Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Foto José Lorvão

Bilhetes para a recepção ao GD Estoril Praia

Por Sporting CP
19 Fev, 2026

Ingressos a partir de 10€

O Sporting Clube de Portugal informa que abre às 10h00 de sexta-feira, 20 de Fevereiro, a venda de bilhetes para o jogo entre a equipa principal de futebol e o GD Estoril Praia, marcado para as 20h45 de sexta-feira, 27 de Fevereiro, no Estádio José Alvalade, e referente à 24.ª jornada da Liga Portugal.

O preço dos ingressos começa nos 10€ para Sócios e nos 22€ para adeptos. A venda decorre aqui e nas bilheteiras do Estádio José Alvalade, abertas todos os dias das 10h00 às 20h00.

Informações importantes:
Proibida a entrada a menores de 3 anos
Maiores de 3 anos (inclusive) necessitam de comprar bilhete
Jogo incluído na Gamebox Full e National 2025/2026
Lion Seats não renovados serão comercializados a partir de 24 de Fevereiro
Quota mínima de Sócio: Janeiro 2026
Quota mínima para acesso ao Estádio: Janeiro 2026
As portas do Estádio abrem 1h30 antes do jogo

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "A ambição da equipa é enorme"

Por Sporting CP
15 Fev, 2026

Técnico reagiu à vitória em conferência de imprensa

No final do jogo com o FC Famalicão, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez a leitura da vitória por 1-0 em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade.

13.ª vitória consecutiva em casa
“Não ligo muito a isso, mas fico feliz, porque sou um homem feliz por estar no Sporting CP a desfrutar o dia-a-dia com um grande grupo.”

Análise ao jogo
“Na primeira parte, o FC Famalicão tem dois lances de perigo, duas transições. É uma equipa competitiva, dividiu duelos e obrigou-nos a errar mais do que é normal em termos de passe. Fomos insistindo, mas notou-se que nos faltou a referência na área para tomar decisões melhores. Na segunda parte, não houve história, porque só deu Sporting CP e o FC Famalicão não criou nada. Andámos com posse, criamos algumas situações de finalização, tivemos 15 cantos e acabámos por fazer golo assim, mas já podíamos ter feito golo, antes, de bola parada. A história é essa: uma equipa sempre à procura do golo e outra a defender bem, organizada e competente, e à espera de transições. Por tudo o que fomos capazes de criar, às vezes não tão bem em termos de qualidade, fizemos o suficiente para ganhar o jogo.”

Aposta em Pedro Gonçalves como ponta-de-lança
“Era um dos jogadores disponíveis para a posição. Tínhamos o [Rafael] Nel, é certo, e o Fotis esteve até à última para ser solução e se pudesse, possivelmente tínhamos começado com o Nel para ter uma referência. Não tendo o Fotis e gastando o Nel na fase inicial do jogo, se houvesse esta dificuldade no jogo depois não teríamos mais ninguém. Em alguns momentos faltou-nos essa referência para ligar e finalizar de melhor forma e até em zonas de cruzamento houve hesitações porque nos faltava essa referência.”

A composição idealizada para o ataque móvel
“O ‘Pote’ e o Trincão são jogadores de ligação e definição e precisávamos de alguém que provocasse o espaço e, por isso, optámos por puxar o Maxi para a frente. Tem bons timings de ataque ao espaço e precisávamos disso, tanto ele como o Luís Guilherme, para provocar a profundidade.”

Sobre o golo anulado ao FC Famalicão no arranque do jogo
“Para mim é falta clara, tão simples quanto isso. E é um lance que precede de um fora-de-jogo, por isso nem devia ter existido essa finalização. Além disso, para mim, depois disso é falta. O Mangas também nos dava isso à largura, porque é muito vertical.”

Novo golo marcado perto do fim
“O futebol é do primeiro ao último minuto. Também tenho dois empates com golos no fim, são quatro pontos e, se calhar, estaria com os mesmos pontos do primeiro. É sempre subjectivo. Acima de tudo, a ambição da equipa é enorme. O jogo tem 90 minutos, por isso preocupado porquê? Ganhei, é isso que queremos e os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Jogámos contra uma boa equipa, muito competente e valoriza ainda mais a nossa vitória.”

Os ‘três grandes’ venceram todos pela margem mínima nesta jornada
“Não jogámos mal, houve mérito também do adversário e tenho a certeza de que os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Para nós e para todos, principalmente para as equipas que estão na frente do campeonato, porque as outras equipas têm qualidade, estão bem organizadas e precisam de pontos. A dificuldade está à vista e temos de estar preparados.”

Estreia de Rafael Nel pela equipa principal em 2025/2026
“Fico feliz por ele, porque merecia. Tem trabalhado imenso na equipa B. Tem de continuar a trabalhar, tem crescido muito e é um miúdo muito competitivo. Acredito que vai ter mais oportunidades, porque é muito focado, trabalha imenso e quer singrar.”

Fotis Ioannidis recuperado a tempo do Moreirense FC?
“Não sei responder, mas acredito que sim.”

