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Foto José Lorvão

Rui Borges: "Estamos numa boa fase e queremos dar continuidade"

Por Sporting CP
04 Dez, 2025

Dérbi na Luz em perspectiva (sexta-feira, 20h15)

Já está aí mais um ‘dérbi eterno’. A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se à Luz, esta sexta-feira (20h15), para enfrentar o rival SL Benfica no jogo de cartaz da 13.ª jornada da Liga.

Na tabela, Sporting CP (31 pontos) e SL Benfica (28) são segundo e terceiro classificados, respectivamente, na perseguição ao líder FC Porto (34). Embora tenha realçado que os Leões querem “muito ganhar”, o treinador Rui Borges considerou que este dérbi “não dita o desfecho do Campeonato”, apontou na antevisão feita, em conferência de imprensa, para lançar o dérbi. Os momentos de forma das duas equipas, as abordagens esperadas ao encontro e algumas opções equacionadas e ainda em aberto relativamente ao 'onze' foram outros dos assuntos abordados pelo técnico dos Bicampeões Nacionais.

O excelente momento actual do Sporting CP
“Olho para este jogo como para outro qualquer. Se é a melhor altura ou não, é o que é. Não me foco muito nisso. O caminho tem sido muito positivo, gradual na confiança, energia e qualidade de jogo. Temos vindo a crescer e isso é que me preza ver. O jogo é nesta fase e vale três pontos como qualquer outro. A dificuldade é grande e o respeito é o mesmo. Será um grande jogo entre duas equipas. Estamos numa boa fase e queremos dar continuidade para consolidar o crescimento.”

50 jogos à frente do Sporting CP
“É uma marca e que faça muitos mais. Preparado, acredito que sim, por isso é que estou aqui. Mas acho que ainda estou longe do nosso auge, porque o crescimento é diário na leitura e na nossa capacidade como treinadores.”

Favoritismo no dérbi
“Como disse antes do nosso jogo com o FC Porto, é 50/50, mas talvez uma pequena percentagem estivesse do nosso lado por jogarmos em casa e acabámos por perder o jogo. Nesse sentido, acredito que o SL Benfica por jogar em casa, num campo e ambiente difícil, pode ter esse pequeno favoritismo, mas acho que é repartido. Jogos de ‘tripla’ como costumam dizer. Acima de tudo, que seja um grande jogo e nós consigamos ser a equipa que temos sido.”

Alterações na abordagem habitual dada a dimensão do jogo?
“Não vamos fugir à nossa ideia de jogo, mas do outro lado está uma grande equipa, que vai obrigar a que sejamos mais equilibrados nalguns momentos. Queremos ser uma equipa equilibrada em todos os momentos de jogo, e temos crescido nesse sentido. Amanhã será muito importante, não só o processo ofensivo, mas também o processo defensivo, para estarmos organizados para anular pontos fortes do adversário. O SL Benfica é uma equipa muito forte em transição quando ganha a bola num bloco médio. Acima de tudo, quero que a minha equipa seja melhor em todos os momentos. Vamos ver se seremos capazes e acredito que sim, porque vejo a equipa confiante e ‘ligada’. Vamos ser iguais a nós próprios e, quando não conseguirmos ter tanta bola, temos de estar bem organizados.”

Diferenças por, agora, o treinador adversário ser José Mourinho
“Tenho mesmo respeito pelo míster José Mourinho que já tinha pelo míster Bruno Lage. Olho sobretudo para a equipa e o seu colectivo. Acredito que o míster José Mourinho, por não ter feito esta equipa, também se tenha adaptado mais aos jogadores que tem. Mas olho para este jogo da mesma maneira que tenho olhado para os outros: com respeito pelo adversário e pelo seu treinador. É um grande treinador, que admiro muito, como já disse, mas amanhã é um SL Benfica-Sporting CP, independentemente dos treinadores. Acima de tudo, que seja um grande jogo, com grande respeito e bem disputado.”

Sporting CP vive melhor momento que o SL Benfica?
“Depende da perspectiva, porque se olhar o SL Benfica, se calhar está no seu melhor momento, com três vitórias seguidas. Eu olho para a minha equipa e, dentro da ideia e do que perspectivo, está numa fase muito boa de maturação nas dinâmicas e no jogo colectivo. Para mim, a equipa do Sporting CP está em crescimento, mas também acho que o SL Benfica está numa fase boa. Nós também tivemos dificuldades para ganhar em casa do CD Nacional. Isso é muito subjectivo. O SL Benfica ainda não perdeu internamente e em sua casa é difícil de ser batido. Acredito que será um SL Benfica a querer ganhar e disputar o jogo, de forma intensa e pressionante na maioria do tempo.”

Comparação relativamente ao embate na Supertaça
“Acho que é diferente. Estamos quatro meses à frente, há um treinador diferente do outro lado e nós estamos mais adultos e crescidos na ideia de jogo. Apesar de achar que fizemos um bom jogo na Supertaça, mesmo perdendo [0-1], acho que estamos melhores enquanto equipa, mas temos de o demonstrar amanhã dentro de campo.”

Possibilidade de incluir Pedro Gonçalves no ‘onze’
“Aqui ninguém tem entrada directa [no ‘onze’], depende do que demonstram. Antes de estar o Quenda, já eramos acutilante com o ‘Pote’. Temos vindo a crescer e o que me deixa feliz é que a equipa continua a dar resposta independentemente de quem joga. Não podia pedir mais.”

Fotis Ioannidis continua em dúvida
“Está em dúvida ainda. Não sei se será convocado, pode ou não acontecer.”

Impacto do dérbi nas contas da classificação
“Acho que não vai ditar nada no desfecho do Campeonato. É um grande jogo, percebo o porquê de tudo isso, porque podemos ficar as duas equipas a seis pontos do FC Porto ou  o SL Benfica pode ficar a nove… Percebo, mas não concordo, porque falta muito Campeonato para ser jogado. No ano passado estivemos oito pontos à frente e perdemos [a vantagem]. O futebol é muito o momento e mudo tudo muito rápido. Falta mais do que uma volta, por isso na minha cabeça este jogo em nada dita o que será o desfecho da Liga. Queremos muito ganhar, mas não dita o desfecho do Campeonato.”

Dúvida na aposta entre Hidemasa Morita ou João Simões no meio-campo
“Ainda tenho de ouvir o que a almofada me diz hoje. O Simões está num grande momento e foi apenas opção não ter jogado nesse jogo [4-0 ao CF Estrela da Amadora], tendo em conta o adversário. Tem feito grandes jogos e vai continuar a fazer. O Morita tem crescido e o Gio[rgi] Kochorashvili tem crescido imenso na sua adaptação às dinâmicas, ao colectivo e ao Sporting CP. Vai ter o seu espaço e oportunidades para o demonstrar. Feliz por ver esse crescendo no Simões, no Morita e também no Gio.”

