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Basquetebol

Foto Isabel Silva

João Embaló é Leão

Por Sporting CP
22 Jul, 2026

Poste reforça equipa de basquetebol

O Sporting Clube de Portugal contratou João Embaló para a equipa masculina de basquetebol.

Com 24 anos, o poste chega ao Pavilhão João Rocha depois de três temporadas ao serviço da UD Oliveirense. Antes, o internacional pelas camadas jovens da Selecção Nacional havia representado CB Queluz e CD Póvoa.

Nas primeiras palavras a vestir de verde e branco, João Embaló não negou a emoção de cumprir um desejo antigo.

"Estou muito contente por representar este grande clube, o clube do meu coração. Estou mesmo muito contente. (...) Foi sempre um sonho representar o Sporting CP e o coração falou mais alto", disse aos meios de comunicação Leoninos.

Questionado sobre o que pode oferecer ao grupo, o atleta de 2,03 metros garantiu ser "um jogador de equipa". "Jogo mais para os outros do que para mim. Tenho sempre garra e força, dou o meu máximo", acrescentou.

Os objectivos são "Ganhar tudo, campeonato e taças, e fazer um grande percurso europeu", sendo que João Embaló vai dar o seu "melhor para ajudar o Clube a chegar a essas conquistas".

Por fim, o Leão dirigiu-se aos Sportinguistas: "Peço aos adeptos que nos venham apoiar. Vou dar o meu máximo para os deixar felizes".

Jorge Patinho, coordenador da modalidade verde e branca, explicou as razões que levaram o Sporting CP a apostar em João Embaló.

"Há muito tempo que o João era seguido pelo scouting do Sporting CP. Faz parte de um conjunto de jovens jogadores portugueses com qualidade e prezamos muito ter uma boa base nacional. O João vai reforçar o nosso jogo interior e joga para a equipa. Estão reunidas as condições para continuar a evoluir e contribuir para o nosso sucesso", referiu.

BILHETE DE IDENTIDADE
Nome:
João Vítor dos Santos Embaló
Data de nascimento: 9 de Agosto de 2001 (24 anos)
Nacionalidade: portuguesa
Posição: poste
Clubes anteriores: CB Queluz, CD Póvoa e UD Oliveirense
Internacional jovem por Portugal

Foto João Pedro Morais

Caminho traçado na FIBA Europe Cup

Por Sporting CP
16 Jul, 2026

Leões integram grupo C e já conhecem adversários

Avizinha-se uma nova temporada para a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP e novamente com participação europeia. Os Leões vão voltar a disputar a FIBA Europe Cup e o sorteio da fase de grupos foi realizado esta quinta-feira de manhã.

O Sporting CP ficou colocado no grupo C junto de mais cinco adversários: o Esenler Erokspor (Turquia), o SCM Universitatea Craiova (Roménia), o Gence BC (Azerbaijão) e ainda o BC Rilski Sportist (Bulgária) e o Kolossos H Hotels (Grécia).

No entanto, os dois últimos emblemas ainda vão disputar a fase de acesso à Champions League e só em caso de eliminação é que o grupo dos Leões manter-se-á como sorteado. Caso contrário, essas vagas serão preenchidas por equipas que participam na fase prévia e de qualificação para a FIBA Europe Cup.

A fase de grupos europeia tem arranque previsto para o dia 7 de Outubro.

Foto João Pedro Morais

Dérbis a abrir Liga para Leões e Leoas

Por Sporting CP
11 Jul, 2026

Equipas masculina e feminina de basquetebol conheceram os calendários

As equipas masculina e feminina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal conheceram o calendário da Liga, este sábado, com a realização dos sorteios, em Lisboa.

A formação masculina de basquetebol do Sporting CP começa a prova com a deslocação ao Pavilhão da Luz para defrontar o SL Benfica, enquanto a equipa feminina também terá dérbi, mas neste caso com as Leoas a jogarem na condição de visitadas e a receberem o SL Benfica no Pavilhão João Rocha.

A Liga masculina tem início previsto para o fim-de-semana de 3 e 4 de Outubro, com o Sporting CP a ter o primeiro jogo em casa na segunda jornada frente ao CP Esgueira. O primeiro clássico está previsto para a 9.ª jornada e antepenúltima da primeira volta, em que o Sporting CP recebe o FC Porto.

Quanto à Liga feminina, depois de receber o SL Benfica, o Sporting CP terá deslocação a casa do GDR André Resende na segunda jornada, enquanto na terceira as Leoas vão receber o SC Coimbrões.