O golo e os primeiros passos de Daniel Bragança no seu regresso à competição
“É um jogador importante, um dos capitães e com ADN Sporting. Tem uma qualidade técnica acima da média, ainda procura o seu melhor momento físico, mas está feliz e motivado e vai ser um jogador importante, como foi hoje, felizmente. Conseguiu um golo de cabeça, o que não é muito normal nele. É um jogador que vê coisas diferentes e por isso é que entrou. Feliz por vê-lo marcar, porque é um jogador de coração verde. É importante deixar também uma palavra aos adeptos. A energia dos adeptos tem sido fenomenal e sábado, em Moreira de Cónegos, em mais um jogo difícil, precisamos dessa energia.”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Só Bragança teve cabeça para encontrar a vitória

Por Sporting CP
15 Fev, 2026

Resistência do FC Famalicão em Alvalade quebrada aos 82 minutos (1-0)

De volta a casa, a equipa principal de futebol do Sporting CP derrotou o FC Famalicão por 1-0, este domingo à noite, no encontro relativo à 22.ª jornada da Liga. Um imperioso triunfo que mantém tudo na mesma no topo da classificação, ou seja, com os Leões de Rui Borges (55 pontos) quatro pontos atrás do líder FC Porto (59) e três à frente do SL Benfica (52).

De novo, foi preciso esperar e não desesperar em Alvalade (46164 espectadores) para alcançar mais uma vitória quando o marcador já se encaminhava intacto para o fim. Sem avançados, o Leão teve de reencontrar o seu instinto matador, numa bola parada, graças a um médio saído do banco: Daniel Bragança, com um (raro) golo de cabeça, vestiu a pele de herói e garantiu os três pontos aos 82 minutos.

Perante um FC Famalicão a ocupar o sexto lugar, Rui Borges fez duas mudanças no ‘onze’ apresentado no Estádio do Dragão (1-1) e nos lugares que tinham sido de Geny Catamo e do suspenso Luis Suárez lançou Ricardo Mangas – como lateral, subindo Maxi Araújo para o ataque – e Luis Guilherme como titulares, desenhando um ataque móvel com Pedro Gonçalves como ponta-de-lança face à ausência do goleador colombiano mas também de Fotis Ioannidis, ainda a contas com lesão e, por isso, não esteve na convocatória - onde, por seu turno, esteve o jovem Rafael Nel (sete golos marcados pela equipa B na Liga 2).

O Sporting CP até causou o primeiro bruaá em Alvalade, após um cruzamento venenoso sem desvio e a recarga bloqueada a Hidemasa Morita, mas foi um ‘susto’ do outro lado a marcar o arranque do jogo, corria o oitavo minuto. Nas imediações da área Leonina, Ibrahima Ba tirou a bola a Maxi Araújo e ‘disparou’ um pontapé seco que só parou no fundo das redes, só que o 0-1 não subiu ao marcador. Chamado ao monitor para rever o lance, o árbitro considerou que a recuperação de bola foi feita com falta sobre o uruguaio e anulou o golo.

Na resposta imediata, Maxi entrou na área e rematou à figura de Lazar Carević, guarda-redes do FC Famalicão, mas só já perto da meia hora é que os Leões mostraram outra acutilância ofensiva e começaram a pôr o adversário em sentido. As combinações interiores melhoraram e, assim, Francisco Trincão ganhou espaço para um remate cruzado que saiu ao lado, tal como o de Maxi, pouco depois, em zona frontal. Pelo meio, Ricardo Mangas teve a melhor ocasião, mas ao concluir o lance de insistência acertou no poste.

Minutos frenéticos em Alvalade aos que se juntou, de repente, um perigosíssimo aviso do FC Famalicão de Hugo Oliveira. O avançado Simon Elisor esgueirou-se nas costas da linha defensiva e, completamente isolado, atirou para fora já no cara-a-cara com Rui Silva. O Sporting CP, sem tempo a perder, respondeu logo no seguimento da jogada, soltando Luís Guilherme a toda a velocidade na direita - sempre muito vertical -  e o brasileiro, dentro da área, obrigou Carević a sacudir a tentativa para canto.

O nulo no resultado vigorou até ao intervalo, embora os Leões tenham continuado a insistir e a ameaçar até lá. Correspondendo a um livre de Luís Guilherme cobrado para a área, Morten Hjulmand cabeceou ligeiramente por cima da trave e, a seguir, ‘Pote’ ainda trabalhou a bola na área, mas errou o alvo no remate. Antes disso, o camisola 8 viu o seu quinto amarelo na Liga e vai falhar o jogo da próxima jornada.

Já a começar o segundo tempo, um lance confuso na área visitante podia ter sorrido ao Sporting CP, mas nem o desvio de Mangas, nem o subsequente de Maxi, entre carambolas, levou a direcção do golo, o qual continuou a ser procurado incessantemente pelos comandados de Rui Borges. Para isso, o técnico mexeu aos 62’ com a entrada de Geny Catamo por Mangas, mas o jogo entrou numa toada de paragens constantes que tudo arrastou e, mais de dez minutos depois, Rui Borges teve de arriscar mais introduzindo Rafael Nel – em estreia pela equipa principal esta época – e Daniel Bragança por Morita e Fresneda.

A missão era quebrar de vez a dura resistência do emblema de Vila Nova de Famalicão, que na segunda parte não mais espreitou o ataque e cada vez se postou mais recuado no terreno. Sucederam-se os cruzamentos Leoninos para a área visitante, mas nada parecia servir para superar a ‘muralha’ famalicense à frente da baliza, até que um pontapé de canto mudou o perigoso rumo da partida aos 82 minutos. Trincão colocou a bola no primeiro poste, onde apareceu Bragança em antecipação para cabecear de forma certeira e pôr o Sporting CP finalmente a vencer e Alvalade a festejar. Mais uma prova de que estes Leões nunca desistem e voltaram a ser premiados.

