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Foto Isabel Silva

Rui Borges: "O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar"

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Treinador analisou último jogo da Liga em conferência de imprensa

Terminada a edição 2025/2026 do Campeonato, Rui Borges, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa para analisar vitória final sobre o Gil Vicente FC (3-0), nem como para fazer um balanço do desempenho global da equipa, que ficou no segundo lugar e, por isso, estará na próxima fase de qualificação para a UEFA Champions League.

Análise ao jogo
“Foi uma grande primeira parte nossa, dominadora, sem deixar o Gil Vicente FC ter sucesso com bola. Estivemos muito bem, com bons timings de pressão e reacções e chegámos aos golos com naturalidade, e até podíamos ter feito mais um. Na segunda, o adversário tentou ser mais pressionante, teve uma ou duas aproximações, mas depois conseguimos controlar o jogo com bola e fizemos o 3-0 na parte final. Merecido, até pelas oportunidades que criámos na primeira parte.”

Despedidas de Quenda e Morita
“Triste porque são dois grandes jogadores. O Quenda está no início da sua carreira, que será sem dúvida muito boa. Em pouco tempo deu e marcou muito, e desejo-lhe a maior sorte do mundo. O Morita é um jogador diferente e, pessoalmente, sou um grande admirador - já o era e sou ainda mais. Aprendi muito e estou triste por vê-lo partir porque é um jogador maravilhoso, mas feliz por tudo o que deu ao Sporting CP. Ter sido meu jogador é algo que jamais vou esquecer, pela sua qualidade futebolística e humana. Vai ser sempre alguém especial para mim e, como ficou explícito, para os Sportinguistas. Fica alguma tristeza, mas o mundo do futebol é isto. Uns vão e outros virão para continuar a marcar a História do Sporting CP.”

Segundo lugar conseguido
“Dentro dos objectivos possíveis, dá algum valor àquilo que foi a nossa época. Era o mínimo que merecíamos pela capacidade e qualidade demonstrada ao longo de todo o tempo. Não são 15 dias menos bons que apagam a época extraordinária feita. A equipa deu mais uma resposta clara quanto à força deste grupo, mesmo com jogadores condicionados. O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar e temos, ainda, uma final da Taça de Portugal para disputar.”

A chegada confirmada de Rodrigo Zalazar
“Fez uma grande época a nível interno, internacional e possivelmente vai estar no Mundial. Vai dar-nos muitas soluções nas nossas dinâmicas, porque é acima da média em termos futebolísticos e é muito competitivo, com uma ambição enorme, à imagem do grupo e do Sporting CP. Espero que tenha um futuro muito feliz, dentro daquilo que tem sido. Foi uma oportunidade que tivemos, em relação a um jogador que queríamos muito.”

Balanço da Liga
“Uma pessoa aprende sempre. O FC Porto foi mais competente do que nós, ponto final. Nós fizemos os mesmos pontos da época passada, onde fomos Campeões e isso não chegou. Tinha dito que não chegava fazer o mesmo e foi a demonstração. O grupo fez um grande campeonato, mas alguém fez um campeonato extraordinário. Podíamos ter feito melhor nalguns momentos, mas não o fomos. Faz parte do meu crescimento como treinador, mas muito orgulhoso pelo meu trajecto no Sporting CP. Felizmente, só não consegui disputar uma final, a da Taça da Liga, mas temos estado em todas as decisões.”

Balanço da época na globalidade
“Fizemos de tudo para ser campeões, em alguns momentos não conseguimos e, por isso, temos de tentar melhorar. Estamos na final da Taça, só não conseguimos ir à final da Taça da Liga, fomos aos ‘quartos’ da Champions e estivemos na luta até ao fim pelo Campeonato. Isso mostra bem o espírito, a ambição e a grandeza deste grupo.”

Importância do encaixe da Champions
“Sou muito frio em relação ao mercado. Vou ter um plantel com vários jogadores capazes para tornar o Sporting CP forte e competitivo novamente. É isso que desejamos e é para isso que vamos trabalhar.”

Regresso de Hjulmand e Vagiannidis após lesão
“Recuperou, eu ontem já tinha dito que estava a treinar no campo. É um grande capitão e quis dar a cara, mesmo com dor, tal como o Vagiannidis, que fez um grande jogo. É este Vagiannidis que queremos. Acredito que depois deste ano de alguma adaptação fará uma grande época no próximo ano. O Zeno [Debast] tem um problema, mas se a selecção e o atleta entendem que ainda pode dar o seu contributo é uma decisão deles.”

Palavras trocadas com Morita na saída de campo
“Só obrigado por tudo em que nos ajudou. É uma delícia vê-lo jogar. É uma grande referência para o grupo, os colegas têm um respeito enormíssimo por ele.”

Jogadores que mais evoluíram tacticamente durante a época
“Acho que todos eles, mas talvez o Maxi tenha crescido muito na sua posição, o Trincão, que talvez foi o que mais cresceu tacticamente, porque nalguns momentos tem tarefas diferentes. O Iván Fresneda fez uma grande época e o Geny também, mais maduro.”

Ponto de situação clínico de Fotis Ioannidis
“Pode ser solução para a final.”

Final da Taça de Portugal em perspectiva
“É o meu único foco: ligar a equipa e prepará-la para a exigência do jogo. Lembrar que começamos esta Taça em Paços de Ferreira, onde só ganhámos no prolongamento contra uma equipa que está a lutar para não descer na II Liga. Agora, vamos jogar contra uma equipa que está a lutar para subir. Máximo respeito, concentração e exigência para a final da Taça.”

Foto Isabel Silva, João Pedro Morais, José Lorvão

Leão voraz e controlador agarrou segundo lugar da Liga

Por Sporting CP
16 maio, 2026

Triunfo sólido sobre o Gil Vicente FC (3-0) na despedida de Alvalade

No fecho da Liga 2025/2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 3-0, este sábado à noite, em partida referente à 34.ª e última jornada.

