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Foto José Cruz

“A forma como hoje lutámos é espectacular”

Por Jornal Sporting
26 Set, 2018

Técnico leonino deixou grandes elogios aos atletas

Hugo Canela voltou a vencer um clássico no Dragão Caixa como treinador, mas os leões começaram mal e foi preciso pedir um time-out. “Entrámos aqui num pavilhão a apoiar muito a sua equipa e começámos mal um bocado por aí. Estávamos muito ansiosos. Pedi para se acalmarem e fazerem aquilo que tínhamos treinado, porque isso nos ia trazer coisas boas. Começámos a encontrar-nos na defesa e a partir daí foi mais fácil”, explicou.

A vitória no clássico tem um sabor especial, não só por ser frente a um rival mas também pela fase exigente em que surge. “É sempre bom ganhar, como é lógico, mas sabemos que tanto nós como o FC Porto temos uma larga margem de progressão. Queria deixar uma palavra de apreço aos meus jogadores. As pessoas não sabem o estado em que estão e a forma como hoje lutámos é espectacular. Tenho de lhes dar os parabéns, são os maiores”, elogiou. 

Foto César Santos

Bicampeões dão demonstração de força no Dragão

Por Jornal Sporting
26 Set, 2018

Turma de Hugo Canela voltou a vencer no pavilhão do rival

Está a ser uma semana de sonho para o andebol leonino. Depois da vitória épica na Rússia, o Sporting CP voltou a jogar para o campeonato nacional e foi ao Dragão Caixa derrotar o FC Porto por 28-31, mantendo-se com um registo imaculado.

Os bicampeões nacionais nem começaram bem, demorando mais de sete minutos para marcar o primeiro golo (Tiago Rocha, após assistência de Ruesga) e permitindo que os azuis e brancos chegassem a uma vantagem de 5-1. No entanto, o time-out pedido por Hugo Canela trouxe o efeito esperado, tanto na defesa – mais agressividade e menos golos sofridos – como no ataque – com outra eficácia, os leões colocaram-se na frente por 7-6. O mau arranque tinha ficado para trás e, nesta altura, o equilíbrio era a nota dominante no clássico. Carlos Ruesga assumia-se como o cérebro do ataque verde e branco, demonstrando também muita pontaria na finalização. Ao intervalo, o espanhol era o melhor marcador do Sporting CP, com quatro golos, tendo um peso significativo no 14-13 favorável aos bicampeões nacionais.

O início da segunda metade mostrou que a equipa leonina não iria ter contemplações para com o adversário - em pouco tempo, o FC Porto ficou com quatro golos de atraso (15-19). Daí em diante, o conjunto de Hugo Canela manteve a concentração nas duas áreas e não permitiu que os dragões se colassem no marcador. A desvantagem obrigava a turma da casa a correr riscos ofensivamente, possibilitando saídas rápidas ao Sporting CP. Carlos Ruesga seria mesmo o melhor marcador verde e branco, com seis golos, seguido pela dupla cubana (Pedro Valdés e Frankis Carol, ambos com cinco tentos). Depois de muito tempo sem conseguir ganhar no Dragão Caixa, as vitórias tornaram-se um hábito. 

Foto José Cruz

“Resultado mais justo seria o empate”

Por Jornal Sporting
24 Set, 2018

Técnico leonino garante que a equipa merecia sair do Minho com pontos

José Peseiro não estava convencido no final do jogo em Braga e explicou porque acredita que o desfecho acabou por ser castigador para os leões. “Foi muito equilibrado, tanto em domínio como em oportunidades, em posse de bola, em construção de situações. Foi mais feliz o Braga. Ou mais competente, porque fez o golo. Na nossa opinião, o resultado mais justo seria o empate”, afirmou.

Segundo o treinador verde e branco, houve momentos de superioridade para cada uma das equipas. “A primeira parte não foi tão bem conseguida como a segunda, com algumas perdas de bola que possibilitaram algumas situações de desequilíbrio ao Braga. Na segunda parte estivemos melhor, começando bem e pressionando. O Braga foi melhor na primeira parte, nós fomos melhores na segunda parte”, assumiu.