De imediato, Georgios Vagiannidis e João Simões entraram - substituindo ‘Pote’ e Luis Guilherme - para reequilibrar a equipa e o importante triunfo para manter tudo na mesma no topo da classificação foi assegurado com sucesso. Esta foi, também, a 13.ª vitória consecutiva do Sporting CP em Alvalade, ou seja, a terceira melhor série de sempre - apenas atrás das 15 com Joseph Szabo no comando (1953/1954) e das 16 sob a liderança de Mário Lino (1973/1974).

Na próxima jornada, os Bicampeões Nacionais deslocam-se ao Norte do país para enfrentar o Moreirense FC, jogo marcado para as 18h00 de sábado.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Rafael Nel, 75’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas (Geny Catamo, 62’), Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 75’), Luís Guilherme (Georgios Vagiannidis, 85’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (João Simões, 85’)

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Chegamos à vitória com muito querer"

Por Sporting CP
24 Jan, 2026

Técnico realçou "vitória justa, mas difícil"

No final do jogo em casa do FC Arouca, Rui Borges, treinador do Sporting CP, analisou o suado triunfo por 1-2 em conferência de imprensa.

Análise ao jogo e o importante apoio dos adeptos
“Agradeço aos adeptos porque foram incansáveis. Têm sido incríveis, sempre. É muito fruto da energia que passaram que conseguimos esta vitória difícil, mas acho que foi merecida por tudo o que fomos fazendo ao longo do jogo. Podiam-nos ter saído caros os primeiros dez minutos da segunda parte. O FC Arouca podia ter virado o jogo, mas o Rui [Silva] fez uma grande defesa. Tirando isso, controlámos o jogo, fomos tentando criar e podíamos ter definido melhor. Ao intervalo, alertámos, porque sabíamos que era importante entrar bem, mas não entramos assim tão bem e o FC Arouca cresceu. Depois, fomos correr atrás do prejuízo, acreditando sempre, mudando e tentando acrescentar algo diferente. Chegamos à vitória com muito querer, vontade e atitude competitiva. Foi justa, mas difícil.”

Importância de mudar o ‘chip’ da UEFA Champions League para a Liga
“É uma incógnita, por mais que tentemos alertar e manter a malta ‘viva’. A mensagem foi muito por aí, ontem, hoje e ao intervalo. Sabíamos que ia ser difícil por tudo: pelo tempo, o relvado, o nosso cansaço acumulado… Era um jogo que ia exigir muito mais de nós até que o do PSG. Parte muito deles [jogadores] também individualmente, nós podemos alertar e mostrar-lhes que o jogo vai ser difícil. A verdade é que eles estiveram ‘ligados’, entrámos muito bem e a primeira parte foi muito boa. Depois, inexplicavelmente, entrámos mal na segunda e aqueles dez minutos podiam-nos ter deixado a perder, e não pode. Temos de perceber o que temos de fazer para que isto não aconteça.”

As mudanças de posição tentadas no ataque e a exibição de Luís Guilherme
“É um miúdo com muita qualidade, sabemos o que ele é, mas estamos todos ainda na aprendizagem. Ele em função da equipa e vice-versa, nós a tentar perceber o que pode dar dentro do colectivo. Pelas ausências, achámos que ali à esquerda podia ser a solução inicial, mas ele dá-nos também a direita e o interior. Esteve bem inicialmente no jogo interior, mas demasiado baixo e o Trincão também percebe bem essas zonas. No momento do golo, o Trincão estava mais alto, ‘prendeu’ o lateral e a bola entra nas costas no Maxi Araújo. Ao intervalo, voltámos ao normal, demos mais largura ao Luís e, para mim, fez uma segunda parte soberba.”

A produção goleadora de Luis Suárez
“Disse que ia marcar uma era porque, quando o identificamos, sabíamos o que nos podia dar. Os golos são a consequência do seu trabalho. A sua atitude competitiva é acima da média. Mais do que os golos, o importante é que jogo após jogo não baixa essa atitude. Tem sido importante. Depois, tem faro e uma ambição enorme para fazer golo.”

A expulsão de Matheus Reis
“Não sei. A malta festejou toda ali a ‘quente’, não sei se disse alguma coisa, não sei. Como entrou toda a gente em campo, não sei. Aqui ou ali, o FC Arouca foi perdendo algum tempo nas reposições de bola, normal que a malta possa estar mais em stress, mas não sei o que foi.”

Regresso de Pedro Gonçalves após lesão
“O ‘Pote’, o Ousmane [Diomande], o Zeno [Debast] estão condicionados no tempo de jogo. Em relação à posição, foi uma leitura do momento. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, com muitos minutos e é natural que sinta um desgaste maior. Sentimos isso e colocámos o ‘Pote’ ali, porque a posição dele é aquela também e o Luís Guilherme estava a dar-nos desequilíbrios. Entrou muito bem, é muito inteligente, e feliz por tê-los todos de volta, porque tornam a equipa muito mais forte. Tirei o Matheus e pus o Zeno porque tem uma capacidade de decisão acima da média e podia ajudar-nos a encontrar linhas de passe mais fundas contra o bloco médio-baixo do FC Arouca.”