CALENDÁRIO COMPLETO DO SPORTING CP NA LIGA MASCULINA DE BASQUETEBOL:

J1/12 SL Benfica vs. SPORTING CP      
J2/13 SPORTING CP vs CP Esgueira
J3/14 CAB Madeira vs SPORTING CP
J4/15 SPORTING CP vs AD Ovarense
J5/16 SC Braga vs SPORTING CP
J6/17 SPORTING CP vs Vitória SC
J7/18 CD Póvoa vs - SPORTING CP
J8/19 SPORTING CP vs Portimonense SC
J9/20 SPORTING CP vs FC Porto
J10/21 UD Oliveirense vs SPORTING CP
J11/22 SPORTING CP vs CA Queluz  

CALENDÁRIO COMPLETO DO SPORTING CP NA LIGA FEMININA DE BASQUETEBOL:

J1/12 SPORTING CP vs. SL Benfica                              
J2/13 GDR André Resende vs SPORTING CP
J3/14 SPORTING CP vs SC Coimbrões
J4/15 SPORTING CP vs CRC Quinta dos Lombos
J5/16 CP Esgueira vs SPORTING CP
J6/17 SPORTING CP vs GDESSA Barreiro
J7/18 CAB Madeira vs - SPORTING CP
J8/19 CD Escola Francisco Franco vs. SPORTING CP
J9/20 SPORTING CP vs BC Barcelos
J10/21 SPORTING CP vs C União Sportiva
J11/22 AD Sanjoanense vs. SPORTING CP

Foto Isabel Silva

Gilda Correia é a nova treinadora das Leoas de basquetebol

Por Sporting CP
12 Jul, 2026

Orientava as sub-18 do Sporting CP na temporada anterior

Gilda Correia é a nova treinadora da equipa feminina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal. Depois de na temporada 2025/2026 ter orientado as sub-18, que conduziu ao título de Campeãs Nacionais, Gilda Correia vai agora ter um desafio mais elevado, mas que lhe traz enorme motivação.

“Sinto-me bem, primeiro porque continuo no Clube que me acolheu muito bem e no qual fiz um ano em que me senti muito feliz a trabalhar naquilo que gosto muito de trabalhar. Agora, o desafio é diferente, é mais exigente, mas estou numa casa que já conheço e numa casa que me acarinhou, portanto, satisfeita por abraçar este novo desafio”, disse aos meios de comunicação do Clube na apresentação.

Gilda Correia destacou a metodologia de trabalho no Sporting CP.

“Claramente que nós aqui no Sporting CP temos uma estrutura vertical que comunica muito, que se regula muito e a ideia é continuar, até porque na equipa técnica das seniores não estarei só eu, estará também uma pessoa que vai ficar com as sub-18 femininas, o que ajuda muito a que o escalão imediatamente anterior possa estar muito próximo daquilo que é o alto rendimento e daquilo que é o futuro delas”.

Consistência é o predicado que a treinadora tenciona reforçar relativamente ao plantel Leonino.

“Ter aquilo que este Clube quer, que é ambição. Este Clube tem ambição, nós somos ambiciosas e vamos sempre à procura de mais. Sabemos que ainda estamos a entrar dentro do sistema competitivo que é a Liga feminina, é o segundo ano em que estamos na Liga feminina, queremos fazer mais e melhor e podermos ser um pouco mais consistentes no trabalho ao longo do tempo. É essa a ideia, fazer sobre o que já está feito e dentro do que está feito, poder fazer um pouco mais”.

Gilda Correia deixou ainda uma mensagem aos Sportinguistas.

“Gostaria que os adeptos olhassem para esta equipa, para o basquetebol feminino e para o desporto feminino deste Clube como equipas que estão a crescer e que precisam de ser acarinhadas. Convido-os a virem ver-nos e a fazer parte desta nossa evolução”.

Paulo Doce Moura, coordenador feminino de basquetebol do Sporting CP, explicou a escolha de Gilda Correia para a equipa Leonina.

“Quando recrutámos a Gilda para treinadora das sub-18, de alguma forma já tínhamos em mente uma substituição futura no projecto das seniores. Quando nós durante estes três anos recrutámos a Gilda, já foi um pouco a pensar que seria, certamente, uma alternativa para empossar a responsabilidade das seniores femininas e foi isso que aconteceu. No dia em que tosos decidimos que tínhamos de nos concentrar um bocadinho mais na formação, concentrar o João Pedro [Vieira, treinador da equipa feminina na época passada], achámos que fazia todo o sentido a Gilda tomar essa responsabilidade. Conversámos com a Gilda, a adesão foi imediata”.