Chegados ao último jogo da época no Estádio José Alvalade (48204 espectadores), os Leões de Rui Borges só dependiam de si para assegurar o segundo lugar - e respectivo acesso à fase de qualificação da próxima UEFA Champions League - e cumpriram a missão com total segurança. Ficou tudo praticamente resolvido numa primeira parte de domínio absoluto, graças a dois golpes de eficácia de Eduardo Quaresma e Luis Suárez, que selou o estatuto de melhor marcador da Liga (28 golos). Já o marcador só ficou fechado no último lance do jogo, quando Morten Hjulmand assinou o 3-0 final.

Do outro lado esteve uma das grandes revelações desta Liga, um Gil Vicente FC ainda em busca de igualar a sua melhor classificação de sempre (quinto lugar) e tentar o apuramento europeu – lugar e vaga conquistadas pelo FC Famalicão. Em Alvalade, para fazer face aos galos de César Peixoto, uma das equipas que tirou pontos ao Sporting CP na primeira volta (1-1) mas que chegou ao derradeiro embate com apenas duas vitórias nas 11 jornadas anteriores (4E 5D), Rui Borges fez três alterações ao último ‘onze’ verde e branco: Georgios Vagiannidis, Morten Hjulmand - ambos após lesão - e Geny Catamo regressaram à titularidade, ocupando os lugares que em Vila do Conde tinham sido de Ousmane Diomande (suspenso), Daniel Bragança e Luís Guilherme.

Antecedendo o último ‘O Mundo Sabe Que’ em casa e o apito inicial, Hidemasa Morita - termina contrato - e Geovany Quenda - ruma ao Chelsea FC após época de empréstimo - foram ovacionados na sua despedida de Alvalade. Já com a bola a rolar, o Sporting CP entrou intenso, dominador e o capitão Hjulmand teve nos pés a primeira chance logo nos instantes iniciais mas, em zona frontal, atirou ao lado.

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O ritmo baixou a seguir, mesmo com os Leões sempre no controlo, mas tiveram na bola parada o melhor tónico. À passagem do quarto de hora, Pedro Gonçalves bateu o canto para o segundo poste, onde Eduardo Quaresma se elevou e cabeou – imperial – para o fundo das redes, desbloqueando o marcador com o 1-0. Foi o segundo golo do defesa na Liga e na temporada.

Já o 2-0 esteve à vista pouco depois e, também, na sequência de bola parada: com persistência, Suárez ganhou a linha e serviu Hjulmand na pequena área, cujo desvio esbarrou nos reflexos de Dani Figueira. Impediu o golo, mas o Sporting CP não parou de crescer na partida. A mobilidade e as combinações dos atacantes Leoninos causaram estragos crescentes e, entre cruzamentos sucessivos e aproximações cada vez mais perigosas, continuou a ‘cheirar’ a golo em Alvalade.

‘Pote’, com um remate em jeito, ficou realmente perto, porém teria de ser à ‘bomba’ e pela pontaria do melhor marcador do Campeonato para materializar o 2-0. Morita, em incursão ofensiva, conseguiu amortecer para a chegada de Luis Suárez e o colombiano, à entrada da área, encheu o pé e atirou a contar pela 28.ª vez nesta sua época de estreia na Liga – 37 em todas as competições.

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Estas duas ‘dentadas’ de Leão que fizeram toda a diferença até ao intervalo, embora, até lá, os dois guarda-redes ainda tenham sido chamados à acção. Primeiro, Dani Figueira saiu da sua área com tudo para impedir que Vagiannidis ficasse isolado e, a seguir, na resposta dos galos – inofensivos até então – Rui Silva aplicou-se para sacudir um pontapé de fora da área de Luís Esteves.

Durante o intervalo, celebrou-se o sucesso das modalidades no relvado, onde estiveram as equipas Leoninas de basquetebol (Taça Hugo dos Santos) e de voleibol (Campeonato Nacional) para recolher muitos aplausos e brindar os Sportinguistas com as mais recentes conquistas.

No reatamento do jogo, o emblema de Barcelos entrou mais afoito e até foi o primeiro a ameaçar, outra vez um tiro exterior de Luís Esteves e de novo com resposta à altura de Rui Silva entre os postes. Ainda assim, do outro lado, um bom trabalho de Suárez deixou Francisco Trincão com tudo para marcar, não tivesse aparecido um corte in extremis de Jonathan Buatu na área.

Serviu de amostra inicial para a toada mais repartida em que entrou o jogo, mas os Leões mantiveram-se portadores do perigo real. Pouco depois da hora de jogo, com mais espaço para explorar devido à subida de linhas do Gil Vicente FC, Trincão chegou a ‘carreira de tiro’ e atirou em força para uma defesa muito apertada de Dani Figueira.

Com o avançar dos minutos, emergiu a versão mais controladora do Leão para evitar quaisquer surpresas nesta derradeira jornada de decisões e Rui Borges começou por fazer três substituições de uma assentada. Entraram Daniel Bragança, Luís Guilherme e Geovany Quenda e saíram Pedro Gonçalves, Geny Catamo e Morita, o qual recebeu uma enorme ovação em noite de despedida daquela que foi a sua casa desde 2022/2023.

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O Sporting CP, que ainda contou com as entradas de Ricardo Mangas e Salvador Blopa, tomou conta da bola até final e poucas mais ocasiões surgiram. No entanto, ainda houve tempo, para festejar mais um golo em Alvalade. Já em período de descontos, o capitão Hjulmand foi à área contrária e com um remate em arco deu o melhor fim a esta última partida em casa e da Liga.