Foto José Lorvão

Para superar o frio de Arouca, só a frieza de Luis Suárez

Por Sporting CP
24 Jan, 2026

Avançado colombiano ‘bisou’ e decidiu perto do fim outra vez (1-2)

De volta à Liga, a equipa principal de futebol do Sporting CP visitou e venceu o FC Arouca por 1-2, este sábado, no duelo referente à 19.ª jornada. O golo da vitória, que teve de ser ‘arrancada’ a ferros, só chegou aos 90+6’ e pelo ‘suspeito do costume’. Depois de ter sido o herói na Champions contra o Paris Saint-Germain FC (2-1), Luis Suárez repetiu a dose de golos (‘bis’) e de protagonismo na Liga.

O avançado colombiano, que já tinha inaugurado o marcador, tornou-se o salvador em Arouca ao transformar o desespero em euforia já na última oportunidade do jogo. A incerteza foi total até ao fim por força, sobretudo, da atrevida entrada dos lobos arouquenses na segunda parte, quando chegaram ao empate e criaram muitos problemas aos Leões.

O final foi feliz para o Sporting CP, que assim continua no segundo lugar, agora com 48 pontos, quatro atrás do líder FC Porto, que ainda tem de jogar.

Para levar de vencida um FC Arouca de Vasco Seabra (13.º) em crescendo na Liga - conquistara oito dos seus 17 pontos nas cinco jornadas anteriores – os Leões de Rui Borges apresentaram-se com duas alterações no ‘onze’ relativamente ao lançado diante do PSG: o capitão Morten Hjulmand, após período de suspensão (na Liga e na UEFA Champions League), regressou à titularidade no lugar de Hidemasa Morita e o extremo Luís Guilherme voltou também a ser opção inicial, este em detrimento de Ricardo Mangas, cuja vaga na lateral esquerda foi ocupada por Maxi Araújo.

As maiores novidades, ainda assim, estiveram no banco de suplentes, com os regressos de Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves, que já não faziam parte das opções desde Dezembro e, em Arouca, o criativo voltou mesmo à acção. Por outro lado, o reforço Souleymane Faye ainda não integrou a convocatória.

Recém caída a noite no Estádio Municipal de Arouca (3142 espectadores), o jogo arrancou com os Bicampeões a assumirem as ‘rédeas’ de forma inequívoca e com o ataque a carburar aos poucos. Suárez protagonizou a primeira incursão na área e, de seguida, Geny rematou enquadrado mas frouxo para as mãos de Ignacio De Arruabarrena.

Passada uma primeira vaga de chuva copiosa, dois cruzamentos rasteiros quase fizeram mais ‘mossa’, só que os cortes defensivos do FC Arouca surgiram no momento certo. Ainda assim, foi em cima dos 20 minutos que os Leões ficaram realmente perto do golo: um passe vertical de Gonçalo Inácio isolou Suárez, que até contornou o guarda-redes com sucesso, porém quando tentou enquadrar-se melhor para finalizar acabou por perder espaço e atirou ao lado da baliza.

Embora tenha continuado no controlo da partida, faltava alguma acutilância ao Sporting CP, que procurou outra imprevisibilidade ofensiva ao mudar algumas peças de lugar – Luís Guilherme passou da esquerda para a direita, Francisco Trincão foi para a esquerda e Geny por dentro, mais perto do avançado. Depois de Trincão ter rematado muito por cima quando até estava em boa posição, o FC Arouca mostrou-se no ataque pela primeira vez e o desvio do avançado Barbero não saiu muito longe do poste, mas foi assinalado fora-de-jogo prontamente.

Foi então, praticamente de imediato, que apareceu o ‘pé quente’ de Luis Suárez - deixou a sua marca goleadora em cinco dos últimos seis jogos - para descongelar o marcador a favor dos Leões também em Arouca. À passagem do minuto 35, Maxi Araújo projectou-se no corredor, captou a bola já perto da linha final, tocou atrás para o avançado colombiano e este, depois de se perfilar para dentro, chutou em força para o fundo das redes. O seu nome voltou a ser entoado pela bancada Sportinguista – muito preenchida, sempre vocal e colorida pelos inúmeros impermeáveis verdes e brancos – e o golo fez toda a diferença até ao intervalo.

Uma vantagem que, no entanto, durou muito pouco no segundo tempo, apenas três minutos, porque o FC Arouca - até então inofensivo - reentrou transfigurado e surpreendeu os comandados por Rui Borges. Logo a abrir, um remate de Naïs Djouahra para as mãos de Rui Silva serviu de ameaça, a qual não tardou a concretizar-se para valer o 1-1. Um cruzamento longo encontrou ao segundo poste José Fontán, que nas alturas amorteceu para o remate à ‘queima-roupa’ e certeiro de Barbero.

A chuva voltou por momentos - depressão Ingrid acabou por dar tréguas - e continuaram os ‘calafrios’ para os Leões, que nesta fase tiveram dificuldades para suster os contra-ataques adversários. No mais perigoso só os reflexos de Rui Silva valeram para negar o golo a Djouahra, que tinha fugido à marcação.

