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Foto Isabel Silva, José Lorvão

Derrota demasiado dura em dérbi capital

Por Sporting CP
19 Abr, 2026

Sporting CP foi do céu ao inferno no fim e caiu perante o SL Benfica (1-2)

De regresso ao Estádio José Alvalade e à Liga após a histórica prestação na UEFA Champions League, a equipa principal de futebol do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 1-2, este domingo, na partida da 30.ª jornada.

Luis Suárez teve nos pés a chance de adiantar os Leões de penálti, mas foi Schjelderup, dessa mesma forma, a marcar ainda na primeira parte, obrigando os Leões a correr atrás do prejuízo. Assim foi e Hidemasa Morita fez o empate aos 72’, mas tudo ruiu nos descontos e de forma dramática, com Rafa Silva a sentenciar a derrota verde e branca depois de Rafael Nel ter feito primeiro o 2-1 para o Sporting CP, mas em fora-de-jogo.

Entre rivais e num dérbi capital na luta pelo título, o desfecho foi castigo severo para os Leões de Rui Borges, que ficaram com contas mais complicadas no topo da tabela. O FC Porto, que ainda não jogou nesta jornada, pode alargar a margem na liderança (76 pontos), o SL Benfica subiu à condição ao segundo lugar (72), enquanto o Sporting CP (71) caiu provisoriamente para terceiro, embora ainda tenha de cumprir um jogo em atraso.

Para enfrentar um SL Benfica de José Mourinho ainda invicto na Liga e em pleno ‘tudo ou nada’ para mudar a classificação final, Rui Borges apostou exactamente no mesmo ‘onze’ apresentado a meio da semana em casa do Arsenal FC, composto por Rui Silva na baliza, Eduardo Quaresma, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio e Maxi Araújo na linha defensiva, meio-campo entregue a Morten Hjulmand e Hidemasa Morita, enquanto Geny Catamo, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão e Luis Suárez ocuparam o último terço. João Simões, por seu turno, juntou-se nas ausências a Iván Fresneda, Nuno Santos, Luís Guilherme e Fotis Ioannidis.

Dérbi é dérbi e, por isso, a entrada das equipas foi especialmente tonitruante, acompanhada por bandeiras verdes ondeadas em todas as bancadas, que estiveram cheias como nunca com 51470 espectadores, a melhor casa de sempre. Já depois de Francisco Trincão e Daniel Bragança terem sido homenageados no relvado pelas marcas redondas atingidas – 200 e 150 jogos de Leão ao peito, respectivamente – e de um minuto de silêncio em honra do ‘magriço’ Vicente Lucas, deu-se o pontapé de saída na partida, adiado para as 18h15, devido ao atraso do SL Benfica na chegada ao estádio por constrangimentos na Ponte 25 de Abril, após um acidente.

O Sporting CP entrou ‘mandão’ com bola e nos primeiros cinco minutos já somava três oportunidades de golo: dois remates de Geny Catamo, os mais perigosos, que Anatoliy Trubin sacudiu como pôde – o primeiro ainda foi ‘pingar’ na trave por duas vezes – e na recarga Pedro Gonçalves ainda atirou à malha lateral da baliza.

A resposta das águias também foi rápida e chegou num canto, mas com igual eficácia do guardião verde e branco, que entre os postes ‘voou’ para negar um golo certo a cabeceamento de Nicolás Otamendi. Também de canto, após uma saída mal medida de Trubin, ‘Pote’ ficou perto de aproveitar, mas o remate saiu desenquadrado.

Seria uma questão de eficácia até inaugurar o marcador em Alvalade, mas a partir dos 11 metros. Os decibéis subiram já perto do quarto de hora de jogo, quando o árbitro João Pinheiro, chamado pelo VAR, foi ao monitor rever um pisão na área sobre Trincão e marcou penálti. Na cobrança, contudo, o guarda-redes encarnado adivinhou as intenções de Suárez e defendeu o castigo máximo. Mais eficaz foi o SL Benfica, que aos 27’ também dispôs de um penálti – por mão de Morita – e não desperdiçou. Andreas Schjelderup bateu em força e para o meio, fazendo o 0-1.