Fechada a prova com a terceira vitória consecutiva, os Leões totalizaram os mesmos 82 pontos da época passada, desta vez menos seis que o FC Porto e mais dois que o SL Benfica. Descida a cortina na Liga 2025/2026, é no Jamor que o Sporting CP - pela terceira vez consecutiva - coloca o fim na temporada e com a derradeira hipótese de sair com um troféu: a Taça de Portugal. Numa final agendada para o dia 24, domingo (17h15), no Estádio Nacional, os Leões vão enfrentar o SCU Torreense, emblema da II Liga.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Salvador Blopa, 90’), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 73’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 73’), Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73’), Francisco Trincão (Ricardo Mangas, 90’), Luis Suárez

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Um Sporting CP exigente consigo mesmo"

Por Sporting CP
10 maio, 2026

Leões visitam o Rio Ave FC esta segunda-feira (20h15)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal viaja esta segunda-feira até Vila do Conde, onde defronta o Rio Ave FC em jogo da 33.ª e penúltima jornada da Liga Portugal. 

Rui Borges falou aos jornalistas na sala de conferências de imprensa da Academia Cristiano Ronaldo e sublinhou a necessidade de, nesta recta final, criar “exigência individual e colectiva” para alcançar os objectivos ainda em disputa.

Análise ao Rio Ave FC
“Acima de tudo, temos de ser um Sporting CP exigente consigo mesmo. Perceber que ainda estamos na luta pelo segundo lugar, temos três jogos para acabar a época e uma final da Taça de Portugal para disputar. É muito importante criar essa exigência individual para levar de vencida um Rio Ave FC que, apesar de nos últimos jogos não ter conseguido os melhores resultados, tem feito uma segunda volta muito boa. 
É uma equipa com a manutenção garantida, que não tem nada a perder, e que acrescentou bons jogadores no mercado de Janeiro, jogadores que lhe têm dado esse crescimento tanto no processo defensivo quanto no processo ofensivo. É uma equipa muito forte em contra-ataque, muito física e competitiva. 
Vamos ter dificuldades com toda a certeza. Pessoalmente, gostei muito de ver o Rio Ave FC em muitos jogos, porque cresceu claramente em relação à primeira volta. Espera-nos um jogo difícil, mas volto a dizer: temos de criar exigência individual e colectiva neste final de época, até porque ainda temos objectivos a cumprir.”

Mercado
“Nos últimos dias, fala-se mais do mercado do que de outra coisa. Não vou falar dos jogadores de outros clubes. Tenho três jogos pela frente, estou na disputa por objectivos claros. Parece que estamos em Junho ou Julho, não tem lógica dar a minha opinião sobre quaisquer jogadores, porque estou muito focado no nosso objectivo.
É natural que perguntem, mas são jogadores que estão noutros clubes e não sabemos o futuro em relação a saídas, quanto mais a entradas. Pessoalmente, estou muito focado nos últimos três jogos, que ainda nos dão muita coisa, e nós não nos podemos descuidar. Já nos descuidámos o suficiente. Estou focado naquilo que temos para conquistar.”

Desafios de liderança num balneário
“Em clubes grandes, a dificuldade está muito ligada à gestão diária de tantos seres humanos. Não apenas jogadores, mas staff e tudo o que envolve uma equipa de futebol. Saber gerir egos de jogadores com carreiras que falam por si às vezes é bastante difícil. (…)
Por isso digo tantas vezes, quando falo do meu, que o maior ganho que um treinador pode ter é olhar para o grupo e sentir que todos se respeitam e revêem qualidade uns nos outros. Cada um, à sua forma, acrescenta algo, e todos acreditam no potencial de todos. Ninguém se sobrepõe ou tenta fazê-lo. Enquanto Sporting CP, tenho a felicidade de ter um grupo que se respeita muito, isso é muito importante e parte também do trabalho da equipa técnica. 
(…) Em termos técnicos, há muitos treinadores bons, mas ganhar o respeito dos jogadores, para conseguir fazê-los acreditar e trazê-los para ti é a grande dificuldade de um treinador, hoje em dia. Se eles não confiarem em ti, por melhor treinador que sejas, não adianta: a mensagem vai entrar e passar. O maior desafio é conseguir, porque todos eles são diferentes, cativá-los de alguma forma. Às vezes, e faz parte, não é possível fazê-lo.”

Análise à temporada de Diogo Travassos
“Tem feito uma grande época e tudo indica que terá de se apresentar no Sporting CP no início da próxima temporada. A minha promessa é essa. Uma época com golos, assistências… tem feito muitos jogos a ala, uma posição que não é a sua de raiz, e teve duas épocas muito boas na Primeira Liga, importantes para ganhar consistência. Tem esse mérito e teve a capacidade de ganhar o direito de estar connosco.”

Renovação de Daniel Bragança
“O Dani é um capitão, um líder, importante no grupo e tem contrato com o Sporting CP. A sua renovação não passa pelo treinador apenas. Há direcção e jogador também, muitos factores têm de se conjugar. 
Agora, é um jogador de quem todos gostamos e que queremos ter no plantel. Contamos com ele para a próxima época, tão simples quanto isso. A renovação, a seu tempo, veremos se acontece ou não.”

Gerir rumores de mercado com objectivos até final da temporada
“Pedir exigência, foco, rigor, profissionalismo. Nestes últimos 15 dias, a maior dificuldade é manter ligada uma equipa que esteve a lutar por tudo e que sabe que já não pode ser campeã. Numa fase de grande desgaste mental, ainda mais do que físico, mantê-los no mesmo ritmo e com o mesmo rigor é um grande desafio.
É natural que a motivação tenha caído um pouco depois daqueles resultados menos positivos. Também eu estou desgastado de tantas conferências, de tantas viagens. Por mais que gostemos do nosso trabalho, são muitos meses num nível de exigência máxima e é natural que, não conseguindo alterar o nosso maior objectivo, eles sintam isso.  
O segundo lugar é importantíssimo para nós e eles sabem disso. Até para eles, individualmente, acredito que seja difícil sentirem a energia a 100%. Não sei se é possível, mas tem de andar lá perto, pelo menos, para conseguirmos atingir ainda os nossos objectivos.”