Na reacção imediata do Sporting CP, que foi sempre mais esforçada do que precisa, não se conseguiu mais do que uma tentativa de Iván Fresneda muito desenquadrada e, por isso, Rui Borges mexeu a partir do banco e apostou de imediato em Pedro Gonçalves – de volta quase dois meses depois – e Morita por Trincão e João Simões (amarelado).

Com o passar dos minutos, o FC Arouca fechou-se cada vez mais na sua defesa e continuou a complicar muito a tarefa da equipa verde e branca, que ainda passou a contar em campo com a irreverência de Alisson Santos e a precisão de Zeno Debast. Ainda assim, as combinações e os cruzamentos continuaram sem sair e o ‘nó’ no marcador manteve-se por desatar até ao bem perto do fim.

E se na recta final até foi a equipa da casa, primeiro, a aproveitar um canto para ameaçar o golo, mais soberana foi a ocasião dos Leões, só que Arruabarrena esticou-se e sacudiu por cima da barra o cabeceamento de Hjulmand, a somente seis minutos dos 90’.

Em Arouca, tudo se acabou por resumiu ao último suspiro e foi aqui que o Sporting CP voltou a contar com o precioso faro de Luis Suárez, outra vez decisivo, para sair por cima desta sinuosa deslocação. Já na parte final dos cinco minutos de compensação, o derradeiro cruzamento de Geny Catamo saiu tenso e perfeito para a área, onde o colombiano surgiu para o cabeceamento, que nem saiu nas melhores condições mas foi o suficiente para colocar a bola no fundo da baliza e levar toda a gente à loucura - desde os Sportinguistas na bancada a toda a equipa dentro e fora de campo.

Três pontos tão suados como festejados. O ‘culpado’ foi de novo Luis Suárez, que com este golo salvador mantém os Leões na corrida pela liderança e, a nível pessoal, chegou aos 17 na Liga e igualou Vangelis Pavlidis (SL Benfica) no topo da lista dos melhores marcadores. Antes de o apito final selar a vitória verde e branca, Matheus Reis – fora substituído por Debast - ainda viu o cartão vermelho directo na sequência dos festejos no golo.

Cumprida a missão no Estádio Municipal de Arouca, os Leões de Rui Borges viram-se de novo para a UEFA Champions League, deslocando-se ao País Basco, esta quarta-feira (20h00 de Portugal continental), para enfrentar o Athletic Club na derradeira jornada da fase de liga, que vai definir a posição final e o próximo passo do Sporting CP na prova.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Zeno Debast, 80’), Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 67’), Geny Catamo, Luís Guilherme (Alisson Santos, 80’), Francisco Trincão (Pedro Gonçalves, 67’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Bilhetes para a recepção ao CD Nacional

Por Sporting CP
23 Jan, 2026

Ingressos a partir de 10€

O Sporting Clube de Portugal informa que abre às 10h00 de segunda-feira, 26 de Janeiro, a venda de bilhetes para o jogo entre a equipa principal de futebol e o CD Nacional, marcado para as 18h00 de domingo, 1 de Fevereiro, no Estádio José Alvalade, e referente à 20.ª jornada da Liga Portugal.

O preço dos ingressos começa nos 10€ para Sócios e nos 22€ para adeptos. A venda decorre aqui e nas bilheteiras do Estádio José Alvalade, abertas todos os dias das 10h00 às 20h00.

Informações importantes:
Proibida a entrada a menores de 3 anos
Maiores de 3 anos (inclusive) necessitam de comprar bilhete
Jogo incluído na Gamebox Full e National 2025/2026
Lion Seats não renovados serão comercializados a partir de 29 de Janeiro
Quota mínima de Sócio: Dezembro 2025
As portas do Estádio abrem 1h30 antes do jogo

Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo"

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Treinador analisou empate em conferência de imprensa

Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.

Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”

Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”

Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”

As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”

Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”

Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”

Foto José Lorvão

Recta final precipitou empate em Barcelos

Por Sporting CP
02 Jan, 2026

Golo sofrido perto do fim após expulsão provocou deslize (1-1)

No primeiro jogo em 2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se a Barcelos e empatou 1-1 com o Gil Vicente FC, esta sexta-feira à noite, no jogo que inaugurou a 17.ª jornada da Liga, a última da primeira volta.

Depois de terem desbloqueado um jogo que estava difícil - mas fechado - na primeira parte com um golo de Luis Suárez mesmo em cima do intervalo, os Bicampeões Nacionais podiam ter dilatado a vantagem no arranque do segundo tempo, tal foi o caudal ofensivo gerado, mas faltou eficácia e isso acabou por custar caro. A réplica gilista, principal revelação do presente Campeonato, tornou-se ameaçadora de forma crescente e após a expulsão de Gonçalo Inácio (79’) resultou mesmo no empate (87’) que penalizou o Sporting CP abrir o novo ano.

Assim, os Leões de Rui Borges fecharam a primeira volta da prova no segundo lugar com 42 pontos e nesta jornada ainda podem ver o FC Porto (46) distanciar-se na frente e o SL Benfica encurtar distâncias (36).