Sobre os resultados do Sporting CP nos jogos ‘grandes’ desta época
“Essa dúvida são vocês que a criam. Não vejo ninguém a dizer que o Rui Borges, no ano passado, não perdeu nenhum jogo desses, só em penáltis na [final] da Taça da Liga. Podia responder também com os resultados que temos feito na Champions, mas não vou fazê-lo. Não mexe em nada comigo. Já disse, quando perdemos com o FC Porto [1-2], se ganhasse os outros jogos todos, possivelmente podia ser Campeão Nacional e assinava por baixo. O que me interessa é o que a equipa tem demonstrado e que, agora, seremos capazes de fazer. Temos dado uma resposta muito boa. Nos jogos que não fomos capazes de ganhar contra o FC Porto e o SL Benfica, fizemos bons jogos e o resultado em si acabou por ser inglório. Olhamos para o próximo jogo e não para o passado, senão na época passada não perdi nenhum. O futebol é um jogo de consistência e quem for mais equilibrado e consistente será campeão.”

Aspectos tácticos em que o Sporting CP evoluiu mais
“Acho que em termos de variabilidade ofensiva somos completamente diferentes, mais do que o sistema que tanto se falou (risos). Tornamo-nos mais fortes no processo ofensivo, porque na grande maioria dos jogos temos de dar essa resposta perante equipas cada vez mais difíceis de serem batidas. O desafio era ser mais fortes aí, mas sem descurarmos outros momentos, onde temos crescido também. Temos melhorado na reacção à perda e nos equilíbrios.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Tínhamos de ser um grande colectivo para sair daqui com a vitória"

Por Sporting CP
08 Nov, 2025

Rescaldo do treinador ao triunfo nos Açores

Após o emocionante jogo em casa do CD Santa Clara, vencido pelos Leões (1-2) à última hora, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez a leitura da exibição e da vitória em conferência de imprensa, no Estádio de São Miguel.

Golo da vitória após expulsão de Maxi Araújo
“Reflecte imenso o que é o nosso grupo. Tínhamos de ser um grande colectivo para sair daqui com a vitória perante um adversário difícil, que nos dificulta sempre, e foi isso que aconteceu por mérito e capacidade da equipa ao longo de todo o jogo. Fomos claramente superiores, melhores e criando situações de golo. O CD Santa Clara tem o golo e duas transições nos 90’. Conseguimos instalar a equipa, que apesar do golo sofrido manteve-se fiel e tranquila. O campo também era difícil de se jogar, mas mesmo assim fomos tentando e com qualidade. Resta-me dizer que a equipa teve uma capacidade enorme e a vitória é justíssima pelo que fizemos ao longo de todo o jogo.”

Impacto mental da vitória conseguida ao cair do pano
“Não digo que tenha sido uma injecção de confiança, porque a equipa está claramente confiante e isso percebe-se. O grupo é fantástico e não me vou cansar de dizer isso. Mais uma vez, a capacidade e ambição de todos correrem atrás do mesmo propósito foi bem demonstrativo. Os jogos não são fáceis e discutem-se até ao fim. Fazer o golo na parte final dá essa explosão diferente de sentimento, mas é mais uma vitória no nosso caminho. Foi difícil, mas é nestes jogos que se fazem os campeões. Uma grande vitória do colectivo.”

Saída forçada de Pedro Gonçalves
“Não consigo dizer o tempo [de ausência], mas tenho quase a certeza de que foi uma lesão muscular. Esperamos que não seja nada de grave e que volte. Felizmente, temos uma paragem agora, mas se calhar acaba por ficar fora da selecção, algo que ele gosta e merecia. Pelo menos, a paragem que dê alguma margem para recuperar, porque está a fazer uma grande época.”

Deslizes defensivos que originam golos sofrido e expulsão
“São dois lances. Em 90 minutos não vamos conseguir anular o adversário a cem por cento. O primeiro é uma escorregadela, algo que não controlamos, e o outro uma desatenção defensiva, mas é natural, porque estávamos à procura do golo e mais expostos. O CD Santa Clara teve apenas as duas transições no fim e o golo, que é bom, e mérito deles. Entrámos, talvez, não totalmente focados e levámos o golo, mas depois tivemos capacidade para continuar equilibrados perante uma equipa muito competitiva.”

Opinião sobre o canto assinalado que dá o 1-2 e motivou protestos do CD Santa Clara
“Vou ser honesto: não vi mesmo. Percebo a pergunta, mas não vi o lance. Também não vou estar a justificar uma vitória com um lance desses, senão tínhamos de falar de imensos lances ao longo do jogo. Falar sobre isso seria desvalorizar uma vitória que é justa. Houve muitos lances discutíveis ao longo do jogo. Valorizo aquilo que a equipa foi capaz de fazer.”

Foto José Lorvão

Só o capitão encontrou a chave da vitória no meio do Atlântico

Por Sporting CP
08 Nov, 2025

Golo de Hjulmand aos 90+4’ arrebatou três pontos difíceis nos Açores (1-2)

Prémio merecido tardou, mas chegou mesmo que 'arrancado a ferros'. A equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se aos Açores e venceu o CD Santa Clara por 1-2, este sábado à noite, na partida da 11.ª jornada da Liga.

No Estádio de São Miguel, houve emoção até ao fim, precisamente até aos 90+4’, quando um cabeceamento de Morten Hjulmand resgatou uma vitória muito suada, mas também merecida. Depois de terem entrado praticamente a perder (1-0 aos 5’), os Leões de Rui Borges dominaram por completo, criaram inúmeras oportunidades e fizeram por ir mais além e merecer mais do que o golo do empate de Pedro Gonçalves – marcou pela terceira jornada consecutiva e saiu lesionado – conseguido ainda na primeira parte.

Um triunfo – o terceiro seguido na Liga - muito importante pós-jornada europeia e imediatamente antes de mais uma pausa de selecções, rumo à qual o Sporting CP vai com 28 pontos, os mesmos que o FC Porto no topo da classificação, embora os dragões ainda tenham de disputar o seu jogo.