Atenção ao aspecto físico em futuras contratações
“Nós temos sempre em atenção o aspecto físico, em relação a qualquer contratação. São todos estudados a fundo e se calhar esse é até o primeiro parâmetro. Mas há coisas que não controlamos, é impossível. Acredito que no futuro, os clubes possam ter 50 jogadores, àquilo que é a quantidade de jogos. 
Dadas as lesões traumáticas, ficámos ‘apeados’ em momentos decisivos, mas o Sporting CP não tem capacidade financeira para ter 50 jogadores de nível idêntico. Agora, naquilo que conseguimos controlar, todos os dados físicos de qualquer jogador que entra no Clube são passados a pente fino logo num primeiro momento.”

Futuro plantel
“É natural que a classificação para a UEFA Champions League possa mudar algo, porque a parte financeira conta e não se pode fugir isso. Mas revolução ou não, isso é o mercado que vai ditar. Temos todos os jogadores, com excepção do [Hidemasa] Morita, com contrato. Há jogadores que talvez pretendam dar um rumo diferente à sua carreira, mas não vão sair só porque sim. Todos têm cláusula, por isso o mercado ditará. 
Nós temos um plantel definido à minha imagem, que se vai ajustando conforme saídas, numa posição ou noutra. Estamos sempre atentos e precavidos, graças ao trabalho que é feito pelo scouting.”

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A equipa demonstrou a sua qualidade"

Por Sporting CP
04 maio, 2026

Treinador reagiu no Auditório Artur Agostinho à goleada

No final do encontro com o Vitória SC, Rui Borges, treinador dos Leões, analisou o triunfo expressivo (5-1) em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho.

Análise geral à exibição rubricada pela equipa
“Entrámos até nervosos, mas nas primeiras situações de finalização que temos fizemos dois golos. Depois, fomos crescendo, ganhando confiança, criando oportunidades claras e fazendo golos aqui e ali. Acaba por ser um resultado justo até pelas oportunidades que tivemos. A equipa demonstrou a sua qualidade e voltou ao seu normal na parte competitiva e na mentalidade. Fizemos um grande jogo.”

100 jogos de Eduardo Quaresma no Clube
“Significa crescimento no seu clube e com mais regularidade, também. Tem feito bastantes jogos, em quantidade e com qualidade, acima de tudo. Tem crescido nesse aspecto, estou feliz por vê-lo atingir essa marca, que atinja mais e ainda vai ajudar muito o Sporting CP no futuro.”

Continuidade de Daniel Bragança
“Tem contrato com o Sporting CP e está feliz aqui, como é demonstrativo em campo. Ele sabe muito bem qual é a confiança que tem do treinador, que é total, e também da estrutura.”

Luta pelo segundo lugar
“Estou preocupado em ganhar os nossos jogos, fazer a nossa parte para conseguir ficar no segundo lugar. É esse o meu foco e, depois, temos a final da Taça, e queremos muito ganhar esse troféu. Seja o primeiro, segundo ou terceiro lugar, todos os lugares são ganhos com mérito.”

Da intranquilidade inicial à confiança ganha
“Acho que nos primeiros dez minutos notou-se que a equipa estava um bocadinho tensa. Depois, fomos ganhando confiança e a partir do 2-0 fomos crescendo. A equipa ficou mais confortável e isso notou-se individualmente também. O Maxi, por exemplo, não entrou muito bem, foi crescendo e acabou muito bem. Criámos várias oportunidades depois do 2-0 com mérito, qualidade e com essa confiança que fomos ganhando. Vínhamos de dois jogos que não foram bem conseguidos da nossa parte e isso acaba por mexer connosco, é natural. Fomos melhorando e fizemos um bom jogo.”

Substituições de Morita e Geny Catamo
“Estavam os dois um pouco desconfortáveis e, por isso, tiramo-los.”

Impacto do regresso de Gonçalo Inácio
“Tal ocmo já disse do Dani, o Inácio queria estar com a equipa e isso demonstra o líder que é. Sabia que não era o melhor momento da equipa, queria dar a cara e isso diz bem dos meus capitães de equipa. Fez um grande jogo, saiu porque estava a sentir-se desconfortável, mas é de enaltecer a sua resiliência.”

Possível regresso de Fotis Ioannidis para breve?
“Espero vê-lo antes do fim [da época], nem que seja na última jornada ou na final da Taça. Difícil, um bocadinho como o Morten [Hjulmand].”

Aposta recorrente nesta dupla de meio-campo na ausência de Hjulmand
“Morita tem feito uma grande época e o Dani também desde que voltou. Dão-nos muita qualidade com bola e são os que estão no melhor momento. Nunca fogem da bola e do jogo, mesmo sob pressão, e passam essa confiança para a equipa.”

Importância de voltar a ter semanas ‘limpas’ para treinar
“É muito, muito, importante. Entrámos nestas últimas três semanas que já serão normais e espero que a equipa demonstre uma outra energia, aquela que demonstramos ao longo de toda a época. É importante o tempo, poder respirar, estar com a família… Estamos no final de época, tudo desgasta e, por isso, as próximas semanas ajudam.”

Palavras de Hjulmand em vídeo publicado pelo Sporting CP
“Muito importante. É o nosso capitão, também sente muito a impossibilidade de estar com o grupo e achou que podia ajudar assim, não só para o grupo mas também para os adeptos. Estes 15 dias não apagam os meses fantásticos que fizeram até aqui.”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Com muita audácia e eficácia para voltar em grande aos triunfos

Por Sporting CP
04 maio, 2026

Versão demolidora reencontrada diante do Vitória SC (5-1)

De volta ao Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting CP bateu o Vitória SC por 5-1, esta segunda-feira à noite, no jogo que fechou a 32.ª e antepenúltima jornada da Liga.

Para voltar ao caminho dos triunfos, três jornadas depois, os Leões de Rui Borges souberam ser audazes e, também, eficazes para ‘dinamitar’ rapidamente uns arrojados vimaranenses. Nos primeiros 45 minutos, o Sporting CP já se tinha reencontrado com a sua melhor versão, saindo a vencer por 3-0 e, depois, continuou a aproveitar o ‘filão’ no ataque à profundidade para chegar sem resposta à ‘mão cheia’ de golos, assinados por Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Maxi Araújo, Luis Suárez e Luís Guilherme.

