Ganhar está no nosso ADN
14 maio, 2026

"A sorte dá muito trabalho", foi uma expressão sábia, entre muitas outras por ele proferidas, que ouvi do professor Mário Moniz Pereira.
E a actualidade do Sporting Clube de Portugal sintetiza na perfeição aquilo que aquele fazedor de campeões como nenhum outro, tão feito de conquistas, dizia com toda a propriedade.
O Sporting Clube de Portugal, que é a maior potência desportiva nacional e uma das maiores a nível mundial tem quase 120 anos dessa "sorte". Feita de Esforço, Dedicação e Devoção para conseguir ter uma Glória sem paralelo. Somos um clube único.
A História não se apaga. É feita de um passado que nos orgulha, mas também de um presente que, chegados que estão os momentos de todas as decisões, nos tem sido pródigo em conquistas atrás de conquistas, e transversais a todas as modalidades.
Para falarmos das mais recentes – embora todas elas sejam recentes e têm sido em catadupa, se na passada edição do nosso Jornal falei do "Tri" do andebol e da Taça Hugo dos Santos no basquetebol, nesta edição mais títulos foram ganhos, e não foram coisa pouca.
Falo "só" do Bicampeonato do voleibol, que deu o "triplete" na época, e da terceira vitória do nosso futsal na Champions League.
Ver a forma contagiante como os jogadores que envergam o símbolo do Leão rampante festejam cada conquista chega até a ser comovente. Quanto mais ganham, mais querem ganhar. É o ADN do Leão. Na passada quarta-feira ver como os rapazes do voleibol exultaram com a vitória no Campeonato, sob o comando de João Coelho, foi como disse atrás comovente. Ver os profissionais, chorar, rir, brincar, interagir com os adeptos, foi bonito... foi "à Sporting".
Como também foi fantástico ver a forma como o "Mestre" Nuno Dias, o melhor treinador do Mundo, na minha opinião – e não só – no pós-jogo emocionar-se como se fosse a sua primeira conquista. Mas não, são já muitas, mais de três dezenas, ou ainda o "capitão" João Matos, que festejava como se não houvesse amanhã, de forma genuína.
Este Sporting Clube de Portugal, que também tem desaires, porque é impossível ganhar sempre em tudo – é um clube que se recomenda. Esta época, e ainda mais temos para ganhar, acredito plenamente nisso, tem sido pincelada a verde e branco com conquistas atrás de conquistas em todas as modalidades –literalmente em todas.
Existem os invejosos e aqueles que gastam milhões para proporcionalmente ganharem tostões, que falam depreciativamente num "manto verde" que eu confirmo existir por mera constatação. A de que esse manto é feito de trabalho, de competência, de aposta na formação – exemplo inacabado disso é o facto de no plantel Campeão Europeu de futsal estarem nove jogadores da "cantera" do Leão. Em suma, e como aquele velho ditado português diz que "se tens inveja de mim, faz como eu, trabalha". E sim, acreditem, é no trabalho e sobretudo na capacidade intrínseca de escolher os melhores treinadores, jogadores e coordenadores das modalidades que está o segredo dos êxitos... dos inúmeros êxitos.
E, porque sou grato e reconhecido, já que foi assim que me educaram sem ser subserviente a nada nem a ninguém, neste meu feitio até um pouco anarco-sindicalista, deixo propositadamente para o fim um agradecimento ao Conselho Directivo, por perfeita justiça.
E escolho aqui duas pessoas, sem esquecer as restantes. Falo de Frederico Varandas, aquele que já é o mais titulado dos presidentes da nossa História e que tem feito um trabalho soberbo que nos tem mesmo levado a patamares de excelência, e ainda para o meu amigo de mais de 30 anos, vogal para as modalidades, Miguel Afonso. Vou aqui tratar-te por "tu", como sempre o fiz, porque temos à vontade para isso. És um dirigente de mão-cheia, que vive o Clube como poucos. És hoje um Homem de gabinete e também de trabalho de sapa, mas que, pelas mãos do teu pai, também ele um bom amigo que tive, desde criança que respiras bancada como um verdadeiro Leão que sabe de Sporting como poucos. Simbolizas na plenitude um dos meus modelos de Sportinguista. Obrigado por tanto.
Ser do Sporting Clube de Portugal é tão bom. É mesmo uma sensação que não se explica, sente-se.