Um golpe muito penalizador para a forte entrada dos Leões, que tentaram reagir de imediato, mas esbarraram várias vezes na numerosa organização ofensiva do SL Benfica, bem como nas várias paragens que o dérbi foi tendo até ao intervalo.

Sobretudo com Geny e Trincão a tentar desequilíbrios, mas sem criatividade nem acerto suficientes no último terço, onde se disputou maioritariamente o resto da primeira parte, a desvantagem verde e branca manteve-se intacta sem qualquer ameaça real. As águias, por seu lado, ainda tentaram avistar o contra-ataque através de uma arrancada a solo de Franjo Ivanović – novidade no ‘onze’ – que Inácio resolveu com mestria.

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Já no reatamento da partida, Pedro Gonçalves quase deu o melhor tónico para acreditar na reviravolta. O camisola 8 flectiu da esquerda para dentro e com um pontapé rasteiro acertou em cheio no poste. Mais tarde, Geny Catamo atirou ao lado e ‘Pote’, outra vez em carreira de tiro, chutou à figura.

Só que com o Sporting CP a correr atrás do prejuízo com mais risco, o jogo tornou-se mais perigoso face ao espaço disponível para as transições do SL Benfica e duas delas, ambas finalizadas por Schjelderup, deixaram avisos bem sérios. Na primeira, valeu a ‘estirada’ de Rui Silva junto à relva, enquanto a seguinte saiu ligeiramente ao lado.

Perto do poste, também, mas do outro lado, saiu um pontapé cruzado de Morita, já com Georgios Vagiannidis e Zeno Debast em campo - por Quaresma e Diomande –, seguindo-se a entrada de Geovany Quenda para ir em busca de soluções a partir do banco. E uma destas mudanças ajudou, e muito, para chegar ao desejado empate, quando o tempo corria cada vez mais contra o Sporting CP e a favor do SL Benfica.

Descaído sobre a direita, Debast fez uso da sua precisão e cruzou de forma perfeita para Morita ir à área cabecear para o fundo das redes, com Trubin pregado ao relvado. ‘Terramoto’ em Alvalade e com réplica logo a seguir, mas o guardião ucraniano travou mais um remate de longe de Geny.

Embora o 1-1 tenha renovado a crença verde e branca, o SL Benfica - mais fresco com quatro substituições de uma vez – conseguiu refrear o ímpeto do Sporting CP, repartindo mais a posse de bola. Além disso, Leandro Barreiro apareceu solto ao segundo poste e só não ficou perto do golo porque o desvio saiu muito por cima.

Rui Borges respondeu com as entradas de Daniel Bragança e Rafael Nel – saíram uns desgastados Morita e Geny – para o esforço final no dérbi e na corrida pelo título e os Leões ganharam um novo fôlego, mas foram do céu ao inferno numa questão de escassos minutos e já em período de compensação.

Pouco depois de Bragança ter tentado a sua sorte de fora da área e a bola ter saído muito perto do alvo, Rafael Nel isolou-se, fintou Trubin e fez balançar as redes, porém tinha partido em ligeira posição de fora-de-jogo. E tudo piorou, a seguir. Na resposta imediata, Rafa entrou na área contrária e finalizou na cara de Rui Silva, fechando as contas do dérbi com o 1-2.

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O Sporting CP, ainda assim, não caiu sem tentar tudo em busca do empate, mas Inácio teve a sua promissora chance bloqueada e o derradeiro remate em arco de Trincão errou o alvo. Uma derrota duplamente penalizadora para os comandados de Rui Borges, não só pela forma cruel como se abateu mas também pelo impacto que pode ter nas contas do topo da tabela no fim da jornada.

Agora, abre-se uma nova frente no imediato: o desfecho da meia-final da Taça de Portugal. Depois da vantagem conseguida na primeira mão em Alvalade (1-0), o Sporting CP desloca-se ao Estádio do Dragão, na quarta-feira (20h45), para garantir uma nova presença no Jamor.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma (Georgios Vagiannidis, 60’), Ousmane Diomande (Zeno Debast, 60’), Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 88’), Geny Catamo (Rafael Nel, 88’), Pedro Gonçalves (Geovany Quenda, 68’), Francisco Trincão, Luis Suárez