Em Ponta Delgada, para enfrentar um conjunto açoriano tradicionalmente exigente no seu reduto e que entrou na jornada como 11.º classificado (11 pontos), Rui Borges fez três alterações ao ‘onze’ apresentado há três dias em Turim (1-1 com a Juventus FC): Iván Fresneda, Geny Catamo e Luis Suárez voltaram à titularidade nos lugares que tinham sido de Georgios Vagiannidis, Geovany Quenda e Fotis Ioannidis.

E dificilmente podia ter sido mais penalizador o arranque da partida para o Sporting CP, que começou a perder logo aos cinco minutos – após duas jornadas seguidas sem sofrer golos. Numa bola longa, um deslize defensivo de Ousmane Diomande permitiu a Wendel Silva aproximar-se da área e com um cruzamento bem-medido encontrou Vinícius Lopes, o melhor marcador do CD Santa Clara, que atirou cruzado e a contar para o 1-0.

A formação de Vasco Matos, que não marcava há dois jogos e entrou nesta ronda como o terceiro pior ataque da Liga, entrou com eficácia máxima e colocou-se na melhor posição para demonstrar os seus principais predicados, os defensivos: então com 11 golos sofridos, era a sexta equipa menos batida.

Do outro lado, no entanto, estava o ataque mais goleador da Liga, cujo ‘carrossel’ ofensivo começou a engrenar a partir do quarto de hora, mas os estragos chegaram depois. Um cabeceamento de Suárez, a cruzamento tenso de Maxi Araújo, saiu a ‘rasar’ o primeiro poste - ainda deu a sensação de golo às bancadas - e, pouco depois, para concluir uma jogada por dentro, Pedro Gonçalves rematou de fora da área para defesa elástica de Gabriel Batista, que ainda seguraria – mais facilmente – um remate em arco de Geny. E esta fase de sentido único no jogo, com os Leões cada vez mais instalados no meio-campo adversário, estava para ficar (29%-71% em posse de bola ao intervalo) e valeu para forçar o empate pouco depois da meia hora.

Antes disso, Maxi ainda subiu à área para cabecear por cima e ‘Pote’, depois de se desmarcar na perfeição rumo à área, não conseguiu finalizar antes de aparecer um corte providencial. No entanto, à segunda, o camisola 8 não perdoou e correspondeu, de cabeça, a um cruzamento largo de Geny para fazer o justificado 1-1. Já são nove os golos assinados Pedro Gonçalves esta época, oito só na Liga, onde já está no topo da lista dos melhores marcadores – em igualdade com Vangelis Pavlidis (SL Benfica) e Pablo Felipe (Gil Vicente FC).

Mais do que isso, o Sporting CP podia ter feito quase de imediato a reviravolta. O defesa Sidney Lima tirou em cima da linha o golo a Luis Suárez, que já tinha tirado o guardião do lance e ficou em ângulo difícil, e a seguir o internacional colombiano ainda ficou perto do 1-2 mais uma vez, mas desta feita o pontapé cruzado foi sacudido por Gabriel Batista.

Por isso, foi com tudo empatado no Estádio de São Miguel que as duas equipas foram para o intervalo e para a segunda parte, para a qual Rui Borges não hesitou em trazer uma novidade: tirou o amarelado João Simões e arriscou colocando mais um avançado em campo, Fotis Ioannidis, e deixou ‘Pote’ ao comando no miolo, mas desafortunadamente não por muito tempo. Hidemasa Morita substituiu o camisola 8 (aparentemente por razões físicas) e, ao mesmo tempo, Quenda entrou por Geny para renovar a energia do lado direito.

Por esta altura, os Bicampeões Nacionais continuavam a mandar de forma inequívoca em campo, mas sem a mesma capacidade para criar claras situações de golo. Entre as principais tentativas contou-se um remate bloqueado de Suárez e outro totalmente desenquadrado – depois de fazer tudo bem na condução – e, sobretudo, um de Quenda, que saído da direita para dentro, atirou rasteiro e ao lado. Então, também o CD Santa Clara voltou a espreitar o ataque com um pontapé frouxo e à figura ensaiado por Vinícius Lopes.

Já dentro dos últimos 15 minutos, Rui Borges deu ainda mais armas ofensivas aos Leões com a entrada de Alisson Santos por Fresneda e o desejado golo voltou a estar mais perto, mas manteve-se esquivo. Depois de um pontapé de ‘ressaca’ de Luis Suárez não ter levado a direcção da baliza quando até apanhou Gabriel Batista fora de posição, o guardião brilhou minutos depois ao negar o golo a um insistente Ioannidis com uma impressionante defesa por instinto.

E o Sporting CP, que já justificava mais um golo há muito, continuou a fazer por merecer bem mais do que tinha e, antes de o relógio bater nos 90’, o avançado grego – em excelente posição na área - teve na cabeça a mais flagrante, mas também errou o alvo.

Foi então que o caos tomou conta do jogo até final e embora os Leões tenham conseguido sair da melhor forma desta maré agitada, tudo começou por piorar antes de melhorar. Um par de lances mal resolvidos fizeram soar os alertas e Brenner Lucas, depois de ter ameaçado num contra-ataque, foi travado em falta quando se preparava para encarar Rui Silva e Maxi Araújo foi expulso por vermelho directo (90’).

O momento era delicado, mas o capitão Hjulmand teve cabeça para dar um novo giro à montanha-russa de emoções e inverteu em definitivo o rumo da partida para agarrar a vitória nos Açores à última hora. Num canto cobrado à direita, o dinamarquês foi às alturas no primeiro poste e com uma cabeçada portentosa fez finalmente o 1-2 aos 90+4’ e desatou a loucura verde e branca dentro e fora das quatro linhas, que 'explodiu' em euforia.

Estava garantido um triunfo tão importante como suado num encontro que teve um final muito 'quente' e ainda acabou com mais duas expulsões, ambas do lado açoriano: Adriano por protestos - devido à decisão de arbitragem ao assinalar canto e não pontapé de baliza - e Sidney Lima por falta sobre Matheus Reis.

Custou, mas pela terceira visita consecutiva a Ponta Delgada, o Sporting CP sai da ‘ilha Verde’ com os três pontos e desta vez serviu, ainda, para rumar à pausa de selecções com um registo perfeito como visitante neste Campeonato – seis vitórias em seis jogos.

