma delas forçada. Jeremiah St. Juste entrou para o eixo do trio de centrais, suprindo o suspenso Ousmane Diomande (a cumprir ciclo de amarelos) e Hidemasa Morita foi titular, o que não acontecia desde 15 de Março, no lugar de Morten Hjulmand – estava a um amarelo de falhar o dérbi da próxima jornada, tal como Matheus Reis.

Cumprido um minuto de silêncio – regra em todos os jogos Leoninos do fim-de-semana - pelo falecimento de José Carlos, antigo futebolista e capitão dos Leões que foi, também, um dos ‘Heróis de 1964’, a equipa verde e branca entrou no jogo ‘ligada à corrente’ e quase se gritou golo logo a abrir, mas o remate de Trincão saiu ligeiramente desviado. E o Sporting CP, dominador, continuou a entrar na área gilista sucessivamente, mas sem o acerto necessário no último momento para causar ‘mossa’, e o ritmo, a seguir, baixou.

Do outro lado, o conjunto visitante aventurou-se numa transição, pela primeira vez, à passagem do quarto de hora e Zeno Debast teve de ir ao chão, de carrinho, para evitar males maiores na área. No entanto, à segunda tiveram aproveitamento máximo e chegaram ao 0-1. Com recurso as imagens, o árbitro Tiago Martins assinalou penálti de St. Juste e, aos 25 minutos, Félix Correia – fez a sua formação no Sporting CP – rematou para fora do alcance de Rui Silva.

Balde de água fria em Alvalade, mas prontamente as bancadas fizeram por ‘empurrar’ os Leões, que voltaram a crescer, mas ainda sem aliar às ideias as melhores execuções. Entre combinações algo imprecisas por dentro, com Viktor Gyökeres sempre muito marcado, foi um movimento de fora para dentro de Geny Catamo, ao atirar às malhas laterais, que voltou a criar a sensação de perigo.

Apesar do esforço constante, o Sporting CP continuou a pecar no último passe, não conseguiu ‘ferir’ a organização do Gil Vicente FC – há três jogos sem perder como visitante - e foi a perder para o intervalo.

Durante o descanso, a equipa de hóquei em patins do Sporting CP subiu ao relvado para os merecidos aplausos pela recente conquista da Taça de Portugal da modalidade.

Depois de algumas paragens que tornaram o reatamento do encontro mais atribulado, Pedro Gonçalves ainda ganhou espaço para, de fora da área, rematar em jeito pouco ao lado do poste, mas o emblema de Barcelos – sempre pronto para jogar com o relógio - também ameaçou com um cruzamento ‘venenoso’.

Com o jogo cada vez mais tenso e sem mudanças no marcador, passada a hora de jogo, Rui Borges arriscou e fez três substituições de uma assentada, lançando Hjulmand, Geovany Quenda e Conrad Harder por St. Juste (amarelado), Morita e ‘Pote’.

Mas nada saía bem aos desinspirados Leões, sempre com mais bola, mas também com os mesmos problemas da primeira parte para criar situações de finalização. Cada vez mais, só se jogou no meio-campo adversário, e muitas vezes nas imediações e dentro da própria área gilista, mas nem os inúmeros cruzamentos, nem as combinações tentadas chegavam ao destinatário pretendido.

No entanto, tanta insistência teria os seus frutos, primeiro, aos 81 minutos, quando chegou o 1-1. Um remate de Harder bloqueado sobrou para Maxi Araújo na área e o uruguaio, de primeira, encheu o pé para a desejada erupção do ‘vulcão’ de Alvalade. Estava, finalmente, encontrado o caminho para o golo e o empate, e renovada a crença o melhor ainda estava guardado para o fim.

Já com Biel em campo – por Geny – o Sporting CP foi em busca do tudo por tudo e ficou logo muito perto de dar a volta ao marcador, não tivesse o poste negado um grande golo a Francisco Trincão. Ainda assim, os Leões não esmoreceram e chegaram à reviravolta e à vitória em mais um momento de insistência – e que momento!

Já dentro dos muito apupados cinco minutos de compensação, na sequência de um canto, a bola sobrou para a entrada da área, onde estava Eduardo Quaresma e este, em arco, encheu-se de inspiração para um remate perfeito que só parou no fundo das redes, deixou o guardião Andrew Ventura pregado ao relvado, soltou a euforia em Alvalade, dentro e fora de campo, e o próprio defesa acabou lavado em lágrimas.

Embora a muito custo, a festa foi grande e verde e branca após o apito final, que confirmou o 15.º jogo consecutivo Leonino sem perder. E isto antes do dérbi mais aguardado e decisivo de que há memória.

