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Foto João Pedro Morais

Penáltis adiam decisão para domingo

Por Sporting CP
04 Jun, 2026

Derrota nos limites com o SC Braga obriga a ‘negra’ no Pavilhão João Rocha

Ficou tudo por decidir. Depois do triunfo em Braga (2-4), a equipa masculina de futsal do Sporting CP perdeu no Pavilhão João Rocha com o SC Braga por 4-5 nos penáltis (3-3 após prolongamento), esta quinta-feira, no segundo jogo das meias-finais dos play-offs da Liga.

Um desfecho que remete a discussão pela passagem à final para domingo (21h15), outra vez no Pavilhão João Rocha, num jogo de ‘tudo ou nada’ para Leões e minhotos. E este jogo 2 já foi uma verdadeira batalha.

Com muito apoio vindo das bancadas, começou tudo muito encaixado na quadra e só à passagem do quinto minuto é que surgiu o primeiro remate no alvo, autoria de Tiago Brito para defesa de Gonçalo Portugal, o titular na baliza verde e branca - e apenas o jovem Miguel Ramos como guardião suplente. Ainda com as defesas a levarem a melhor sobre os ataques, o Sporting CP tentou responder através da bola parada, mas na sequência de um canto ficou a faltar o desvio de cabeça de Zicky junto a um dos postes.

Depois desta entrada mais morna, quando já se cumprira a metade dos primeiros 20 minutos, o jogo avivou-se com oportunidades em catadupa. Uma ‘bomba’ de longe de Ângelo Barreto saiu resvalada das mãos de Gonçalo Portugal para o ferro e no seguimento do lance Pauleta, saído em contra-ataque, ficou perto de marcar na baliza oposta.

Nuno Dias, a orientar o seu jogo 650 de Leão ao peito, foi rodando as suas peças na quadra e Bruno Pinto, recém-entrado, também avistou o golo com um pontapé de fora da área, no entanto defendido por Eduardo Felten. Apesar do crescimento verde e branco, foi o SC Braga a inaugurar o marcador: Ângelo Barreto, aos 13’, surgiu sozinho na área e atirou a contar por baixo do corpo do guardião dos Leões – golo válido, embora o banco do Sporting CP tenha levado a equipa de arbitragem a rever o lance.

Os Leões não se deixaram abater e, aos poucos, com muito jogo de pivô – Zicky, sobretudo, e depois Rocha - remeteram os minhotos para a sua zona defensiva praticamente até ao intervalo, mas sem êxito. Oportunidades para empatar não faltaram, mas Eduardo Felten fechou os caminhos tanto a Tomás Paçó como a Felipe Valério nas mais flagrantes, dois momentos de cara-a-cara.

Assim, a verdadeira reacção e os (muitos) golos ficaram reservados para o segundo tempo, que foi muito disputado, frenético por momentos, mas nem sempre bem jogado.

O SC Braga até reentrou mais perigoso à base de transições e Gonçalo Portugal, entre os postes, revelou-se muito importante com duas defesas. Depois, já com o Sporting CP a insistir em busca de uma resposta, o jogo ‘aqueceu’ dentro e fora das quatro linhas após uma sequência de faltas mais ríspidas do SC Braga e foram vários os minutos de paragem, entre assistência médica, protestos e revisão dos lances.

Já assim que a partida foi retomada, não foi preciso muito tempo para que os Leões chegassem ao 1-1. Aos 26’, Zicky apareceu solto sobre a direita e, de pé esquerdo, atirou forte, cruzado e fora do alcance do guarda-redes para fazer ‘explodir’ as bancadas. E o marcador já não parou de mexer, uma e outra vez.

Inicialmente, a resposta dos bracarenses foi tremendamente eficaz para, a dez minutos do fim, voltarem a assumir a frente do marcador. Mamadu Turé cobrou uma reposição lateral para zona de tiro exterior, onde Alexandre Cunha ‘encheu’ o pé e fez o 1-2. Jogada que o Sporting CP imitou na execução e no desfecho, tendo Alex Merlim – a cruzar - e Pauleta – a rematar em força – como protagonistas para restabelecer a igualdade apenas três minutos depois.

E foi o golo que galvanizou os comandados de Nuno Dias para a reviravolta. Esta podia ter acontecido de contra-ataque, conduzido entre Pauleta, Merlim e Zicky e negado por uma defesa impressionante, mas teve de ser outra vez à boleia da bola parada. O primeiro canto até acabou com Zicky a não conseguir cabecear a bola nas melhores condições para a baliza, porém o segundo acabou em… rugido. Merlim bateu rasteiro para fora da área e Zicky – omnipresente – atirou uma verdadeira ‘bomba’ que pôs o resultado e o Pavilhão João Rocha de pernas para o ar.

Só que o jogo ainda estava longe de acabar e o SC Braga deu mostras de vida nos últimos três minutos. Depois de embater na mão firme de Gonçalo Portugal, foi bafejado com um lance feliz: um passe interceptado por Willian Carioca transformou-se em golo (3-3) porque a bola foi inadvertidamente na direcção da baliza que estava deserta. E, pouco depois, um potente pontapé de Turé ainda deixou a barra Leonina a abanar.

Houve jogo até ao último segundo do tempo regulamentar e mais além, porque nem o prolongamento serviu para decidir o vencedor. Nas duas partes, o Sporting CP foi geralmente a equipa mais ameaçadora e que quis sempre algo mais, mas o marcador manteve-se inalterado e os dois conjuntos aguentaram-se no limite das faltas (e do cansaço).

Então, tudo se resumiu aos penáltis e a eficácia dos bracarenses foi total, marcando todos. Até ao quinto penálti, do lado Leonino só Tomás Paçó não converteu a cobrança – defesa de Leandro Costa – e Gonçalo Portugal até ficou muito perto de defender o derradeiro, de Willian Carioca, mas a bola resvalou do pé e entrou mesmo.

Assim, a última vaga na final, onde aguarda o SL Benfica, só se vai decidir no domingo, mas os Leões de Nuno Dias contam de novo com o Pavilhão João Rocha.

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Felipe Valério, Ivan Chishkala, Miguel Ramos [GR], Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Bruno Maior, Rocha