Agora, o Sporting CP só volta a jogar a 22 de Novembro (sábado, 18h00), enfrentando o AC Marinhense para a Taça de Portugal, no Estádio José Alvalade – será o primeiro de três jogos consecutivos em casa para fechar o mês de Novembro.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Alisson Santos, 76’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], João Simões (Fotis Ioannidis, 46’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 57’), Pedro Gonçalves (Hidemasa Morita, 57’), Francisco Trincão (Matheus Reis, 90+4’), Luis Suárez

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Os jogadores sabem da exigência do jogo de amanhã"

Por Sporting CP
07 Nov, 2025

Sporting CP joga em casa do CD Santa Clara para a Liga

De volta à Liga, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal desloca-se aos Açores, este sábado, para enfrentar o CD Santa Clara no jogo da 11.ª jornada. O pontapé de saída está marcado para as 19h30 (hora local), ou seja, para as 20h30 em Portugal continental.

Na véspera do encontro e antes da partida para a ilha de São Miguel, Rui Borges esteve em conferência de imprensa, na Academia Cristiano Ronaldo, para fazer a antevisão ao duelo.

Análise ao CD Santa Clara
“É uma equipa madura, que se conhece muito bem, porque a maioria dos seus jogadores e o treinador já vêm das últimas duas épocas. É uma equipa muito bem organizada e orientada. O Vasco [Matos] está a fazer um grande trabalho. Por si só, em casa é uma equipa muito competitiva e que complica a vida a qualquer adversário, e nós, na época passada, tivemos bastantes dificuldades em todos os confrontos. Têm mudado algumas dinâmicas no seu sistema inicial de jogo e, comparativamente à época passada, embora pareça não estar tão bem classificada [oitavo lugar com 11 pontos], até tem menos um golo sofrido. Vamos ter muitas dificuldades, sabemos disso e temos de estar preparados para essa exigência. Depois, temos de ser o Sporting CP que temos sido, continuando a crescer em todos os momentos de jogo. Espera-nos um jogo difícil.”

Reacção à convocatória de Rui Silva, Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Francisco Trincão por Portugal
“Acho que é natural, até pelo momento de forma de todos eles. O ‘Pote’ e o Trincão estão muito bem, o Rui ainda agora acabou de fazer um grande jogo na Champions e o Inácio tem sido muito consistente. Tem crescido imenso e acho que está mais maduro e mais líder. Era expectável que estes quatro estivessem na convocatória do míster. Não olho para a questão de descansarem ou não. Olho mais para o facto de que o Quenda também podia estar e o Simões, que está numa fase muito boa, tem demonstrado maturidade e qualidade. Acredito que estejam a ‘bater à porta’ da selecção e há-de chegar o dia deles.”

Lesão de Iván Fresneda
“Está num processo de reabilitação e ainda vamos ver qual será o tempo [de ausência] esperado.”

Futuro de Morita em final de contrato e o crescimento de João Simões
“Sabíamos disso, mas quisemos contar com ele, porque acreditamos que será um jogador muito importante ao longo da época, seja pelo que dá à equipa como atleta e como pessoa. É um jogador importante para o grupo. O Simões contou sempre como solução, independentemente do Morita. Agora, está num bom momento individual num bom momento colectivo e essa ascensão é natural. Mas no ano passado já fez bastantes jogos na equipa principal. Tem que ver com a sua capacidade.”

Momento actual da equipa e especificidade da próxima partida, a última antes da pausa de selecções
“A equipa tem dado uma resposta muito boa na qualidade de jogo, mas fisicamente também. Temos crescido nesse sentido também. Todos os jogadores têm de estar preparados e estão muito motivados, porque sabem da exigência do jogo de amanhã, nos Açores. Temos de estar focados apenas e só nisso. Sabemos que no fim da época há Mundial e os jogadores podem perder o foco para as selecções, mas para isso têm de dar o seu melhor aqui. Acredito que a equipa vai dar uma boa resposta, como tem dado nos últimos jogos.”

Ponto de situação da recuperação de Nuno Santos e potenciais implicações para a composição do plantel
“O Nuno faz de lateral e de extremo, tomara eu que seja opção a cem por cento em Janeiro, e não sairia ninguém. Por toda a resiliência que tem tido perante uma lesão difícil, tem tido essa capacidade, porque é um autêntico guerreiro. É um exemplo para todos nós e tem melhorado imenso. Está cada vez mais perto, mas há parâmetros a cumprir e está nesse caminho. Oxalá que em Janeiro possa contar com ele para me dar essa ‘dor de cabeça’, mas ficaria feliz, acima de tudo, por tê-lo.”

Ousmane Diomande não tem sido convocado para a Costa do Marfim e há CAN no arranque de 2026
“Se ficar aqui, melhor para nós, mas essas competições mexem com os jogadores. Acredito que também quer representar a sua selecção, mas não falei com ele sobre isso. Se não for, poderá ficar triste, mas se ficar, para nós, melhor, porque é um jogador importante. Mas, acima de tudo, quero vê-los felizes.”

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Vamos fazer tudo para ganhar e continuar o caminho no campeonato"

Por Sporting CP
04 Out, 2025

Sporting CP recebe SC Braga no domingo (19h15)

No Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar o SC Braga, este domingo (19h15), em partida da oitava jornada da Liga Portugal. Na véspera do encontro, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a antevisão em conferência de imprensa, onde analisou os perigos do adversário e realçou o foco único da sua equipa.

Adversário esperado
“Espero um SC Braga forte. Independentemente dos resultados menos positivos no campeonato [há cinco jornadas sem vencer], é sempre uma grande equipa. Apesar de tudo, fora de portas ainda não perdeu e é onde marca mais e sofre menos. É uma equipa que quer ser dominante - penso até que é a que tem mais posse de bola no nosso campeonato -, faz muitos cruzamentos e vive muito dos homens na largura. É uma equipa diferente da da época passada e vem moralizada pelo resultado nas competições europeias [0-2 ao Celtic FC]. Deste lado também vai estar uma equipa super-motivada, com ‘casa cheia’ e que vai fazer tudo para ganhar o jogo e continuar o seu caminho no campeonato.”

Mudanças à vista?
“Todos os jogadores estão disponíveis, e todos têm de estar preparados para jogar e para não jogar. Quem entrar vai dar uma boa resposta e a confiança da equipa técnica é igual para todos.”

Foco no jogo, apesar do clássico entre FC Porto e SL Benfica nesta jornada
“Qual é o clássico? O Sporting CP-SC Braga? Quero ganhar. Só estou preocupado com o nosso jogo, que é contra uma grande equipa e que nos colocará muitas dificuldades. Estamos no início do campeonato e, por isso, [o duelo entre rivais] não vai definir nada.”

O apoio sentido
“A crítica faz parte, não me preocupa. Sei, acima de tudo, do carinho que tenho recebido desde sempre da grande maioria dos Sportinguistas. Na rua tem sido fantástico e no estádio tem sido absolutamente incrível. O que importa é o Sporting CP ganhar. Acredito que, aos poucos, mais gente acredita no nosso trabalho. O que me move é fazer o melhor pelo Sporting CP.”