Pela frente, no Estádio Cidade de Barcelos, esteve um Gil Vicente FC que ocupa um surpreendente quarto lugar (28 pontos) e que embora não vença desde o início de Novembro, vinha de quatro empates consecutivos - agora cinco. Os Leões de Rui Borges, por seu turno, apresentaram-se a jogo com o mesmo ‘onze’ inicial anterior (4-0 Rio Ave FC), mas com as duas laterais renovadas: à direita, Iván Fresneda regressou após suspensão e recuperou a titularidade a Georgios Vagiannidis e, à esquerda, Matheus Reis ficou com a vaga deixada por Ricardo Mangas, que engrossou - junto a Salvador Blopa – a já extensa lista de ausências Leoninas.

Logo no arranque da partida, os muitos Sportinguistas presentes nas bancadas fizeram por impor as suas vozes no apoio e, no relvado, a equipa verde e branca também não tardou em assumir o protagonismo, monopolizando a posse de bola. Só que o primeiro sinal de perigo no jogo até foi uma ‘bicada’ dos galos de César Peixoto: um repentino pontapé de bicicleta de Gustavo Varela obrigou Rui Silva a esticar-se e sacudir para canto.

O lance acordou de imediato os Leões, que no instante seguinte também ficaram perto do golo, mas Fotis Ioannidis, em elevação na área, cabeceou por cima. Apesar disso, o duelo reequilibrou-se por mérito da organização e intensidade gilistas, que foram dificultando a tarefa ao Sporting CP, até então sem acutilância, nem acerto, para ‘furar’ a quarta melhor defesa da Liga - apenas 11 golos sofridos, dos quais apenas cinco em casa.

Sob essa toada, oportunidades de golo já somente muito perto do fim da primeira parte, a qual não podia ter acabado melhor para os comandados de Rui Borges. Junto à linha de meio-campo, Eduardo Quaresma arriscou um passe vertical e, de forma magistral, abriu caminho para Luis Suárez aparecer isolado na cara de Andrew Ventura e o colombiano, com uma finalização pelo meio das pernas do guardião, inaugurou o marcador em Barcelos mesmo em cima dos 45 minutos e naquele foi o primeiro remate enquadrado do Sporting CP no jogo. A nível individual, atingidos os 15 golos no Campeonato, o avançado dos Leões isolou-se como máximo artilheiro – leva 19 para todas as competições.

Antes disso, do outro lado, Tidjany Touré até tinha aproveitado uma ‘sobra’ num livre para, na área, atirar forte para nova defesa de Rui Silva. O Sporting CP foi, assim, a vencer para o segundo tempo, mas levou também uma má notícia: o capitão Morten Hjulmand viu um cartão amarelo, o quinto na Liga e, por isso, será baixa garantida na próxima jornada - tal como Maxi Araújo, que viu o amarelo na segunda parte.

E a segunda parte, que foi bem mais agitada, abriu também com os Leões de mira na baliza adversária e desta vez de forma absolutamente frenética, mas sem resultar num justificado 0-2. Mérito, sobretudo do guarda-redes Andrew Ventura, que depois de agarrar dois pontapés bem direccionados de Maxi Araújo e Francisco Trincão ainda negou - com o pé - um golo ‘cantado’ a Luis Suárez, responsável por concluir um lance de superioridade numérica. Pouco antes, o colombiano ainda rematou rasteiro e cruzado com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste.

Ficou por dar uma ‘dentada’ de Leão na partida e, a esta ‘mão’ cheia de oportunidades em menos de dez minutos, o Gil Vicente FC - mais capaz a transitar - soube dar uma réplica afirmativa, especialmente quando avistou o empate com um cabeceamento de Touré. Rui Silva, muito seguro, respondeu outra vez a grande nível entre os postes.

O jogo no Estádio Cidade de Barcelos ficou incerto e, por isso, cada vez mais perigoso, especialmente a cada bola gilista colocada - uma constante - na área verde e branca.

E tudo ficou mais complicado à entrada para os derradeiros dez minutos, quando o Sporting CP ficou reduzido a dez jogadores por expulsão de Gonçalo Inácio – o árbitro entendeu que o central, como último homem, agarrou Varela à margem das leis e mostrou o vermelho directo. Rui Borges, que tinha lançado instantes antes Hidemasa Morita e Alisson Santos, teve de voltar a rearranjar a equipa e lançou Rômulo Jr, central recrutado à equipa B, em estreia absoluta na equipa principal.

Na cobrança do livre, com a bola a sofrer um desvio, ainda se cantou golo, embora esta tenha saído ligeiramente sobre a barra, mas a ameaça crescente acabou por confirmar-se aos 87 minutos. Depois de inúmeros cruzamentos tentados, o Gil Vicente FC foi feliz através dessa mesma fórmula, com Carlos Eduardo a fazer o empate de cabeça.

E os danos, logo a seguir, ainda podiam ter sido maiores, não fosse Rui Silva a agigantar-se para uma ‘mancha’ decisiva perante Joelson Fernandes, extremo ex-Sporting CP. Por sua vez, os Bicampeões Nacionais, apesar de tudo, ainda foram em busca de ripostar para vencer e tiveram a derradeira oportunidade num perigoso cabeceamento de Hjulmand na sequência de um canto, mas sem efeito e o deslize a fechar a primeira volta confirmou-se.