Desta forma, a formação verde e branca aproveitou o empate do rival directo em Vila Nova de Famalicão para ‘colar-se’ ao SL Benfica na classificação (76 pontos), embora as águias continuem no segundo lugar fruto da vantagem no confronto directo.

Para enfrentar o sétimo classificado, um conjunto orientado por Gil Lameiras e que chegou moralizado após duas vitórias consecutivas e um total de quatro jogos sem perder (3V 1E), Rui Borges operou duas alterações ao ‘onze’ apresentado diante do CD Tondela (2-2): Gonçalo Inácio - após dois jogos de fora por lesão - regressou e saltou para a titularidade e Francisco Trincão também voltou a ser opção inicial, saindo Georgios Vagiannidis e Geovany Quenda para o banco de suplentes.

Antes do apito inicial, o relvado de Alvalade foi palco de homenagens. Rita Fontemanha, que teve direito a ‘corredor de honra’ por parte do plantel das Leoas, encerrou oficialmente a sua carreira de futebolista após dez temporadas consecutivas de Leão ao peito e, depois, Eduardo Quaresma assinalou a marca atingida de 100 jogos ao serviço do Clube. Já durante o intervalo foi a vez de as bancadas – 32439 espectadores presentes - aplaudirem as equipas de hóquei em patins (Taça de Portugal) e de ginástica rítmica (Campeãs Nacionais) e suas respectivas conquistas recentes.

Iniciada a partida, o Vitória SC começou por tomar conta da bola e até fez o primeiro remate enquadrado, mas o Sporting CP trouxe a lição bem estudada e uma jogada de ‘laboratório’ - executada de forma exemplar - bastou para fazer o 1-0, logo aos nove minutos. ‘Pote’, na cobrança de um livre frontal, limitou-se a picar a bola para a entrada ao segundo poste de Luis Suárez, que junto à linha final tocou para dentro da área e, completamente sozinho, o capitão Gonçalo Inácio correspondeu de cabeça para a emenda fatal. Tudo bem feito e o proveito foi total, mas não ficou por aqui, apesar dos condicionamentos criados pelos pressionantes vimaranenses.

Aos 24’, o 2-0 chegou com eficácia máxima e novamente em grande estilo. Depois de Francisco Trincão, Suárez e Hidemasa Morita terem combinado ao primeiro toque e sem deixar a bola cair, o japonês ainda isolou Daniel Bragança com mestria e a finalização também foi à altura. No frente-a-frente com Charles, o médio formado em Alcochete fez um ‘chapéu’ bem medido para voltar a pôr Alvalade a festejar.

E se a pontaria parecia desde logo reencontrada, laivos das melhores qualidades ofensivas dos comandados de Rui Borges voltaram a vir ao de cima. Assim, menos de dez minutos depois, o 3-0 esteve à vista e por duas vezes. Bragança teve nos pés uma grande chance, mas ‘estatelou’ a bola no guardião depois de ter tirado dois adversários do caminho com classe, enquanto, logo a seguir, Trincão tentou fazer um novo ‘chapéu’ a Charles e viu a bola sair muito perto do poste, mas ao lado.

Golpes sucessivos que a equipa de Guimarães, no entanto, não sentiu e continuou a mostrar-se afoita – e a expor-se defensivamente, também. Além de ter continuado a ter mais bola (45%-55% ao intervalo), também ameaçou mais seriamente a baliza de Rui Silva, que teve de se aplicar para fazer duas defesas – a segunda, enorme - a remates venenosos de Miguel Nogueira a partir da meia-direita.

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Os Leões responderam de imediato com uma transição rápida que tinha tudo para ser mortífera, mas Suárez, que acertou muito mal na bola, não conseguiu dar a melhor conclusão ao contra-ataque conduzido a alta velocidade por Geny Catamo. O espaço existente nas costas do Vitória SC continuou apetecível e, à segunda, o Sporting CP aproveitou mesmo - uma constante - para fazer o 3-0 já em período de compensação.

Zeno Debast encontrou a desmarcação de Maxi Araújo na profundidade pelo corredor central e o uruguaio, chegado à área, ainda ‘sentou’ o último defesa antes de finalizar com muito sangue-frio. O golo, inicialmente, foi anulado por fora-de-jogo, mas com o auxílio do VAR a decisão foi revertida, valeu mesmo e deu o melhor fim a uma primeira parte de muita audácia. E a segunda não seria muito diferente.

O reatamento do encontro, que trouxe Luís Guilherme em vez de Morita do lado verde e branco, até foi repartido e o Vitória SC contou com a primeira ocasião soberana de golo, desperdiçada por Diogo Sousa já na cara de Rui Silva. Quem não tremeu no cara-a-cara, pouco depois, foi o melhor marcador da Liga, Luis Suárez, mantendo o jogo no seu curso. Isolado por ‘Pote’, finalizou com frieza à hora de jogo para fazer o 4-0 e o seu 26.º na prova.

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Uma nova e forte ‘machadada’ no resultado, cuja fórmula voltou a ser repetida com sucesso, numa segunda parte já de maior gestão verde e branca, mas não por isso deixou de funcionar o marcador. Aos 74’, Suárez trocou a ‘pele’ de goleador pela de assistente e, aproveitando também o muito espaço nas costas da defesa adversária, serviu o 5-0 de bandeja a Luís Guilherme – de volta aos golos após longa ausência por lesão.

Depois de Nuno Santos, que já tinha entrado, Geovany Quenda e Giorgi Kochorashvili, bem como Ousmane Diomande, foram apostas de Rui Borges a partir do banco para uma fase da partida sem história.