O empate (1-1) com o SC Braga na época passada
“Foi um jogo em que fomos superiores em tudo e, numa fase em que o jogo estava completamente controlado, um lance ‘deitou por água abaixo’ no resultado. Foi num cruzamento e, esta época, o SC Braga é a equipa que mais cruza e o [Leonardo] Lelo é o jogador com mais ocasiões criadas no campeonato. Temos de estar ‘ligados’ e preparados para as dinâmicas do SC Braga actual, que é completamente diferente do da época passada.”

A importância de defender bem os cruzamentos
“Não acho que seja o nosso ‘calcanhar de Aquiles’. Até acho que, para aquilo que somos em termos atléticos, e não tendo o Diomande, temos sido muito competentes. Somos uma equipa pressionante e que vai para duelos individuais. O SSC Napoli abusava e muito de cruzamentos e no único que não conseguimos anular – e até do lado contrário em que são fortes – acabámos por sofrer o segundo golo. Temos de arranjar formas de anular essa nuance com pequenos pormenores e comportamentos. É um ponto forte do SC Braga.”

Derrotas nos três jogos de maior dificuldade da época (SL Benfica, FC Porto e SSC Napoli)
“Se perder os jogos ‘grandes’ para o campeonato mas ganhar todos os outros, sou Campeão Nacional. Foram jogos muito equilibrados e acabaram por sair para o adversário. Vejam também o passado, mas isso não me diz nada. Não queríamos ter perdido, mas estamos focados jogo a jogo.”

Jogo da Taça da Liga e sobrecarga no calendário
“Os treinadores estão fartos de se queixar… Realmente, cada vez é mais forte a sobrecarga nos jogadores. Olhando para esse jogo em específico, também não dá para encaixar o jogo noutra altura. É difícil de encaixar. É esperar que o plantel esteja todo disponível nessa altura.”

Foto José Lorvão

Bilhetes esgotados para a recepção ao SC Braga

Por Sporting CP
02 Out, 2025

Ainda podem ficar disponíveis ingressos através do Gameback

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para a recepção da equipa principal de futebol ao SC Braga. Os Sportinguistas esgotaram os ingressos para esta partida e prometem mais uma vez um grande apoio no Estádio José Alvalade.

No entanto, ainda poderão ser disponibilizados ingressos através do Gameback. Os lugares em Gameback são colocados à venda nos canais oficiais do Sporting CP pelos Sócios detentores de Gamebox nesses lugares quando não podem comparecer ao jogo.

A partida, relativa à oitava jornada da Liga Portugal, está agendada para as 19h15 deste domingo, 5 de Outubro.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A atitude competitiva da equipa foi enorme"

Por Sporting CP
13 Set, 2025

Reacção do técnico ao triunfo em Vila Nova de Famalicão

Terminado jogo em Vila Nova de Famalicão, com vitória dos Leões por 1-2, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, onde salientou, acima de tudo, a atitude competitiva da sua equipa para conseguir a reviravolta.

Análise ao jogo
“Fomos muito competentes e muito intensos. Sabíamos que tínhamos de ser muito fortes nos duelos, porque é uma equipa muito forte fisicamente, que recorre muito às faltas, muito comprometida, bem organizada e com um campo difícil perante os seus adeptos. Acho que a relva também não estava muito boa, a bola ressaltava muito e perdemos muitas bolas. O FC Famalicão foi feliz numa bola parada fez o 1-0 e, antes disso, nós podíamos tê-lo feito, mas demos sempre resposta. Perdemos o discernimento em cinco minutos, perdemos bolas e deixámos o FC Famalicão entrar em transições, mas tentamos sempre corrigir e andar atrás do prejuízo. Na segunda parte fomos à procura da vitória e no momento em que íamos mexer fizemos o 1-2. Acho que fomos melhores, estivemos mais esclarecidos na segunda parte, mas a atitude competitiva da equipa foi enorme. Dentro daquilo que foi a vinda dos jogadores das selecções, era só perceber o impacto cansaço, mas disse-lhes que isso não pode existir, porque têm de estar felizes por jogar e desfrutar do jogo. A equipa mereceu esta grande vitória num campo difícil.”

A estreia de Fotis Ioannidis
“Entrou muito bem, noutra posição e teve de defender, mas esteve muito comprometido com o que pedimos. Com bola muito bem, dá ligação ao jogo interior, tem essas capacidades. Depois, mais numa zona central, a dele, esteve muito bem a segurar a bola, a procurar o espaço, a deixar a equipa respirar. Nos últimos minutos, o jogo ficou mais partido, mas controlamos bem.”

A opção por terminar o jogo com três centrais
“Apenas e só porque o FC Famalicão colocou dois avançados. Foi para tentar equilibrar naqueles últimos cinco minutos, porque passamos o jogo todo em homem-a-homem. Foi para nos salvaguardarmos, pelo cansaço, o amarelo do Inácio que podia condicionar e ganhamos mais um homem forte nos duelos, o Edu [Quaresma]. Não que o FC Famalicão que nos estivesse a criar perigo, foi só no sentido de ‘fechar’.”

Jornada complicada pós-selecções
“No jogo, a dificuldade foi o adversário, que era terceiro classificado, ainda não tinha perdido, com zero golos sofridos e sem perder em casa em 2025. A minha equipa está bem ciente do que tem de fazer em campo, mas também sabem que, às vezes, o compromisso vai ganhar jogos. Isso fez a diferença, mas nunca perdemos o nosso foco e a atitude da equipa foi fantástica. Defrontámos uma grande equipa em casa, com adeptos efusivos e que fazem a diferença, e seguimos o nosso caminho.”

A exibição de Quenda
“O Quenda fez um bom jogo. Nos primeiros jogos esteve o Geny, vínhamos de bons jogos e fui mantendo a base. Claramente, a resposta que o miúdo tem dado até a mim me tem surpreendido. No ano passado caiu um bocadinho na fase final, tem dado uma gradne resposta e não tenho dúvidas de que vai fazer uma grande época, é uma questão de esperar pelas oportunidades. O João Simões entrou dez minutos e foi espectacular, o Fotis percebeu logo a dinâmica da equipa… Tenho a sorte de liderar um grande grupo de jogadores e amigos.”