Para José Peseiro, a principal diferença entre as equipas esteve relacionada com a finalização. “Foi mais eficaz, dou os parabéns ao Braga, mas também à minha equipa. Mesmo sofrendo o golo naquela altura, reagimos bem e podíamos ter empatado. É uma derrota que nos custa, estamos tristes e queríamos vencer aqui”, esclareceu.

Apesar da derrota, o timoneiro leonino garantiu que o futuro próximo do Sporting CP não será afectado. “Nunca é bom perder. Aceitávamos plenamente o empate, era o resultado justo, mas nada vai perturbar o nosso trabalho. Sabemos em que nível estamos, sabemos o que temos de fazer para melhorar a equipa. Acreditamos naquilo que estamos a fazer. Esta derrota penaliza, mas não vai influenciar o nosso caminho nem a nossa qualidade individual e colectiva”, concluiu. 

Foto José Cruz

Factor eficácia desequilibrou a balança

Por Jornal Sporting
24 Set, 2018

Jogo podia ter caído para qualquer uma das equipas, mas os minhotos foram os únicos a marcar

À quinta jornada, o Sporting CP teve o primeiro desaire no campeonato. Num duelo equilibrado do início ao fim, o golo solitário de Dyego Sousa, já na segunda parte, fez a diferença e deixou os pontos em casa.



Em igualdade pontual, ambas as equipas abordaram a partida com alguma cautela e privilegiaram a organização defensiva na primeira metade, criando poucas ocasiões junto das duas balizas - Nani foi quem esteve mais perto do golo, cabeceando para uma intervenção apertada de Tiago Sá. Dividindo a iniciativa, os dois conjuntos procuravam ganhar profundidade no terreno. Do lado do Sporting CP, Bruno Fernandes era a referência no corredor central e tentava lançar Raphinha na direita, sendo que o brasileiro também foi várias vezes solicitado através de passes longos. A turma de Abel planeava descobrir Ricardo Horta nas costas de Ristovski (várias tentativas sem sucesso), mas a principal ameaça para a defesa leonina foi sempre Dyego Sousa, que oferecia apoios constantes - além de se impor no jogo aéreo. Num dos melhores lances do Braga, o brasileiro chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento de Ricardo Esgaio.



A segunda parte não trouxe alterações significativas no guião do encontro, mas o Sporting CP pressionou ligeiramente mais alto e obrigou o adversário a cometer erros. Na defesa, Coates e André Pinto disputavam duelos atrás de duelos com o avançado bracarense, que podia ter marcado aos 57’. De um lance aparentemente inofensivo nasceu a principal oportunidade dos leões em todo o encontro: Montero deu um nó a um adversário, ganhou em velocidade e cruzou para Bruno Fernandes, que fez a bola tirar tinta ao poste da baliza de Tiago Sá. Esta era a fase mais partida do jogo, com um ritmo superior e mais chegadas ao último terço atacante. Se o Sporting desperdiçou, o Braga não facilitou. Eduardo, aposta de Abel na segunda parte, cruzou para trás e Dyego Sousa desviou para a baliza, isolando-se no topo da lista de melhores marcadores, com cinco golos. Depois do 1-0, José Peseiro lançou Jovane e Castaignos para os lugares de Nani e Montero e o Sporting CP podia ter empatado. Com os laterais projectados, algo que não se tinha verificado anteriormente, a equipa acelerava nos corredores e forçava o Braga a recuar. Nos últimos minutos, Jovane e Raphinha ocupavam as alas, Castaignos e Diaby faziam dupla no ataque, restando apenas Bruno Fernandes e Battaglia no meio campo. O menino da formação quis vestir novamente a pele de talismã, mas Tiago Sá respondeu à altura. A eficácia de uns foi o castigo de outros. 



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