Até final, o golo continuou a rondar, sobretudo, a baliza de Charles, que com uma mão negou um à meia-volta a Suárez e ainda viu o colombiano, depois, ficar muito perto de marcar de cabeça. Ainda assim, foi o Vitória SC a ser (muito) feliz para chegar ao tento de honra, aos 85’, graças a um autogolo caricato de Zeno Debast ao tentar atrasar a bola para Rui Silva com um passe que saiu demasiado transviado.

Ficou, no entanto, a fantástica resposta dos Leões em Alvalade, garantindo que vão continuar em busca da subida definitiva ao segundo lugar e respectivo acesso às pré-eliminatórias da UEFA Champions League. Na próxima jornada, a penúltima, segue-se a deslocação a Vila do Conde para enfrentar o Rio Ave FC.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Zeno Debast, Gonçalo Inácio [C] (Ousmane Diomande, 82’), Maxi Araújo, Hidemasa Morita (Luís Guilherme, 46’), Daniel Bragança, Pedro Gonçalves (Giorgi Kochorashvili, 78’), Geny Catamo (Nuno Santos, 70’), Francisco Trincão (Geovany Quenda, 78’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Não merecíamos, mas o futebol é assim"

Por Sporting CP
19 Abr, 2026

Reacção do técnico ao dérbi em conferência de imprensa

Após o dérbi, que acabou com derrota frente ao SL Benfica (1-2), Rui Borges, treinador do Sporting CP, compareceu em conferência de imprensa para fazer a análise do desenrolar da partida e do seu impacto na classificação.

Ilações positivas a tirar apesar do desfecho e análise ao jogo
“Tiro de positivo a entrega e a ambição da equipa, do início ao fim do jogo. Acho que pagámos a ambição de querer disputar o jogo para ganhar desde o primeiro minuto até ao último. Entrámos muito bem, o SL Benfica razoavelmente intenso, mas depois a questão dos penáltis, de nós falharmos e eles marcarem e estarem à frente do resultado, mexeu animicamente com a equipa. Ficámos algo ansiosos, falhámos passes e demos ao SL Benfica o que queriam: sair para transições, mas sem grande resultado. O único lance de perigo que têm na primeira parte foi uma boa defesa do Rui, num canto, a cabeceamento do Otamendi. Na segunda parte entrámos com mais tranquilidade e na procura do golo e o SL Benfica a sair em contra-ataque, onde tem dois lances de perigo. Depois do 1-1 pagámos pela nossa audácia ao tentar ser pressionantes sem nunca baixar linhas. Queríamos muito ganhar, a equipa demonstrou-o e, por isso, não podia pedir mais.”

Crença para o que falta disputar
“Fica mais difícil, mas queremos muito continuar a lutar e fazer o nosso trabalho. Vamos à procura de ser felizes e lutar pelo que ainda podemos ganhar. Se matematicamente ainda é possível, vamos fazer muito por isso. O grupo tem dado essa demonstração. Por todo o desgaste do nosso caminho, nada apaga isso. Temos de levantar a cabeça e seguir. Temos mais um jogo de grande exigência na quarta-feira para poder disputar um troféu que também nosso.”

Impacto da semana inglória na UEFA Champions League e, agora, na Liga
“A Champions disse logo que não mexia com a equipa, pelo contrário, motivava, por tudo o que fomos capazes de fazer perante um grande Arsenal FC. Sobre hoje, a triteza é natural, temos de saber lidar com ela, mas a partir de amanhã temos de pensar já no próximo jogo, que dita o poder disputar mais uma final. Temos de pôr a equipa ‘ligada’ e capaz de dar uma grande resposta. Não tenho dúvida nenhuma de que vamos dar uma grande resposta.”

Sobre os resultados nos jogos ‘grandes’
“O futebol é isso, mas temos de perceber como perdemos e porquê. Num ano ganhámos, noutro não ganhámos tanto aos ‘grandes’, faz parte. (…) Se ganhasse os dois jogos ao SC Braga podíamos estar a lutar pelo Campeonato e o SL Benfica estava atrás de nós porque não ganhava a equipas de meio da tabela. É muito subjectivo, por isso temos de perceber porque não conseguimos ganhar.”

Importância do penálti falhado por Suárez no desfecho
“Ele sabe da confiança que temos nele e tem dado muito ao Sporting CP. Não é um lance que define o Luis, porque as bolas nos ferros também podiam ter entrado. Como o SL Benfica acabou por fazer golo de penálti, mexeu um bocadinho em termos mentais com a equipa. O Luis manteve-se fiel à equipa e a confiança nele é total. A crueldade do jogo é isto, mas tem dado muito ao Sporting CP e vai continuar a dar.”

Os detalhes decisivos nos minutos finais
“Hoje não ficávamos contentes com o empate, a equipa queria muito ganhar e isso ficou demonstrado. Em termos de energia, percebo que o SL Benfica ficou mais fresco ao mudar os três homens da frente, mas acho que nem foi muito por aí. Nós queríamos ganhar, se calhar expostos em demasia em alguns momentos e pagámos por isso. É a crueldade do jogo. Disse que o desgaste físico não ia servir de desculpa e não serve, porque a equipa deu uma resposta fantástica. Volto a dizer, estou orgulhoso de tudo o que os rapazes foram capazes hoje. Fizeram um bom jogo, não merecíamos [a derrota], mas o futebol é assim.”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Derrota demasiado dura em dérbi capital

Por Sporting CP
19 Abr, 2026

Sporting CP foi do céu ao inferno no fim e caiu perante o SL Benfica (1-2)

De regresso ao Estádio José Alvalade e à Liga após a histórica prestação na UEFA Champions League, a equipa principal de futebol do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 1-2, este domingo, na partida da 30.ª jornada.

Luis Suárez teve nos pés a chance de adiantar os Leões de penálti, mas foi Schjelderup, dessa mesma forma, a marcar ainda na primeira parte, obrigando o Sporting CP a correr atrás do prejuízo. Assim foi, apesar de duas bolas nos ferros também, e Hidemasa Morita fez o empate aos 72’, mas tudo ruiu nos descontos e de forma dramática, com Rafa Silva a sentenciar a derrota verde e branca depois de Rafael Nel ter feito primeiro o 2-1 para o Sporting CP, mas em fora-de-jogo.