Aposta num ‘novo’ corredor direito com Quenda e Vagiannidis
“Estão claramente identificados com os princípios da equipa. O Vagiannidis deu, também, uma grande resposta física, técnica, táctica, e vinha de dois jogos na selecção. Começa a perceber melhor as dinâmicas e era esse tempo que queríamos dar-lhe para crescer com calma. Sabemos bem o jogador que temos e aquilo que procuramos. Em termos tácticos [a dupla] não muda nada, mas pelas suas qualidades individuais dão coisas diferentes à equipa. Sabemos que, neste caso, vai dar-nos mais em termos ofensivos, mais cruzamentos do que o Iván [Fresneda], que anda mais em espaços interiores e tem mais chegadas à área a cruzamentos do lado interior. O Quenda não é tão vertical como o Geny, procura, rasga mais por dentro. Temos essa variabilidade, felizmente. Dentro da estratégia percebemos qual é a melhor solução, mas importa-me perceber que estão todos ‘ligados’, o que me deixa muito feliz.”

A estreia de João Virgínia
“Deu uma resposta fantástica e passou tranquilidade à equipa. Feliz pela estreia, trabalha imenso e tem uma personalidade fantástica na ligação com o grupo.”

Terceiro jogo seguido com a equipa a começar a perder
“Não sinto que a equipa entre apática. Na Madeira foi uma bola parada, aqui também, mas importa-me frisar a atitude competitiva da equipa e perceber que, mesmo com desgaste físico, deu uma resposta fantástica depois do 1-0. Fomos à procura, mantivemos o controlo emocional e essa coesão e equilíbrio foram muito importantes para conseguir dar a volta ao resultado.”

Foto José Lorvão

Reviravolta derruba ‘fortaleza’ famalicense

Por Sporting CP
13 Set, 2025

Golos de ‘Pote’ e Luís Suárez construíram esforçado regresso às vitórias (1-2)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e bateu o FC Famalicão por 1-2, este sábado à noite, na partida da quinta jornada da Liga Portugal.

Graças a uma reviravolta feita com golos de Pedro Gonçalves (22’) e Luís Suárez (55’), os Leões de Rui Borges aproveitaram o regresso à acção pós-selecções para voltar, também, às vitórias. Foi à base de muito esforço e insistência, sobretudo, que se derrubou a ‘fortaleza’ do FC Famalicão, uma equipa que ainda não tinha sofrido golos neste campeonato, nem tinha qualquer derrota em casa neste ano civil de 2025 – dez jogos de invencibilidade no total – e que, esta noite, até se adiantou primeiro no marcador.

Desta forma, os Bicampeões Nacionais chegaram aos 12 pontos, ultrapassaram o SL Benfica (9) – com um jogo a menos – e o próprio FC Famalicão (10), igualando o Moreirense FC no segundo lugar, atrás do FC Porto (15).

Perante um ‘Fama’ que abriu a época com três vitórias e um empate, o Sporting CP teve de se reconfigurar face às recentes ausências de Rui Silva e Geny Catamo – junto ainda às anteriores de Hidemasa Morita, Ousmane Diomande, Daniel Bragança e Nuno Santos – e, além disso, Rui Borges fez mais uma mudança: João Virgínia - estreia absoluta em 2025/2026 - ocupou a baliza, enquanto Geovany Quenda e Georgios Vagiannidis, ambos sobre o corredor direito, foram titulares pela primeira vez esta época. Maxi Araújo voltou às opções após lesão e começou no banco de suplentes, tal como Fotis Ioannidis, que fez aqui a sua primeira aparição como novo jogador verde e branco – ambos entraram aos 67’.

Foi cedo que os Leões começaram a testar a solidez famalicense, primeiro à boleia de uma bola parada bem trabalhada, mas depois de servido, de cabeça, por Hjulmand, a finalização acrobática de Luís Suárez saiu por cima. De imediato, a equipa da casa respondeu através de um remate potente de Rodrigo Pinheiro que ainda sofreu um desvio e saiu disparado ao lado.

E o mesmo aconteceu à passagem do quarto de hora, com um ‘esticão’ de cada lado, mas com mais eficácia do FC Famalicão, inicialmente. Seguidamente a um cara-a-cara com o guardião Lazar Carević desperdiçado por Quenda – e gerado pelo entendimento entre ‘Pote’ e Trincão entrelinhas – o emblema nortenho, do outro lado do campo, transformou uma bola parada em golo, graças a um cabeceamento de Gustavo Sá, capitão famalicense, solto à ‘boca’ da baliza.

Mas o 1-0 não durou mais do que cinco minutos, e foi um ex-FC Famalicão a marcar pela primeira vez em 2025/2026 aos comandados de Hugo Oliveira – única equipa da Liga que ainda não tinha golos sofridos. Aos 22’, Quenda, descaído sobre a direita, encontrou a movimentação perfeita de Pedro Gonçalves com um passe a rasgar e o camisola 8, tendo já superar o último defesa, isolou-se e, com muita classe, atirou a contar entre as pernas do guarda-redes – foi o quarto golo de ‘Pote’ no campeonato.

Pouco depois, na sequência de um erro na saída de bola do FC Famalicão, os Bicampeões Nacionais até podiam ter completado a reviravolta, mas Trincão, depois de arranjar espaço para manobrar o pé esquerdo, rematou em arco e a ‘rasar’ o poste. Já Suárez ainda fez balançar as redes, porém partiu em posição de fora-de-jogo.

Nesta fase, os Leões de Rui Borges até assentaram um pouco mais o seu jogo, mas com dificuldades para progredir através de combinações perante a organização adversária. Duro nos duelos que foram ‘aquecendo’ o jogo, o conjunto da casa também não deixou de ‘espreitar’ o ataque até ao intervalo, causando mossa principalmente com cruzamentos perigosos. Numa dessas situações, o avançado Elisor elevou-se para cabecear não muito longe do alvo.

O empate seguiu para o segundo tempo, onde logo a abrir podia ter virado para o Sporting CP, não tivesse o poste negado o golo a Quenda, servido por um cruzamento rasteiro de Ricardo Mangas, ainda nos primeiros quatro minutos do reatamento. Mais tarde, na ‘ressaca’ de um canto, Trincão tentou a sua sorte de fora da área, mas sem sucesso.

Era preciso ser persistente e foi mesmo à base da insistência que o 1-2 chegou pelo ‘pé quente’ de Suárez, já com Ioannidis e Maxi Araújo prontos para entrar – e entraram mesmo, substituindo, respectivamente, Kochorashvili e Mangas, após a reviravolta. Por dentro, Pedro Gonçalves e Trincão combinaram, um remate do canhoto foi devolvido e ‘Pote’, de forma inteligente, optou por soltar para o lado, onde o avançado colombiano – vindo de um ‘póker’ na selecção – fez o desvio certeiro a bel-prazer. Terceira assistência de Pedro Gonçalves terceiro golo do reforço verde e branco na Liga, decisivos para dar vantagem definitiva ao Sporting CP no Estádio Municipal de Famalicão.