João Pedro Vieira assume agora a coordenação de todo o basquetebol de formação do Sporting CP, tarefa que encara com muito ânimo.

“O Sporting CP é um clube formador, o Sporting CP orgulha-se de ter nas suas equipas seniores atletas da sua formação e é esse o nosso principal objectivo: o Sporting CP criar condições aos nossos jovens atletas para que se consigam desenvolver e logo que seja possível comecem a entrar aos poucos nas nossas equipas seniores e nos plantéis das nossas equipas seniores. É esse o principal objectivo e esta próxima época, as duas equipas técnicas, quer a masculina, quer a feminina, são duas equipas técnicas com abertura e com capacidade para entender que este projecto faz sentido e que vamos conseguir, quer no masculino, quer no feminino, ter jovens nossos formados no nosso Clube a integrar as equipas seniores, o que para nós é um grande orgulho e dá-nos grande satisfação”.

BILHETE DE IDENTIDADE

Nome: Gilda Correia

Data de Nascimento: 16 de Novembro de 1980

Nacionalidade: Portugal

Clubes anteriores: SL Benfica, Selecção Portugal (sub-18 e sub-20)

Foto João Pedro Morais

Jorge Patinho é o novo coordenador do basquetebol

Por Sporting CP
11 Jul, 2026

Está no Clube há mais de 15 anos e assume novas funções

Jorge Patinho é o novo coordenador do basquetebol do Sporting Clube de Portugal, que sucede no cargo a António José Coelho. No Clube há mais de década e meia, assume agora a coordenação da modalidade depois de ter passado por várias funções no basquetebol e ter trabalhado, sobretudo, na formação.

“Encaro este desafio com muita naturalidade porque tenho um conhecimento muito profundo do basquetebol dentro do Sporting CP. Eu vim do Sporting CP para o basquetebol, enquanto a maior parte das pessoas chega ao Sporting CP e vem do basquetebol. Portanto, é um percurso diferente que me permite ter um conhecimento muito grande da nossa estrutura interna e muito grande do que foi a nossa história recente na modalidade”, começou por dizer, aquando da apresentação, justificando: “Acho que essa memória histórica tem valor para o dia de hoje, e para o dia da amanhã, e acho que é uma das minhas mais-valias, procurando depois dar também toda uma lógica àquilo que fizemos nos últimos anos na formação”.

“Actualmente, somos líderes do ranking e isso acontece porque temos uma qualidade transversal nos dois géneros em todas as equipas. Por isso, temos essa estrutura pronta, qualitativa e quantitativamente, e aquilo que agora queremos é transformar isto num só basquetebol, trazendo essa mais-valia para a nossa equipa sénior”, referiu.

A chegada de Jorge Patinho a esta função deve-se a isso mesmo: à ideia do Sporting CP de fazer no basquetebol aquilo que já acontece nas outras modalidades. Ou seja, diluir as diferenças entre a formação e a equipa sénior e apostar mais nos jovens jogadores formados entre portas.

Jorge Patinho acredita no sucesso dessa missão, apesar de saber que o caminho é diferente do que é percorrido nas outras modalidades: “Temos vários jovens com qualidade para a equipa principal, mas o problema do basquetebol é que o caminho que os jovens têm de fazer na modalidade é um pouco mais longo. A idade dos 18 anos, que é a idade da maioridade, não é a idade certa no basquetebol em termos da maturidade física e do entendimento do jogo. Isso significa que, ao contrário do que acontece noutras modalidades, é preciso haver mais paciência para fazermos esse percurso, mas nós estamos a procurar as pessoas certas para que esse percurso tenha sucesso”.

Por isso, a ambição é que no futuro a equipa principal Leonina seja composta por jogadores ‘da cantera’ e continue a lutar por títulos, mas para já o foco imediato está na temporada 2026/2027. “Vamos ser iguais ao de sempre. Ou seja, vamos ser ambiciosos com o objectivo de colocar o nome do Sporting Clube de Portugal em primeiro”, referiu, acrescentando: “Olho para o plantel do Sporting CP e vejo jogadores não formados localmente, jogadores portugueses e os jovens, que também poderão ser portugueses ou não, e é com essa conjugação que queremos ter sucesso”.