Entre rivais e num dérbi capital na luta pelo título, o desfecho foi castigo severo para os Leões de Rui Borges, que ficaram com contas mais complicadas no topo da tabela. O FC Porto alargou a margem na liderança (79 pontos), o SL Benfica subiu à condição ao segundo lugar (72), enquanto o Sporting CP (71) caiu provisoriamente para terceiro, embora ainda tenha de cumprir um jogo em atraso.

Para enfrentar um SL Benfica de José Mourinho ainda invicto na Liga e em pleno ‘tudo ou nada’ para mudar a classificação final, Rui Borges apostou exactamente no mesmo ‘onze’ apresentado a meio da semana em casa do Arsenal FC, composto por Rui Silva na baliza, Eduardo Quaresma, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio e Maxi Araújo na linha defensiva, meio-campo entregue a Morten Hjulmand e Hidemasa Morita, enquanto Geny Catamo, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão e Luis Suárez ocuparam o último terço. João Simões, por seu turno, juntou-se nas ausências a Iván Fresneda, Nuno Santos, Luís Guilherme e Fotis Ioannidis.

Dérbi é dérbi e, por isso, a entrada das equipas foi especialmente tonitruante, acompanhada por bandeiras verdes ondeadas em todas as bancadas, que estiveram cheias como nunca com 51470 espectadores, a melhor casa de sempre. Já depois de Francisco Trincão e Daniel Bragança terem sido homenageados no relvado pelas marcas redondas atingidas – 200 e 150 jogos de Leão ao peito, respectivamente – e de um minuto de silêncio em honra do ‘magriço’ Vicente Lucas, deu-se o pontapé de saída na partida, adiado para as 18h15, devido ao atraso do SL Benfica na chegada ao estádio por constrangimentos na Ponte 25 de Abril, após um acidente.

O Sporting CP entrou ‘mandão’ com bola e nos primeiros cinco minutos já somava três oportunidades de golo: dois remates de Geny Catamo, os mais perigosos, que Anatoliy Trubin sacudiu como pôde – o primeiro ainda foi ‘pingar’ na trave por duas vezes – e na recarga Pedro Gonçalves ainda atirou à malha lateral da baliza.

A resposta das águias também foi rápida e chegou num canto, mas com igual eficácia do guardião verde e branco, que entre os postes ‘voou’ para negar um golo certo a cabeceamento de Nicolás Otamendi. Também de canto, após uma saída mal medida de Trubin, ‘Pote’ ficou perto de aproveitar, mas o remate saiu desenquadrado.

Seria uma questão de eficácia até inaugurar o marcador em Alvalade, mas a partir dos 11 metros. Os decibéis subiram já perto do quarto de hora de jogo, quando o árbitro João Pinheiro, chamado pelo VAR, foi ao monitor rever um pisão na área sobre Trincão e marcou penálti. Na cobrança, contudo, o guarda-redes encarnado adivinhou as intenções de Suárez e defendeu o castigo máximo. Mais eficaz foi o SL Benfica, que aos 27’ também dispôs de um penálti – por mão de Morita – e não desperdiçou. Andreas Schjelderup bateu em força e para o meio, fazendo o 0-1.

Um golpe muito penalizador para a forte entrada dos Leões, que tentaram reagir de imediato, mas esbarraram várias vezes na numerosa organização ofensiva do SL Benfica, bem como nas várias paragens que o dérbi foi tendo até ao intervalo.

Sobretudo com Geny e Trincão a tentar desequilíbrios, mas sem criatividade nem acerto suficientes no último terço, onde se disputou maioritariamente o resto da primeira parte, a desvantagem verde e branca manteve-se intacta sem qualquer ameaça real. As águias, por seu lado, ainda tentaram avistar o contra-ataque através de uma arrancada a solo de Franjo Ivanović – novidade no ‘onze’ – que Inácio resolveu com mestria.

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Já no reatamento da partida, Pedro Gonçalves quase deu o melhor tónico para acreditar na reviravolta. O camisola 8 flectiu da esquerda para dentro e com um pontapé rasteiro acertou em cheio no poste. Mais tarde, Geny Catamo atirou ao lado e ‘Pote’, outra vez em carreira de tiro, chutou à figura.

Só que com o Sporting CP a correr atrás do prejuízo com mais risco, o jogo tornou-se mais perigoso face ao espaço disponível para as transições do SL Benfica e duas delas, ambas finalizadas por Schjelderup, deixaram avisos bem sérios. Na primeira, valeu a ‘estirada’ de Rui Silva junto à relva, enquanto a seguinte saiu ligeiramente ao lado.

Perto do poste, também, mas do outro lado, saiu um pontapé cruzado de Morita, já com Georgios Vagiannidis e Zeno Debast em campo - por Quaresma e Diomande –, seguindo-se a entrada de Geovany Quenda para ir em busca de soluções a partir do banco. E uma destas mudanças ajudou, e muito, para chegar ao desejado empate, quando o tempo corria cada vez mais contra o Sporting CP e a favor do SL Benfica.

Descaído sobre a direita, Debast fez uso da sua precisão e cruzou de forma perfeita para Morita ir à área cabecear para o fundo das redes, com Trubin pregado ao relvado. ‘Terramoto’ em Alvalade e com réplica logo a seguir, mas o guardião ucraniano travou mais um remate de longe de Geny.

Embora o 1-1 tenha renovado a crença verde e branca, o SL Benfica - mais fresco com quatro substituições de uma vez – conseguiu refrear o ímpeto do Sporting CP, repartindo mais a posse de bola. Além disso, Leandro Barreiro apareceu solto ao segundo poste e só não ficou perto do golo porque o desvio saiu muito por cima.