Daqui em diante, a partida ficou mais truculenta, com duelos sucessivo e até a chuva se deixou aparecer para uma recta final de muita luta. O conjunto famalicense agarrou-se, de novo, aos cruzamentos para tentar surpreender a formação verde e branca, que, no entanto, mostrou a sua versão mais trabalhadora para ‘fechar’ o jogo com sucesso.

Nesta fase mais combativa do encontro, Rui Borges ainda lançou Alisson Santos, João Simões e Eduardo Quaresma - primeiros minutos na época para os últimos dois - para ajudar a refrescar a equipa a e, com muita atenção no jogo aéreo, os três pontos seguiram mesmo de Vila Nova de Famalicão para Alvalade, sem sobressaltos de maior. Antes do apito final, em período de descontos, um brilhante lance individual de João Simões não só sacudiu a pressão adversária como ainda obrigou Carević a aplicar-se entre os postes uma última vez.

De volta à competição da melhor maneira, com o regresso aos triunfos, segue-se o regresso ao Estádio José Alvalade e logo com dois jogos consecutivos em casa para os Leões. Na quinta-feira (20h00), as noites europeias voltam a Alvalade com a recepção aos cazaques do FC Kairat - será a estreia na UEFA Champions League desta época - e na segunda-feira (20h15) o Sporting CP enfrenta o Moreirense FC em mais uma ronda da Liga.

Sporting CP: João Virgínia [GR], Geovany Quenda, Georgios Vagiannidis, Zeno Debast, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas (Maxi Araújo, 67’), Morten Hjulmand [C], Giorgi Kochorashvili (Fotis Ioannidis, 67’), Francisco Trincão (Eduardo Quaresma, 90+2’), Pedro Gonçalves (Alisson Santos, 88’) e Luis Suárez (João Simões, 88’)

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Mandámos do início ao fim"

Por Sporting CP
23 Ago, 2025

Reacção do técnico à vitória na Madeira

Após o apito final no encontro em casa do CD Nacional, vencido pelo Sporting CP por 1-4 graças a uma reviravolta na segunda parte, Rui Borges, treinador dos Leões, fez o rescaldo do triunfo – o terceiro em três jornadas da Liga – em conferência de imprensa, no Estádio da Madeira.

Análise ao jogo
“O que desbloqueou [o jogo] foi a seriedade da equipa por se manter rigorosa e perceber que ia ser capaz de dar a volta ao resultado. Foi um jogo sempre difícil, mesmo contra dez. Na semana passada, o CD Nacional, mesmo com dez jogadores, empatou [1-1 Rio Ave FC]. Às vezes não torna o jogo mais fácil, mas mais difícil, e neste caso, ainda por cima, encontrava-se a ganhar por 1-0. O CD Nacional criou-nos perigo em três lances: dois cantos e um livre. De resto, o jogo foi nosso e com várias situações de finalização. Na primeira parte faltou-nos alguma proatividade, estávamos muito reactivos. Acho que alguns jogadores sentiram o facto de jogar na Choupana e quando tinham uma acção ou duas de alta intensidade demoravam mais para recuperar. Na segunda parte melhoramos, senti a equipa mais solta e ligada. Foi um jogo em que mandámos do início ao fim. O CD Nacional foi feliz na bola parada, com mérito, porque já o era e continua a ser uma equipa forte nesse aspecto. Nós estivemos focados e tornámos a fazer um grande jogo.”

Regresso da “melhor versão” de Pedro Gonçalves?
“A melhor versão do Sporting CP: ‘Pote’, Trincão, Luís [Suárez], Geny, Quenda… A malta que entrou, entrou muito bem, como o Harder, o Quenda, e o Vagiannidis manteve a dinâmica que estávamos a conseguir ter na segunda parte pela direita. Conseguimos criar perigo e desequilíbrios. O Giorgi [Kochorashvili] também entrou muito bem por infelicidade do Morita. É a melhor versão do Sporting CP. Vejo-os focados, ambiciosos e somos uma equipa, acima de tudo, feliz a jogar. Cada um quer fazer o que de melhor faz dentro do colectivo.”

A saída forçada de Hidemasa Morita aos 32 minutos
“Sentiu um pequeno desconforto e não quisemos arriscar mais, e ele também fez-nos logo sinal. Vamos perceber qual a gravidade da lesão e perceber se é possível recuperá-lo.”

Foto José Lorvão

Reviravolta na Choupana saiu de ‘Pote’ cheio de magia

Por Sporting CP
23 Ago, 2025

Pedro Gonçalves (hat-trick) resolveu difícil visita ao CD Nacional (1-4)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal deslocou-se ao Funchal, na ilha da Madeira, e venceu o CD Nacional por 1-4, este sábado, em encontro relativo à terceira jornada da Liga. E três é o número, também, de vitórias neste arranque perfeito dos Leões de Rui Borges, que no pitoresco Estádio da Madeira, contudo, tiveram de ir ao fundo do ‘Pote’ para resolver um duelo que começou da pior maneira.

Aos três minutos, os madeirenses adiantaram-se no marcador na sequência de um pontapé de canto e só na segunda parte, com pontaria a condizer perante um CD Nacional reduzido a dez (desde os 37’), é que a reviravolta ganhou forma. E Pedro Gonçalves foi o líder dessa revolução, tendo influência nos quatro golos Leoninos: marcou os primeiros dois golos da reviravolta, assistiu Conrad Harder para o 1-3 e, ao completar o hat-trick, foi o responsável também por fechar as contas. Uma partida bem mais complicada do que o resultado final aparenta, mas cujos custosos três pontos lançam os Leões de Rui Borges para o clássico em Alvalade com um arranque cem por cento vitorioso na Liga.

Perante o conjunto insular de Tiago Margarido, ainda com apenas um ponto somado nestes primeiros passos em 2025/2026, Rui Borges manteve a aposta no ‘onze’ inicial apresentado diante do FC Arouca (6-0), isto é, Rui Silva, Iván Fresneda, Zeno Debast, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas, Morten Hjulmand – cumpriu o jogo 100 de Leão ao peito -, Hidemasa Morita, Geny Catamo, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves e Luís Suárez foram os titulares também neste final de tarde ensolarado na Choupana.