Foto João Pedro Morais

Bernardo Pires assume equipa principal de basquetebol

Por Sporting CP
11 Jul, 2026

"Só podia dizer ‘sim’ ao Sporting CP"

Bernardo Pires é o novo treinador da equipa principal de basquetebol do Sporting Clube de Portugal. O técnico, natural de Aveiro, chega ao Clube proveniente do Imortal BC, onde estava desde 2019 – primeiro como treinador da equipa B e depois da principal.

Com apenas 32 anos, já tem a sua marca bem vincada, sendo conhecido por apostar muito nos jovens jogadores, e é um dos treinadores mais promissores do basquetebol nacional.

“Sem dúvida que é o maior desafio da minha carreira, mas sempre que tenho a oportunidade de subir de nível encaro o desafio como um dos maiores da minha carreira. Naturalmente que, desta vez, treinando um dos melhores, se não o melhor clube de Portugal, inevitavelmente, que a responsabilidade aumenta, até pela massa associativa”, começou por dizer na apresentação como novo treinador Leonino, admitindo que “só podia dizer ‘sim’ ao Sporting CP”.

“Para além do desafio que é, confesso, há uma ligação familiar muito forte ao Clube. O meu falecido avô sempre foi adepto e fanático pelo Sporting CP, tanto que, antes de vir para aqui, a minha avó despediu-se de mim a chorar de felicidade. Portanto, chegar aqui é muito positivo, por tudo. Além dessa ligação, é o culminar de um trajecto difícil, de muitas etapas, muitos anos de trabalho, algumas vezes sem retorno, e agora, sem dúvida nenhuma, o que quero é tentar manter essa ética de trabalho e retribuir a oportunidade”, justificou, dizendo saber bem a responsabilidade que é assumir este cargo e também suceder a Luís Magalhães.

“Não sinto pressão por substituí-lo, sinto, sim, gratidão. Conheço-o praticamente desde sempre porque treinou e trabalhou com o meu pai, andou comigo ao colo e foi meu treinador na formação. Por isso, inevitavelmente, acho que mais do que pressão é gratidão e aquilo que desejo é fazer jus àquilo que o Luís sempre fez pelo Clube”, referiu.

Nesse sentido, Bernardo Pires quer lutar por títulos, e conquistá-los, com um basquetebol “atractivo, rápido, intenso, solidário, leal e comprometido com os adeptos” e quer também olhar para a prata da casa: “Quero apostar mais na formação, que é por isso que sou reconhecido, tal como o Sporting CP, e, por isso, acho que esta união pode cimentar ainda mais o futuro do Clube na modalidade”.

Em plena quadra do Pavilhão João Rocha, que agora pisará sempre como treinador principal da equipa de basquetebol verde e branca e não como adversário, o que fez algumas vezes, Bernardo Pires disse ainda esperar que seja um reduto cada vez mais difícil para os adversários Leoninos.

O técnico fará a sua parte para que assim seja e espera contar com os Sportinguistas nessa missão: “Já era difícil e quero acreditar que daqui para frente será ainda mais difícil para quem nos vier defrontar. A ideia passa muito por isso também, por tentar mobilizar mais os adeptos e desafiá-los a estarem sempre presentes nesta modalidade como estão noutras”.

BILHETE DE IDENTIDADE

Nome: António Bernardo Madail Reis Pires
Data de Nascimento: 9 de Agosto de 1993
Nacionalidade: Portugal
Clubes anteriores: SC Beira-Mar, Imortal BC e Seleções Nacionais de Portugal (3x3, Sub-17)

Foto João Pedro Morais

Diogo Ventura: "Tranquilos e em paz com o que fizemos"

Por Sporting CP
07 Jul, 2026

Basquetebol venceu a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos.

O basquetebol contribuiu com dois troféus para a época com mais títulos das modalidades do Sporting Clube de Portugal. A equipa orientada por Luís Magalhães venceu a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos.

Os Leões conquistaram a Taça de Portugal depois de vencerem o FC Porto por 84-86, a 22 de Fevereiro, em Albufeira, e a Taça Hugo dos Santos após triunfo por 77-79 frente ao SL Benfica, a 3 de Maio, em Gondomar.

Diogo Ventura ficou, por isso, satisfeito com a conquista destes dois troféus – somando 10 à conta pessoal de Leão ao peito –, mas, naturalmente, queria ter chegado aos três títulos e vencido o Campeonato Nacional.

Ainda assim, o capitão verde e branco fez um balanço positivo da temporada que terminou e disse até que foi uma das melhores épocas que viveu de Leão ao peito.