Agora, a próxima paragem dos Leões é Leiria para disputar a final-four da Taça da Liga. O Sporting CP enfrenta o Vitória SC na meia-final, agendada para a próxima terça-feira (20h00), dia 6 de Janeiro.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis (Alisson Santos, 78’), Morten Hjulmand [C], João Simões (Hidemasa Morita, 78’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Fotis Ioannidis (Rômulo Jr, 84’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Temos de olhar para o que somos"

Por Sporting CP
01 Jan, 2026

Sporting CP abre o novo ano frente ao Gil Vicente FC (sexta-feira, 18h45)

2026 arranca com os Leões de novo em acção. A equipa principal de futebol do Sporting CP desloca-se a Barcelos, esta sexta-feira (18h45), para enfrentar o Gil Vicente FC no jogo que inaugura a jornada 17 da Liga.

Na véspera deste primeiro encontro no novo ano e o último da primeira volta, Rui Borges, treinador dos Bicampeões Nacionais, lançou a partida em conferência de imprensa na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Desejos para 2026
“Pedi saúde para mim e par aos meus, é a única coisa que peço sempre. O resto, a felicidade está nas pequenas coisas. Se tivermos os nossos do nosso lado e bem, está tudo bem. Quanto a Maio, isso é trabalho e, com saúde, vamos fazer tudo por isso.”

Adversário e sua abordagem em perspectiva
“É uma equipa que está a fazer um campeonato extraordinário, bateu o recorde pontual do clube e é muito organizada em todos os momentos do jogo. Tem dinâmicas relativamente identificáveis, mas que é muito intensa, principalmente em casa. Vai variando em termos de pressão, umas vezes mais alto e noutros com um bloco médio à espera do momento certo para pressionar, por isso acreditamos que vai variar um pouco o jogo por aí. Acredito que vá manter um bloco médio e com bola é objectiva e com jogadores fortes em 1v1. Tem avançados com características muito boas, médios dinâmicos e uma linha defensiva também forte fisicamente, por isso é uma equipa equilibrada e um jogo difícil. Temos de olhar para o que somos e o que conseguiremos fazer para ultrapassar um bom Gil Vicente FC.”

Possível saída de Pablo, o goleador do Gil Vicente FC, é uma boa notícia ou traz mais imprevisibilidade ao jogo?
“Para nós, equipa técnica, não muda nada. O Pablo voltou agora e tem jogado o Varela, portanto pode ser ele a jogar. São jogadores diferentes, mas com as suas qualidades. É uma equipa que sabe muito bem o que tem de fazer e nós estamos mais focados no seu colectivo. Teremos de estar super focados.”

Ponto de situação do boletim clínico
“O Salvador Blopa está de fora também, por lesão.”

Há a necessidade de ir ao mercado?
“Não, a minha necessidade é recuperar os que não podem dar o contributo e os da CAN. Se tiver toda a gente disponível, fico contente com o que tenho. Assim, temos mais soluções e recursos para o nosso jogo. (…) Se acrescentarmos alguém será sempre numa perspectiva de futuro e não pelas ausências de agora. Estou focado em que o plantel esteja todo motivado, que todos são importantes, todos vão ter oportunidades e têm de corresponder, e é o que tem acontecido.”

Três desejos a nível desportivo?
“Muito sinceramente, não sei responder a isso. Para já é continuar no Sporting CP, porque estou muito feliz aqui, o resto é trabalho. Queremos ficar na História do Sporting CP e lutar por tudo em que estamos inseridos. Sabemos que não vamos ganhar sempre, mas não é por isso que vamos deixar de ser uma grande equipa. O meu desejo é saúde para fazer o que mais gosto onde estou.”

Comparação entre Viktor Gyökeres e Luis Suárez
“São diferentes e dão coisas diferentes à equipa. O Viktor marcou a História do Sporting CP e do futebol português, e acredito que o Luis também vai marcar o seu trajecto no Clube e no nosso campeonato. Sou um sortudo por poder trabalhar com ambos e também com o Fotis. O Luis e o Fotis dão muitas coisas ao colectivo e às dinâmicas que queríamos e que têm mais que ver com a nossa equipa técnica.”

Qual a melhor equipa a jogar em Portugal?
“Para mim, a melhor é sempre a minha, os meus são sempre os melhores, nem que estivesse em 15.º ou 16.º. Em termos pontuais, a melhor equipa actualmente é o FC Porto, porque vai em primeiro [lugar]. Nunca tiro mérito a quem vai na frente e há que respeitar isso, mas eu olho sempre para a minha equipa como a melhor.”

Cuidados pedidos aos jogadores para a Passagem de Ano devido à intensa sequência de jogos que se aproxima
“Não pedi qualquer cuidado. Eles sabem da responsabilidade que têm, são jogadores profissionais e sabem o que podem ou não fazer. Sabem que amanhã temos um jogo importante para o nosso caminho e que vem aí um mês exigente a jogar de três em três dias. Será um mês e meio exigente em termos de jogos, com algumas baixas.”

Fazer uma inédita ‘dobradinha’ consecutiva é objectivo?
“O Sporting CP quer ganhar todos os troféus e disputar as finais. Depois, no fim, tudo será consequência do nosso trabalho e capacidade. Não estou focado em fazer duas ‘dobradinhas’, quero ganhar e ganhar o próximo jogo. Vai ser um jogo difícil e acredito que os nossos adeptos serão muito importantes.”