Vestidos com o novo equipamento alternativo e sob o apoio dos muitos Sportinguistas presentes nas bancadas, os Leões até podiam ter criado muito perigo nos primeiros segundos, mas Suárez só não se isolou porque caiu por terra no derradeiro corpo a corpo - sem falta, considerou a equipa de arbitragem.

Já o CD Nacional não podia ter pedido um início com melhor aproveitamento: a primeira subida ao ataque dos alvinegros deu em pontapé de canto e a sua cobrança resultou em golo com apenas três minutos decorridos. Ao segundo poste, Léo Santos correspondeu ao cruzamento de Liziero, cabeceou colocado para o 1-0 e obrigou o Sporting CP, que ainda não tinha sofrido qualquer golo no campeonato, a esforços redobrados desde muito cedo.

Após o revés, os Bicampeões Nacionais imprimiram de imediato uma outra velocidade no seu jogo e tiveram chances para fazer o empate ainda nos primeiros dez minutos, mas Suárez – muito procurado inicialmente – finalizou desenquadrado um desvio na área e, pouco depois, ‘Pote’ atirou com estrondo à barra no que poderia ter sido um grande golo.

Depois desta fase de maior cerco verde e branco, o conjunto madeirense – cada vez mais atento aos contra-ataques - tentou dividir mais o jogo. O Sporting CP, ainda assim, monopolizou a posse de bola (30%-70% ao intervalo) e continuou a chegar a zonas de finalização, porém de forma mais espaçada e com menos pontaria também: Geny, em boa posição, rematou frouxo para as mãos de Lucas França e, posteriormente, nem Trincão, de primeira e de pé direito, nem Pedro Gonçalves, em arco, conseguiram acertar na baliza.

Mas as possibilidades Leoninas viriam a aumentar, teoricamente, na recta final da primeira parte, quando o CD Nacional ficou reduzido a dez unidades, embora sem efeitos prácticos imediatos. Por esta altura, já Giorgi Kochorashvili tinha saído do banco para substituir Morita - limitado fisicamente - e o reforço georgiano acabou por sofrer uma falta dura, à entrada da área, que resultou no segundo amarelo e expulsão de Pablo Ruan. Na bola parada, em força, Debast não superou a barreira.

Mas mais claras ainda foram as oportunidades que Hjulmand e ‘Pote’ tiveram para empatar antes do intervalo, porém o capitão, na ‘cara’ do golo, cabeceou ao lado, enquanto o 8 dos Leões ainda provocou a sensação de golo nas bancadas, mas o remate transviado também não visou o alvo. Com alguma falta de eficácia Leonina à mistura, a desvantagem mínima no marcador vigorou mesmo, embora não sem que antes um livre do CD Nacional – com Liziero também na cobrança – tenha deixado um aviso por Matheus Dias, que surgiu solto e cabeceou por cima.

Era imperativa uma resposta dos comandados de Rui Borges e esta chegou rapidamente no arranque da segunda parte, aos 53’, com uma belíssima jogada colectiva culminada com um forte pontapé de Pedro Gonçalves na área – foi o seu primeiro golo em 2025/2026. Tudo começou numa esforçada recuperação ofensiva de Trincão, que soltou para uma boa combinação de Geny e Fresneda antes de Luis Suárez, com classe, deixar a bola de calcanhar e ‘redondinha’ para a finalização certeira. E foi nesta baliza, com o oceano Atlântico a perder de vista por trás, que os Leões afinaram a sua pontaria para vencer, especialmente ‘Pote’.

Alcançado o 1-1 e com o adversário menorizado pela expulsão mas muito apoiado por uma fervorosa bancada (4394 espectadores), o Sporting CP ‘agarrou’ a partida – sempre disputada na metade insular - e ganhou nova energia com as entradas de Geovany Quenda e Georgios Vagiannidis para as alas. E o lateral grego só não teve impacto imediato porque num lance que protagonizou e acabou em golo de Suárez – após muita insistência – o VAR descortinou a sua posição em fora-de-jogo na parte final e invalidou o 1-2.

Foi preciso continuar a procurar o golo da reviravolta e, já com Conrad Harder preparado para entrar, Pedro Gonçalves voltou a aparecer para ser decisivo à entrada para os últimos 15 minutos. Depois de ‘serpentear’ da esquerda para dentro, encheu o pé e, rasteiro, atirou a contar para o fundo das redes, apontando o 1-2 que finalmente soltou a festa verde e branca nas bancadas.

Mas quando o mais difícil parecia conseguido, o CD Nacional ainda teve forças para assustar os Leões, novamente de bola parada, com Lucas João, entrado durante o segundo tempo, a surgir à ‘boca’ da baliza para cabecear por cima. Um susto, no entanto, superado da melhor maneira, porque deu lugar rapidamente à tranquilidade. Isto porque Harder entrou mesmo – por Geny – e deixou a sua marca no jogo. A cruzamento tenso e rasteiro de ‘Pote’, o jovem dinamarquês foi ao chão com tudo para fazer o desvio letal, fixar o 1-3 aos 83 minutos e praticamente garantir os suados três pontos na Madeira.

Pouco depois, o Sporting CP ainda teve uma ocasião clamorosa para voltar a aumentar a vantagem, mas Luís Suárez, com tudo para marcar, preferiu oferecer o hat-trick a ‘Pote’ e acabou por permitir o corte a um defesa adversário. Não foi desta, mas foi a seguir, já em período de descontos, que o 1-4 se desenhou e também pelos pés de Pedro Gonçalves, que novamente em ‘zona de tiro’, à entrada da área, rematou sem hipóteses de defesa para Lucas França – o passe foi, novamente, do avançado colombiano. Foi o melhor ponto final numa exibição absolutamente determinante do camisola 8 para dar a volta ao ‘texto’ na Choupana e levar a bola do jogo para casa.

São já 22 jogos consecutivos sem perder na Liga sob a liderança de Rui Borges (ainda invicto) – registo acumulado da edição anterior – e a supremacia verde e branca sobre o CD Nacional também continua intacta: os Leões venceram sempre nas suas últimas quatro deslocações à Choupana, onde não perdem desde 2011 e não empatam desde 2016.

Assim, é com pleno de nove pontos no arranque da Liga que, agora, o Sporting CP parte para o clássico da próxima jornada, diante do FC Porto, no Estádio José Alvalade.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Georgios Vagiannidis, 64’), Zeno Debast, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas (Geovany Quenda, 64’), Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Giorgi Kochorashvili, 32’), Geny Catamo (Conrad Harder, 77’), Francisco Trincão, Pedro Gonçalves, Luís Suárez

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