O que dizer desta época, muito longa, mas saborosa também?
Foi uma época muito longa, sim. Tão longa que, ao relembrar alguns momentos, até me questiono se foi na que agora terminou ou na anterior. Foi, realmente, uma temporada muito longa e, como fizemos um bom percurso nas competições europeias, ainda acabámos por fazer mais jogos. Por isso, foi muito desgastante. Por outro lado, foi uma época muito positiva e muito agradável de se viver. Conseguimos ganhar dois troféus e, apesar de não termos conseguido ganhar o Campeonato Nacional — o que nos deixou muito frustrados —, sabemos que fizemos tudo o que podíamos e podemos estar tranquilos e em paz com o que fizemos.

Como foi ser líder deste grupo?
Para mim, e disse isso mesmo a toda a equipa, foi uma das épocas mais fáceis e que mais gozo me deu enquanto capitão, porque o grupo foi muito fácil de liderar. A única coisa que tive de fazer no início, e que eles perceberam logo muito bem, foi fazer-lhes ver a grandeza do Clube que estavam a representar. Isto porque, claro, os norte-americanos não acompanham futebol e pouco sabem do desporto europeu, acabando por só lhes cair a ficha de onde estão quando cá chegam. Mas foi facílimo transmitir-lhes tudo isso e, depois de duas ou três semanas, já estavam completamente cientes de onde estavam. Foi um grupo espectacular, com bons jogadores e excelentes pessoas. Por isso, foi muito, muito fácil ser o líder e capitão desta equipa.

Qual foi o momento mais difícil e o mais fácil desta época enquanto capitão?
O mais difícil foi, sem dúvida, o nosso início de época. Tivemos um dérbi aqui, no João Rocha, logo na segunda jornada, em que nos correu tudo mal e ao nosso adversário correu tudo bem. Acabámos por perder por uma diferença muito grande (66-103) e o resultado não espelhou, de todo, a verdade sobre ambas as equipas. Foi uma derrota difícil por ser no início da temporada e por ter gerado algumas dúvidas à nossa volta e até a nós, equipa técnica e jogadores. Não sabíamos que resposta daríamos a seguir, numa altura em que tínhamos encontros europeus e dois jogos no Dragão — jogos difíceis e várias viagens pelo meio —, mas demos uma resposta brilhante. Vencemos logo aqui o Dinamo Sassari (80-77) e ganhámos os dois jogos frente ao FC Porto, um para o campeonato (76-82) e outro para a Taça Hugo dos Santos (88-108). Com isso, conseguimos esquecer essa derrota, dar a volta às dúvidas e fazer depois uma época, a meu ver, positiva e consistente. Já o melhor momento desta época, diria dois: a conquista dos dois títulos. Mas, a ter de escolher apenas um, escolho a conquista da Taça de Portugal, por ser a primeira e por ter acabado com um jejum de dois anos e tal sem conquistar troféus. Além disso, o percurso na prova também foi muito difícil porque nunca jogámos em casa. Fizemos todos os jogos fora, não houve um único jogo no João Rocha, não houve jogos fáceis e jogámos em pavilhões muito complicados.

Dizem que a primeira imagem conta muito, e não foi boa, como disse, mas que a que fica é a última. Por isso, o que fica desta equipa?
Como já disse também, estou de consciência tranquila e não preciso que ninguém me diga nada para ter a certeza de que acabámos por fazer um bom trabalho. A temporada não terminou como queríamos, mas o desporto é mesmo assim. O FC Porto foi melhor do que nós nos play-offs e, por isso, não chegámos à final do campeonato. No geral, estivemos bem, as pessoas gostaram da nossa equipa, da forma alegre como jogámos e como deixámos tudo dentro de campo. Além disso, todos os jogadores fizeram um excelente trabalho e representaram muito bem o Sporting CP. Por isso, e porque isso nem sempre se consegue, até podíamos não ter ganhado estas duas taças que eu estaria orgulhos na mesma. Costumo dizer que dar 99,9 por cento não chega; no Sporting CP tem de ser mesmo 100 e acho que esta época as coisas correram muito bem nesse sentido.

O que recorda da conquista da Taça de Portugal?
Acima de tudo, recordo a grande ansiedade que tinha e aquele nervoso miudinho de quem está prestes a entregar, outra vez, um troféu ao Clube, que é para isso que trabalhamos. Depois de dois anos sem ter essa oportunidade, sentia um vazio muito grande e uma enorme ansiedade, quase como em 2019, antes de conquistarmos o primeiro título após 24 anos de interregno da modalidade. Foi uma final extremamente difícil contra o FC Porto, numa final four muito exigente e onde tivemos de fazer um trabalho mental muito grande. O nosso foco não podia ir logo para a final, embora às vezes isso seja complicado, e primeiro tivemos de deixar tudo em campo e vencer a UD Oliveirense (97-77).