Na Luz, este sábado (18h00), o duelo entre águias e Leões pode valer o título a qualquer um dos emblemas, mesmo com a última jornada ainda em falta. Neste jogo de cenários, o Sporting CP sagra-se logo Bicampeão Nacional em caso de vitória no dérbi, enquanto o empate serve para continuar no primeiro lugar, apesar da igualdade pontual – fruto do triunfo por 1-0 na primeira volta que garantiria a vantagem no confronto directo; o SL Benfica, para ser imediatamente campeão, tem de ganhar por uma margem de dois golos ou mais, de forma a inverter a derrota em Alvalade.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Jeremiah St. Juste (Morten Hjulmand, 63’), Gonçalo Inácio [C], Geny Catamo (Biel Teixeira, 83’), Zeno Debast, Hidemasa Morita (Geovany Quenda, 63’), Maxi Araújo, Francisco Trincão (Matheus Reis, 90+5’), Pedro Gonçalves (Conrad Harder, 63’), Viktor Gyökeres

Foto Sporting CP

Rui Borges: "Todos os jogos são decisivos"

Por Sporting CP
03 maio, 2025

Sporting CP recebe o Gil Vicente FC no domingo (20h30)

É o momento da recta final de todas as decisões. De volta ao Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar, este domingo (20h30), o Gil Vicente FC na 32.ª e antepenúltima jornada da Liga.

Na véspera do encontro, o treinador Rui Borges fez a habitual antevisão em conferência de imprensa e, no auditório da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, apontou o foco de forma exclusiva a esta partida, elogiou o actual momento de forma da equipa de Barcelos e abordou – sem ‘abrir o jogo’ – a aposta ou não em Morten Hjulmand, que está a um cartão amarelo de falhar o dérbi da próxima jornada, mas acima de tudo destacou a confiança no seu grupo e lembrou que o Sporting CP só depende de si para chegar ao título.

Foco exclusivo no Gil Vicente FC
“Olhamos sempre para o próximo [jogo]. Não vale a pena olhar para o futuro ou para o passado. Focamo-nos no Gil Vicente FC, uma equipa que vem de duas vitórias sem sofrer golos, está motivada e quase garantiu a presença na Liga da próxima época. Vem tranquila, faz mais golos fora e como visitante não perdeu nos últimos três jogos. Temos de estar em alerta, ser sérios e focados, tudo o que temos sido nos últimos jogos. Temos crescido a todos os níveis e agora queremos manter isso e exigir sempre um pouco mais”.

Aposta ou não em Morten Hjulmand, a um amarelo de cumprir suspensão
“O Morten e o Matheus [Reis], que foram muito falados durante a semana por estarem ‘à bica’ [para o dérbi], estão convocados para o jogo, é o que posso dizer. Estão na convocatória e disponíveis. Não vou dizer a equipa que joga, porque nunca o disse. É uma decisão que fica para nós, enquanto equipa técnica. Vamos procurar disputar e vencer o jogo, independentemente de quem jogue. Estamos a falar de jogadores do Sporting CP, que estão conscientes daquilo que podem ou não fazer e do que são”.

O facto de um empate garantir a manutenção ao Gil Vicente FC pode ter efeitos na abordagem ao jogo dos visitantes?
“Acima de tudo, acredito que virá um Gil Vicente FC tranquilo para disputar o jogo. O seu treinador [César Peixoto] diz várias vezes que gosta de valorizar o jogo, por isso é uma equipa que gosta de jogar e ter a bola. Certamente ficará na Liga. Precisa de um ponto para o conseguir matematicamente, mas está praticamente conseguido. Acho que é uma equipa que vem sem essa pressão e nós temos de ver aquilo que o Gil Vicente FC tem sido ao longo do tempo. Defensivamente tem estado mais coesa e nós temos de encontrar maneira de ultrapassar essa barreira, independentemente de ser bloco médio, baixo ou alto. Temos de estar preparados para todos os momentos do jogo”.

Dérbi na Luz ainda não está em mente
“Na cabeça do treinador só está o Gil Vicente FC, e na cabeça dos jogadores também acredito que sim. É essa a resposta que têm dado. Dependemos apenas e só de nós, e o jogo mais importante é com o Gil Vicente FC. Se estivermos com a cabeça no futuro vai sair-nos caro. Agora, todos os jogos são decisivos”.

Possíveis opções para o jogo e a confiança no grupo
“Vou pensar no jogo de amanhã e, acima de tudo, pela confiança que tenho no grupo. Há jogadores que estão a voltar, como o Morita e o ‘Pote’, que são importantes e só estamos a conseguir tê-los melhor neste momento. São jogadores em quem confio e que precisamos também. É lógico que olhamos para tudo e é importante olhar para todos os factores que existem num jogo. Há uma comunicação interna e vamos tomar a melhor decisão para o jogo de amanhã. Estou completamente tranquilo, porque vamos jogar com 11 jogadores. Lá atrás [no tempo], jogámos em Barcelos com o Zeno [Debast] e [Alexandre] Brito no meio-campo e ganhámos. Vou-me queixar por não ter o Morten nesta fase? Faz parte, é o que é o futebol.”

Importância da diferença de golos num eventual desempate
“Pode ser decisivo, mas na minha cabeça está ganhar, porque assim não precisamos dos golos. Só dependemos de nós.”

A “energia boa” no Clube
“A equipa está focada, a pensar no Gil Vicente FC, motivada e com uma energia muito boa. Isso sente-se em jogo, juntamente com a energia que os nossos adeptos nos têm passado. Não me canso de dizer que têm sido fantásticos. Para amanhã, Alvalade está esgotado e espero que [o apoio] seja igual ao que tem sido.”

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