Vamos ao que falta
23 Abr, 2026

Perder o dérbi eterno, desde que me conheço enquanto Sportinguista, é uma espécie de sensação que não consigo descrever por palavras, principalmente no período seguinte ao apito final.
É realmente muito difícil de digerir. Mas penso sempre, neste momento de profunda tristeza, por ser contra o adversário que verdadeiramente mexe comigo emocionalmente, naquela expressão do treinador italiano Arrigo Sacchi, que disse um dia que "o futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida". Uma forma de me tentar ajudar a mim próprio no sentido de minimizar a azia sentida.
Mas este dérbi, que caiu para o adversário, como anteriormente já havia caído para nós, parecia estar escrito que tinha tudo para não correr nada bem. E não correu. Não por falta de entrega. Não por falta de acreditar. Mas, essencialmente, porque a fortuna da sorte esteve arredia do Leão. Começar um jogo a falhar uma grande penalidade pelo jogador mais improvável de o fazer, o "matador" Luis Suárez, e terminar a sofrer o golo da derrota no período de descontos, é algo que parecia ser o destino a escrever.
Mas, sem expressões que, como costumo aqui escrever, e que abomino, como a que temos de levantar a cabeça, estou certo (escrevo esta crónica antes da meia-final no Dragão) que as cinco "finais" que nos faltam no Campeonato irão ser ganhas, e se o "Tri" parece longínquo... inevitavelmente longínquo, teremos de lutar por agarrar o lugar na Champions League da próxima época.
A luta por esse desiderato começa já no próximo fim-de-semana na deslocação à Vila das Aves para defrontar o AFS. E, estou crente, que o Sporting Clube de Portugal, aquele que foi capaz de encantar a Europa do futebol esta época, será igualmente capaz de conseguir o objectivo de o voltar a fazer com carácter de regularidade nos grandes palcos internacionais. Ganhar hábitos de estar presente nos grandes momentos do futebol internacional.
Por isso mesmo, este momento não pode ser encarado como uma fatalidade, e requer cabeça fria.
E será com essa cabeça fria – pese o natural cansaço do excesso de jogos seguidos – com muito denodo e com a missão primordial de acreditar muito... acreditar sempre, que vamos ganhar as "batalhas" que nos esperam. Acreditem, Leões. Teremos de continuar unos e indivisíveis.
E por falar em "batalhas" que nos esperam, o próximo fim-de-semana será marcado, porque chegam as horas de todas as decisões nas mais diversas modalidades, pela final eight da Taça de Portugal de futsal, a realizar em Gondomar, da final four da Taça de Portugal de hóquei em patins, com o palco a ser a cidade de Tomar, e com o início da final do play-off do campeonato de voleibol, em que temos de fazer do Pavilhão João Rocha uma muralha verdadeiramente inexpugnável. Estar nos momentos das decisões implica a possibilidade de ganhar troféus. Nós estamos lá, nestas modalidades como em outras, e, obviamente, queremos abrilhantar – ainda mais – o nosso Museu. Que seja triunfante, o percurso do Leão no próximo fim-de-semana.
Uma coisa tenho como máxima, como aliás todos aqueles que amam o nosso Clube. A ganhar ou a perder, Sporting Clube de Portugal até morrer!