Rui Borges: "Foi um jogo difícil"
11 Abr, 2026
Técnico satisfeito com o triunfo suado (0-1)
Após a difícil vitória na Amadora (0-1), Rui Borges esteve na sala de conferências de imprensa do Estádio José Gomes, onde analisou a exibição verde e branca.
Análise à partida
"Foi um jogo difícil, competitivo. Sabíamos que os jogos depois da UEFA Champions League são sempre muito difíceis para nós e o discurso foi muito por aí. Temos isso bem ciente. Tínhamos de competir. Controlámos o jogo com posse, é certo, mas faltou-nos alguma inspiração no último terço. Na primeira parte, o CF Estrela da Amadora defendeu a área com onze jogadores, podíamos ter tomado melhores decisões. Não os deixámos acreditar nem entrar em transições, nesse aspecto até estivemos bem, minimamente concentrados, sabíamos que era importante ter esse rigor também. O jogo foi um pouco por aí: nós com muita bola, mas com alguma falta de inspiração no último terço. A equipa teve a mentalidade e aí é que se veem os verdadeiros campeões."
Alterações no onze a pensar nos próximos jogos?
"Foi gestão física. O Gonçalo Inácio tem muitos minutos. É certo que tinha o quarto amarelo também, mas foi muito mais pela parte física: veio tocado da Selecção, entrámos num mês com muitos jogos e para não ter uma quebra e o perdermos optámos por fazer essa gestão. O Edu [Quaresma] e o Zeno [Debast] mereciam essa confiança, fizeram um jogo muito bom, em casa, frente ao CD Santa Clara. Demonstram bem o cáracter e a vontade de todos de aproveitar as oportunidades que o treinador lhes dá. Confio em toda a gente.
Acabámos por refrescar um pouco a zona central, os dois centrais e dois médios. O Morten [Hjulmand] não jogou com o Arsenal FC, o [Hidemasa] Morita fez 90 minutos, o Dani [Bragança] tem estado muito bem... era importante ter ali malta fresca também mentalmente. Não foram muitas mudanças para poder dizer que foi a pensar nos próximos jogos. Foi mais uma pequena frescura física e mental em corredor central."
Semana e meia decisiva
"É natural que seja uma semana decisiva, por estarmos cada vez mais próximos do final da época. Os jogos tornam-se mais decisivos, mas importa-me apenas olhar para o próximo. E o próximo é o Arsenal FC."
Regresso de Geovany Quenda
"Muito feliz por ver o Quenda voltar. É um jogador importante, que dá muito à equipa. Teve uma paragem longa, infelizmente, mas estamos todos - colegas e equipa técnica - felizes por tê-lo de volta. É um jogador diferenciado e pode ajudar-nos nesta recta final do campeonato e nas competições em que estamos inseridos."
Vento
"O vento condicionou toda a gente, não só o Sporting CP. O vento, o frio... a adaptação foi difícil para todos e condicionou a qualidade do jogo."
Saída de Iván Fresneda
"O Iván estava com queixas físicas e optámos por tirá-lo a intervalo."
Qualidade exibicional de Daniel Bragança pós-lesão
"O Dani tem crescido. Está um jogador ainda mais maduro e, claro, aliado à sua qualidade técnica e de leitura de jogo... li há uns dias dizerem que, no futuro, ele pode ser treinador. Não tenho quaisquer dúvidas disso. Tem uma leitura de jogo e tomada de decisão acima da média, precisou de tempo mas está numa boa fase, tem acrescentado muito à equipa, e os colegas veem nele essa qualidade para ajudar e fazer a diferença."
Dificuldades para acelerar o jogo
"Na primeira parte, a posse foi muito lenta. Tínhamos de fazer a bola andar mais, e por isso digo que o vento acabou a condicionar muito o jogo, muito mesmo. Os jogadores acabam por ter algum receio de fazer alguns passes e percebem que o vento torna as coisas diferentes. Tínhamos de vascular muito. A bola tinha de andar muito no corredor e mesmo assim era preciso tomar decisões mais simples para ir 'amassando' o adversário. Chegámos ao último terço e fomos muito lentos, não estávamos a ganhar superioridades. Ao intervalo melhorámos e na primeira parte não o estávamos a conseguir, havia sempre igualdade numérica e tempo para o CF Estrela da Amadora se reorganizar e tapar baliza.
Eles optaram por meter um bloco de cinco, e acaba por ser mais difícil. São jogadores competitivos e intensos em termos físicos e atléticos, é natural que a nós também nos faltasse alguma energia, mas apesar de tudo, sabíamos que era um jogo onde tínhamos de competir, mais do que querer jogar muito bem."