Rui Borges respondeu com as entradas de Daniel Bragança e Rafael Nel – saíram uns desgastados Morita e Geny – para o esforço final no dérbi e na corrida pelo título e os Leões ganharam um novo fôlego, mas foram do céu ao inferno numa questão de escassos minutos e já em período de compensação.

Pouco depois de Bragança ter tentado a sua sorte de fora da área e a bola ter saído muito perto do alvo, Rafael Nel isolou-se, fintou Trubin e fez balançar as redes, porém tinha partido em ligeira posição de fora-de-jogo. E tudo piorou, a seguir. Na resposta imediata, Rafa entrou na área contrária e finalizou na cara de Rui Silva, fechando as contas do dérbi com o 1-2.

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O Sporting CP, ainda assim, não caiu sem tentar tudo em busca do empate, mas Inácio teve a sua promissora chance bloqueada e o derradeiro remate em arco de Trincão errou o alvo. Uma derrota duplamente penalizadora para os comandados de Rui Borges, não só pela forma cruel como se abateu mas também pelo impacto nas contas do topo da tabela a quatro jornadas do fim.

Agora, abre-se uma nova frente no imediato: o desfecho da meia-final da Taça de Portugal. Depois da vantagem conseguida na primeira mão em Alvalade (1-0), o Sporting CP desloca-se ao Estádio do Dragão, na quarta-feira (20h45), para garantir uma nova presença no Jamor.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma (Georgios Vagiannidis, 60’), Ousmane Diomande (Zeno Debast, 60’), Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 88’), Geny Catamo (Rafael Nel, 88’), Pedro Gonçalves (Geovany Quenda, 68’), Francisco Trincão, Luis Suárez

Foto José Lorvão

Bilhetes esgotados para a recepção ao CD Santa Clara

Por Sporting CP
31 Mar, 2026

Ainda podem ficar disponíveis ingressos através do Gameback

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para a recepção da equipa principal de futebol ao CD Santa Clara, agendada para as 20h30 do dia 3 de Abril. 

Os Sportinguistas esgotaram os ingressos e prometem mais uma vez um grande apoio à equipa no Estádio José Alvalade.

No entanto, ainda poderão ser disponibilizados ingressos através do Gameback. Os lugares em Gameback são colocados à venda nos canais oficiais do Sporting CP pelos Sócios detentores de Gamebox nesses lugares quando não podem comparecer ao jogo.

Foto José Lorvão

Bilhetes para a recepção ao CD Santa Clara

Por Sporting CP
26 Mar, 2026

Ingressos a partir de 10€

O Sporting Clube de Portugal informa que abre às 10h00 de sexta-feira, 27 de Março, a venda de bilhetes para o jogo entre a equipa principal de futebol e o CD Santa Clara, marcado para as 20h30 de sexta-feira, 3 de Abril, no Estádio José Alvalade, e referente à 28.ª jornada da Liga Portugal.

O preço dos ingressos começa nos 10€ para Sócios e nos 22€ para adeptos. A venda decorre aqui e nas bilheteiras do Estádio José Alvalade, abertas todos os dias das 10h00 às 20h00.

Informações importantes:
Proibida a entrada a menores de 3 anos
Maiores de 3 anos (inclusive) necessitam de comprar bilhete
Jogo incluído na Gamebox Full e National 2025/2026
Lion Seats não renovados serão comercializados a partir de 31 de Março às 10h00.
Quota mínima de Sócio: Fevereiro 2026 (até 31 de Março inclusive) e Março 2026 (a partir de 1 Abril)
As portas do Estádio abrem 1h30 antes do jogo

Foto José Lorvão

Rui Borges: "A equipa deu uma grande resposta"

Por Sporting CP
22 Mar, 2026

Técnico realçou dinamismo após o intervalo

No final do encontro em casa do FC Alverca, o treinador do Sporting CP analisou o triunfo (1-4) em conferência de imprensa.

Análise ao jogo
“Acho que nos 90 minutos fomos melhores. Entrámos bem e chegámos ao golo perante um FC Alverca a defender num bloco baixo. Depois, entrámos num jogo de ‘adormecimento’, controlado é certo, mas podia prejudicar-nos. Fomos exagerando nesse sentido. Foi um jogo mais morno aí, mas a segunda parte foi completamente diferente. Fomos dinâmicos e tivemos uma energia diferente. Queríamos ir à procura do segundo golo, mesmo com algum risco atrás. Foi uma segunda parte muito boa com bola e sem bola. Foi um jogo controlado por nós, com uma segunda parte melhor do que a primeira.”

Ponto de situação de Nuno Santos
“É uma lesão muscular, mais do que isso não posso dizer. Infelizmente, um jogador que esteve 15 meses parado tem esses riscos.”

Sobre o amarelo a Luis Suárez após ter admitido que não existia razão para penálti
“Acho que agora há o cartão branco, seria o exigível (risos). Foi uma situação estranha, mas não vou comentar muito isso.”

Jogo em atraso coloca pressão na equipa por estar na perseguição na tabela?
“Estamos focados em nós e sabemos o que temos de fazer nesta recta final. Sempre foi assim e a equipa deu essa resposta hoje em campo, mais uma grande resposta. Agora, alguns vão para as selecções e nós vamos respirar um pouco para preparar um mês intenso.”

Apenas uma mudança (forçada) no ‘onze’
“Jogámos ao quinto dia. Notou-se que a energia não era a mesma na primeira parte, mas tentámos ser pressionantes. O mais importante era recuperar do desgaste mental da Champions. Havia um misto de jogadores que tinham feito 120 minutos e outros 70, mas jogámos ao quinto dia, por isso não era desculpa. A equipa deu uma grande resposta, felizmente.”

Vitória 50 à frente do Sporting CP
“Feliz. É mais um marco nosso caminho enquanto equipa técnica. Temos feito um grande trabalho, a qualidade de jogo e os dados demonstram-no. Acima de tudo, feliz por estar todos estes meses na liderança de um grande Sporting CP.”

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