E da Taça Hugo dos Santos…
A Taça da Liga também teve um percurso extremamente difícil, com jogos complexos em alturas difíceis, mas acabámos o grupo em primeiro lugar. Depois tivemos uma meia-final também difícil com o Imortal BC e na final acabámos por vencer o SL Benfica, quando toda a gente pensava que eram eles que iam ganhar. Tinha havido aquela derrota pesada no início da temporada, mas depois até vencemos na Luz (78-87) e acreditávamos que o SL Benfica nos iria querer responder a isso. Mas cerrámos os dentes e demos uma resposta muito boa ao longo do jogo, depois deles terem entrado muito bem.

Dado que foi a época com mais títulos das modalidades do Sporting CP, qual é o sentimento por fazer parte de uma temporada histórica?
Um sentimento muito bom. É muito bom, e um grande orgulho, pertencer a este grande clube. Basta olhar ali para cima [palmarés das modalidades no Pavilhão João Rocha] e ver que todas as épocas acrescentamos títulos. Esta temporada foi excepcional e ainda bem. Por causa disso, fomo-nos cruzando todos desde o início da época até às decisões e deu para nos apoiarmos ainda mais uns aos outros. A verdade é que vemos regularmente os jogos das outras modalidades e todos ficamos contentes com as conquistas uns dos outros. Tudo isso deixa-me muito contente de pertencer a este grupo, que não é só o do basquetebol, mas, sim, de todo o Sporting CP.

Neste final de época, que mensagem quer deixar aos Sportinguistas?
Agradeço-lhes por mais uma época de apoio à nossa equipa e o que lhes peço, àqueles que já são quase família para nós, aos que já sei o nome deles, que vêm cá em todos os jogos e todos os fins-de-semana, é que continuam a vir. Podem ter a certeza de que equipa de basquetebol vai continuar a deixar tudo em campo. Para o ano espero estar aqui novamente, não só com dois, mas com três ou quatro troféus. É isso que eu espero.

Foto Isabel Silva

Luís Magalhães: "Fomos continuamente à procura do resultado"

Por Sporting CP
31 maio, 2026

Reacção após o clássico de basquetebol por parte do treinador Leonino

No final da partida em que a equipa de basquetebol do Sporting Clube de Portugal perdeu no reduto do FC Porto, o técnico Luís Magalhães fez a análise do jogo em zona mista.

“Não entrámos assim tão mal no jogo, mas o FC Porto entrou de forma diabólica. No primeiro período, fez 30 pontos nos primeiros sete minutos. Nós conseguimos travar o FC Porto durante cerca de três minutos, recuperámos alguma diferença e fomos continuamente à procura do resultado, com paciência e à procura das melhores opções. Conseguimos até passar para a frente. No momento em que assumimos a liderança, mais do que uma vez, voltou a notar-se uma das nossas maiores fragilidades: os ressaltos. Falta-nos claramente um jogador que consiga garantir sete, oito ou dez ressaltos por jogo. Não foi possível colmatar essa lacuna”, referiu.

Luís Magalhães destacou a reacção Leonina, nomeadamente no terceiro quarto, em que o Sporting CP ‘encostou’ no marcador e posteriormente passou para a frente.

“Apesar disso, no terceiro período, a nossa equipa teve uma reação fortíssima e respondeu muito bem. Nessa altura, o resultado ficou em aberto. Como disse, fomos recuperando continuamente, conseguimos empatar e até passar para a frente. Tal como no jogo anterior, conseguimos empatar, defender o primeiro lançamento adversário, mas depois eles tiveram uma segunda oportunidade e concretizaram. Esse momento voltou a afetar-nos e permitiu ao FC Porto ganhar nova vantagem”.

Luís Magalhães enalteceu o espírito competitivo da equipa de basquetebol do Sporting CP. “Deixem-me dizer que esta equipa me deu um enorme prazer trabalhar. É uma equipa espetacular, com muitos jogadores jovens, muitos deles no primeiro ou segundo ano. (...) Foram extraordinários”.

O técnico fez o balanço geral da época. “Nas competições europeias, fomos a equipa portuguesa que chegou mais longe. Realizámos mais jogos do que todos os outros e disputámos mais seis jogos internacionais do que o nosso adversário. Fomos à Taça e ganhámo-la contra todos os prognósticos. Fomos à Taça Hugo dos Santos e voltámos a conquistá-la, também contra todos os prognósticos. E terminámos o campeonato no terceiro lugar”.