SL Benfica ainda na corrida ao título?
“Acho que é candidato. Na época passada, não tivemos dez, mas oito pontos para o segundo classificado e recuperaram. Falta muito jogo, há diferentes momentos da equipa e ainda falta muito ponto por disputar. No futebol já vi acontecer muita coisa. A margem de erro é menor, o FC Porto está a fazer uma grande primeira volta e nós temos de fazer a nossa parte e esperar pelo desenrolar da época.”

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "Que 2026 seja melhor ainda do que 2025, que foi fantástico"

Por Sporting CP
28 Dez, 2025

Técnico em conferência de imprensa após o último jogo do ano

Após o apito final, Rui Borges, treinador dos Leões, analisou a vitória clara sobre o Rio Ave FC (4-0), em conferência de imprensa, no Estádio José Alvalade.

A produção ofensiva da equipa
“Espero que os motive a ser cada vez melhores, sem ficar contentes com o que temos conseguido no processo ofensivo. Acima de tudo, manter esta ambição de ser sempre melhores. Valorizo, também, que foi mais um jogo sem sofrer golos. Que 2026 seja melhor ainda do que 2025, que foi um ano fantástico.”

Futebol exibido pelos Leões merecia melhor classificação?
“Merecer é subjectivo. O melhor é o FC Porto porque vai em primeiro, jamais se lhe pode tirar esse mérito. Agradeço as palavras do treinador do Rio Ave FC [considerou que o Sporting CP joga o melhor futebol em Portugal], é sinal de respeito e de reconhecimento da nossa qualidade. Mas claro que nem sempre vamos estar tão bem. Hoje tivemos uma primeira parte mais ‘adormecida’ e uma segunda mais ao nosso nível. Faz parte e é natural, porque do outro lado está outra equipa com as suas qualidades.”

Experiência retirada da época passada para lidar com várias ausências
“Sempre fui assim, não me lamento e agradeço todos os dias por poder estar aqui a fazer o que mais amo. Olho para o meu dia-a-dia de forma muito positiva. No ano passado tivemos dez [ausências em simultâneo], agora oito. O Fotis e o Maxi jogaram doentes, não treinaram, o Edu acordou com sintomas, na primeira parte sentiu-o, mas depois fez uma segunda parte de selecção nacional. Confio e acredito em todos. Este ano é uma nova época, um plantel diferente e dentro das nossas ideias arranjamos soluções, e eles dão resposta.”

A exibição de Luis Suárez
“Tem feito um grande início de época, e não tem que ver só com o hat-trick de hoje. Desde o início é evidente a ligação que tem com a equipa. Está a cumprir as expectativas de quando o contratamos. Não tenho dúvidas de que vai marcar a era dele. Tem percebido o que tem de fazer para ajudar a equipa e, depois, a equipa ajuda-o a ele.”

A resposta de Maxi Araújo a jogar mais subido no terreno
“Tem dado resposta, não só neste jogo. Acho que leva quatro golos e uma assistência. Na selecção joga a extremo, de forma diferente, mas joga. Adaptou-se muito bem à dinâmica da equipa e dá-nos coisas fantásticas, por isso é que tem golos. Dá um ataque à profundidade, por exemplo, que o ‘Pote’ não dá tantas vezes. (…) É um jogador com um compromisso e energia fora do normal e personifica os valores Sporting CP, tanto em qualidade como em atitude. Não me surpreende nada.”

Corrida a dois na Liga após o empate do SL Benfica em Braga?
“Eu quero ser primeiro, não quero ser terceiro, por isso olho para o primeiro e sei que, agora, levo dois pontos [de atraso] e temos de fazer a nossa parte para lá chegar. Não olho para o terceiro classificado, olho para o primeiro. A segunda volta tem muitos jogos, ainda vai correr muita água, mas temos de fazer a nossa parte.”

Eduardo Quaresma deve ir ao Mundial?
“O seleccionador é que tem de decidir, mas claramente que pelo que tem feito é claramente jogador de selecção nacional. Tem aproveitado a ausência do Diomande e do Zeno [Debast], soube esperar, mas acreditamos muito nele e tem feito belíssimos jogos. Feliz por ele e que continue assim. Tem crescido muito, mesmo no seu dia-a-dia, está mais maduro e rigoroso.”

Mês de Janeiro recheado de jogos é decisivo?
“É o calendário. Janeiro ainda vai ser mais bravo do que Dezembro. Vamos disputar a Taça da Liga e os jogadores querem disputar uma final outra vez. Eles querem é jogar, para mim é mais difícil, porque não conseguimos descansar alguns tanto como gostaríamos, mas temos de lidar com isso. Olho para um jogo de cada vez, mas acho que o mês de Janeiro não vai ditar nada no desfecho do Campeonato. Há muito jogo ainda para correr.”

Sporting CP tornou-se a equipa que mais vezes orientou em termos de jogos (56)
“É sempre especial. Estou num grande clube, onde fui Campeão Nacional, ganhei a Taça de Portugal e onde sou muito feliz. E que faça muitos mais, sinto-me feliz.”

A aposta nos jovens da formação
“Todos estão preparados para dar resposta. O Flávio dá-nos coisas muito próprias, o Blopa também, e são jogadores que têm estado mais connosco face às ausências, mas há muitos mais na equipa B que podem ser chamados. A equipa B está a fazer um belíssimo campeonato e têm de manter-se humildes para ter mais oportunidades. Acreditamos que no futuro serão importantes no Sporting CP.”

Páginas

Subscreva RSS - Primeira Liga