“Na minha opinião, isso é brilhante. Para mim, vale quase como um título, tendo em conta a equipa que construímos, uma equipa completamente nova. Este resultado deve-se muito ao trabalho, à dedicação e ao profissionalismo dos jogadores, da minha equipa técnica e, naturalmente, do Clube, que nos proporciona excelentes condições de trabalho”, concluiu.

Foto Isabel Silva

Desaire no clássico põe ponto final na época Leonina

Por Sporting CP
31 maio, 2026

Sporting CP perdeu frente ao FC Porto por 94-86 no quarto jogo das meias-finais do play-off

A equipa de basquetebol do Sporting Clube de Portugal perdeu este domingo em casa do FC Porto por 94-86 no jogo quatro das meias-finais do play-off de atribuição do título nacional, resultado que coloca um ponto final à participação da formação verde e branca na luta pela Liga.

Um desaire no Dragão Arena que não apaga o enorme esforço e bons momentos da equipa Leonina no jogo, capaz de recuperar de uma desvantagem de 20 pontos que se registou ainda no segundo quarto e que gradualmente foi encurtada, a ponto de os Leões terem conseguido estar na frente do marcador no último quarto. A atitude Leonina fica como importante imagem de marca de uma equipa que foi muito competitiva, mas que nos últimos minutos do último quarto não teve a eficácia que chegou a apresentar na fase final do segundo quarto, no terceiro quarto e nos minutos iniciais dos últimos dez minutos.

Um triplo de Robert Beran Jr abriu o marcador para o FC Porto e a resposta Leonina veio com dois pontos de Brandon Johns Jr. Dois triplos seguidos do Sporting CP, por Swenson Morgan deram o empate a oito pontos. Mas o FC Porto, com contra-ataques consecutivos, distanciou-se para 18-10, o que motivou o primeiro desconto de tempo no jogo, pedido pelo treinador do Sporting CP, Luís Magalhães, pois o FC Porto esava certeiro nos lançamentos.  

21-10 com triplo de Corey Allen Williams e outros dois triplos, de Robert Beran Jr para o 27-10 deixaram o Sporting CP mais longe no marcador, na fase mais crítica dos Leões no jogo. A diferença começava a ser significativa, quando um triplo do FC Porto, por Cornelius Hudson deixou o Sporting CP a 20 pontos de diferença (30-10) a favor dos azuis e brancos.

A série Leonina sem marcar foi interrompida por um lançamento de dois pontos, mas o Sporting CP ia registando alguns ataques sem lançamento, alternados com outros que não tinham a eficácia desejada. 30-14 era o resultado no final dos primeiros dez minutos, num número de pontos sofrido bem acima do normal sofridos pela equipa verde e branca.  

O segundo quarto arrancou com um bom triplo de Diogo Ventura, seguido de um outro de Maleeck Harden Hayes, mas o FC Porto também teve dois ataques certeiros, um deles com um triplo. 37-20 era o resultado com 7’38’’ para jogar, a favor do FC Porto, que conseguia explorar mais os lançamentos exteriores e também o jogo mais perto do cesto.

Luís Magalhães lançou André Cruz para procurar limitar mais o jogo do base do FC Porto. A mudança produziu resultados, com o Sporting CP a conseguir ser mais rápido nas acções ofensivas e um cesto de Diogo Ventura reduziu a desvantagem no marcador para 46-34, a 4’02’’ para o intervalo, com desconto de tempo imediato pedido por Fernando Sá, treinador do FC Porto. Regressados do desconto de tempo, os Leões marcaram dois pontos, através de Diogo Ventura, num bom contra-ataque, mas o FC Porto fez um triplo por Cornelius Hudson.

Os Leões tentavam reduzir a diferença para menos de dez pontos e esse propósito ficou mais perto de ser alcançado com um bom triplo de Francisco Amarante. Estaca em claro crescendo no jogo a equipa Leonina, com Diogo Ventura em enorme exibição e Uwais Razaque a entrar em bom estilo, numa solução com dois homens mais altos mais perto do cesto. Dois lançamentos da linha de lance livre baixaram a diferença no marcador para menos de dez pontos (54-45), mas um triplo de Corey Allen Williams distanciou mais os azuis e brancos, até ao cesto final dos segundos dez minutos, por Brandon Johns Jr, para o resultado ao intervalo de 57-47.

No regresso após o intervalo, Luís Magalhães manteve o cinco que tinha terminado o segundo quarto, com Uwais Razaque, Diogo Ventura, Francisco Amarante, André Cruz e Brandon Johns, mas o FC Porto conseguia ser bem-sucedido a ‘carregar’ no jogo interior. Notava-se claramente mais Sporting CP no jogo, nomeadamente a partir da intensidade defensiva e quando Diogo Ventura conseguiu um excelente triplo, o Sporting CP reduziu para 61-55. Brandon Johns num lançamento de média distância colocou o Sporting CP a apenas quatro pontos de diferença do FC Porto (61-57), com 5’58 para o final do 3.º quarto.

O jogo Leonino ganhou ainda mais alento para o que restava do encontro, com um grande triplo de Diogo Ventura para o 66-61. E o capitão Leonino, com novo excelente triplo, deixou o Sporting CP a apenas dois pontos de desvantagem. A fazer circular muito bem a bola, um novo triplo, agora de Francisco Amarante, deixou o Sporting CP a apenas um ponto de desvantagem (68-67), com 2’23 para jogar.

Uma grande recuperação Leonina no marcador, que através de um grande triplo de Malik Morgan empatou o jogo a 70 pontos. Foi com um fantástico triplo de Francisco Amarante (muito bem o extremo português) que o Sporting CP passou para a frente a 74-75, mas o quarto fechou a 76-75, com um lançamento de Gonçalo Delgado para o 76-75 ao cebo dos terceiros dez minutos de jogo, com uma extraordinária recuperação no marcador da equipa Leonina orientada por Luís Magalhães.

No último quarto, o Sporting CP começou muito bem, com um perfeito triplo de Malik Morgan para o 76-78. Num jogo que ficou marcado pelo equilíbrio, as defesas ficaram cada vez mais ‘afiadas’  e a taxa de acerto nos ataques foi baixando.  

O Sporting CP estava com três pontos de desvantagem do FC Porto, que passaram a cinco, já dentro dos últimos quatro minutos do encontro. O jogo ficou mais físico, com menos acerto dos Leões perto do cesto e um triplo de Cornelius Hudson complicou mais a missão Leonina. Diogo Ventura encurtou a diferença com um lançamento médio, para 88-82 e depois uma jogada de cesto a falta de Brandon Johns Jr (lance livre desperdiçado) colocou os Leões com quatro pontos de desvantagem.

A recta final foi de grande vontade Leonina, mas o Sporting CP perdeu o clássico por 94-86, num jogo de grande entrega e empenho dos comandados de Luís Magalhães, que mereciam bem mais no jogo deste domingo.  

Sporting CP: Brandon Johns Jr (17), Uwais Razaque (4), Maleeck Harden-Hayes (5), Miguel Correia, Francisco Amarante (19), Claude Robinson, Diogo Ventura [C] (24), André Cruz (1), João Fernandes, Dinis Cherepenko, Malik Morgan (11), Stephan Swenson (5)

Foto José Lorvão

Luís Magalhães: "Estivemos mal nos lançamentos"

Por Sporting CP
29 maio, 2026

Reacção do técnico ao desaire no terceiro jogo das ‘meias’

Terminado mais um clássico, desta feita com vitória do FC Porto, que fica em vantagem (2-1 em jogos) na luta por um lugar na final dos play-offs da Liga, Luís Magalhães, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo aos jornalistas presentes no Dragão Arena.

"Os quartos acabaram por ser relativamente equilibrados, embora não tivéssemos conseguido ganhar nenhum. A diferença foi-se acumulando. Estivemos mal nos lançamentos, nomeadamente de três pontos e nos lances livres. E muito mal nos ressaltos, onde fomos claramente cilindrados pelo FC Porto, que ganhou tantos ressaltos ofensivos como nós na nossa tabela", avaliou, apesar de os Leões terem voltado a entrar melhor no jogo.

"Às vezes não é como começa, é como acaba. O FC Porto é uma equipa mais experiente, conseguiu responder às questões que foram surgindo durante o jogo e nós tivemos perdas de bola que permitiram lançamentos fáceis, o que nos pôs um pouco fora da discussão do jogo", apontou o experiente técnico verde e branco.

Domingo há novo clássico em casa dos dragões e só uma vitória pode adiar a decisão e levá-la para o Pavilhão João Rocha. É com isso em mente que os Leões vão trabalhar até lá. "Vamos tentar melhorar, corrigir o que fizemos mal e fazer com certeza um bom jogo para levar o último para nossa casa", sentenciou Luís Magalhães.

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